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Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue

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A verdade é que você não vai conseguir seguir em frente se não tirar os olhos do retrovisor. Mire pra frente, e siga em frente!

Um amor como o nosso está fadado a acabar. E eu já não tenho mais fôlego para soprar a fogueira.

Dessa vez não vou evitar dizer o que está na minha cabeça só porque eu sei que minha mente geminiana vai negar no dia seguinte.

A qualquer modo todo escuridão
Eu sou supremo. Sou o Cristo negro.
O que não crê, nem ama — o que só sabe
O mistério tornado carne.

Há um orgulho atro que me diz
Que Sou Deus inconscienciando-me
Para humano; sou mais real que o mundo,
Por isso odeio-lhe a existência enorme,
O seu amontoar de coisas vistas.
Como um santo devoto
Odeio o mundo, porque o que eu sou
E que não sei sentir que sou, conhece-o
Por não real e não ali.
Por isso odeio-o —
Seja eu o destruidor! Seja eu Deus ira!

Não te atenhas neste mundo a esquecer-se de olhar as flores
e a dares demasiada atenção às pedras em teu caminho
pois ao dares atenção para as pedras
elas continuarão sendo o que sempre são sem que seja necessário que tu te importe com elas:
umas pedras!
Enquanto as flores
se não são olhadas
entristecem e morrem.
Olhai, portanto, para as coisas boas do mundo
e dê atenção especial para as flores
para que elas continuem sempre vivas e alegres
perfumando e colorindo o teu caminho!

As crianças de hoje deveriam saber que não é tão legal assim crescer.

Entre o “sim” e o “não” só há um caminho: escolher.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Os que atravessam os mares mudam seu firmamento, não sua alma.

A vida e o verme

Aquele que vive reclamando da vida e que alega que não pediu pra nascer, merece uns bons cascudos.
Este pensamento deveria fazer uma pessoa envergonhar-se diante de um verme. Acaso alguém quereria estar no lugar do verme, que rasteja e alimenta-se das imundícies que existem no chão?
Pois saiba que mesmo este verme luta pela sua vida! E assim, talvez fosse sabedoria divina colocar o verme no lugar desta pessoa, e colocar esta pessoa no lugar do verme! Afastemos, pois, tais pensamentos de nossas mentes e sejamos gratos!
Vivemos uma vida raríssima e maravilhosa, e tamanho é este milagre que chega a soar presunçoso que ainda queiramos mais um pouco, senão fosse este desejo o reconhecimento do quão bom é viver e do quão seria maravilhoso continuar presenciando e maravilhando-se da obra divina.
Afinal, quem quer abandonar o que é bom? Sim, deseje viver mais! Deseje a eternidade! Mas, sobretudo, que prevaleça a vontade do Pai, e se for da vontade dele que vivamos mais e mais, felicitemo-nos todos -inclusive o verme!

Não me diga isso, não me dê atenção e obrigado por pensar em mim.

Não importa o quanto minha vida seja completa e feliz, ainda falta você.

Eu to perdendo meu tempo sentindo sua falta e eu não me importo com isso.

A falta que eu sinto das pessoas que foram é pelo o que elas não foram.

E aí você tem que agir como se não se importasse.

Tem ''amigo'' que não suporta te ver feliz. Tem conhecido que não aguenta ver o teu sucesso.

Não tenho culpa, estou apenas sentindo sem controle, não me entenda mal, não me entenda bem.

E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.
Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede.
Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Não é fácil, muitas vezes eu me sinto sufocar de saudade, de vontade de estar perto.

Um, dois e… quando me dou conta, já fui, me joguei
Antes de contar até três disse o que não era para ser dito
Fiz coisas que não era para ter feito
Me arrebento rápido, nem dói de tão ligeiro
Mentira, dói de qualquer jeito

Martha Medeiros

Nota: Poema publicado no Blog de Martha Medeiros no Donna, a 20 de março de 2010.

E agora está você aí, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a sua cara, que não lembra em nada um amor idealizado. E, por isso mesmo, um amor que deixa você em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que você um dia supôs, um amor que te perturba e te exige, que não aceita as regras que você estipulou. Um amor que a cada manhã faz você pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussões que você não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego. Um amor errado como aqueles que dizem que devemos aproveitar enquanto não encontramos o certo, e o certo era aquele outro que você havia solicitado, mas a vida, que é péssima em atender pedidos, lhe trouxe esse e conforme-se, saboreie esse presente, esse suspense, esse nonsense, esse amor que você desconfia que não lhe pertence. Aquele amor em formato de coração, amor com licor, amor de caixinha, não apareceu. Olhe pra você vivendo esse amor a granel, esse amor escarcéu, não era bem isso que você desejava, mas é o amor que lhe foi destinado, o amor que começou por telefone, o amor que começou pela internet, que esbarrou em você no elevador, o amor que era pra não vingar e virou compromisso, olha você tendo que explicar o que não se explica, você nunca havia se dado conta de que amor não se pede, não se especifica, não se experimenta em loja – ah, este me serviu direitinho!