Agradecimento aos Ausentes
Têm ausências que se mostram tão presentes.
Têm presenças que demonstram ser ausentes.
Têm saudades que se parecem equi-distantes.
Têm distân-cias que deixam vazios relevantes.
Na semântica da tua paixão
sou recluso em tantas intensões...
expectativas ausentes num mundo safado.
as dimensões ganham maioria da frases
entre elas te amo... sem condições....
pedir mais um momento entre as assombrações
alma se perde numa festa apenas a solidão.
IPÊ AMARELO
É fim de agosto, o solo está sedento
Pedindo a volta das águas ausentes
As folhas secas, ao sabor dos ventos,
Descem ao chão forrando a terra quente
Mas chega o tempo dos encantamentos
De exultar-se em cortinas amarelas:
Revela-se o ipê em opulentos
Quadros de flores, fulgurantes telas
Vem colorir então qual áurea tocha
No ápice da sua majestade
Ao desdobrar-se em fúlgida beleza
Embevendo olhares, desabrocha
Dando leveza aos campos e cidades
Pintando de amarelo a natureza!
Oldney Lopes©
AUSENTES
Aquele sonhar que muitos procurara em caminhos...
Quando em vossos desvaneios perdera suas eloquencias
Aquele luzir querendo apontar um alento, vós ausentaara
Utopia? usurpada nos corações da pobre gentes, esquecidos;
Caido nas vias de cada vilelas, suas... olha! ali! ao lado, a ética
Esquecida por vós, ausentes citadinos, qüão cidades às trevas...
Pessoas como automatos sem vidas, sem pexpectivas, sem nada;
Ausentes vós esquivaram-se daquilo que vos que conheceram
Não serei como aqueles, em cima do muro da história cassoam-vos...
Na reta lida descrita no reto caminho, busco na ética uma luz presente
Um parecer de presença normativa, onde a vida possa fluir no horizonte;
Poesia de: Marco Aurélio Lima
09/09/2019
"As pessoas se preocupam demais com os inimigos, quando deveriam se ater aqueles ausentes da sua vida, que na sua luta nunca estendem a mão, mas na vitória querem desfilar de braços dados"
Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor
(Porque andamos por fé, e não por vista).
2 Coríntios 5:6,7
Os homens não devem permitir que as suas mãos se tornem ausentes ou frias, suas palavras se tornem agressivas ou aborrecidas, e os seus corações se tornem distantes ou endurecidos.
Ausentes ao meu acaso estão às estradas,
Sem saber quantas lágrimas escorreram de meus olhos
Sem conseguir esquecer por quem a minha saudade chora...
Noto o tempo varrer meus passos...
Por isso... Jamais deixei marcas onde passei...
Nem nunca viajei por onde quis...
POEMA DAS PALAVRAS AUSENTES
Hoje, embebedado de sentidos, resolvi escrever sobre você.
Quis narrar como sua beleza agressiva furta toda a atenção
e como seu olhar está sempre a pedir um afago
e breguices de amor, que adoro dizer ao seu ouvido.
Decidi descrever como seu desajeito é todo complexo,
querendo ser companhia para o meu descompasso.
Quis divulgar como suas curvas delicadas revelam desejos meus
e se exibem de maneira solar à meia-luz.
Cambaleei entre palavras relembrando
como seu sorriso me traz um futuro bom
e como tenho em mim uma tempestade de você.
Recordei cada instante, todo o tempo,
calando meus versos, por breve momento.
Percebi que para você nenhum verso é decente
e que palavras não seriam suficientes.
Para falar de você
minha poesia deveria ter o cheiro da primavera
e a tenuidade de uma manhã de inverno;
teria de ser bela como um pôr-do-sol sobre o mar
e quente como um abraço de saudade.
Pediria a transparência da água de uma nascente
e a pureza de lugares desconhecidos.
Para falar de você
minha poesia deveria ter o gosto ingênuo das nuvens.
Não bastaria uma canção,
seria necessário compor uma sinfonia.
Eu teria de divulgar segredos
– sagrados segredos –
que te fizeram assim: tanto!
Para falar de você
eu teria de desvendar o encanto
que nos cerca e que nos uniu:
teria de justificar o incompreensível.
Por isso, para você eu escrevo sem palavras
e te dedico um silêncio profundo,
porque só o silêncio pode falar
quando as palavras não podem descrever.
Aos filhos presentes darei tudo que eu quiser; aos ausentes darei todo direito que a Lei me impuser.
Freqüentes queixas que os pais levam ao consultório são de que estão cada vez mais ausentes e por isso não conseguem educar os filhos de forma correta. O importante é saber que pais ausentes não significa necessariamente pais displicentes. O que gera problemas na educação das crianças não é o fato dos pais trabalharem fora, mas a maneira como se comprometem com a educação de seus filhos, a forma como administram seu tempo e o tipo efetivo de educação que colocam em prática.
Pais podem estar fisicamente próximos de seus filhos durante a maior parte do dia, mas podem não estar afetivamente disponíveis a eles. Não conversam intimamente, não brincam, brigam e gritam a maior parte das vezes que se dirigem à criança. Por outro lado, existem famílias que, mesmo estando a maior parte do dia longe de seus filhos, conseguem manter um relacionamento próximo, afetuoso e se envolver na educação dos filhos.
Pais que tiverem dificuldade em como lidar com os filhos e/ou quando os filhos apresentarem comportamentos problemáticos, devem procurar ajuda de um psicólogo infantil.
Talho-te uns versos
De ausentes rimas,
Não "rimas pobres",
mas pobres rimas!
Talho-te uns versos
de rimas soltas...
Falo da flor,
porque o poeta, dela se encanta,
Misturam-se tanto!
Que fazem um pacto,
misturando as seivas...
Ele com sangue, ela com néctar!
Ele, ao colhê-la, ela se vinga...
Espeta-lhe os dedos.
o sangue lhe pinga.
E ali, se misturam, e dá-se a fusão!
Tornam-se um só...
Talho-te uns versos,
porém, pouco posso...
Pois sempre me fogem os ventos
da inspiração...
Cartas de Amor
Cartas de amor, imagens vivas da presença
quando somos ausentes.
Sublimes palavras trêmulas porque falam com
as mãos.
Privilegiadas, porque nos dão a maneira mais
verdadeira de falarmos sem sermos
interrompidos.
Belas , porque escrevem amor.
Tristes ,quando trazem a dor
E alegres quando chegam juntas com a saudade.
Cartas... quantas passaram pela minha vida,
quantas já passaram por nossas vidas,
quantas escrevi, quantas recebi?
Tantas eu rasguei que se juntasse um
pedacinho de cada uma, nem sei, daria uma prova
completa desse amor, que de vez em quando
tenta se afastar de nós.
Hoje me deu vontade de escrever, e dizer
que você tem razão em duvidar do meu amor,
eu lhe acostumei com palavras lindas e
de repente você não ouviu mais...
Agora olho para trás e vejo que escrevi muito
mais do que falei , que senti muito mais do
que provei.
Cartas...o único modo de ser totalmente livre!
Escrever...a melhor maneira de dizer
com coragem, todas as vontades que não temos
coragem de dizer....
"O que se passa na cabeça do ser humano?! Saber que suas origens são ausentes,querer saber de onde veio,quem é de verdade,o porque da causa de abandono... Mas você mesmo se acalenta,seu choro acalma,sua alma sossega e mesmo assim,precisa ser forte. O corpo se esculpiu a armadura de aço impenetrável,não se demonstra sentimentos,nem ternura,mas o mais vulnerável é o coração,é o mais ferido,o mais maltratado. Cravado com as respostas da vida,não há nada que cure. Será Deus que falo blasfêmias sobre a oportunidade que tu me destes para viver?! Eu era feliz e não sabia?! Ah! Era sim,mas fui morto em palavras,de quem eu estendia a mão sem medo algum,por aquela que seu momento de raiva,por sua própria boca,soube matar aos poucos sua "cria primogênita".
- Crônicas de Um Adotado
Saudosas, ausentes, distantes ou presentes. Mas, é Mãe (aMe), pois o amor real é atemporal e não se deixa barrar-se por dimensões.
