Acorde Arrependido mas Nao Durma com Vontade

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- Esta é a parte onde você me diz que se eu machucá-la, você vai me matar?
- Não. Se você machucar Clary, ela é bem capaz de te matar por si mesma. Possivelmente com uma variedade de armas.

A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada.

Mesmo que alguns não vejam, nunca duvide do seu brilho. Afinal, ele será visto apenas por quem se permitiu ver e sentir você.

Percebi hoje que você não me ama, não te culpo por isso, mais eu preciso culpar alguem embora saiba que a culpa é minha mesmo, pois sempre soube que não me amava só não queria enxergar.

Soneto do amor demais

Não, já não amo mais os passarinhos
A quem, triste, contei tanto segredo
Nem amo as flores despertadas cedo
Pelo vento orvalhado dos caminhos.
Não amo mais as sombras do arvoredo
Em seu suave entardecer de ninhos
Nem amo receber outros carinhos
E até de amar a vida tenho medo.
Tenho medo de amar o que de cada
Coisa que der resulte empobrecida
A paixão do que se der à coisa amada
E que não sofra por desmerecida
Aquela que me deu tudo na vida
E que de mim só quer amor - mais nada.
Vinicius de Moraes

Aqueles que abandonaram a esperança e não querem mais lutar só os resta esperar a morte.

Quem não te procura, não te merece. Falta de interesse também é falta de amor!

Se você pega um cachorro faminto e o torna próspero, ele não morderá você. Esta é a principal diferença entre um cachorro e um homem.

Mark Twain
The Tragedy of Pudd’nhead Wilson (1894).

O sistema/1

Os funcionários não funcionam.
Os políticos falam mas não dizem.
Os votantes votam mas não escolhem.
Os meios de informação desinformam.
Os centros de ensino ensinam a ignorar.
Os juízes condenam as vítimas.
Os militares estão em guerra contra seus compatriotas.
Os policiais não combatem os crimes, porque estão ocupados cometendo-os.
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados.
O dinheiro é mais livre que as pessoas.
As pessoas estão a serviço das coisas.

p. 129

Os índios são bobos, vagabundos, bêbados. Mas o sistema que os despreza, despreza o que ignora, porque ignora o que teme. Por trás da máscara do desprezo, aparece o pânico: estas vozes antigas, teimosamente vivas, o que dizem? O que dizem quando falam? O que dizem quando calam? (Os índios/2, p. 132)


A televisão/2

A televisão mostra o que acontece?
Em nossos países, a televisão mostra o que ela quer que aconteça; e nada acontece se a televisão não mostrar.
A televisão, essa última luz que te salva da solidão e da noite, é a realidade. Porque a vida é um espetáculo: para os que se comportam bem, o sistema promete uma boa poltrona.

p. 149


Nós comemos emoções importadas como se fossem salsichas em lata, enquanto os jovens filhos da televisão, treinados para contemplar a vida em vez de fazê-la, sacodem os ombros.

Os livros não precisam ser proibidos pela polícia: os preços já os proíbem.

(A televisão/3, p. 152)


Pela tela desfilam os eleitos e seus símbolos de poder. O sistema, que edifica a pirâmide social escolhendo pelo avesso, recompensa pouca gente. Eis aqui os premiados: são os usurários de boas unhas e os mercadores de dentes bons, os políticos de nariz crescente e os doutores de costas de borracha.

(A televisão/5, p. 155)

Eduardo Galeano
O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2002.

Mais uma vez, garoto, mais uma vez você me magoou. A solidão está me fazendo bem agora, não sei, me sinto perfeitamente bem. Não, por favor, não venha com essas palavras, não venha dizer pedir desculpas, você sabe que eu sou completamente idiota e sempre vou te perdoar. Não peça desculpas se você for fazer de novo. Lembra quando você prometeu naquela madrugada que não iria me magoar? Então, faça isso, não me magoe, não volte atrás, não venha dizer que vai mudar, porque não vai, você nunca mudou durante todo esse tempo, por que mudaria agora?

Acho que esses que sempre falaram de mim, que eu nunca ia passar dos 15 anos, até hoje não acreditam que eu tomei jeito, que sou um verdadeiro, nem nos meus olhos eles olham, deve ser por vergonha de saber que eu ia ser mais que eles.

A desgraça de Dom Quixote não era suas fantasias, mas o ceticismo de Sancho Pança.

Renovar-se não é se desfazer de todos os seus sentimentos. É reciclar a alma, sacudir o pó daquilo que nos importa e que deixamos de priorizar. É deixar partir aquilo que não nos acrescenta, É acender a nossa luz . E abrir o coração para novas e boas histórias.

Quando eu lembro
Você sorrindo
Não há mais nada, nada mais lindo

Tribo de Jah

Nota: Trecho da canção Morena raiz.

Eu não sou o presidente pobre; pobres são aqueles que querem mais.

Sobre estar sozinho…

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Você não desiste do amor, você simplesmente cansa dele, pelo simples fato de que alguém lhe machucou e te fez sofrer o suficiente para você ter se tornando uma pessoa assim.

"Curioso não saber explicar como alguém tem o dom avassalador de ser o nosso ponto fraco. É como se eu estivesse em dieta e ele fosse a minha sobremesa predileta, armadilha , veneno e antídoto simultaneamente...inexplicável e irresistivelmente.
É como se eu admitisse que existiam mais gentis, mais bonitos, mais inteligentes e até mais sinceros, mas ninguém conseguia a façanha de ser minha paz e minha loucura ao mesmo tempo, ninguém conseguia ser a razão e as contestações sobre todas as leis inventadas pro amor... a não ser ele, ele que me desarma, ele que estraga o meu show, ele que é único."

Impossível olhar o céu e não se maravilhar, olhar uma criança e não sorrir, olhar seu sorriso e não se encantar.

Menor que meu sonho não posso ser