Agora
Não, eu não estou estacionada.
Só estou mais cuidadosa, e agora levo o tempo que for preciso olhando para os dois lados antes de colocar a primeira marcha!
Quando eu disser, ou ficar subentendido que não quero falar contigo agora, para o seu bem, é melhor aproveitar o escudo que estou lhe oferecendo: o meu silêncio.
Ousei ser o senhor dos teus sonhos
Dos teus desejos agora sou rei.
Curandeiros dos seus desenganos,
Um nobre do amor que plantei.
Senhora das águas brilhantes
Emudece as estrelas no céu.
Fortalece os ventos uivantes,
Resplandece tua luz sobre o véu.
Pode um homem ser feliz sem conhecê-la?
Podem as deusas lá do céu não invejar?
Se nesta terra deuses e mortais disputam
A direção inquietante do seu olhar.
Infelizes no inferno Dantesco,
E os que somem debaixo do mar.
Jamais presenciarão a menina dos olhos,
Daqueles que por ti, as belezas do mundo vieram criar.
Aquele vinho você nunca mais bebeu. Bebia do meu copo, experimentava na minha boca. Agora prefere água, que em nada surpreende o paladar acostumado com o que havia de melhor.
E agora, entre pessoas aparentemente bem, e totalmente normais aos olhos, deixamos de enxergar o quanto estão sentimentalmente traumatizadas e fragilizadas. Elas temem que os piores filmes se repitam, evitando o início por medo do fim.
Chegar a ter como primeiro pensamento do dia esse "O que mais agora?", revela muito sobre os pensamentos cansados que se arrastam em suas fantasias de sorrisos frouxos e olhos sem brilho.
Minhas verdades eram sonhos, meus sonhos são nastalgias.
O melhor tempo é o agora, aprendi isso com o passado.
E AGORA, POETA?
Meus passos desconexos
procuram nada mais que o destino,
meu olhar percorre o infinito
divagando a esmo,
sigo por ruas incompreendidas,
vou como quem soletra o coração,
descrente daquilo que já nem cria,
nas entrelinhas a seguir em solidão,
cúmplice da minha hesitação,
se sou o último ou o primeiro, nada sei,
só sei que sinto falta de mim,
porque em mim só vejo o meu eu,
desperto, disperso, e penso na vida.
Autor Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Livro: A poesia da calçada não vende ilusão (2020)
20 de outubro- Dia do poeta.
A Ilusão do Depois
A gente adia a vida no depois,
como se o tempo fosse esperar.
Mas o agora passa em silêncio,
e não aprende a voltar.
O depois é só desculpa mansa
pra fugir da decisão.
Quando o hoje se vai embora,
fica o vazio da ilusão.
O medo veste o nome de calma
e pede tempo pra agir,
mas o coração sabe a hora
em que já devia seguir.
Cada passo negado ao presente
vira peso na memória,
pois o tempo não guarda promessas,
apenas cumpre a própria história.
E quem vive de adiamentos
aprende tarde a lição:
não existe depois na vida,
só o agora em construção.
A Ilusão do Depois
A gente adia a vida no depois,
como se o tempo fosse esperar.
Mas o agora passa em silêncio,
e não aprende a voltar.
Eu queria viver para sempre, mas te amei cedo demais, agora morro a cada noite, que não te tenho junto a mim"
Errou tanto, trocou os pés pelas mãos, que o orgulho virou direção, e agora vai até o fim, com dor, remorso e insensatez triste
É óbvio que tudo mudou e pouco será como antes
Interromper agora as atitudes já tomadas relacionadas a prevenção
É um erro que pode ceifar muitas vidas
"Primeiro existir
Para depois persistir"
Dirigentes políticos ficarem agora tentando provar quem é que manda
é disputa de ego, é pirraça
enfim demonstrando como realmente são
devido a necessidade de usar as máscaras de prevenção, estão tirando as habituais
relegando a segundo plano o que realmente importa
a população, as vidas!
Aos fracos de caráter restam agora as ofensas. Impossibilitados de reagir pois perderam a influência nefasta que exerciam sobre os fracos de raciocínio, revoltados e inconformados com a derrota, covardemente partem agora para todo e qualquer tipo de ofensa possível.
Castigo pra esse tipo de "gente" é ignorar.
Deixar lá no cercadinho.
