Abrigo
A amizade verdadeira é um abrigo. É quando o outro se torna casa e você entra, mesmo nos dias de tempestade, sabendo que ali sempre haverá luz acesa, café quente e um coração disposto a te ouvir.
Ela não veste ferro apenas por destino,
Mas para ser o abrigo no caminho peregrino.
Cada elo de sua armadura guarda um nome,
Um amor que a cansaço ou medo jamais consome.
------ Eliana Angel Wolf
Parabéns àquela que é escudo e abrigo,
Que enfrenta o vento e afasta o perigo.
Mãe que é guerreira, de alma sagrada,
A força mais pura da nossa jornada.
---- Eliana Angel Wolf
O Primeiro e o Eterno Abrigo
Antes do primeiro sopro, já havia a espera,
Um laço invisível que o tempo não ousou desatar.
Não é posse, nem dívida, nem mero dever;
É o milagre de ver uma nova vida florescer.
É o silêncio que vigia o sono e a febre,
A mão que acalma quando o mundo se atreve.
Um amor que não pede troco, nem busca a glória,
Mas se escreve, em silêncio, em cada entrelinha da história.
Se for preciso ser escudo, ela se torna metal,
Se for preciso ser caminho, ela se faz portal.
Tem a doçura do mel e a precisão da fera,
O coração que tudo entende e a alma que sempre espera.
Ser mãe é ser bússola em qualquer mar revolto,
É o esforço de dar as asas e o prazer do abraço de volta.
É o amor em sua forma mais bruta e sagrada:
A luz que nunca apaga, mesmo ao fim da estrada.
------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf
"Dança comigo"
Dança comigo como quem encontra abrigo no silêncio entre uma música e outra.
Vem sem medo, deixa o mundo lá fora e pisa leve dentro do meu peito.
Dança comigo
até o relógio esquecer das horas, até a lua cansar de nos olhar pela janela da
madrugada.
Segura minha mão
como se fosse possível
não cair nunca mais.
E se a vida desafinar,
a gente inventa outro ritmo,
outro passo, outra canção.
Só não solta de mim
quando o som diminuir.
Porque há amores
que começam com palavras,
mas existem os mais bonitos… que começam dançando.
Mãe – Fragmento do Céu
Força revestida de ternura
abrigo aquecido de amor,
jardim nascido em terra dura
firmeza infundida em valor.
Quem provou o amor de mãe
do céu recebeu sabor,
uma pequena fração de mel
dentro do interior.
Ontem, nós sabíamos um no outro.
Éramos um abrigo que se inventava em cada abraço, um mundo inteiro feito de pequenos gestos, de olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Eu sabia o compasso da tua respiração e o teu sorriso sabia abrir todas as janelas do meu peito.
Fomos dois corpos dançando na mesma luz, fomos casa e tempestade, fogo e calmaria, fomos eternidades enquanto durou o instante.
Tudo em nós éramos grandes, urgente, como se o amor não soubesse esperar.
Mas o tempo, esse ladrão silencioso, foi apagando as luzes acesas em nós.
Primeiro, um beijo menos demorado.
Depois, um toque que se perdeu no caminho.
Até que um dia, sem perceber, paramos de procurar um ao outro na escuridão.
Hoje, caminhamos como dois desconhecidos com memórias brilhando nas mãos. O nosso amor, que já foi incêndio, agora é cinza que o vento leva devagar, e só resta o cheiro de fumaça na lembrança. Não houve briga, não houve grito, só o silêncio que cresce quando dois corações desaprendem a falar a mesma língua.
Te vejo de longe, e ainda reconheço o contorno do teu mundo, mas ele já não me pertence. O nosso caminho se cruza na memória, não mais na vida. E por mais que a saudade tente gritar, aprendi que não se chama de volta o que já se tornou passado.
Mesmo assim, quando fecho os olhos, ainda sinto o toque da tua mão no meu inverno, ouço o teu riso correndo pelo meu peito, vejo nós dois, imensos, construindo planos que nunca nasceram.
Ontem fomos universos. Hoje somos constelações distantes, cada estrela brilhando sozinha, lembrando que um dia fomos parte da mesma noite.
E, no fundo, é bonito e cruel perceber: há amores que não morrem, apenas se transformam em eternas lembranças que nos acendem por dentro toda a vez que a solidão sopra.
Boa Esperança, nome antigo,
hoje Iara, luz do saber.
Em teus gestos encontrei abrigo,
aprendi a ler, rezar e escrever.
Benê Morais.
Viva…
mesmo que eu morra por dentro.
Se for preciso,
que o meu silêncio vire abrigo
pra sua felicidade.
Eu fico aqui —
entre ausências e lembranças,
aprendendo a existir em pedaços
enquanto você segue inteiro.
Helaine Machado
O afeto seguro nasce no simples: presença, escuta e acolhimento.
Quando alguém se torna abrigo, o sistema emocional desacelera.
É ali que a mente silencia e o corpo entende que pode relaxar.
O colo não é apenas físico — é conexão, é pertencimento.
Amar também é oferecer um lugar onde o outro possa existir sem medo.
E quando isso acontece, a alma finalmente descansa.
Helaine Machado
Me fechei, me guardei,
me tornei abrigo de dores caladas,
enquanto o mundo seguia alto
e eu… cada vez mais apagada.
Helaine Machado
Na dúvida ainda existe abrigo.
A incerteza acolhe.
Já a verdade ela nos expõe
E aí, o que fazer com a verdade?
Sou abrigo de um amor que não mora em mim;
ele olha para outra, enquanto eu olho para ele.
Somos desencontros caminhando juntos:
eu, querendo ser escolhida;
ele, querendo esquecer quem não o quis
Cuide de você como cuidaria de alguém que ama profundamente. Seja seu abrigo nos dias difíceis, seu colo quando o mundo parecer duro demais. A felicidade não está no outro, nem no amanhã , ela está na escola silenciosa que você faz todos os dias : a de se amar, se respeitar , se priorizar.
Um dia, vai perceber que tudo o que buscava fora estava dentro. Seu coração , esse guia silencioso, sempre apontou o caminho de volta para casa: o lugar onde mora sua paz, sua verdade e sua força.
É lá que a vida floresce, quando o amor próprio enfim desperta.
Jordeane lemes
