Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue

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⁠PELO CAMINHO

Eu queria ver no silêncio do escuro
O amor puro, o mais que você quer
Que te agrada, em tudo que quiser
Este o prazimento que eu procuro

Te querer, quero! no olhar seguro
De doce paixão. Poesia a lhe dizer
Ser, estar, para enamorado te ter
Assim, que penso em nós, te juro!

Às vezes eu deixo de pensar em ti
E por aí o pensamento vai sozinho
Pensando se ainda está por aqui...

Neste segundo, você é só carinho
Só satisfação, uma sensação rubi
E, então, levo você pelo caminho!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04, agosto, 2021, 15’47” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Em algum lugar por aí, tem um cara que vai dar valor ao seu amor por livros.

Inserida por pensador

Vou anotar o número do meu telefone aqui e entregá-lo para você. O que fará com ele, sabe, será decisão sua, mas espero que talvez, só talvez, você me ligue.

Inserida por pensador

Lembre-se, pode parecer que estou jogando lixo em você, mas é um presente.

Inserida por pensador

Você é tão jovem, mas tão tradicional.

Inserida por pensador

Acho legal quando duas pessoas resolvem ficar juntas para sempre.

Inserida por pensador

Passei muito tempo brigando com o passado em vez de pensar em tudo de bom diante de nós.

Inserida por pensador

⁠Flores Murchas

Desmaiadas na vida
Pálidas desabrochadas
As cores de partida
As pétalas cansadas
Ainda com viço
Afadigadas...

Murchas flores
Flores murchas
Tristes louvores
Versadas...

De perfume postiço
E as forças exiladas
Feitiço
Da existência traçadas
Do fado mortiço
De inevitáveis jornadas

Murchas flores
Flores murchas
Tristes louvores
Desenganadas...
Perfazendo o curso
Revoadas
Incurso...

Flores murchas
Murchas flores
Tristes louvores
Encantadas!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 dezembro, 2022, 18’52” – Araguari, MG
Versão musical para o poema “Flores Murchas”

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NATAL EM SONETO (dezembro)

24 de dezembro, uma noite tão presente
Noite Cristã, zelo ao Pequeno Nazareno
Um amigo amor, um desígnio tão pleno
A infância em recordação, inteiramente
Nestes veros meu cantar doce e ameno
No pisca-pisca de sentimento inocente
Lépida cantiga, total sensação que sente
Mesa posta, nossa gente, o crer sereno

Ó Menino Nazareno, sentido, confiança
Aquela verdade que nos traz esperança
Aquela inspiração que nos dá devoção
E, no coração o tanger do fervor imerso
Neste emocional, só um pequeno verso:
Dum soneto de Natal em devota canção!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 dezembro, 2022, 19’42” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A vida é o hoje, o amanhã é incerto. Portanto, viva sem medo de exaltar a sua felicidade!

Inserida por joao_pedro_mota

⁠A lágrima molha os sonhos tristonhos

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Eternamente

Sobre o sonho escrevi teu nome um dia
Mas a ilusão a levou tal escrita na areia
Onde o mar apaga, insisto, mas todavia
A emoção vela pra que a saudade a leia
Ó fado breve, tão fugaz, desdita aflição
O que é mortal tem seu tempo. O final
E nós passaremos, e os enredos ficarão
Afinal, o que ampara é o vínculo imortal

E, assim, me parece que só o vil perece
Não! O amor, o afeto, nem tudo some
Coração consome e a alma engrandece
Nos meus versos, jacente é o seu nome
Então, nos teus abraços, eternamente
Recordação duma felicidade incontida
Tão grande, querida, vontade se sente
Pois, lembrar-te-ei mesmo após a vida!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 dezembro, 2022, 05’42” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Ô, saudade do meu Nordeste! Cuscuzinho com ovo bem quentinho, a manteiga chega derrete. Aqui a gente só come o pão que o diabo amassou. Amassou, cuspiu e jogou no asfalto.

O Cangaceiro do Futuro (série)
1ª temporada, episódio 1.
Inserida por pensador

Voltei, mas já tô querendo é desvoltar, porque eu acho que voltei demais no tempo. Eu fiz que fui, não fui e acabei nem “fondo”.

O Cangaceiro do Futuro (série)
1ª temporada, episódio 2.
Inserida por pensador

⁠Soneto penoso

Emoção! ao sentires a poesia pacata
O abandono duma prosa de amor
Trova que fere, canto que maltrata
É pranto que nasce de grande dor
Quando ouvires d’alma rude sonata
Rugindo de um sentimento traidor
E perceberes uma poética ingrata
Entenda, são versos dum sofredor

Cá, esconde as angústias, o tédio
Onde o coração sofre duro assédio
Do desagrado, em verso amargoso
Pois, um poema que magoa, soa
Na sensação... e o sentir atraiçoa
E, quase sempre, resiste penoso!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 outubro, 2023, 08’51” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TODO AMOR

No sentimento, há um soneto lindo
Que mais parece uma leve emoção
Sussurrante, com o versar sorrindo
Na versão aquela perfeita inspiração
Atraente sensação, o afeto incluindo
Suspiros em versos, mimos em botão
E, que torna o fascínio tão bem vindo
Com seus sentidos, saboridos, então!

E, assim, verseja a prosa no agora
Com significado do fulgor da aurora
Que rega o coração com o tal vigor
Ah! paixão... bom ter-te neste carinho
Sem que seja um cárcere de espinho
Mas, sim, a poética com todo o amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/10/2023, 15’51” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠POESIA DESFOLHADA

Ela com toda a sofrência. A dor pesada
Verso miserável, o sentimento a vincar
Contrita, suspirosa, lacrimosa, fadada
A cada árduo momento o seu poetizar
Toda sofrência... E, de alma surrada
A sensação de desamparo a fervilhar
Aflita, inquieta, trêmula, atrapalhada
O canto desentoado, põe-se a chorar

Como não sentir a este triste ensejo!
Onde outrora era prosa e doce beijo
Olhares, gestos e, a poética sincera
Tristura! Trova lastimosa, rejeitada
Hoje, nesta dura poesia desfolhada
Tal folha outonal, o amor degenera.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/10/2023, 16’10” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Adequação

Saudade! De ti o vazio que me dilacera
E, que enche a minha alma com agonia
Lágrima, suspiro, delírio e, prava apatia
Tu! sensação que rasga e a dor esmera
Versos tristes, triste e inquieta poesia
Amargura que quase envenena, hera
Daninha que prolifera, que degenera
Que emana do pesar a cruel melodia

Grande este sofrer! Descora a aurora
Suplicio, aguçado sempre, vida afora
Segue, ferindo, em carentes caminhos
Saudade! Guarda contigo está rudeza
Deixai-me o tempo com sua gentileza
Não tem glória sem coroa de espinhos!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 outubro, 2023, 14’35” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CANTAR EM VERSO

Poetar! Esquadrinhar os sentimentos
A imensidade ilusória da imaginação
O vário profundo casto da sensação
O redil duma emoção, os momentos
Poetar á luz prateada de uma paixão
Ver todos os chãos, os pensamentos
O pulsar do coração, os sacramentos
Da alma... rolada pela face do quão!

Poetar, sempre plural, de maravilhas
O teu reino das viscerais quimeras
Eras da percepção, enredadas trilhas
Poetar os confins da razão, o risonho
Agrado. Os perfumes das primaveras
A leveza do vento, na asa do sonho!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 outubro, 2023, 18’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Silêncio

Silêncio o mais rude dos tormentos
O que mais dói na emoção da gente
O que sente o vazio, tristes lamentos
A imensidão do sentimento ausente
Silêncio é viver sem os momentos
É privação, é ter uma dor ardente
Deixar-se levar pelos aflitos ventos
Da solidão, ir morrendo lentamente

O silêncio, inquieto numa despedida
É uma alvorada de clarões diversos
Um misto entre os suspiros da vida!
Ele tem tudo... reunido, e nada tem!
E não há se quer poética nos versos
Que suavize a alma, sem um porém!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 novembro, 2023, 13’03” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol