Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue

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⁠"A princípio, pensei que ela fosse Ariadne, ninfa de Apolo, e que sua mente fosse um milagre dos deuses arquitetos do caos. Mas, com o passar dos dias, revelou-se igual aos demais: uma pessoa binária, presa à contemplação medíocre do sim e do não, do bem e do mal."

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Encantamento

A princípio, ele pensou que ela fosse Ariadne — uma ninfa perdida entre os mitos e as constelações. Pensou que sua mente fosse um milagre oculto dos deuses, uma peça rara entre os destroços do caos. Via nela o brilho do improvável, como se cada gesto carregasse um segredo antigo.

Mas com o passar dos dias, ela foi se revelando... comum.
Pessoa binária — presa na contemplação medíocre entre o sim e o não, entre o bem e o mal. Uma alma regida por manuais. Uma mulher como tantas.

E ainda assim, ele a desejava.

Não por aquilo que ela era, mas por aquilo que ele imaginava que poderia ser, se ela aceitasse se lançar com ele ao vazio. Ele queria a vertigem. Queria sair do chão com ela, voar — não sobre nuvens, mas sobre abismos. Queria perder-se e, no fundo da queda, encontrá-la.

Ele era um homem subterrâneo.
Habitava no silêncio, na contramão do tempo. Carregava na alma uma solidão antiga, quase mineral. Tinha feito do abismo seu ateliê, seu altar e sua casa. E nela enxergava a possibilidade de dança, de salvação, de ruína bela.

Queria levá-la para esse mundo, onde a arte não tem preço e os gestos não pedem permissão. Queria que ela ouvisse o som da vertigem, o canto obscuro que move os artistas quando amam.

Mas ela tinha sonhos —
Sonhos com raízes, não com asas.
Queria se casar, ter filhos, construir uma casa com varanda e cortinas. Queria um homem estável, domingos tranquilos e filhos com nomes decididos muito antes de nascerem.

— E se não houver futuro? — ele perguntou, numa madrugada em que ela falava de imóveis e certidões.
— Então a gente inventa um — ela disse, sorrindo como quem jamais compreendeu a pergunta.

Ela não o entendia.
Achava bonito o que ele dizia, como quem acha bonita a chuva ou a música triste — mas não desejava se molhar, nem chorar.

Ele queria que ela rasgasse o destino e ardessse com ele num fogo sem nome. Mas ela dizia:
— Você precisa crescer.
E ele sentia que era exatamente o oposto: precisava desaprender.

No fim, ela partiu.
E ele ficou — com a ausência dela, com a vertigem não vivida, e com a verdade que o tempo traz como um veneno lento:
não era ela quem havia sido pequena —
era ele quem havia sonhado grande demais.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Eis-me entre homens, meu irmão,
na angústia e na dor de saber da finitude —
e da inutilidade da vida
quando o assunto é a eternidade.

Amo e odeio essa possibilidade.
Convivo entre homens que, embora tente compreender,
enxergo como fracos:
almas perdidas no labirinto da consciência da morte.

Cegos guiando cegos,
todos buscam entender o que não é possível,
e acima de tudo, tentam encontrar sentido
naquilo que apenas repetem —
como se a crença, por si, salvasse.

Às vezes penso: talvez sejam como eu,
alguém que aprendeu a repetir os erros ancestrais —
a ilusão da crença
de que há algum sentido na morte do homem.

Sobretudo depois de se conhecer a sentença:
“Tu és pó, e ao pó voltarás.”

Me solidarizo com esses homens.
Mas, ao contrário deles,
na maior parte do tempo,
eu nego qualquer sentido ao universo.

Rejeito qualquer ideia cósmica ou estoica de metafísica —
seja a da alma imortal,
seja a da carne eterna,
ou da saturação de algum prazer físico.

Tudo é em vão.
Seguimos como ovelhas para o abate,
e todas as crenças desabam
quando a razão nos assalta,
como um raio que, vez por outra,
ilumina demais.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Confissão de um artista incompreendido

Eu só sou artista quando escrevo.

Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.

Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.

Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.

É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.

E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.

Inserida por EvandoCarmo

⁠A Visão de Sofia

Era ela.

Sofia…

Surgiu como uma aparição entre os sinos e os cascos.

A carruagem era dourada, mas ela… ela flutuava.

Seus olhos não pousaram sobre mim —

estavam além do mundo.

Ela voava, sim. Eu juro.

Saltou da carruagem como quem desfaz a matéria.
Não tocava o chão.

Era um anjo?
Era uma ave?
Era a Espanha inteira me chamando ao trono?

…Ou apenas o amor que nunca tive, me despindo de toda razão?

Eu gritei seu nome. Mas minha voz era vento.

Os cavalos corriam.
Os criados riam.

E ela — Sofia! — atravessava o ar como uma promessa que nunca se cumpre.

Ela me viu?
Ela sabia?

Ou fui apenas mais um vulto aos seus pés de nuvem?

…Meus pés, sim, ainda estavam na lama.
Mas a alma… a alma já era pássaro.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Escrever, hoje em dia, é um ato de resistência contra a insanidade coletiva que nos domestica, que nos embrutece, que nos impede de perceber a dor do outro. Vivemos num mundo de intolerância, de verdades absolutas, onde quem duvida morre. Na escrita, há uma brecha. Uma fresta de lucidez. Um instante de verdade.

Ali, diante da página, o poeta — como um semideus — nos apresenta a beleza honesta da dor. Ele nos representa como somos: seres humanos. Falhos, imperfeitos, mas humanos. E durante o tempo da leitura, sem nenhuma distração, sem nenhum pensamento alheio, nos conectamos com quem somos. Com nossa essência. E ao perceber isso, algo se transforma.

Porque há uma catarse que acontece. Às vezes sutil, às vezes brutal. Mas acontece. Saímos da leitura mexidos, acordados. Descobrimos a força incrível que é ser humano. O poder que temos em mãos. A capacidade de sonhar — mesmo com tudo em ruínas.

A pergunta é: o que vamos fazer com isso? Vamos tentar mudar o mundo, ou voltar à realidade mórbida, fingindo que nada foi dito? A poesia nos entrega uma verdade. E a verdade, uma vez vista, não pode mais ser ignorada.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Alter Ego e o Labirinto

Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.

Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.

Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.

Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.

Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.

Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.

Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?

Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.

Inserida por EvandoCarmo

FARDO

⁠Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.

Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...

Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O processo de uma dor psicológica é algo que te bate e te fere sem contato físico

Inserida por jonatas_santos_4

⁠⁠ Aquele que renova as nossas forças nunca nos abandona, ele está conosco em todos os momentos por vezes até no silêncio, mas sem perder o controle da nossa vida, aquele que está nos mais altos dos tronos e acima de todos não dorme.

Inserida por jonatas_santos_4

Pergunto-me como pode nos seres humanos temos a capacidade de sermos tão limitados quanto ao que nossos olhos podem ver, ao ponto de não enxerga a beleza Além da perspectiva natural, nossa busca por perfeição estética releva o quanto superficiais somos uns com outros, onde qualidades admiráveis que são invisíveis aos olhos é descartado em prol ao que ser ver por fora do conteúdo existente no visível.

Inserida por jonatas_santos_4

⁠O Natal a época que aquece o comércio, movimenta as pessoas, une as famílias, comove os corações. é impossível passar despercebido,embora não seja a data exata do Nascimento de Jesus Em nossa cultura, o Natal é relevante demais para ser ignorado. Não basta simplesmente agir como se esse dia, por não ser a data mais provável do nascimento de Jesus, possa ser desprezado completamente. Mas Para captamos o verdadeiro significado do “espírito do Natal”, precisamos apenas deixar cair à última sílaba, e ela se torna o ‘Espírito de Cristo. Aprender que não devemos esperar uma data no ano para Atos de compaixão e solidariedade, aprender que a capacidade de se colocar no lugar do outro e pensar: “e se fosse comigo? antes de ser realizamos qualquer atitude deve ser uma busca constante.
Aos meus amigos e familiares e pessoas que me seguem desejo boas festas e que o amor de Cristo nos guie e nos inspire, não apenas hoje, mas em todos os dias de nossas vidas.

Inserida por jonatas_santos_4

⁠Existe uma beleza dos relacionamentos que parecem mais distantes da geração atual, que reside na decisão consciente de alguém em permanecer ao seu lado, mesmo quando têm a liberdade de explorar outras opções e caminhos na vida, pois nesse mundo contemporâneo onde somos constantemente apresentados a uma ampla gama de opções e oportunidades, quem opta por permanecer fiel a um caminho ou a uma pessoa, demonstrar coragem e maturidade ao assumir responsabilidades que dão significado às nossas escolhas

Inserida por jonatas_santos_4

⁠Ao celebrar mais um ano de vida, é como se estivéssemos adicionando um novo capítulo ao livro da nossa jornada. Cada página virada nos traz experiências, desafios e conquistas que moldam quem somos. Embora tenhamos o livre arbítrio para escrever nossa própria história, é importante lembrar que Deus também está disposto a nos usar como instrumentos em Suas mãos para criar algo magnífico. Devemos ter fé para permitir que Ele seja o autor principal de nossa história, guiando-nos em direção ao que é melhor para nós.

Inserida por jonatas_santos_4

⁠⁠⁠Neste dia de luz e alegria, uma homenagem com amor e poesia, A mãe que nos guia, com doçura e valentia, És a estrela que brilha, nossa eterna melodia.
No teu colo, encontramos abrigo, Nas tuas palavras, sabedoria e abrigo, Mãe, és o sol que aquece nosso abrigo, Com ternura e força, enfrentas cada perigo.
Teu amor é um laço que nunca se desfaz, És a razão de nosso sorriso e paz, Mãe, és a flor que desabrocha na primavera, Feliz Dia das Mães

Inserida por jonatas_santos_4

Às vezes, conexões são como pontes invisíveis que nos permitem atravessar para o desconhecido, nos guiando por caminhos não mapeados, onde a atração e a amizade são as luzes que iluminam a jornada, revelando assim um outro terreno a ser explorado mas que ainda, está cheio de incertezas e perigos.

Inserida por jonatas_santos_4

⁠...e nesse momento, percebi que nem sempre as emoções deve guiar nossas escolhas. Às vezes, é preciso ouvir a voz da experiência e da cautela, para que as decisões sejam mais sábias e menos impulsivas.

Inserida por jonatas_santos_4

⁠A vida é como uma viagem de trem que nos leva a um destino inevitável,
as vezes, ficamos tão focados nas estações que esquecemos de apreciar a paisagem mas devemos lembrar que a viagem é tão importante quanto o destino final, então aproveite cada momento, mesmo nas paradas mais simples, pois são as paradas ao longo do caminho que nos moldam e nos ensinam.

Inserida por jonatas_santos_4

⁠Às vezes,galhos se entrelaçam com os de outra árvore. E nesse encontro, há uma dança delicada entre sombra e sol.Mas acontece que, há uma necessidade de podar esses galhos entrelaçados para que ambos possam crescer livremente na necessidade de preservar a própria vitalidade.

Isso não é sobre Árvores......

Inserida por jonatas_santos_4

⁠Devemos aceitar que o tempo é tanto nosso amigo quanto nosso inimigo. Viver cada momento com paixão e gratidão nos transforma em heróis, desafiando o tempo. Assim, criamos uma história que ficará marcada, e talvez, ao observar essa dança, o próprio tempo sorria e nos deixe um vestígio de nossa jornada.

Inserida por jonatas_santos_4