Frases de agradecimento e despedida de amigos que ficam no coração
A proximidade de uma despedida certa, com data marcada quebra nossas defesas e traz a luz o recalcado inconsciente em um sujeito a flor da pele com uma amplificação sentimental e emocional, gerando crítica de baixa acuidade com interpretação dos fatos ou informações que se aproximam mais do como nos sentimos ao nos depararmos com tais fatos, nos levando a lapsos de realidade que só existem para quem vive, ilhas afetivas em uma labilidade emocional que acompanha o tempo que escorre por entre os dedos, é tempo que desaparece com ansiedade que surge, planos para uma vida toda, por toda a vida que nos aguarda com esta metamorfose que acontece sem respeitar a temporalidade do mundo, corre de forma livre no tempo da alma, corre e vibra em igual intensidade e arrasta nossas angústias e esperanças que vive em tanta presença quanto o próprio presente.
É vida nova que entra e não bate a porta como uma estrada que corre por debaixo de nossos pés e nos expõe a realidade de nossos sonhos, escolhas e feitos. Assim vida nova, a vida de nossas escolhas em busca da felicidade, daquilo que nos toca a alma e que nos faz querer ser eterno, ao menos enquanto fazemos o que alegra o espírito, que faz vibrar o que dentro de nós habita. Enfim é verdade no se amar.
Alguns dias para formar, e essa angústia toda em meio a alegria amplificada e toda essa explosão que aperta o peito, alegra a alma e nos deixa com uma invasão de borboletas por entre o ventre é a própria formatura que nos leva para onde lutamos para chegar, mas nos faz querer fugir por ser despedida com data marcada.
Momentos de bondade e reconciliação valem a pena, mesmo que a despedida tenha que vir mais cedo ou mais tarde.
DESPEDIDA!
Alma vazia,
vida sem sentido.
Já não existe sonho
que eu deseje alcançar.
Sem esperança para seguir,
sem fé para acreditar.
Por mais que eu tente permanecer aqui,
não encontro motivos para continuar.
Aos que permanecerão,
desejo apenas que prossigam,
guardando no coração
a melhor lembrança que tiverem de mim.
Sem sofrimento,
sem culpa,
sem tristeza nem mágoa.
A escolha que fiz
libertou minha alma.
Eu não podia continuar aqui,
sentindo-me um peso,
vivendo atormentada.
Tentei sobreviver,
mas sobreviver não bastava.
Então escolhi silenciar a matéria
para libertar a alma,
na esperança de encontrar na morte
o que não consegui encontrar em vida:
a paz.
As mulheres recebem flores por toda a vida; os homens, pela primeira vez, em um momento de despedida.
“Existem versões de nós que desaparecem sem despedida; um dia percebemos que estamos procurando por alguém que fomos.”
Na décima despedida, não chorei mais como na primeira. A dor não diminuiu. Eu é que aprendi a carregá-la.
Nos caminhos da vida
Nos caminhos da vida...
eu sigo sem nenhuma despedida,
minha mochila é levinha, levinha,
não me pre-ocupo,
não tenho problemas,
do medo, arranquei as algemas.
Pelo mundo afora,
sem preocupação,
estou sempre no aqui e agora
pra bem viver é essa a solução...
ou não...
Talvez, vou pensar, quem sabe, pode ser...
não fazem parte do meu dia a dia
sim ou não - eis a solução:
sou sempre adepta ao 'sorria, sorria'.
Sou pura consistência, inocência...
paciência...
ou não.
Não tenho tempo pra esperar,
o mundo sempre a rodar,
o vento a mudar
e eu vou me calar?
Comigo... é tudo agora.
Pra depois? Já fui embora.
Então: sim ou não...
não demore pra decidir,
neste momento já estou pronta pra partir...
minha vida seguir.
Poema de Despedida
A última vez que meu coração bateu por nós
Hoje eu não escrevo para pedir outra chance.
Também não escrevo para convencer você de que eu mudei.
Escrevo porque cansei de lutar sozinha.
Cansei de bater na porta de um coração que nunca mais abriu para mim.
Eu pedi perdão pelas minhas falhas.
Reconheci meus erros.
Engoli o orgulho, deixei as lágrimas falarem por mim.
Implorei por um recomeço, acreditando que o amor pudesse vencer a dor.
Mas o amor não sobrevive quando apenas uma pessoa insiste.
Enquanto eu segurava nossa história com todas as forças...
Você soltava minhas mãos em silêncio.
Doeu.
Doeu perceber que minhas palavras já não encontravam abrigo em você.
Doeu entender que meu arrependimento não era suficiente para mudar o que seu coração já havia decidido.
Hoje eu vou embora.
Não porque deixei de amar.
Mas porque aprendi que amar alguém nunca deveria significar abandonar a si mesma.
Levo comigo as lembranças dos dias felizes, dos abraços que pareciam eternos, das promessas que um dia acreditamos.
Também levo as cicatrizes.
Elas vão me lembrar que o amor precisa de dois corações caminhando na mesma direção.
Talvez um dia você sinta minha falta.
Talvez procure minha mensagem e encontre apenas o silêncio.
Talvez perceba que ninguém mais vai lutar por você como eu lutei.
E, quando esse dia chegar, eu espero já ter aprendido a sorrir sem olhar para trás.
Porque esperei por você até onde meu coração conseguiu.
Agora ele precisa aprender a viver sem você.
Esta é minha despedida.
Não existe raiva.
Não existe vingança.
Existe apenas uma mulher cansada de implorar por um lugar onde nunca mais foi escolhida.
Adeus.
Que a vida cuide de você como eu sonhei cuidar.
E que, quando lembrar de mim, você saiba...
Eu realmente tentei.
Tentei até a última lágrima.
Até a última esperança.
Até o último pedaço do meu coração.
Cyntia Karla De Liz
Não é uma despedida, é só uma hipótese — dessas que a gente pensa baixinho quando o peito lembra que é finito.
Se um dia eu fo, aliás, quando eu for, quero ir sem inventar desculpas. Já pedi perdão demais por ser intenso, por sentir demais, por não caber nos silêncios que esperavam de mim. Cansei de negociar minha essência pra parecer leve.
Não quero ser lembrado por “ter sido bom”, quero ser lembrado por ter sido real. Por ter misturado ternura com acidez, fé com ceticismo, coragem com medo, e mesmo assim, ter seguido. Quero que alguém, em algum momento, perceba que viveu com um pouco mais de coragem depois de cruzar comigo. Isso já me basta. Não deixo herança: deixo faísca. Se ela acender em alguém, sigo vivo.
E se perguntarem o que aprendi, direi: aprendi a me atravessar sem mapa. A perder com dignidade. A me refazer sem plateia. E a amar sem manual — porque o amor, no fim, é o último idioma antes do silêncio.
(Douglas Duarte de Almeida)
A pior parte de quando alguém se apega é a despedida, quando vai embora deixa um vazio que, mesmo tentando, nunca vai ser preenchido, porque mesmo sendo ela a ir embora, você sente que está traindo tanto ela quanto seu coração.
Habituar-se demais ao que já é seu é escrever, sem perceber, uma carta de despedida, uma letra por dia.
“Nem toda despedida acontece quando alguém vai embora; às vezes, acontece quando a confiança morre.”
Nunca teremos tempo suficiente para uma despedida adequada; portanto, aproveite ao máximo os encontros imperfeitos.
Os sonhos irão ficando e a gente chegando para despedida, não deixe que seus desejos morram antes de você.
A vida nos ensina, com delicada brutalidade, que toda permanência é apenas uma despedida cuja data ainda desconhecemos.
ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (A DESPEDIDA)
Após conseguir minha habilitação, muitas viagens realizei nesta vida, mas existe uma que chamo de despedida. Não havia entregas, e a 1313 na garagem permanecia. Era um dia, como tantos outros, de idas e vindas.
A família reunida com os amigos que nos visitavam todos os dias. Era sagrado esse encontro em todas as vindas. Meu pai, Zé Volante, contando as viagens de um jeito que só ele sabia, não perdia um detalhe, pelo contrário, acrescentava e sorria.
À tardinha, seu cochilo era certo, e todos já sabiam que horas depois ele voltaria. A gente ficava aguardando pra saber que nova história Zé Volante contaria. Fiquei desconfiado do aceno do meu pai naquele dia, sentindo no fundo do coração um sentimento de despedida.
Muitas horas se passaram, e Zé Volante não aparecia. Alguns já perguntava se ele ainda dormia. Minha mãe foi procurar saber o que acontecia. Houve gritos e muito desespero, e eu nada entendia. Minha mãe pediu chorando: “Acorde Zé Volante!” Mas, por mais que eu suplicasse, ele não acordaria.
Ele fez a viagem que todos nós faremos um dia. Naquele aceno, meu pai de mim se despedia. Os olhos mostram o que o coração sentiria. Caminhando lento, ele, pela última vez, me ensinou que nessa viagem não tem correria. O destino tá traçado, e a encomenda é a nossa vida.
TÁ NA SALA
Tá na sala o povo chegando,
Pra última despedida,
Uns trazendo no silêncio
As lembranças desta vida.
Eu, deitado, observo tudo,
Sem poder dar mais um pulo,
Pois já terminou minha lida.
Tem gente que fica calada,
Relembrando o que passou,
Revendo antigas histórias,
Tudo aquilo que viveu.
Outros dão boas gargalhadas
Das minhas velhas presepadas,
Das peripécias que aprontou.
Um lamenta a minha perda,
Diz que eu era bom amigo,
Outro fala: “É muito triste,
Nunca pensei nesse perigo.”
E entre um suspiro e outro,
Vão lembrando do meu rosto
E do tempo que esteve comigo.
Tem conversa sobre o presente,
Sobre a vida e a situação,
Enquanto alguém, bem baixinho,
Puxa outra recordação.
“Ele fez isso certa vez...”
E começa outra história
No meio da reunião.
Uns contam contos do falecido,
Que eu jamais pude imaginar;
Cada qual tem sua lembrança,
Cada qual tem seu contar.
E eu escuto em silêncio,
Percebendo que, no tempo,
Já não posso mais falar.
Chegam amigos e parentes,
Para os meus confortar,
Dão abraços apertados,
Tentando amenizar.
Mas, olhando aquela cena,
Descubro, sem mais problema,
Que não posso mais voltar.
Observo todos na sala,
Cada gesto, cada olhar,
E começo a compreender
O que é enfim descansar.
A conversa continua,
Mas minha voz ficou na rua,
Não tenho mais como falar.
Foi então que eu percebi
Que a vida tinha passado;
Eu estava ali presente,
Mas já não era mais lembrado
Como alguém que estava vivo.
Eu era apenas o motivo
De todos terem chegado.
Tá na sala a despedida,
Tá no rosto a emoção,
Tá no canto de um amigo,
Tá no abraço de um irmão.
E entre lágrimas e risadas,
Vão fechando as minhas estradas
Sem nenhuma explicação.
Quando o talude se fecha,
E termina a derradeira passagem,
Pela porta saio sozinho,
Sem bagagem, sem viagem.
Não levo ouro nem dinheiro,
Nem relógio, nem roteiro:
Só aquilo que fui na passagem.
A última porta se fecha,
E o silêncio toma o lugar.
Deixo a sala, deixo a casa,
Deixo o mundo e seu falar.
E sigo, sem mais demora,
Meu destino vida afora,
Para onde ninguém pode voltar.
Tá na sala!
Foi assim que eu compreendi:
Enquanto vocês se despediam,
Eu também me despedia de mim.
A mulher das tatuagens
ela entrou no bar
como quem já conhecia
todos os tipos de despedida.
pele clara,
tatuagens espalhadas pelo corpo
como pequenas revoltas
que ela decidiu não explicar.
bebia devagar
e olhava para o nada
com a tranquilidade de quem
já tinha aprendido
que algumas pessoas
só ficam enquanto é conveniente.
havia flores no braço,
um pássaro perto do ombro,
algumas palavras que eu não consegui ler.
talvez fossem nomes.
talvez fossem erros.
ela sorriu uma vez
e foi o suficiente
para fazer o bar parecer menos miserável.
eu pensei em dizer alguma coisa bonita,
mas coisas bonitas
quase sempre soam ridículas
quando você está diante
de alguém que já sofreu o bastante.
então fiquei quieto.
ela acendeu um cigarro,
olhou pela janela
e disse:
— algumas marcas a gente escolhe.
não perguntei pelas outras.
naquela noite
ela foi embora sozinha,
levando consigo
aquela coleção de desenhos,
silêncios e pequenas cicatrizes
que faziam dela
mais humana que qualquer santo.
e eu fiquei ali,
bebendo o resto do meu copo,
pensando que talvez
a beleza nunca tenha sido
sobre aquilo que uma mulher
carrega na pele,
mas sobre tudo aquilo
que ela conseguiu sobreviver
sem precisar contar.
- Relacionados
- Mensagens de despedida para amigos para marcar o coração de quem parte
- 57 mensagens de despedida para colega de trabalho com carinho
- Frases de despedida de amigos para deixar uma lembrança inesquecível
- Pessoas nos Deixam Marcas
- Poesias de despedida de amigos para eternizar lembranças
- Poemas de despedida para amigo que morreu
- Mensagens de despedida de colegas de faculdade (relembre a jornada juntos)
