Agradecimento á Escola

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⁠A Faroleira

Sim, muitos anos se passaram na verdade,
A tinta desgastada na parte de fora já entregam sua idade,
O farol que um dia muitos avistaram.
Hoje vive sozinho em sua soturnidade.

Seria estranho não admitir que conheceu a tantos,
Inverdade dizer que não amou a certos,
Desalento em saber que não restou um para ouvir seus prantos.

Ficou apenas a triste versão desse monumento,
Abandonado sem esperança, na tragédia de seu momento.

Sua luz outrora brilhante de objetivo incumbido,
Hoje pisca fracamente arritimada, como o bater de um coração partido.

Por dentro dele, há um chão de madeira ruído,
Aranhas e pó dividindo espaço com os ratos que ali haviam nascido.
Do ranger das portas, às dobradiças gastas,
Ouvia-se o lamento da mobília, em meio a suas partes nefastas.
Paredes com mofo, goteiras sem fim,
"- Isso foi tudo o que restou de mim".

Subindo pela escada caracol,
Cada andar que passo me lembra,
Aquele dia olhando o céu, cheiro da terra e daquela música lenta.
Subo e subo e a visão vai se enturvando,
Trovões, ventanias e o belo vai se deteriorando.
Nos quadros na parede, vejo as lembranças de quando o mundo era um todo.
Em traços apagados pelo tempo, como se a cor deles agora fosse um incomodo.

Ao chegar no último andar,
Uma dor me acomete de repente e fico sem ar.
Lá está ela, uma fraca luz a piscar.
O esforço para se manter acesa é quase um pedido,
"- Desligue-me da força, não se preocupe comigo!"
Choro ao ver aquela cena,
E ao mesmo tempo, tento entender seu dilema.

Ao olhar pro chão eu vejo as marcas de pegadas,
- Então foi pra cá que trouxeste suas histórias frustradas?

As marcas nos contam essa história passada:

A primeira era marcas pequenas, mas com passo pesado,
Tão funda no chão que mostra os muitos anos que ali haviam ficado.
Mas foi-se em uma terça levando apenas um farnel,
Sem “oi” e nem “tchau” deixando apenas um anel.

Depois mais uma, na entrada posso ver uma pegada inteira sem viés,
Mas com passadas à frente sumiu a metade,
Como um segredo em fuga na ponta dos pés.
Foi-se embora levando suas garrafas, suas mentiras e sua paixão pelas ralés.

A terceira foi passageira,
Marcas de salto, que dançaram ao redor de toda centelha.
Foi-se o fim da dança até a saída,
Pois não era ao farol que pertencia seu amor, apenas sua despedida.

Lágrimas quentes desceram pela minha face,
- Abandonaram-te mais uma vez,
- Sem ao menos lhe perguntar, se doía esse desgaste.
Fiz o que pude para a manter acesa,
Chamei a todos para que pudessem apreciar sua verdadeira beleza.

Bati pregos em suas paredes furadas,
Arranquei os quadros das escadas,
E limpei todas aquelas marcas de pegadas.

Mas você ainda batia descompassado,
Sufocando a dor de uma vida de luta e amor,
Mas que agora estava muito cansado.

Me apoiei em sua janela olhando para o mar,
"- Como faremos agora para você voltar a iluminar?"
Eu rezo? Eu choro? Te dou esperanças a sonhar?
A voz fraca invade o espaço,
"- Olhe novamente, e verás quem vem lá."

Acatando a seu pedido então eu vejo logo à frente,
Barcos e mais barcos remando contra a corrente.

"- Eles esperam a brecha para poder passar,
Atracam aqui, dizem-me que comigo é que querem ficar
- Abro as portas e os convido a entrar.
- Os vejo sorrir e agradecer,
- Comem, bebem e longas histórias me prometem trazer.
- Vos ensino sobre a vida, o céu, a terra e toda estrela que brilha,
- E eles dormem tranquilos, sabendo que mais nada de ruim os afligiria.
- Passam dias e noites e tudo muda,
- O mundo se inverte, e o que era Sol agora se torna Lua.
- Vos estranho pelo incomodo que sentem,
- Destroem meus móveis, riscam meu chão e esburacam minhas paredes.
- Com dor os questiono:
- Porque ficas se lhe causo tanto incomodo?
- E sem justificativas, me culpam pelas suas vidas perdidas,
- Partem sempre daqui aos risos enquanto eu nada compreendia.
- Essa porta não abrirei novamente,
- Seja noite ou dia, não acolherei mais um displicente."

Ao ouvir suas palavras, me calo.
Agora entendo a dor que tens passado.
Só restou a mim consertar tudo que havia sido quebrado,
Como hei de abandonar algo tão puro e abandonado?

- Por favor não se apague agora,
- Aqui estou por você e não hei de ir embora.
- Dessa porta ninguém passará até verem em ti a luz que tens a iluminar.
Aqui fico como sua guardiã,
Vou cuidar de ti, do anoitecer até o raiar de cada manhã.

Então a luz pisca para mim e eu entendo,
Ainda não é o fim,
E só o começo de mais um momento.

Inserida por Juliana_Passetti

⁠A perversidade, em sua essência, não se contenta em infligir sofrimento, mas o faz com precisão que beira a arte, entrelaçando a dor com uma ironia perversa.

É como se a maldade, em sua forma mais pura, encontrasse prazer não apenas na crueldade em si, mas também na capacidade de distorcer o sofrimento de tal forma que se torne uma paródia grotesca da justiça.

Esta combinação de crueldade e ironia serve para intensificar o impacto do ato, transformando-o em algo muito mais do que a simples soma de suas partes.

Inserida por 10_5_6_5

⁠A Tristeza Silenciosa da Existência

A vida nos molda como se fôssemos pedaços de algo que nunca se completou. Nascemos com promessas, com cores vibrantes e a ilusão de que podemos voar, mas, como os pássaros que veem seu voo interrompido, nossa liberdade é logo cortada. Somos arrastados pelas mãos do tempo, transformados em caricaturas de nós mesmos para servir ao olhar curioso de uma sociedade que só enxerga o que deseja. E, no final, a vida, que deveria ser grandiosa, se torna apenas uma coleção de momentos sem sentido, como uma festa que nunca termina, mas que já não tem alegria.

Vivemos para ser vistos, para ser consumidos, para nos tornarmos parte de algo que não entendemos. A solidão se faz presente em cada esquina, cada passo. Não estamos mais na floresta, mas em um mundo que nos devora com sua indiferença. Nossos sonhos, antes vivos e vibrantes, são esmagados pela rotina de um sistema que nunca se importa. Somos forçados a seguir, como se nossa dor fosse apenas parte do processo.

E no meio disso tudo, nos perguntamos: para que viemos? Será que existimos apenas para ocupar espaço? Para morrer lentamente na indiferença dos outros? Estamos todos, em certo sentido, esperando algo que nunca chega – a verdade, a paz, ou ao menos um pouco de compreensão.

A vida não faz sentido, e isso é a maior verdade que podemos encarar. Estamos todos aqui, buscando respostas, mas o mais doloroso é perceber que talvez a única verdade seja a nossa solidão. O vazio é o que nos resta, a vida é o que temos para preencher esse espaço. A dor não é só uma consequência, mas uma constante. E enquanto tentamos entender a razão de nossa existência, continuamos a andar, como se nada fosse realmente importante, mas no fundo, tudo fosse.

E se a única resposta fosse a aceitação de que estamos aqui, simplesmente, para viver, para sofrer, para aprender a ser quem somos, mesmo que ninguém nos veja, mesmo que ninguém entenda? Talvez a única verdade seja o vazio que carregamos e a liberdade que buscamos, mesmo sabendo que nunca a alcançaremos.
#David_Marinho.

Inserida por David_Marinho

"A vida é um jogo, um rio que corre,
Um rio que segue e nunca para,
E na curva do rio, o segredo da vida,
Na curva da vida, o jogo nos chama."⁠

Inserida por umpensadorsonhador

⁠A Vida, no Silêncio da Dor

Somos partículas perdidas em um cosmos que nos observa, mas não nos compreende. A vida, que nos promete brilho, nos rouba a luz. Crescemos com a ilusão de que podemos voar, mas logo a realidade nos prende ao chão. Cada dia, uma luta invisível, onde as cicatrizes da alma não se veem, mas pesam tanto quanto o corpo. Nosso grito não ecoa, e mesmo cercados, permanecemos solitários, como vultos que nunca encontraram seu reflexo. Os sonhos, outrora plenos, se desfazem diante de um espelho que não reflete mais a esperança. O tempo, implacável, nos ressignifica, nos faz aceitar o que jamais desejamos. E no fim, nos perguntamos: seremos apenas fragmentos de uma história sem começo ou fim? A vida, com toda sua dureza, nos ensina que talvez o maior aprendizado seja viver sem respostas. Talvez sejamos apenas sombras buscando a luz, sabendo que, no fundo, somos feitos do que nunca será. Viver é preencher o vazio com a dor, e, ainda assim, caminhar. #David_Marinho.

Inserida por David_Marinho

⁠"A vergonha alheia é um espelho disfarçado—reflete mais sobre nós do que sobre o outro. Quem aprende a aceitar, aprende a se libertar. No fim, julgar menos o mundo é encontrar mais paz dentro de si."

Inserida por diegoferrariterapia

⁠um pensamento
para sentir minha tristeza basta vesti-la como sua.
V.S.A

Inserida por gaivota1963

⁠A felicidade está na simplicidade, na gentileza e no desapego.

Inserida por alvarolsazevedo

⁠"A vida: cada dia, um passo, um saber novo."

Inserida por wantuir-roger

⁠A sua SABEDORIA determina o que você VAI EVITAR.

⁠"A busca incessante pelo conhecimento é o caminho que nos conduz da escuridão da ignorância à luz da liberdade."

Inserida por StanleyRodrigues

⁠"A verdadeira liberdade não reside na ausência de correntes, mas na capacidade de dançar com elas ao som do nosso coração."

Inserida por Ustoych

⁠"A esperança, é esta âncora entre a nossa fé do acreditar, e a certeza do agir de Deus, que nos deixa confiantes em um amanhã repleto de graça e de misericórdia."

Inserida por RichardLucas

⁠A cicatriz fere a sua estética marca seu passado mas te aproxima do propósito de Deus

Inserida por Juliocesarmentor

"À medida que aprendemos a amar e permitimos que o amor nos cure interiormente, descobrimos quanto tempo perdemos nutrindo sentimentos e pensamentos que nos prejudicam e que só acrescentam dores e sofrimento às nossas vidas."

Inserida por leonardomenin

⁠Dia 24

‎Novos mares virão,
‎A maré da vida nos trará,
‎A brisa leve fresca,
‎Com o calor do sol como um abraço nos toca,

‎Mãos dadas na beira do mar,
‎Você é meu raio de luz,
‎Meu satélite natural,
‎Inspiração dos meus poemas,

‎Arte,
‎Canção,
‎Todos os dias no meu coração,
‎Peito, voz, cheiro, gosto,

‎Lembro de tudo como se fossemos nós,
‎Um eterno agora,
‎Sem pressa,
‎Sem preço,

‎Quero fazer de nós história,
‎Versos,
‎Adversos não serão diversos,
‎Onde o que impera é o amor,

‎Que nunca mais advenha,
‎Nenhuma dor,
‎E nenhuma separação seja plausível.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠A História, a Cultura e o Destino

Há quem diga que a História não importa,
Que o que passou passou,
Que a fome é agora,
Que os dias correm sem tempo para pensar.

Mas o rio não nasce no mar,
O vento não sopra sem ter por onde veio,
E eu não sou só este momento,
Sou também o que fui antes de mim.

A terra que piso tem pegadas,
As palavras que digo têm ecos,
E se o mundo é estreito
É porque alguém antes de mim aceitou que fosse.

A História não me dá pão,
Mas mostra-me quem colheu antes de mim.
A Cultura não me veste,
Mas ensina-me a olhar para além do muro.
A Filosofia não me salva da morte,
Mas diz-me que estar vivo não é só respirar.

Quem diz que não tem tempo para pensar,
Não vê que há quem pense por ele.
Quem não quer saber do que veio antes,
Caminha por um trilho traçado sem saber por quem.

Mas há um instante –
Sempre há um instante –
Em que o homem para e se pergunta:
E se o caminho pudesse ser outro?

E então descobre que a História, a Cultura e o pensamento
Não são pesos nem sombras gastas,
Mas chaves.

E quem segura uma chave,
Mesmo sem saber,
Já começou a abrir a porta.

⁠A luta contínua.
Mesmo sabendo das dificuldades que estamos enfrentando no dia a dia por conta de um sistema governamental corrompido.
Temos que lutar para sobreviver mesmo com dificuldades.
Dificuldades fazem parte da nossa vida, mas não podemos é desanimar.
A vida é dura e vai continuar sendo dura.
Sei que tem dias que bate um desânimo, mas não podemos entregar os pontos.
Vamos em frente, com a proteção de Deus, venceremos todos os obstáculos que surgem no dia a dia.

Inserida por SERGIOFURQUIM

⁠A resiliência não é sobre nunca cair, mas sobre sempre se levantar, mais forte e mais sábio.

Confie no seu caminho, aprenda com os desafios e siga em frente com coragem. Você é mais forte do que imagina!

Inserida por iran_amador

⁠A Palavra e o Silêncio

Falo—e a palavra corta o ar
como lâmina sem rosto,
como flecha sem alvo.
Quem a escuta? Quem a sente?
Quem lhe dá forma dentro do peito?

Dizê-las é rasgar o silêncio,
como quem fere a pele da água
e espera que o mundo responda.
Mas o mundo nem sempre escuta.
Ou escuta mal,
como um espelho partido
onde o rosto já não se reconhece.

Escrevo—e a tinta sangra no papel,
mas o que digo não é o que fica,
o que fica não é o que sou.
Entre mim e o outro há um abismo,
uma distância que a voz não vence,
um eco que se perde na sombra.

Às vezes são lâminas,
abrem sulcos na carne do tempo,
fazem sangrar quem as ouve.
Outras vezes, são leves demais,
tocam, mas não ficam,
morrem antes de nascer.

Quisera eu que a palavra fosse ponte,
mas tantas vezes é muro,
ferro, pedra, ruína.
Tantas vezes, o que fere não é o grito,
mas o silêncio depois dele,
o vazio onde o sentido se afoga.

E no entanto, insisto.
Porque dizer é resistir à solidão,
é lutar contra o escuro do não-entendimento,
é desafiar a noite com um nome,
mesmo que ninguém o repita.