Ainda mais te Amarei na Morte
Cada escolha é uma morte possível, um caminho abandonado que nos define mais do que as decisões que tomamos.
Agora, sob a sombra da morte, sou a roseira que seu amor não pode mais abraçar,
me transformei na flor que você amava, mas que, em sua indiferença, já não pode mais tocar.
Ideias podem ser tão insignificantes quanto mosquitos, merecem uma palma da morte e nada mais. É preciso entender isso para aprender a encontrar o que merece dedicação.
No calar da noite, ao som dos tiros dos fuzis, escutando a morte, é aí que nós ficamos mais fortes.
"As pessoas têm mais medo da morte do que vontade de viver na verdade.
Não lhes passa pela cabeça que viver no erro ou no engano já é uma morte em vida".
É mais fácil para os mortos, difícil para os vivos.
Sua morte será fácil, os arrependimentos gritam quando uma pessoa está a beira da
morte.
Sua morte será fácil, além disso, os unicos que conseguem suportar esse arrependimento são os que permanecem vivos.
Sua morte será fácil, muitas vezes, estando vivo a pessoa morreu.
Sua morte será fácil, e morta estando viva, era, na verdade, a mais que alimentava suas mazelas dificuldades, e assim sofrendo com suas próprias angústias.
Sua morte será fácil, os vivos estando vivos eram os que realmente sofriam muito mais.
Portanto, pense bem...
Sua morte será fácil, com a possíveis mortes dos que estavam vivos, assim como, seus pais, seus filhos, seus amantes, seus amigos.
Sua morte será fácil, mas deixará o futuro mais cruel para os vivos
Talvez a morte fosse mais gentil
há um limite que ninguém vê
um lugar depois do cansaço
onde a alma não pede socorro
apenas silêncio
não é desejo de fim
é desejo de paz
de não acordar com o peito em ruínas
com a alma sangrando quieta
talvez a morte fosse mais gentil
do que essa vida que me obriga a fingir
que ainda tenho chão
quando tudo em mim afunda
cansada de me reconstruir
sobre os escombros da esperança
de dizer que estou bem
quando nem sei onde estou
já não me reconheço no espelho
sou só vestígios
restos de uma mulher que sonhava
e agora apenas resiste
não quero palavras bonitas
nem fé emprestada
quero que entendam
que viver assim dói mais
do que desaparecer
e que talvez
só talvez
seria mais fácil fechar os olhos
de uma vez
do que continuar morrendo aos poucos
todos os dias
A morte daquilo que nem sequer teve a chance de nascer talvez seja a mais dolorosa de todas. Porque o que mais machuca não é a ausência, mas o universo de possibilidades que criamos sobre o que poderia ter sido. Sim, estou falando daquele sentimento que nem teve tempo de florescer.
A morte é a mais perfeita máquina do tempo: em um instante, nos transporta para o eterno, onde passado, presente e futuro se dissolvem em silêncio.
um dia fui eu
outro dia não mais
o que serei eu
sem um pingo de paz?
a guerra
a morte
o não
o talvez
o tempo
a hora
o espaço
desfez
Soneto à Morte do Conde Orgaz -
Lá longe, mais além, onde não vejo ninguém,
existe um préstito funéreo
a que minh'Alma se prende, porque contém,
um profundo olhar etéreo ...
Vão muitos a sepultar, entre lúgubres caminhos,
D. Gonzallo de Tolledo, Senhor da Vila de Orgaz.
"Óh morte, quando é que também me vestes...?" Assim diz, o Poeta-Conde, Senhor da vila de Monsaraz!
E em hora derradeira ouve-se uma voz sem Paz:
Não há ninguém que me conforte,
oiço ainda o Vento chorar trágico e forte!
E tanta gente se vê nos funebres chorões do seu caminho
a abrir com lágrimas de morte, um qualquer destino,
para aquele que foi outrora o Conde de Orgaz!
(Soneto que nasce da belissima Tela do Pintor El Greco em que o tema principal é a morte e enterro do Conde Orgaz.)
Pranto à Morte de Cristo -
Não haverá quem chore
dor mais funda ou maior
do que as contas do Rozário
choradas por Maria
a caminho do Calvário!
Vêde, ó gente inclemente,
gente pobre que não sente
esta Alma Divina,
ela arrasta por Terra
o que só o Amor ensina.
Olhai a mantilha de Maria
e vêde vós o que eu não via,
o branco já não é branco,
é vermelho cor-de-sangue,
tanta dor, amargura e agonia.
Onde'ides pecadores?!
Segui Cristo sem pudores,
segui Maria com ternura
nesta dura caminhada
onde cada passo é desventura.
Ó Senhor que tormentos
que dura caminhada:
Mais pura que o Cristal
é a vossa Santa Face
que na mão dos Judeus
foi como se quebrasse!
E o vosso olhar Divino
raso de lágrimas amargas,
são as lágrimas do Mundo
que carregas como Chagas!
É o peso da Cruz
aos meus pequenos ombros
é o peso do mundo
que me atira aos escombros!
E aquela mulher, que pena!
Quem é ela que tanto chora?!
Não é Maria tua Mãe?
Não, é Maria Madalena.
E essa outra da toalha
que vos foi a limpar?!
Ela correu para vós
ao ver-vos a chorar!
Guardiã da minha Face
é a jovem do Sudário,
deixo-lha estampada
a caminho do Calvário!
E lá vai Cristo ensanguentado,
cuspido, caido e julgado
pela Rua d'amargura!
Ó Homens que maldade,
não tendes ternura?
Senti a dor desses Passos,
tende Piedade!
E quando Deus rompeu o Céu
o Templo rasgou o véu,
nasceu o Graal!
E da veste dos Fariseus
coberta de sangue
nasceu este Pranto
no Seio de Portugal!!!
Vida mais Além -
Quando a morte chegou,
impávida, serena ... gelou-se-me
o sangue nas veias ...
E na eternidade desse instante,
mais alto que todos os instantes,
mais profundo que todas as dores,
peguei-te na mão,
não deixei que partisses!
Chorei nesse instante, chorei de loucura!
Chorei ... chorei ... chorei perdidamente
porque pequei!
Mas tu partiste como quem sente
que a Vida é mais além!
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