Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Meu coração
Meu coração dói como nunca doeu,
Meu coração dói, me pergunto se realmente é meu,
Meu coração está apertado, como jamais se apertou,
Meu coração está angustiado, sempre que posso até o senhor eu vou,
Não sabia que o tempo era tão veloz,
O nó na garganta apertou minha voz,
Não vi o senhor envelhecer,
Eu confesso, não vi o senhor envelhecer
A enfermidade veio mais rápido que o tempo,
Passou no senhor como a brisa do vento,
Te enfraqueceu diante da luta, que sempre foi feroz,
Estou com meu coração apertado pensando em nós.
MEU FLORESCER
Da sacada do tempo regava
meu eu florescer,
enquanto não vinham flores
Eu colhia as cores.
Como os girassóis segui o sol.
Pisei chão abstrato, aceitei recomeços...
Vi na tempestade,
apenas a oportunidade de sobreviver.
Escolhas são assim.
A noite as serenatas nem eram para mim.
Mas, o coração regava esperança,
sonhava em noites de lua.
Uma estrela solitária sempre
vinha sorrir para mim.
Sonhos decoravam minha alma.
Plantei meu próprio jardim.
Sinto sua falta o tempo interio, te ter aqui bem perto é o meu maior desejo...
De janeiro a dezembro quero ser a tua alegria, fico muito feliz quando tenho a sua companhia...
Cada dia que passa a saudade aumenta, ela chega como uma tempestade forte e violenta...
Mas isso logo vai passar e sei que com você vou construir uma vida, uma família, um lar...
Quando você me tocou, as paredes de proteção que eu construí em volta do meu coração desabaram. Toda a minha estrutura estremeceu.
Eu Já não sei por quanto tempo vou ser eu
Não sei quando vou deixar meu egoísmo de lado
Mas te confesso não é fácil ter ódio no coração,
O amor pode doer
Mas o ódio ele vai te sugar a vida é assim você tem que aceitar,
Talvez eu não mereça ninguém
Meu coração não consegue viver o presente
Sempre que dou de cara com o seu passado
Na vida do ser humano
Tem coisas que o mar não apaga.
Ao entrar no meu mundo
traga somente o que for recíproco.
Qualquer outro sentimento
que foge do que sei sobre amar,
não cabe no meu coração.
Em lágrimas avermelhadas o meu coração se entristece.
Sem tua presença o meu ser, só se aborrece.
A tempestade dos meus olhos, promove raios espinhosos de dor, por não te ter ao meu lado.
Cresce e preenche meu peito a palavra saudade, e ela tem apenas 7 letras.
Festas Juninas... Logo cedo meu tio Zezinho comprava papel de seda na lojinha e fazias balões coloridos, juntando as folhas, usando como cola o grude, de grudar, que nada mais era um composto caseiro feito com o cozimento de Maisena acrescida com água que a medida que era mexida na panela no fogo, se transformava numa excelente cola e já começava a confeccioná-los logo de manhã, se eu não me engano, quatro, seis e depois punha pra secá-los no varal do quarto dele de pendurar as roupas.
Fogueiras... Faziam-se tantas... Hoje vi só uma, duas, três,
talvez sete no máximo perdidas nas imediações. Teve uma que eu achei bonito após acender o cidadão que fez a fogueira disse de si pra si, “Gloria a Deus, e a Jesus cristo, mais um ano acendendo a fogueira”, outro, da fogueira maior, essa da foto, disse que para o ano vai fazer uma maior ainda que é pra não perder a tradição. Pessoas simples, mas, de bom coração. Coisa assim, e não tinha esses fricotes de incomodar, fazer mal a vista a fumaça, era um ardor gostoso que só, todo mundo com os olhos ardendo, vermelhos. chorando mas de felicidade.
Quadrilhas, hoje totalmente diferentes das de antigamente. Hoje parece escola de samba, maior doidice. Cada um faz sua coriografeia, digo, coreografia,
como se houvesse algum Carlinhos de Jesus, um entendido nelas. Quadrilhas só de piratas, dançadas ao som de musicas bregas. Acabou as de casamento matuto, dos Alavantu (do Frances, avancar) e Anarriê (voltar), brinque! Quadrilhas internacioná!
A noite se acendiam as fogueiras. Acender fogueiras era uma coisa perigosa, era risco de vida na época, não propriamente pelo fogo, mas, tinhas umas historias que se ela não pegasse fogo, nem a pau, no próximo São João o "caba" não estava vivo! Minha nossa! Que perigo! Se chovesse então, era um terror, tinha quer acender nem que jogasse uma dinamite em cima, por vias das por vias das duvidas, é claro.
Meus tios Zezinho e Wilson soltavam os balões, coisa mais linda no céu, balões competindo com as estrelas. A mesa da terceira sala, próxima a janela do terraço, cheia de guloseimas da época, canjica, aqui é de milho mesmo, não é munguzá, feito ai no sul se diz, pamonha, bolo de milho, pé de moleque... Era só pegar na janela, enquanto soltávamos fogos, uns de nomes feios, que não dá pra dizer aqui, só sei que estouravam na terra e no céu. Festa junina quando eu era menino era bom, hoje ta acabando a tradição, essas coisas puras, autenticas, ingênuas, de então.
Fábio Murilo
recostei meu braço sobre o papel
pintei todos os meus pensamentos
no final, não gostei do que vi
joguei fora
aqueles traços refletiam o que sou
o que tenho sido
o que tendo a ser
hoje eu me joguei no lixo.
tentei.
a arte prevalece viva nas entranhas do que habita em mim.
é impossível por um fim.
Um dia me falaram que meu pior inimigo era o tempo...
...Respondi a essa pessoa que ela estava errada!!!!
Seu pior inimigo é sua consciência!!! Ela não falha e não te da tempo de se redimir, então ela sorriu e disse, "veremos."
Hoje lágrimas de arrependimento rolam em seu rosto.
7 naos de casamento, 3 filhos e uma família destruida, por uma atitude estúpida e momentânea.
Me faço em versos para amenizar o profundo caos desse mundo,
Meu âmago, meu eu,
A arte é fuga,
Numa realidade confusa.
Aconteceu uma coisa boa comigo depois que descobri meu câncer. Todo mundo se sente encorajado quando olha pra mim e pra minha vida.
"Não fujo do meu destino, pois do meu destino nada sei, viajo neste trem da vida, perambulando de vagão em vagão, aguardando o meu desembarque, a procura da sabedoria que tando esperei"
Nunca é tarde
O tempo se revelou nas tardes, o que passou e o que ficou
escorreu pelo meu rosto.
E na linha fina daquele horizonte onde o sol se punha,
alinhavei meu coração para não fugir.
O lado oculto daquele sentimento tingiu de rubro
minhas mãos, minha boca, e manchou meus pensamentos e toda circunferência de minha existência.
Estava sufocada, afogando em paixão, respingando questões
e senões.
Nas tardes vi que era tarde, delineei meu coração, atirei,
lancei no vasto para não cair no extremamente. Marquei a direção de meu afeto.
E resto ficou fora de controvérsia.
Nas tardes moram as emoções e conclusões.
Nunca vou te esquecer.
Quero amanhecer e ressuscitar, dia que tem o dom de iludir.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Na verdade eu não posso lhe julgar, esse direito não é meu, ele está no conselho de Deus.
Antes de julgar, análise se você não é réu dos seus próprios julgamentos.
Tenho vinte e poucos anos, uma vida inteira pela frente. Vivo no meu próprio tempo e no meu próprio ritmo. Por isso não me venham com essa pressão, não me cobrem responsabilidades, não me imponham esse padrão social que todos põem-se a seguir como prisioneiros privados de saborear a existência. Deixem-me viver no meu próprio tempo e no meu próprio ritmo.
