Agradecimento á Escola
A realidade é vício no modo de pensar imposto pela maioria.
Percebi isso aos 14 e me lembro que aos 15 embarquei na busca pela realidade pura. À época não percebi que, nos dias de orfandade, incontáveis foram as vezes em que as minhas distorções da realidade, como uma mãe, me ninaram.
Crescer é exercício de aprender a enfrentar o desamparo à espreita. Até lá, minha mãe ainda é minha mãe, e meus vícios têm deserpróprios.
14/05/23
"A covardia é um dos piores venenos que contamina o que nós temos de mais sagrado que é a nossa alma."
A Sensação de Nunca Passar
Constantemente, sinto a mesma sensação, carregando comigo um sentimento que parece nunca se afastar do meu peito. Por vezes, me pego refletindo sobre seu rosto, seu jeito e seu sorriso. Em um breve momento, uma sucessão de lembranças se forma, retratando como poderíamos ser felizes, caso você me permitisse te amar, ou, ao menos, se demonstrasse um mínimo de consideração pelos meus sentimentos — sentimentos esses que, por mais que eu queira acreditar, nunca tiveram e provavelmente nunca terão importância para você. Cada segundo de carinho e brincadeira que você me ofereceu foi, para mim, o maior gesto de amor que pude receber. A primeira vez em que você me abraçou, senti meu coração disparar, e esse sentimento não se limitou a esse único instante, mas se estendeu à ocasião em que você me apelidou de Jeyjey.
Há também o episódio no elevador, quando você fez massagem em minha mão e me fez cosquinhas na barriga. O dia em que você quis me mostrar o cheiro do seu cabelo, o beijo no rosto enquanto me acompanhava até a faculdade — embora, no fim, tenha sido eu quem te acompanhei até o ponto, pois minha aula ainda não havia começado.
Nunca esquecerei o primeiro dia em que te encontrei, na porta daquele elevador. Você estava deslumbrante com uma blusa verde escura, calça skinny, sapato preto e branco e uma munhequeira no braço esquerdo, acompanhada de uma máscara e um olhar mágico. Não consigo explicar, mas aquilo foi um sentimento surreal que nasceu em meu coração: uma mistura de borboletas no estômago e batimentos acelerados. Em cada momento em que te olhava, ficava sem palavras. Talvez seja o destino ou o conceito de almas gêmeas, mas, no final, parece que não estávamos predestinados a ficarmos juntas. A dor foi ainda mais profunda quando te vi pela última vez. Você estava com um vestido branco com detalhes vermelhos e um perfume de rosas. Guardarei cada detalhe na memória, embora eu deseje apagar toda a sua existência do meu coração e da minha mente, e deixá-la no passado. No entanto, parece uma dependência sem fim, algo que não consigo explicar. Estou evitando os lugares que me fazem lembrar de você, mas isso não tem surtido efeito. Às vezes, passo meses sem pensar em você, mas, de repente, um pensamento intrusivo aparece e não sai da minha mente.
Embora tenha apreciado os sentimentos que vivi, também os odiei. Jamais imaginei que um "inferno astral" como esse tomaria conta da minha vida até você aparecer. Eu queria ser a mesma pessoa, a aquariana conhecida como "coração de gelo", que se afastou de qualquer possibilidade de amar.
No fim, o amor é uma bomba-relógio, esperando explodir sem rumo nem direção.
A AMIGA
Não sei se te digo ou se não,
Que contigo eu espanto a solidão.
No início, era só amiga; depois, o remédio pro meu coração.
É preciso tomar cuidado para não romantizar a mãe sem rede de apoio, colocando-a num papel de mulher espetacular. Dar conta de tudosozinha não é lindo; muito menos, empoderador.
A minha escrita sempre foi combativa. Essa é a graça de poder me expressar pelas palavras. O que não digo falando, escrevo — e tenho muito a dizer. Não tente me calar. Nasci e cresci em meio à guerra. Se eu não estiver o tempo todo lutando, a sociedade me mata simplesmente por ser quem sou.
A Economia segundo a Empatia
Falar sobre economia hoje se tornou um tema delicado devido à politização do assunto. Certamente, economia e política são temas que caminham juntos, mas abordá-los de forma neutra é um desafio. Se afirmamos que a situação está boa, um lado da moeda quer impor sua ideia com força; se dizemos o contrário, enfrentamos o mesmo problema, mas do lado oposto.
Agora, já pararam para pensar que há um vasto grupo de pessoas que nem ao menos têm "moeda" para escolher um lado? O que sobra para elas é apenas a opção de trabalhar para sobreviver, e, se quiserem uma vida melhor, trabalhar em dois ou até três empregos. Será que é só isso que têm como opção? De que forma a economia pode ajudar essas pessoas? Será que a economia pode ser empática com elas?
A definição de economia é simples: a ciência que estuda como pessoas e sociedades utilizam recursos para produzir, distribuir e consumir bens e serviços, buscando atender a todas as necessidades. Pelo menos, era para ser assim, não é?
Na prática, infelizmente, não é isso que acontece. Poucos têm muito, enquanto muitos têm quase nada ou absolutamente nada. A "senhora economia", como costumam chamar, parece não ter empatia alguma, e seu peso é maior exatamente onde a carga já é insuportável.
Mas o que fazer diante dessa realidade? A resposta é complexa, já que a empatia da economia depende diretamente de quem governa. E, desde os primórdios, a desigualdade existe. Não se resolve um problema estrutural como esse em um passe de mágica.
O primeiro passo, ao meu ver, seria focar em políticas públicas que tragam mais empatia para o sistema econômico. Contudo, o maior desafio é que o sistema não nos dá muitas opções de participação ativa. O principal instrumento de mudança que nos apresentam é o voto. No entanto, mesmo com o voto, um político iniciante que não se adapta às regras do sistema logo se torna "carta fora do baralho".
O tema é complexo, o problema é profundo e, honestamente, a solução parece distante, seja no curto, médio ou longo prazo. Ainda assim, acredito que, se tivermos um governante com coragem de pensar fora da caixa, talvez possamos iniciar uma transformação. Esse líder precisaria compreender que melhorar as políticas públicas e reduzir desigualdades não é apenas um ato de caridade, mas um investimento em uma sociedade mais sólida e resiliente.
E quanto a nós? O que nos resta? Precisamos agir com as ferramentas que temos: votar com consciência, cobrar resultados dos governantes e, acima de tudo, evitar a omissão. Não podemos nos acomodar em uma postura de "quando é o meu governante, está tudo ótimo; quando é o rival, está tudo péssimo".
A economia deve ser um meio para melhorar a vida de todos. Isso não acontecerá apenas com mudanças nas leis ou regras, mas com uma mudança de mentalidade. Precisamos entender que não é só a nossa mãe que não quer que seus filhos passem fome. A mãe do João, da Maria, do Carlos, da Júlia, e todas as mães – biológicas, adotivas ou sociais – compartilham do mesmo desejo. Uma sociedade verdadeiramente empática começa por reconhecer isso.
Não será fácil transformar um sistema tão desigual, mas a mudança começa com pequenas ações: participação política, cobrança ativa e, principalmente, um olhar mais humano. A economia precisa ser construída para servir a todos, e não para perpetuar privilégios. Essa transformação exige coragem, mas, acima de tudo, empatia.
O evangelho celestial do lírio e do ébano
Vive pela honra, princípios e glória, numa devoção que o tempo não consome.
Ergue o legado de uma história, santidade batiza o seu belo nome.
Seu corpo desenhado, traçado perfeito, é obra de mestre, escultura de fé.
Caminha entre nós, anjo bem feito, Mantendo o divino e eterno em pé.
É feito de sol e de aurora sagrada, um anjo tão doce que a alma reluz.
A mulher mais pura na terra encontrada, vestida de glória, envolta de luz.
Aos pés do seu trono o vento se cala, beleza distante que o toque não alcança.
Quem olha pro céu e tenta toca-la , apenas encontra o vazio da esperança.
Uma pequena montanha separa dois mundos, em duas janelas de estranho fulgor:
Um olho é o mar, um abismo profundo, O outro é a violeta de um reino em vigor.
É o contraste vibrante, imensurável e etéreo, entre o azul do infinito e a ametista real.
Inalcançável, e estreito, parece diamante, puro e brilhante parece cristal.
Sua pele tingida com nuvens, tão branca, um traço de seda, clamor deferido.
Com o ébano em véu, cabelos de criança, um brilho escuro e raro esculpido.
Seus lábios vermelhos, um fogo, um rubro, a boca é um rubi que em silêncio seduz.
Um traço de glória, um sagrado e profundo, seu beijo é a chama que ao céu me conduz.
É o eco de antigas missões e premissas, fruto de um reino que ao tempo cedeu.
Uma resposta viva a mil orações mal ouvidas, de uma terra caída que já padeceu.
Exala um cheiro suave e dourado, mistura de lírios, de glória e de mel.
Um traço de luz que perfuma o caminho, seus olhos, aos meus permanecem fiel.
De todos os rostos, ainda o mais belo, um olhar gelido que hipnotiza e acalma.
Mas na luz deste mundo, não se encontra nada preencha o vazio que ela deixa na alma.
Pessoas mortas por dentro iguais a mim precisam se arriscar perigosamente para se sentirem vivas...
A Compreensão é sempre o exercício mais difícil. E eu vou vos dizer o porquê.
Compreender algo significa vê-lo em sua essência (enxergar seu âmago, sua alma), conhecer sua função, sua aplicação na vida. O motivo de algo ser o que é pelo tempo em que precisar sê-lo. Compreender, no entanto, não implica aceitar. Apenas conhecer algo (um conceito, uma ideia, um assunto etc.) em sua essência.
A gente é mais feliz...
quando entende que o bom não é inimigo do perfeito...
quando aprende a deixar as pessoas ruins para lá...
quando se contenta com menos...
quanto percebe que as coisas, são só as coisas e o consumismo exagerado, só traz ansiedade e infelicidade...
quando aprende a valorizar a família...
quando percebe que não é necessário ter muito para ser feliz...
quando começa a investir mais em momentos do que em coisas...
a minha conexão com Deus está cada vez mais forte. Eu não quero nunca mais perder a minha fé e a minha esperança. Por muito tempo, me senti tão sozinha. Mas quando me reaproximei do nosso Senhor, pude me sentir repleta de energia novamente. Uma energia forte, que fez eu me emocionar. Por tanto tempo, me senti vazia. Um sentimento de perda e frustração que nada era capaz de preencher.
Meu senhor, perdão pela ingratidão de todos esses anos. Obrigada por permanecer ao meu lado quando eu errei!
A vida, nos mostra todos os dias, que o importante é viver o presente.
Se o presente é o único lugar que você pode estar, então por que com o futuro, você insiste em se preocupar?
Viva o agora - não há como fugir do presente.
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