Abrigo
Se ela ouvir meu nome no meio da solidão,
Vai saber que esse abrigo ainda é o meu coração.
Diz a ela que o tempo não me mudou,
Eu sigo de braços abertos esperando o meu amor.
Caminhei noites longas conversando com a dor,
Mas nunca negociei a verdade desse amor.
O mundo tentou me endurecer, não conseguiu,
Meu peito ainda chama pelo nome que é só teu.
Se o vento levar notícias do que sou,
Que leve junto a certeza que eu não fui embora.
Eu fiquei aqui, do mesmo jeito, do mesmo amor,
Com a alma fiel, mesmo quando tudo chora.
Se ela pensar que eu esqueci, não é verdade,
Aprendi a esperar sem perder a dignidade.
O amor que é forte não grita, não implora,
Ele resiste em silêncio… mas nunca vai embora.
Se um dia ela cansar de fugir de si,
Vai lembrar que existo, que sempre estive aqui.
De braços abertos, sem medo, sem enganação,
Porque amor de verdade… mora no coração.
O sol sempre ilumina o meu caminho
Principalmente quando estou contigo
Teu amor é farol e abrigo
É calor quando o mundo é frio - Frase da música Luz no Caminho do dj gato amarelo
Sabia que a esperança era capaz de ser o mais cruel dos enganos e, ainda assim, o único abrigo possível.
É cruel perceber
que você virou ponte, abrigo e horizonte
para quem só buscava travessia,
não destino.
Desamparo
Eu só queria
alguém que cuidasse de mim.
Um colo.
Um abrigo contra o mundo
que me expõe
como pele sem defesa.
A solidão chega sem ruído,
instala-se aos poucos,
ocupa os vazios,
faz morada no peito
— e dói.
Dói como peso contido,
como um aperto
que não encontra saída.
O ar falta.
Afundo devagar,
sem resistência,
como quem desce ao fundo do mar
em silêncio.
Ainda assim,
há em mim uma consciência:
preciso voltar à superfície.
Retorno.
E nada mudou.
A solidão permanece.
Então pergunto,
não em voz alta,
mas por dentro:
vale a pena?
Se vale,
revela-me o porquê.
O silêncio se estende
como um vento que uiva
sem me tocar.
Há um vidro invisível
entre mim e o mundo:
vejo o movimento,
a correnteza,
mas não posso atravessar.
Estou presa
num espaço estreito,
insonoro,
onde a ausência de saída
me torna cativa.
Desperto.
E ao me reconhecer desperta,
compreendo:
ainda estou só.
R. Cunha
Imensidão
Contento-me na tua presença,
como quem encontra abrigo
sem ter pedido morada.
Tua atenção me alcança
com a suavidade rara
de quem escolhe ficar.
Sei das minhas imperfeições —
dos fragmentos que ainda buscam forma —
mas, quando me olhas,
deixo de ser dúvida
e me torno sentido.
Há grandeza no teu permanecer,
sobretudo depois das tempestades,
das profilaxias difíceis
que a vida impõe
para testar quem realmente ama.
Desejo tuas conquistas
com a ternura de quem ama livre:
quero te ver crescer, florescer,
ultrapassar horizontes —
porque tua felicidade,
de algum modo,
também ilumina a minha.
E é nessa quieta admiração
que te guardo:
não como sonho distante,
mas como presença doce
que o coração escolheu amar.
Faz de mim o teu abrigo de confiança,
onde o medo descansa e a paz alcança.
Um porto seguro em noites de tempestade,
braços que acolhem com ternura e lealdade.
Em mim não há pressa, nem promessa vazia,
há cuidado simples, silêncio que guia.
Quando o mundo pesar sobre o teu coração,
que em mim encontres calma e proteção.
Te ofereço presença, não correntes,
um amor que sustenta, firme e consciente.
Que o riso seja casa, o afeto, direção,
e a confiança, nossa mais doce canção.
Faz de mim o teu refúgio único,
faz de mim, faz de mim.
A tua lembrança confortável,
onde o amor sempre diz “sim”.
Que a felicidade seja morada constante,
um gesto sincero, um hoje vibrante.
Se for pra ficar, que seja assim:
leve, seguro… faz de mim.
Quando minha utilidade se esgotar no tempo, permita que meu amor ainda encontre sentido no abrigo do teu coração
**O Amor e o Perigo**
O amor fez com que o perigo,
Em você, parecesse seguro,
Um abrigo em tempestades,
Onde as almas dançam no escuro.
Nos olhos que brilham como estrelas,
Encontro a coragem de navegar,
Entre sombras e luzes tão belas,
É na incerteza que aprendo a amar.
Teus sorrisos desarmam as dores,
Transformando o medo em doce encanto,
E no calor dos nossos valores,
Descubro que o risco é um manto.
Assim, entrelaçados em destino,
O amor nos guia por caminhos sutis,
E mesmo que o mundo seja divino,
É você quem torna tudo mais feliz.
“Já fui abrigo para tempestades que não eram minhas. Hoje escolho ser casa apenas para quem sabe cuidar do que sente.”
Os livros são o melhor abrigo contra a ignorância, portais que nos conduzem a mundos inexplorados, fontes inesgotáveis de conhecimento que iluminam nossa mente e expandem nossas fronteiras intelectuais.
Dias de chuva
Chovia…
Abrigo na memória
uma janela entreaberta,
o latido das gotas caídas,
seduzidas por letras
cantaroladas nas pontas dos dedos.
Chovia...
Nesses dias pardos
que ainda trago na boca...
Abri uma gaveta
de infância —
e não havia nada,
nada que me fizesse lembrar
a faceta de transgressor.
Chovia...
Desejos esses,
habitados em ímpetos silêncios,
de vaga mundos —
sem sair do regaço da minha mãe.
Chovia...
Vertiam-se aqueles beijos
em dia de branco chumbo,
dados com amor e paixão,
como a auga escorrida,
ecoando melodias
no meu coração
chovia, mãe
chovia
chovia
chovia
Cada coração carrega
suas próprias fraturas,
e ninguém merece
ser abrigo de tempestades
que não provocou.
... Quem não faz amizade
com a própria solidão — corre o risco —
de chamar de abrigo qualquer pessoa que apareça pelo caminho ...
