Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
Jesus é amor
Diz-se do amor:
É aquele que subordina o agir humano.
Assim seria também Jesus subordinado a este?
Tal conjectura se desfaz com a retórica:
Pode alguém subordinar a si mesmo?
Que saudades do seu cheiro, do calor do seu corpo e do sabor do seu beijo, bom seria se tudo fosse um pesadelo.
Mas não é, é a mais dura realidade, ter que viver sem você e como fazer para viver?
Não durmo, não como, estou sobrevivendo por não conseguir morrer
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Aos 18, ao me tornar mãe, imaginava como seria aos 40. Pensava se estaria velha, se teria conquistado meus sonhos. Hoje, percebo-me como uma fusão de dois mundos: uma parte serena e outra que renasceu das cinzas, sonhando e lutando.
Aprendi que a vida é feita de escolhas. Durante anos, priorizei os outros, mas descobri que o amor mais puro vem da reciprocidade. Sei dizer "não" sem culpa, pois respeito a energia que ofereço. Cada amor moldou minha alma, mas a mulher que sou hoje sabe o que merece.
Mereço o melhor, pois plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina. Deus testa, mas também honra. Fé é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba.
Hoje, meu jardim é minha maior obra. Nele, plantei sonhos, nutrição e amor-próprio. Com mãos sujas de terra e coração cheio de esperança, reguei cada semente. Agora, posso admirar as borboletas ou escolher uma para ficar.
O futuro é incerto, mas não me assusta. Enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. No fim, a maior beleza está na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Sigo plena, grata e em paz.
Texto pensador Diane Leite
Autoria: Diane Leite
Quando eu era criança eu ouvia falar que se eu me arrependesse dos meus pecados eu seria perdoado por um semideus amoroso, não importando o mal que eu viesse a cometer. Hoje, a essa altura da vida, eu entendo que não ter acreditado nisso foi a minha salvação e a sorte de muitas pessoas.
(LilloDahlan)
“O mudo sonha com a voz. E com ela, seu desejo seria elogiar e louvar o dom da fala, mas o ingrato que é agraciado com esse dom, desmerece o seu valor; vomita, ofende e a consome como cão faminto que devora um fino prato laborioso.”
"Já acreditei no amor pra vida toda,
Já acreditei no 'pra sempre',
Já acreditei que seria a última vez,
Já acreditei que seria só por hoje,
Já provei do amor à primeira vista,
Já ouvi que eu era o amor da sua vida,
Nem uma nem duas vezes.
Mas infelizmente já ouvi o 'adeus'
De cada um deles...
Verdade é que me refiz depois de cada um!
Nada dura pra sempre!
Pena que às vezes é breve demais!
Ah, esse coração que só sabe se entregar!"
Se paixão e o amor como se fossem drogas?
O amor seria como um poli vitamínico te estabiliza, te deixa mais forte ao longo do tempo e mais resistentes as adversidades da vida. A paixão seria como um antidepressivo ou como alguma anfetamina, te deixa em êxtase num instante limitado, mas o uso excessivo nunca acaba bem. O melhor caso é a situação utópica em que a paixão se torna amor, mas nunca ouvi falar de um caso desses.
Quando começou a perder de vista a si própria, pensou que seria correto informar a uma série de Lucettes cada vez mais distantes – a fim de que passassem a mensagem de uma para a outra como na regressão de um jogo de espelhos – que a morte era apenas um conjunto mais completo de frações infinitas de solidão
A paixão é como as dores, se fosse possível prevê-los, seria fácil suportá-los...
Paráfrase de Virgílio.
Grande, imenso fingidor, Fernando Pessoa, nada seria sem Camões. Os gênios dão sempre á luz a grandes monstros que os engolem.
Entre o Céu e o Inferno
Caso existisse céu ou inferno para o poeta
como seria sua chegada em ambos?
Depois de ser dispensado pelo secretário do diabo, o poeta foi ao céu.
No céu, um secretário de Deus lhe perguntou:
- Então o que foste na terra?
- Fui poeta, não fiz muita coisa. Apenas alguns poemas, amei algumas mulheres, bebi um bocado, mas nunca fui escravo de homens nem de Deus. Nunca roubei, nem feri um semelhante, mas não sou bom o bastante para merecer o céu, por isso fui primeiro ao inferno, contudo o diabo desprezou-me.
O Secretário de Deus, ponderou todo assunto e mandou que o poeta aguardasse um instante, pois iria consultar uma entidade superior, para saber se aceitaria ou não o poeta.
Voltando da consulta ao seu chefe imediato, o secretário perguntou:
- Então poeta,o que veio fazer no céu se nunca rezou para Deus nem para um dos seus santos?
- Não sei exatamente o que procuro no céu, devo ter me equivocado, o céu não me parece ser um bom lugar para se fazer poesia. Contudo, eu estava à toa por ir, portanto quis conhecer como vivem as pessoas no céu e no inferno.
- Entre todos que aqui estão, não se encontrar sequer um poeta do teu nível, aqui não é lugar para céticos, devo lhe dizer que também não será aceito entre nós.
o poeta deu meia volta, se retirou do recinto sagrado, da porta do céu, mas quando ia se afastando, ouvi uma voz lhe gritar pelo nome:
- Poeta, poeta, venha comigo, vou lhe mostra uma terceira opção, um lugar feito apenas para receber os poetas, um lugar entre o céu e o inferno, entre o bem e o mal.
O poeta seguiu a voz, depois sumiu num vendaval que passava todos os dias para recolher os poetas que eram dispensados por Deus e pelo diabo.
Evan do Carmo
às 18h do dia 29/05/2016
SONETO DO AMOR IDEAL
Que tipo de amor seria ideal entre nós
um amor que fosse como prece ao vento
aquele amor que tudo aceita, que tudo cala
calmo, lânguido, silencioso, passivo e lento?
Não tenho a pretensão de ser perfeito
não entendo amor assim, como novela
desejo amor náufrago, de barco à vela
sem certeza, sem destino, exposto ao sol
Quem ama vive em campo de batalha
lutando contra o egoismo e a vaidade
assim espera encontrar a ilha da felicidade.
Quem almeja a vida em paz foge da guerra
no amor os amantes travam luta com navalha
no fim todos perdem, ninguém ganha do amor.
Assim como num romance
se faz necessário a troca de feto,
pois do contrário seria só
ilusão platônica; o mesmo se dá
com a amizade. Não existe afeto
nem consideração, sem a constante
preocupação e uma leal reciprocidade.
SE O MEU AMOR FOSSE CANÇÃO
Se o meu amor fosse canção
Seria música de Tom Jobim
De natureza, bela, de luz e de sol
Seria pra mim a nona perfeita
Divina, sem início nem fim.
Se o meu amor fosse canção
Seria ópera de Wagner
Romance de Isolda e Tristão
Eclipses de Caetano
“Qualquer Coisa” vã
Travessia de Milton
Sina de Djavan.
Se o meu amor fosse canção
Seria assim, cheia de defeitos
Melodia incompleta
Rascunho de poeta
Poema sem som.
Evan do Carmo
Diante da infinita eloquência cósmica criativa, o homem é apenas um tópico.
Ou seria uma nota de rodapé?
Se eu fosse Tom Jobim diria:
"A música é superior à poesia,
meu argumento irrefutável seria,
a música, por si só existe,
basta ritmo e melodia.
A poesia é verbo intransitivo,
necessita da música para formar
seu objetivo, comunicar e transcender.
A música é música sem o poema,
a poesia é verbo livre, pedaços e fonemas, ambas são elos perdidos
de um infinito teorema.
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