Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
A paz chegou no instante em que deixei de justificar minha dor, e aprendi que nem tudo precisa ser entendido para ser superado.
A vida me ensinou que nem toda dor precisa ser vista, algumas apenas pedem o silêncio e a presença de Deus.
O excesso de luz artificial do externo induz à cegueira para a urgência da lanterna que precisa ser acesa no interior.
Se o sentido precisa ser criado, então ele nasce frágil, vulnerável a qualquer ruptura, como algo sustentado por certezas que nunca foram sólidas, e talvez seja isso que torna tudo tão instável e humano.
A saúde mental é um jardim que precisa ser regado com paciência e, muitas vezes, com as próprias lágrimas, pois há sementes que só germinam no escuro e flores que só abrem quando o jardineiro finalmente aceita que não tem controle sobre as estações da alma.
Nem toda dor precisa ser resolvida de imediato. Algumas só precisam ser sentidas até o fundo. Como o inverno que parece interminável, mas que prepara a terra em silêncio para tudo aquilo que ainda pode nascer.
NEM TODA FLOR PRECISA SER SALVA
"Passei a vida cuidando para que as flores crescessem. Demorei muitos invernos para entender que amar uma flor também é aceitar o dia em que suas pétalas precisam cair."
- O Velho Cultor
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
A justiça precisa de autoridade para ser cumprida, mas precisa de limites para continuar sendo justiça.
Quando a literatura infantil também precisa ser olhada com carinho
Como professora, muitas vezes vejo doações de livros e materiais chegando às escolas. E toda doação que amplia o acesso à leitura merece ser valorizada.
Mas também me pego pensando: será que todo livro oferecido às crianças realmente contribui para sua formação?
Nem sempre uma história traz uma experiência significativa. Às vezes, encontramos contos que repetem os mesmos valores, as mesmas fórmulas e as mesmas mensagens, enquanto tantas outras possibilidades de infância continuam esperando para serem contadas.
E é aí que penso nos professores e autores que estão diariamente observando as crianças, ouvindo suas perguntas, percebendo suas dificuldades, seus medos, suas descobertas e suas diferentes formas de aprender.
Há muita gente produzindo literatura infantil com cuidado, pesquisa, sensibilidade e experiência pedagógica — mas que ainda encontra dificuldade para ser vista, publicada e reconhecida.
Talvez o que falte não seja talento.
Talvez faltem oportunidades, caminhos acessíveis, espaços de escuta e, algumas vezes, aquela pessoa que ajuda a abrir a primeira porta.
Também precisamos conversar, com serenidade, sobre o mercado editorial. Publicar um livro pode ser um sonho, mas nem sempre é um caminho simples para quem está começando. Existem modelos de publicação, custos e contratos que podem tornar o autor dependente de estruturas nas quais seu trabalho recebe pouco retorno.
UM BRASIL QUE AINDA PRECISA APRENDER A ESCUTAR
Há riquezas que podem ser medidas em toneladas, hectares, barris ou cifras. E há outras que não cabem em nenhuma contabilidade. Vivem na memória de um povo, atravessam gerações e sobrevivem na maneira como alguém chama a chuva, nomeia uma árvore, conta uma história ou ensina uma criança a compreender o mundo.
O Brasil possui uma dessas riquezas: sua extraordinária diversidade indígena.
Muito antes de existir um país chamado Brasil, antes de nossas fronteiras, nossas cidades, nossas instituições e até mesmo da língua portuguesa chegar a estas terras, diferentes povos já habitavam este território. Não formavam uma única cultura, não falavam uma única língua e não possuíam uma única maneira de compreender a existência. Eram e continuam sendo muitos povos, com histórias, cosmologias, conhecimentos, organizações sociais e identidades próprias.
Talvez esteja justamente aí um dos grandes equívocos que ainda carregamos: falar dos povos indígenas como se fossem uma única realidade.
Não são.
O Brasil abriga centenas de povos indígenas e uma diversidade linguística impressionante. Cada língua preservada representa muito mais do que um conjunto de palavras. Dentro de uma língua existe uma maneira particular de organizar o pensamento, compreender a natureza, transmitir conhecimento, estabelecer relações e guardar a memória dos antepassados.
Quando uma língua desaparece, portanto, não desaparecem apenas palavras.
Desaparece uma biblioteca que talvez nunca tenha sido escrita.
Desaparecem histórias, conhecimentos sobre plantas, animais e territórios; desaparecem cantos, mitos, formas de educar, maneiras de interpretar a vida e experiências acumuladas durante séculos.
Por isso, preservar uma língua indígena não significa conservar uma curiosidade do passado. Significa proteger uma parte do patrimônio humano.
E talvez precisemos reconhecer algo ainda mais incômodo: durante muito tempo, o Brasil aprendeu a enxergar os povos indígenas através dos olhos de quem chegou depois deles.
Criamos uma imagem simplificada do “índio”: alguém distante, parado no tempo, vivendo exclusivamente na floresta e obrigado a corresponder a uma representação construída séculos atrás.
Mas um indígena não deixa de ser indígena porque frequenta uma universidade, utiliza um telefone celular, escreve livros, participa da política, exerce uma profissão ou vive numa cidade.
Nenhum de nós precisa permanecer preso ao século de seus antepassados para provar sua identidade.
Por que exigiríamos isso justamente dos povos originários?
Tal preconceito revela algo profundo: muitas vezes aceitamos a presença indígena enquanto ela permanece confinada ao nosso imaginário. O problema começa quando essas pessoas deixam de ser personagens do passado e aparecem no presente estudando, ensinando, produzindo conhecimento, ocupando espaços públicos e falando por si mesmas.
E é exatamente aí que precisamos aprender a escutar.
Durante séculos, muita gente falou sobre os povos indígenas.
Talvez tenha chegado o tempo de ouvir mais os próprios povos indígenas.
Ouvir suas línguas.
Seus professores.
Seus escritores.
Seus artistas.
Suas mulheres e seus homens.
Seus jovens e seus anciãos.
Suas diferentes maneiras de compreender território, comunidade, natureza, ancestralidade e futuro.
Isso não significa transformar culturas indígenas em algo intocável ou idealizado. Povos indígenas são sociedades humanas, diversas, contemporâneas e em permanente transformação. Respeitá-los verdadeiramente significa justamente abandonar tanto o preconceito quanto a romantização.
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, pode servir para isso: não apenas homenagear, mas questionar o modo como aprendemos a contar a história brasileira.
Porque os povos indígenas não são um capítulo introdutório da história do Brasil.
Eles atravessam a história inteira.
Estavam aqui antes de o Brasil receber esse nome. Estiveram presentes durante a colonização, o Império e a República. Resistiram a epidemias, expulsões, escravização, deslocamentos e inúmeras tentativas de assimilação cultural. E continuam aqui, participando da construção do país no século XXI.
Talvez, portanto, a maior homenagem que possamos fazer não seja olhar para os povos originários como lembrança de um Brasil antigo.
É reconhecê-los como parte indispensável do Brasil presente.
Um país que perde suas línguas empobrece sua memória.
Um país que ridiculariza seus povos originários ridiculariza uma parte de sua própria história.
E um país que aprende a respeitar suas diferenças começa, finalmente, a compreender a própria riqueza.
Valorizar os povos indígenas não é voltar ao passado.
É impedir que o futuro seja construído sobre o esquecimento.
E talvez o Brasil ainda tenha muito a aprender com aqueles que estavam aqui muito antes de começarmos a chamá-lo de Brasil.
Nem toda dor precisa de plateia,
nem toda vitória precisa ser anunciada.
Há caminhos que são solitários por dentro,
mas reveladores por fora.
Compartilho apenas o que já compreendi,
o que virou aprendizado,
porque viver não é provar força ao mundo,
é permanecer fiel a si mesmo
na queda e no recomeço.
Nem todo desentendimento precisa ser um fim; algumas podem ser o começo de uma forma melhor de amar.
“Assim como uma joia precisa ser constantemente polida para preservar seu brilho, o Reikiano deve, só por hoje, cuidar do coração e da alma. A raiva, as preocupações, as mágoas, os ressentimentos e o orgulho podem obscurecer nossa luz interior. Por isso, devemos cultivar diariamente a gratidão, a honestidade, a bondade e o aprimoramento interior, procurando viver, em nossas atitudes, os mesmos valores que o Reiki nos ensina.”
- Relacionados
- Mensagens para Amigos
- 72 frases de amigos que reforçam o valor da amizade
- Frases de motivação: palavras para encontrar o incentivo que você precisa
- Frases Românticas para Amigos
- Frases de Decepção com Amigos
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
