Alento
Seu olhar na imensidão
Traz alento ao meu coração;
Seu sorriso tão meigo
É a força da minha emoção.
Esperança e angústia,
Duas faces da mesma moeda,
Uma traz alento,
A outra, medo.
Na esperança, há luz,
Um brilho no fim do túnel,
Mas na angústia, o escuro,
A incerteza que confunde.
São como dois caminhos,
Que se cruzam e se separam,
E é preciso caminhar,
Com coragem e determinação.
Pois a esperança pode falhar,
E a angústia nos alcançar,
Mas é preciso seguir em frente,
E nunca deixar de acreditar.
Volta, saudade, traga-me alento,
Reconstrua os momentos que vivemos no tempo.
Deixe-me sentir sua presença, como antes, a todo momento.
"Te despir já é o meu alento, te vejo nas sombras das rosas, nos caminhos nublados refletido no espelho do seu quarto, nos momentos risos dos lábios seus aos meus, te encontro nos momentos meus."
Olhar para a Lua, fonte de encantamento,
Mesmo no quintal, traz-me paz e alento.
Seus raios prateados, serenos e brilhantes,
São como abraços celestes, eternos e constantes.
Na quietude da noite, ela surge soberana,
Enfeitando o céu com sua luz soberba e humana.
E quando meus olhos a contemplam com devoção,
Organiza-se em mim uma profunda reflexão.
Em seu manto lunar, encontro clareza e serenidade,
As ideias se alinham, ganham nitidez e verdade.
As preocupações se dissipam, desaparecem os tormentos,
Pois a Lua me guia na busca dos meus pensamentos.
Seu brilho suave ilumina a escuridão,
Como um farol de esperança, me conduz à direção.
Cada fase lunar, uma metáfora sutil,
Da transformação constante, do fluir sutil.
Olhar para a Lua, mesmo no quintal modesto,
É contemplar a grandeza do universo e seu manifesto.
E nessa conexão cósmica, encontro meu lugar,
Na imensidão do céu, na paz do meu olhar.
Então, sob o luar radiante e sereno,
Minha alma se eleva, alcança um mundo pleno.
A Lua, minha confidente, minha musa inspiradora,
Me acalma, me nutre, em seu brilho acolhedora.
Assim, ao olhar para a Lua, mesmo em meu quintal,
Sinto que há um elo profundo, uma conexão celestial.
E nessa comunhão com o divino, encontro meu abrigo,
Na paz que ela emana, nos meus pensamentos se consigo
Obrigado a todos que me desejaram e me desejam o mal...
São vocês o meu alento 🙏
Fugistes à ordem dos caminhos...
Do fundo do tempo implacável...
Domastes as tristezas...
Banhastes nas águas e beijastes os ventos...
Ristes de seus inimigos...
E sentastes à mesa diante deles bebendo vinho...
Erguestes tua casa entre paisagens sem alento...
Na falta daqueles que te amaram tanto...
Espalhastes aos quatros cantos o negro breu...
O grito de revolta preso à garganta...
E clamastes às estrelas presas no firmamento...
As mesmas te responderam...
Tudo passa...
É só um momento...
E hoje...
Em cada grão de areia...
Em cada flor a desabrochar...
Encontraste o ágape do Criador...
Tudo o que existe de grande e puro, veio...
E logo, de audácia em audácia...
Quebraste o círculo mágico...
Encontrando a paz...
Sandro Paschoal Nogueira
Amooooooor
"A paixão
Me Fascina...
O fogo
O bonito
O perigo
O alento
O momento
O sedendo
O vacilo
O suspiro
O choro
O fim...
Re lembranças"
Mas ainda há esperança, mesmo nesse tormento, que um dia esse coração encontre o alento. Que o amor floresça, a brilhar, E transforme esse coração, fazendo-o amar.
Mas quem sabe um dia, em algum momento, esse coração encontre seu alento. E descobrir que o amor, mesmo após tanto tempo, pode aquecer sua alma, como um sol no firmamento.
Reflexo da Escuridão
Nos versos tortos, a dor é o alento,
A escuridão da mente é meu refúgio.
Na putrefação, vejo o meu sustento,
Nas entranhas da vida, encontro o subterfúgio.
A carne apodrece, a alma se expande,
Na podridão, a verdade é revelada.
No vômito das palavras, a esperança
De encontrar beleza na realidade degradada.
Nas veias do mundo, o veneno é o elixir,
O grito do abismo é a minha canção.
Na decadência, encontro o porquê existir,
Na inversão do sentido, a busca pela razão.
Assim, no avesso da vida, sigo meu destino,
Encontrando na negação, meu caminho divino.
Esperança, o alento da alma,
Que nos leva a caminhar adiante,
Como uma chama que nunca se acalma,
E nos enche de força e constante.
Guimarães Rosa, com sua poesia,
Nos mostrou a força da esperança,
Que nos leva a uma nova alegria,
E nos leva além da dura lembrança.
Pois mesmo na solidão e tristeza,
A esperança nos traz um novo dia,
E nos dá a força da gentileza,
Para enfrentar qualquer agonia.
E assim, seguimos firmes na estrada,
Com a esperança a nos guiar,
Pois o amanhã será mais iluminado,
E nossa vida vai se renovar.
Que a esperança seja sempre presente,
Em nossos corações a nos guiar,
E que o amanhã seja melhor ainda,
Para que possamos continuar a sonhar.
Marujo a amar pt.2
No amar existem dois momentos
Os felizes e os de alento
Os felizes são sempre evidentes
Os de alento trazem consigo o sofrimento,
Dos momento solitários que fazem da solitude um fardo
Que deverás gostaria de ser compartilhado.
Nos meus versos não procuro a razão
Pois ela anda bem distante do coração
Sabendo que deve haver alguém por aí
Prestes a repetir
Torço para esse ciclo quebrar
E que todo marujo a amar
Reme para águas calmas
Rumo a um porto seguro
Pós um mar de decepções
Venham os dias quentes dos verões
Junto a alguém a recitar Camões
e faça jus a chama, que a muito lhe chama
Mas o mar deu-lhe de apagar
Ah Camões! Que esse fogo que arde sem se ver
Seja sentida, por aqueles que juntos vão desvendar no amor os mistérios da vida.
Primavera do Leste. Outubro 2021
OUTRO ALENTO ...
Encontrei-te em um desejo tão divino
E o destino das emoções nos levaram
Pela mão da sensação, em um desatino
Que no peito afáveis sentidos brotaram
Outra estrada, outro sonho, descortino
Os poemas descontentes se alegraram
Pirralho como menino e de novo a pino
Pois, as invocações ao amor positivaram
Antes, a poesia, sem ousadia e a esmo
Compartindo a tristura comigo mesmo
Via cada trova marcada com torpe pó
Agora, alentado por teus gentis cortejos
Teus beijos, tenho motivo, vivas e festejos
E já não amargo, atrofio e nem sorrio só! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/01/2021, 05’45” – Triângulo Mineiro
JUNHO
Mês dos habilidosos. Dos maleáveis. Dos amistosos que fazem da sua presença um alento de alegria. As ventanias álgidas e os céus grisalhos já começam a abrir espaço para o limiar da próxima estação, e junto com ele, vem o desejo que possamos ser mais do que fomos até aqui: Mais amizade, mais esperança, mais força e mais tolerância. Mais coragem para enfrentarmos os tempos frios e difíceis. Que a chama do amor seja um catalisador que prevaleça sempre dentro de nós; que é pra não nos perdermos da luz. Que o desejo da nossa voz interior permaneça brada, que é para não esquecermos dos nossos objetivos e sonhos mais agudos. É tempo de reflexão, mas sobretudo, tempo de reconstrução. Tempo de se libertar de antigas dores para que nosso caminho seja mais sereno, calmo e seguro, principalmente para quem nos acompanhe nele. Que entendamos que não precisamos entender os propósitos detrás das circunstâncias, mas confiar apenas nos propósitos. Estamos na metade de mais um ciclo de mais um ano, e você venceu mais um mês.
Perguntei ao Tempo
Na esperança de um alento
Por favor, me diga Tempo
Quando as as coisas vão mudar?
E o Tempo se ergueu
Sua voz me estremeceu
Me fitou e respondeu:
...Apenas deixe-me passar...
GRATIDÃO ...
Te sou grato, no que a mim foi a cura
O alento que foste à emoção, poesia!
Encheste a solidão de cor e de doçura
E com poética a sensação que falecia
De choro e lamento lacrimejava o dia
O horizonte do cerrado era só lonjura
O desejo desventura então pressentia
E tu poesia: me trouxe a boa ternura!
Tenho gratidão, nada toda a vida dura
Do teu tempo a qualidade é a melodia
Se boa ou ruim, o que vale é a leitura
Então, vou agradecer a casta fidelidade
Das prosas nas tristuras que eu recebia
No falto, assim, pra mim, trovaste piedade! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/02/2021, 05’55” – Triângulo Mineiro
Chega um momento na vida que lágrimas, são alento, que a tristeza vira companhia e a solidão conselheira. Nessa fase é preciso maturidade, pra separar o passado do presente, pra que o futuro não seja comprometido.
Saberes que não importam
Enquanto eu dormia
Meu cansado corpo busca alento.
É na noite que silencio tudo em mim....
Nada mais está em minhas mãos,
sou abandono sou entrega...
Meu ser assume suas funções
Respiro sem pensar, sonho sem planejar
meu coração a bater e nada mais a sofrer
Rins, pulmões, figado coração
Tudo em perfeita harmonia, sem precisar de mim, agia...
Não tenho controle, nunca temos
pensamos acordados que tudo está dominado,
por nossos pensamentos, ah nada sabemos!
Tudo trabalha e somos levados...
Basta saber se terei um despertar
Enquanto eu dormia....
SolPorfirio
A LONGA ESTRADA
Só me restou você meu amor
Você foi o meu alento então
Uma força vindo na minha fraqueza
Depois que a beleza se desmanchou
A tal beleza se tornou vã
Foi então que eu pude ver
Que bela mesma é sempre você
Um sonho que se tornou real
Foi preciso encontrar o caminho estreito
Uma luz no meio das trevas
Um caminho que parece tão solitário
Mas você meu amor, está comigo
Minha santa, minha inculpe, tão reta
Minha força quando sou tão fraco
DATA: 13/10/2021
CIDADE: NOVA IGUAÇU - RJ
A resistência adoece e se desfaz quando não encontramos um alento que nos faça lutar, entretanto a fé permanece com a esperança de tentar mais uma vez.
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