Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Dificilmente as doenças originam na ampla dimensão patológica! É o restrito e estreito campo psicológico que hospeda e difunde tudo aquilo que, mais tarde afetará a estrutura física.
Tem sido a cadeira de rodas a mais fiel companheira dos atos de imprudência da juventude sedada pelo álcool e pela ausência de limites e de família.
Mas agora eu percebo além disso: O Perfect World será sim Farm To Win, só que não somente Farm To Win, ele será também Pay To Win.
Eu também sou um pensador muitas frases são de minha autoria, às q não são sempre procurei saber de quem é. Paulinho.
"Os sóis divinos incendeiam a alma e o ser. A chama celeste ardente queima a maldade e a maledicência de quem deixa ser penetrado pelo amor. O cálice celeste sacia a sede dos que buscam a verdade. Os pães divinos saciam a fome dos que executam a caridade. Entrelacem os pensamentos dos homens de bem e criarão laços fortes e inquebrantáveis. Os muros da fé se tornam muralhas. As fontes de água viva se tornam vida em abundância. Tu és um jardim celestial repleto de força e beleza divina. Este jardim é muito belo, tão belo quanto o mais belo campo de flores. Este jardim é cheio de lustres de cristais contendo várias informações ricas e belas. Até aquelas informações que possuem tristezas são belas pois foram os mais belos aprendizados que lhe fizeram crescer e evoluir. No centro deste jardim está uma criancinha indefesa e muito bela. Essa criança é a proprietário do jardim e é quem rege tudo que ali está. Muitas árvores frondosas e formosas, com frutas e flores, surgem deste jardim e lhe cercam em toda sua imensidão. Essas árvores são resultados das sementes plantadas pela criança. A criança é um mestre que ao ultrapassar todos os níveis e graus evolutivos tornou-se um pequeno ser de tamanha beleza e majestade que pode ser comparada aos anjos. E hoje habita em seu jardim para contemplar suas obras e para semear novas sementes que germinarão, florescerão e frutificarão."
À sombra dos cinamomos,
com suas delicadas e perfumadas flores,
abrigavamo-nos do calor escaldante.
Um perfume exótico tomava conta do campo
e fomos envolvidos pela impressão de que
mais nada seria preciso para que aquele dia fosse inesquecível.
A brisa sacudia de leve as árvores
e dela se desprendiam pétalas
que salpicavam o chão de branco e lilás.
Mamãe estendia a toalha xadrez
e servia sanduíches de patê de salame
e as suas famosas cucas alemãs
acompanhadas por "gengibirras"
que faziam a nossa alegria.
Ali permanecíamos até o anoitecer
a jogar conversa fora
e nós, crianças, encantadas com as histórias
repetidas de geração em geração.
Ou ainda, pelas intermináveis cantorias
de onde não escapavam o "Luar do Sertão",
e outras jóias do cancioneiro popular do sul,
que papai adorava cantar.
Quando a noite chegava, junto com o coaxar dos sapos,
ajuntávamos tudo e voltávamos rumo à casa grande,
iluminados pela lua e sem olhar para trás,
com medo dos boitatás que pareciam nos seguir...
Cika Parolin
"Eu vim do vazio,porém quero me tornar algo, me tornar alguém,não qualquer alguém, mas alguém que a sociedade sinta falta, quando partir, alguém que faça a diferença, mas que eu não deixe de ser eu mesmo."
A MULHER E A ESTRELA
Por Marilina Baccarat de Almeida Leão
Por uma porta aberta, olhava a bela mulher de cabelos cor de fogo e mãos com dedos
compridos, os olhos perdidos, buscando, no céu de fim de tarde, quando a noite já
começava a cair, uma estrela. Aquela estrela, que sempre parecia aumentar o brilho, para
que ela, encantada, pudesse estabelecer um diálogo com a Estrela.
Ao encontrá-la, abriria um sorriso, daria uma boa noite à estrela e a conversa começaria,como qualquer outra, contaria do sol ou da chuva, da família e das amigas, quando cansasse, sentaria no batente da porta e respiraria fundo o cheiro do jasmim... Várias vezes,descreveu, para sua amiga estrela, o que era o aroma, só que não adiantava muito,pois a estrela não entendia...Descrevia a aspereza da terra e a maciez da grama, do gosto salgado da lágrima, do doce da fruta, do amargo do jiló, do gelado do sorvete. E então a confusão estava feita:- O que é sorvete?
Sorrindo, a mulher dizia:- Esquece e me fala do que você vê. A estrela então dizia:-
Daqui, durante o dia, posso ver pouco, pois o sol me bloqueia, vejo nuances de cinza,
pontos coloridos, indo e vindo, lentos ou rápidos demais, os ruídos são tantos que me confundo, houve uma vez que quase caí, um vento muito forte passou por mim, senti um cheiro estranho, minhas amigas, que estão aqui, há muito tempo, disseram que são aviões de guerra, senti o cheiro da morte, você já sentiu esse cheiro?
A mulher respondeu que sim, mas, não queria falar sobre isso, era triste demais, não a morte em si, mas, sim, como se morre na guerra...
Para aliviar a tristeza da voz, que sentiu da mulher, a estrela então começou a falar:-
agora mesmo vejo muito bem, você e seus cabelos vermelhos, o branco do que se chama jasmim, e muitas luzes, que, daqui, parecem iguais a mim. A senhora então sorriu com a gentileza dela e descreveu que, da terra, ela via a estrela com um enorme brilho,que a distância fazia com que ela parecesse uma fada ou um anjo. A estrela ficou feliz e disse que poderia vir à terra morar e ser vizinha da sua amiga, sentir os cheiros, a aspereza da terra, o gelado do sorvete e o perfume do jasmim, sentir a vida...
Sábia, a mulher de cabelos vermelhos lhe explicou que, se ela viesse, maravilhoso
seria, contudo, como conseguiria voltar ao céu?
A estrela então respondeu que não poderia voltar, pois, na terra ficaria, mesmo que
fosse jogada ao mar, onde nasce a lua. Ainda, assim, não retornaria e nem sequer estrela do mar se tornaria...
Então a doce senhora lhe pediu que no céu ficasse e iluminasse as noites escuras,
junto com a lua e no dia em que, do céu, ela visse um rasgão de luz, correria e a abraçaria,juntando assim o céu e a terra em poesia única, onde a grama macia a faria repousar sobre os olhos de suas companheiras do céu...E então, eternas, na terra, seria a mulher e a estrela...
