Alma
Se eu tivesse todo poder, te daria a capacidade de ver muito além de minha alma, para que você perceba o quanto é especial para mim.
Dai, verás que o meu amor é verdadeiro; que não só quero sentir, como sinto mesmo sem querer.
Coloca para fora o que há de bom na tua alma.
Descarta o que há de ruim no teu interior.
A vida retribui felicidade a quem acrescenta positividade
nos dias difíceis e de dor. Em tudo regue Amor!
As quatro estações
Nas estações da vida
a minha alma veste-se de flores.
Passeia em jardins de cores
Trilha alegre e perfumada!
Na primavera vestia- me de sonhos
Vestido de cetim, cor de auroras!
Passeava em jardins secretos
Onde pousavam borboletas alegres e ternas.
No verão vestia- me de certezas
Pétalas vermelhas sensuais e graciosas!
Desfilava na passarela da vida.
Vestido vermelho, seduções ousadas!
No outono visto- me de liberdade
Vestidos serenos, bordados multicolores!
Flores tardias, igualmente belas!
Avenidas douradas, primaveras travessas!.
No inverno, vestirei- me de esperanças
Fluído vestido de seda, pérolas brancas!
Em alamedas de árvores desnudas
Na alma, raízes profundas!
O amor só enxerga alma pois sua essência está no infinito. E quem é feliz no amor não tem uma visão limitada.
A felicidade da alma é muito cara para ser comprada com dinheiro. Não adianta nada ser rico de bens materiais e ser pobre de espirito.
Amores no silêncio!
O que são palavras para ti?
Coisinhas pequenas que se diz,
Ou censura da alma que condiz?
O que dirias das minhas palavras?
Seriam loucuras eternas de um Romeu,
Ou forma na desforma de um plebeu?
E se eu disser que já te amo?
Seria amor a liberdade, ou cativeiro a ti?
Um Soror ao verso que te clamo...
Tu no silêncio me ouvirias até ao fim?
Meu silêncio?
Um abismo de palavras (Morte, se calhar…)
E que dirias do silêncio que desnudas?
Meu amor em um olhar,
Ou beijo suave de Judas?
E se eu disser que já te quero!
‘’Querer” seria aos Lusíadas,
Ou dor e morte embaladas?
E se no querer fosse perder,
Então, no amar fosse morrer.
No silêncio seria viver?
E se eu disser não te querer?
Então, seria que nem mentido
Assumindo o medo de te perder!
O que são palavras para ti?
Coisinhas pequenas que se diz,
Ou censura da alma que condiz?
(Amores no silêncio)
Viço do Amor
Dias de inverno trouxeram ventos de discórdia que destelharam minha alma revelando a nudez da minha tristeza. As águas encharcaram a manta das lembranças. que escorriam da minha lucidez. molhando o lençol onde meu coração repousava lânguido.
Um broto de esperança, que surgia na fresta do chão das minhas certezas, aproveitou-se da chuva de lágrimas e entregou-me uma flor amor-perfeito. O perfume tomou conta do ambiente ácido que impregnava minha emoção.
No quadro fixado na parede, junto à estante de recordações, o sorriso daqueles lábios brilhou intenso, aquecendo o viço do nosso amor.
Esse amor que toma minha alma
Que nem o vento nem tempo acalma
Me faz despertar do sono
Para mergulhar nas lembranças de outrora
Lembrava de tantas alegrias
Do amor que de ti recebi um dia
Agora não mais o tenho
Em minha vida vazia.
Toda alma vivente ao nascer traz consigo uma carga do antepassado,por isso, nenhum ser humano tem o privilégio de ser perfeito.
Os olhos revelam os segredos da alma; desejos e anseios do ser. Revelam mentiras contadas e verdades não ditas. São como faróis que iluminam a obscuridão de um sonhador.
Para não enlouquecer, para eternizar, para aliviar o peito, para acalentar a alma, para buscar conforto, para desabafar. Uma rápida solução: escrever.
