Ame mas Nao Seja Trouxa
Embora a Morte que deixa quase todos impactados seja só a Morte Física — muitos Depressivos vivem à exaustão,
de tanto Morrer à Prestação.
Há mortes que não têm velório, não recebem flores, não provocam abraços demorados nem interrompem a rotina de ninguém.
São mortes silenciosas, íntimas, que acontecem enquanto a pessoa continua levantando da cama, respondendo mensagens, trabalhando, sorrindo para fotografias e dizendo, quase por reflexo: “está tudo bem”.
A depressão, muitas vezes, não chega fazendo barulho.
Ela vai retirando, aos poucos, aquilo que dava sentido aos dias: a vontade, a esperança, o entusiasmo, a capacidade de imaginar um amanhã diferente.
E talvez uma das suas maiores crueldades seja essa: fazer alguém continuar existindo quando, por dentro, a existência já parece ter perdido o significado.
Morrer à prestação é acordar sem ter descansado, cumprir obrigações sem sentir presença, conversar sem conseguir dizer o que realmente dói.
É assistir à própria vida de algum lugar distante, como quem permanece no teatro depois de perder o interesse pela peça, mas não encontra forças para ir embora.
E o mundo, quase sempre, percebe apenas a morte definitiva.
Chora-se por quem partiu, mas raramente se pergunta quantas pessoas estão desaparecendo lentamente diante dos nossos olhos.
Talvez precisemos reaprender a prestar atenção às ausências dos que ainda caminham.
Ao amigo que deixou de procurar.
À pessoa que antes vibrava e agora apenas cumpre horários.
Ao sorriso que ficou automático.
Ao “não é nada” repetido tantas vezes que já virou um pedido silencioso de socorro.
Nem toda dor pede soluções imediatas.
Algumas pedem apenas presença.
Um ouvido que não julgue.
Uma pergunta sincera.
Um “eu estou aqui” que não seja apenas uma frase, mas uma permanência.
Porque há pessoas que não precisam que alguém as salve da morte; precisam, antes, que alguém as ajude a reencontrar motivos para continuar escolhendo a vida.
E talvez seja essa uma das formas mais profundas de humanidade: perceber que, enquanto lamentamos os mortos, também precisamos cuidar dos vivos — sobretudo daqueles que estão desaparecendo pouco a pouco, sem que ninguém perceba.
Quer seja nos dias mais Floridos, quer seja nos mais Espinhosos, sempre amei estar com você, primuxa.
A vida nunca se apresenta com uma única paisagem.
Há dias em que os Caminhos parecem jardins perfumados de alegrias, encontros e até pequenas celebrações.
Mas também existem aqueles em que os passos encontram Espinhos, o céu parece mais pesado e até sorrir exige um pouco mais de coragem.
E, talvez, seja justamente aí que descobrimos o valor de certas companhias.
Porque estar junto só nos dias Floridos é muito fácil.
Difícil — e até bonito — é permanecer quando as Flores desaparecem, quando as palavras faltam e quando tudo o que podemos oferecer é a nossa humilde presença.
Há pessoas que nem precisam resolver nossos problemas; basta que estejam ao nosso lado para que eles pareçam um pouquinho menos pesados.
Você foi — para mim — uma dessas Presenças que tornam a caminhada mais Leve e mais Bonita.
Nos momentos de riso, compartilhamos alegria; nos difíceis, compartilhamos silêncio, força e esperança.
E, entre Flores e Espinhos, fomos colecionando memórias que o tempo jamais há de conseguir apagar.
Talvez amar alguém seja exatamente isso: não amar apenas a paisagem bonita que essa pessoa traz, mas agradecer por caminhar ao seu lado em todas as estações.
Por isso, primuxa, se a vida me oferecesse — novamente — a oportunidade de escolher os caminhos, eu não pediria que fossem sempre Floridos.
Pediria apenas que, entre uma curva e outra, entre Flores e Espinhos, eu pudesse continuar encontrando você.
Porque algumas pessoas não tornam a vida perfeita…
Tornam-na mais leve, mais querida.
Amo-te, primuxa!
Talvez um dos maiores riscos da Preguiça de Pensar seja nos apaixonarmos pelos que fingem fazê-lo.
Há algo perigosamente sedutor em quem fala com muita convicção sobre aquilo que não compreende.
A voz firme, a frase de efeito e a certeza absoluta muitas vezes ocupam o espaço que deveria pertencer à dúvida, à reflexão e ao esforço de compreender.
Pensar dá muito trabalho…
Exige tempo, confronto com as próprias certezas e, sobretudo, humildade intelectual para admitir que podemos estar errados.
Por isso, é tentador terceirizar o pensamento para alguém que nos ofereça respostas prontas, inimigos convenientes e explicações simplistas para problemas complexos.
É nesse terreno medonho que prosperam os Falsos Pensadores: aqueles que não nos convidam a pensar, mas a concordar.
Não ampliam nossa compreensão; apenas organizam nossos preconceitos em discursos aparentemente sofisticados.
Não desafiam nossas convicções; oferecem argumentos para permanecermos confortavelmente presos a elas.
E talvez o perigo maior não esteja em sermos enganados por quem finge pensar, mas em desejarmos ardentemente que ele pense por nós.
Quando isso acontece, deixamos de admirar ideias e passamos a venerar pessoas.
Trocamos a Liberdade Intelectual pela segurança de pertencer a uma certeza coletiva.
Já não perguntamos se algo é verdadeiro; perguntamos apenas se foi dito por alguém de quem gostamos.
Pensar, entretanto, é justamente preservar a capacidade de discordar até de quem admiramos.
Porque uma mente verdadeiramente livre não precisa de Idolos Intelectuais.
Precisa de inquietação.
Precisa de perguntas.
Precisa da coragem de mudar de opinião quando os fatos exigirem.
Afinal, quem pensa por conta própria pode até errar sozinho.
Mas quem entrega o próprio pensamento a alguém, corre o risco muito maior de errar apaixonadamente — acreditando, ainda por cima, que finalmente encontrou quem pensa por ele.
Dele,
quase ninguém sabe mais nada…
Só sabe postar no Pensador.
Talvez seja esse um dos destinos mais doces e curiosos de quem se aventura pela arte de escrever: passar a existir mais nas frases atribuídas a si do que na própria história.
O nome permanece, a obra envelhece…
A ideia sobrevive, mas o ser humano que a pensou vai ficando para trás, reduzido a algumas linhas que circulam de tela em tela, como se fossem órfãs de um livro que quase ninguém mais procura.
Escrever tem dessas crueldades.
A gente começa escrevendo porque precisa dizer alguma coisa e, com o tempo, descobre que talvez escreva justamente porque não consegue deixar de dizer.
O escritor se torna dependente de brincar com as palavras.
Mas é uma dependência boa.
Não necessariamente da publicação, do reconhecimento ou dos aplausos — mas do próprio ato de transformar inquietação em frases.
Escrever é uma espécie de vício sem ressaca.
A folha em branco — ou hoje, a tela iluminada — funciona como confidente.
Nela depositamos aquilo que não conseguimos explicar numa conversa, aquilo que não cabe num abraço e, muitas vezes, aquilo que nem nós mesmos compreendemos.
Escrevemos para organizar o caos, mas também para descobrir que o caos tinha mais coisas dentro dele.
E há uma estranha vaidade nisso.
Quem escreve gostaria de ser lido, embora às vezes finja que não.
Gostaria que uma frase encontrasse alguém, atravessasse uma manhã, uma tarde ou uma noite, interrompesse um pensamento.
No fundo, todo escritor alimenta a esperança de que suas palavras façam companhia a um desconhecido.
Mas o tempo também é muito impiedoso com as palavras.
Hoje, uma frase pode alcançar milhares de pessoas antes que alguém saiba quem a escreveu.
Amanhã, pode continuar circulando sem nome, ou com o nome errado.
E talvez não haja grande tragédia nisso.
Afinal, se uma ideia sobrevive ao seu autor, alguma coisa de sua escrita venceu o esquecimento.
Talvez seja por isso que escrever seja um vício tão particular: o escritor sabe que não controla o destino daquilo que escreve.
Depois de publicada, a palavra deixa até de ser dele.
Ganha outros olhos, outras interpretações, outras vidas.
E ele continua escrevendo…
Escreve porque algumas coisas até doem quando permanecem caladas.
Escreve porque certas lembranças pedem uma segunda existência.
Escreve porque há pensamentos que só se tornam mais claros depois de colocados no papel.
Escreve, enfim, porque talvez seja essa a sua maneira de permanecer inteiro num mundo que o tempo inteiro tenta nos fragmentar.
No fim, talvez muito pouco importe se lembrarão da autoria.
Que alguém se lembre da frase já é alguma coisa.
Que alguém se reconheça nela — é quase tudo.
E, para quem tem o vício de brincar com as palavras, talvez seja essa a única recompensa realmente necessária: descobrir, de vez em quando, que uma palavra que nasceu solitária dentro de nós encontrou morada dentro de outra pessoa.
Se for pra sofrer, que seja com shape!
🧠 Saúde emocional: Abalada
💸 Conta bancária: Penhorada
💔 Vida amorosa: Inexistente
💪 Treino: Em dia
Por trás de todas as virtudes e regras encontra-se o princípio emocional, ou seja, o controle de si mesmo: descobrir o centro da minha ignorância. 💭
“Qualquer técnica, por mais valiosa e desejável que seja, torna-se uma doença quando a mente fica obcecada por ela.”
🥋 Bruce Lee
"Seja sincero (consigo): é melhor lidar com um falso humilde (que vive dissimulando) ou com um soberbo convicto, mas que não tenta enganar ninguém. Hein?"
Frase Minha 0097, Criada em 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Desistir? Eu? AhAhAh! Mas é claro que sim. Dependendo do que seja, desisto antes mesmo de experimentar!"
Frase Minha 0124, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"No início, amo todas as pessoas. No final, também, mesmo que o final seja o fim da amizade!"
Frase Minha 0153, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se vai se meter a fazer, tem que saber fazer. Seja lá o que for, uai!"
Frase Minha 0212, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Seja sincero comigo (ou consigo). Ao falar criança, ao invés de 'kid'; jogo, ao invés de 'game'; entrega, ao invés de 'delivery'... Quem está fazendo papel ridículo sou eu? Seja sincero comigo (ou consigo)!"
Frase Minha 0237, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"O que prejudica algumas profissões (e os respectivos profissionais) é o exibicionismo! Seja ele declarado ou velado, sem razão ou justificado, excessivo ou moderado."
Frase Minha 0522, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"O que os astros reservam para você? Hum... Duvido que seja reserva paga na primeira classe para Dubai. Duvido que seja reserva paga naquele hotel 5 estrelas no Caribe. Duvido que seja reserva paga no Restaurante dos Reis, em Paris... Duvido muito!"
Frase Minha 0557, Criada no Ano 2012
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Criticar algumas religiões – seja lá pelo que for – é entendido imediatamente como sendo coisa de quem não acredita em Deus. Eles não querem aceitar que as críticas são apenas – e exclusivamente - para as religiões deles... E apelam com essa Conversa Fiada"
Frase Minha 0579, Criada no Ano 2012
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Quem tenta obter no grito, seja lá o que for, é bebê ou é bobão!"
Frase Minha 0632, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Quem deseja ter um Fanfarrão em Casa? Um Pai, Marido ou o Que Seja? Quem deseja essa vergonha? Apesar de tudo... Nem os proprios querem, aposto, mas já que são, continuam sendo!"
0733 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
*Último brinde*
Te convido.
Nem que seja para um último brinde.
Levantamos as taças, sem esquecer do contato visual,
não pelos "e se",
mas pelos "foi bom enquanto foi".
Brindo à tua risada,
ao teu jeito de bagunçar meu silêncio,
à loucura boa que você deixou morar em mim.
Que esse brinde feche a porta
sem bater,
e abra janela
pra eu ver lá fora de novo.
Saúde.
À nós que fomos.
À mim que sigo.
(Saul Beleza)
Se for guerra, que seja assim:
Me rende com teus beijos,
me desarma com teu cheiro,
me deixa sem defesa nenhuma
no teu abraço.
Me explode o coração,
mas de amor,
me tortura,
mas de saudade quando você não tá,
me faz rastejar,
mas pra te alcançar mais depressa.
E no fim,
suados, rindo,
a gente pede clemência um pro outro,
e assina a paz
na beira do Rio verdao.
(Saul Beleza)
