Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
A paz pública não é ausência de violência; é a presença confiável de instituições capazes de impedir que a violência governe.
Uma democracia não escolhe entre segurança e liberdade; sua maior prova consiste em conseguir proteger ambas simultaneamente.
O futebol não está doente pela obsessão do torcedor pelo primeiro lugar do seu time; o futebol agoniza pela quantidade de jogadores medíocres que não acertam um passe, simulam em campo e tentam ganhar o jogo no grito, peitando o juiz.
Benê Morais
Iphone foi feito para ricos, não precisa de capa de proteção anti-queda porque são usados em carros de luxo e bolsos de paletó, reflita.
A maior vitória da segurança pública não é quando o cidadão vê a polícia; é quando pode viver sem precisar procurá-la.
A prisão deve retirar pessoas perigosas da circulação, não retirar da sociedade a obrigação de compreender por que a violência se reproduz.
O amor não aprisiona
Como pode alguém achar natural usar a força e a manipulação para destituir o corpo e a psique de quem um dia disse amar?
Como pode tratar um ser humano como se fosse uma posse?
O amor não é domínio. Não é controle. Não é violência disfarçada de cuidado.
Quem ama não destrói a liberdade do outro, não apaga sua identidade, não invade seu corpo, nem aprisiona sua mente.
O amor não causa dor como método, não alimenta a dependência, não humilha, não ameaça e não conduz à morte.
Quando há manipulação, medo, controle e violência, já não estamos falando de amor, mas da tentativa de transformar uma pessoa em propriedade.
Amar é reconhecer a humanidade do outro. É respeitar seus limites, sua autonomia e sua dignidade, mesmo quando isso exige abrir mão do próprio desejo.
Porque ninguém pertence a ninguém.
Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.
O amor é fluido; o caráter, não.
O amor muda de forma. Às vezes cresce, às vezes diminui, às vezes até chega ao fim. Ele acompanha os movimentos da vida, das escolhas e do tempo.
O caráter, porém, permanece. É ele que revela quem somos quando o amor já não basta, quando surgem os conflitos, as frustrações e as despedidas.
Porque deixar de amar pode acontecer. Mas humilhar, manipular, ferir ou desrespeitar alguém nunca é consequência do fim do amor é reflexo da ausência de caráter.
O amor é fluido. O caráter não.
"Eu te odeio, mas não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar.
Te odeio, não pelo ódio em si, mas por ter me feito amar.
Odiá-la é como odiar o ar.
E dia após dia, viver sabendo que posso odiar, mas não posso parar de vivê-la, parar de lhe adorar.
Eu te odeio, pois em cada beijo, em cada abraço, até mesmo no castanho do outono, seus olhos estão lá.
Quando o Sol se põe e a noite vem me abraçar.
Você está lá.
Quando rogo para a escuridão me abandonar e a Lua vem me iluminar.
Eu te odeio, pois até mesmo no brilho dela e na pálida tez, você está lá.
Pela ida eu relevo, posso lhe desculpar, mas essa insistência na permanência, isso não posso perdoar.
Até quando me prostro e me ponho a orar.
Te odeio, e por sobre os céus, odeio ao Deus, por outra de ti, para meu eu egoísta, não criar.
Odeio ele por me fazer amar.
E eu te odeio, não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar..."
Olhei no fundo dos olhos dela e disse:
"Não quero me ferir de novo, eu já me feri tanto... Sabe?, quero que seja uma rosa para mim, mas que não tenha espinhos."
E no outro dia...
-Ela me abraçou com seu perfume.
Ei!, Eu não tenho muito, Mas tenho um abraço apertado. Não tenho rios de dinheiro... Mas tenho paz... Na verdade eu não tenho nada, só tenho amor.
Vencer ou perder não faz diferença em uma guerra.
De que adianta a um rei conquistar a vitória, se ele próprio não sabe organizar a paz?
Amo, odeio e me perco.
O amor é transitório e não tem força para mudar o destino.
Só é amor quando alguém decide permanecer; contudo, tal decisão é ilusão, pois o coração humano oscila como vento que não se captura.
O riso torna-se ódio, e a palavra doce converte-se em dor.
Amar é obra difícil. Aquele que hoje entrega tudo e é honrado poderá, ao menor erro, esquecer quem amou.
O homem é movido por impulso, escravo de suas emoções.
O prazer é senda mais fácil que o amor; mas quem muito bebe do vinho, cedo se enjoa, e quando o vinho finda, resta-lhe arrependimento e solidão.
Mentir a si próprio é acorrentar-se a uma realidade que não se merece.
Olhos belos podem amar-te, e tu a eles; mas recorda: nada te pertence, pois o outro sempre pode desistir.
Tua vontade não altera o destino; preocupar-te com o que foi ou desejar o que não tens é tentar segurar o vento.
Nada é sólido. Lágrimas desperdiçadas não foram feitas para cair, sofres porque idealizas demasiadamente.
Os fardos que carregas são teus, pois tu mesmo os criastes ao acreditar no que imaginaste.
Pais são teus porque assim creste; mas podes viver sem eles?
Talvez fora melhor viver como se nada existisse.
De que vale ao homem crer no inferno?
Nascer é condenar-se.
O mundo oferece apenas o que é aleatório e ainda assim exige de ti responsabilidade sobre aquilo que não escolheste.
Reagir às provocações é fortalecer o ego do outro.
Entrar em guerra é buscar a própria ruína, pois abandonar a paz para defendê-la com conflito é desatino.
Falar de tua vida não alivia o fardo; nunca estarás pleno, pois envelheces.
Alguns amam riquezas, outros desejam liberdade, mas nenhum é livre de si mesmo.
Vivem dentro de uma caixa escura — não há luz, nem sabem onde está a saída, pois quem nasce nas sombras não pode reconhecer o brilho.
Tua aparência é fruto de teu orgulho; quanto mais belo te adornas, maior o ego.
Experimenta ser o ponto neutro: onde o amor nada altera e a frustração é apenas fruto de tuas próprias ilusões.
Os erros que cometeste provêm da falta de entendimento.
Mentiste a ti mesmo, prometeste e não cumpriste; tais sombras caminarão contigo.
O que foi, foi. Não podes alterar quem te odiou — isso já te condena, mas não te aflijas.
A escuridão é sempre escuridão, e caminhas só, sem luz, por sendas incertas.
Sabes que morrerás, não desejas viver, mas tampouco anseias pela morte.
Se há algo antes ou depois, pouco importa — tua existência não foi escolhida.
És fruto de ato carnal desprovido de propósito.
E assim reclamas o direito de negar o que te condena, pois não escolheste nascer, nem habitar a oscilação eterna da incerteza.
Quem uma vez conheceu o amor não tolera o peso da solidão;
e quem longamente habitou a solidão já não alcança o sentido do amor.
O amor afasta o homem da solidão,
mas a solidão, quando profunda, obscurece o entendimento do amor.
Talvez eu não seja sábio,
nem chegue eu aos pés dos escritos antigos,
pois sou apenas pó que caminha,
errante em um mundo que não compreendo por inteiro,
obra de uma consciência maior do que a minha.
Sou transitório,
passageiro entre o nascer e o desaparecer,
e habito uma anomalia que chamo de vida,
sem conhecer-lhe a origem nem o fim.
Pois a sabedoria
é o nome que damos
àquilo que pensamos ter entendido,
ainda que o entendimento nos escape como vento entre os dedos.
E se aquele que fez todas as coisas
viesse a corrigir o que julguei correto,
não se revelaria, então,
a limitação da minha própria razão?
Não seríamos tolos
mesmo quando nos julgamos inteligentes?
A vida, portanto,
é um desdém ao entendimento humano,
pois quanto mais cremos saber,
mais nos é revelado o quão pouco alcançamos.
Somente chamo de sábio
aquele que está além da morte e da vida,
além do tempo e da matéria,
o próprio que não compreendemos
e que, ainda assim, sustenta todas as coisas.
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