Abrigo
A família é o lugar onde nossas raízes encontram força e nossos medos encontram abrigo. Não é feita apenas de laços de sangue, mas de vínculos profundos que se constroem na convivência diária, no cuidado silencioso e no amor que resiste ao tempo. Família é onde aprendemos nossas primeiras dores e nossas primeiras curas, onde entendemos que pertencimento é mais que presença — é conexão.
Ela não é perfeita. Carrega falhas, divergências, rupturas e reconciliações. Mas é justamente essa imperfeição que a torna tão humana. É nas conversas difíceis, nos abraços que chegam na hora certa e nos silêncios compreendidos que a família revela sua verdadeira força.
É ali que encontramos quem nos conhece além da superfície, quem enxerga nossa essência mesmo quando o mundo parece nos distorcer. É onde somos lembrados de quem somos quando esquecemos, e onde somos acolhidos quando nos sentimos perdidos.
Família é porto, mas também é vento: mantém nossas bases firmes ao mesmo tempo em que nos encoraja a seguir, explorar, amadurecer. E, independentemente do tamanho, da forma ou da história, ela guarda dentro de si o poder raro de nos lembrar que nunca estamos totalmente sós.
Onde existe amor, cuidado e verdade, aí existe família — e esse é um dos maiores presentes da vida.
Quando pareço frágil
é que mais forte me encontro.
Porque aprendi
a ser meu próprio abrigo
em dias de tempestade;
porque busco nas sutilezas diárias
um abraço de conforto;
porque vou adequando o mundo
ao meus padrões;
pois fui tocada pelo Amor,
e não me deixo esmorecer.
Quando pareço frágil,
é que a força se faz
dentro de mim.
Sou meu próprio caminho.
Destino? Ser feliz!
[No Ponto De Ônibus]
No ponto de ônibus, dia ensolarado,
lá está ela sem abrigo
Me aproximei e disse: por favor, divida minha
sombrinha comigo,
O ônibus se foi, ela ficou me fazendo
companhia
O amor cresceu debaixo da minha sombrinha,
Aproveitamos o verão com muito
prazer e paz
Usamos minha sombrinha do nosso jeito
sem a interrupção de ninguém,
Em setembro, ela era minha e eu era
dela também
Algum dia o meu nome e o dela serão iguais,
Toda manhã eu a via esperando
naquele ponto
Quando ela ia fazer compras, ela vinha me
mostrar o que comprou,
Pensando no nosso namoro a partir
de um caminho
Foi exatamente assim que tudo começou,
No ponto de ônibus, dia ensolarado,
lá está ela sem abrigo
Me aproximei e disse: por favor, divida minha
sombrinha comigo,
O ônibus se foi, ela ficou me fazendo
companhia
O amor cresceu debaixo da minha sombrinha,
Engraçado pensar que minha sombrinha
me levou a uma promessa,
Um dia o meu nome e o dela serão os mesmos,
Sim,
Te aqueci nas noites de inverno, fomos abrigo um do outro, amparo constante e presente.
Estava ali, seguro em tuas mãos, olhando em teus olhos, sentindo a felicidade existir.
Mas então você disse: 'Tô indo... adeus.
O chão se abriu, e tudo o que restou, foi o adeus.
Quer o meu abrigo nas horas frias, quer o meu corpo contra a tua solidão;
mas pedes o meu amor como quem pede calor — sem saber acolher o coração do outro.
Em teus olhos encontrei abrigo,
luz suave que me fez ficar,
como se o tempo ao teu lado
fosse feito pra nunca passar.
Teu sorriso é meu sol em segredo,
tua voz, o som do meu lar,
e cada gesto teu tão simples
me ensina, sem querer, a amar.
Não há distância ou silêncio
que apague o que sinto por ti,
pois mesmo em sonhos, te busco,
como o rio busca o mar, sem fim.
Se o amor é feito de instantes,
os meus são todos teus.
Oh, mulher…
Fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Foi na aridez do teu silêncio que tentei saciar minha sede,
esperando que tua voz fosse chuva,
mas encontrei tempestade, fogo e areia.
Cada passo até você foi travessia —
entre o medo e a coragem,
entre a entrega e a cautela.
E mesmo assim, escolhi habitar teu corpo e tua alma,
porque entre o vazio e o infinito,
prefiro arder no teu fogo
a morrer no frio de qualquer ausência.
Amar é sempre arriscar:
é caminhar no fio entre cair e voar,
entre ser abrigo e se perder no deserto.
Mas quando teu abraço me alcançou,
tudo ficou claro:
o amor não é terra firme nem miragem…
é o caminho que escolho trilhar contigo,
mesmo sabendo que nele há pedras,
é com você que estou.,
Não é preciso correr — pra quê tanta pressa?
Meu coração nunca foi ameaça, e sim abrigo.
Não é necessário fugir de mim, porque nunca te pedi o impossível,
nem te cobrei o que tua alma não podia entregar.
Eu te dei minha palavra — sincera, inteira,
a promessa de que não te feriria,
de que meu afeto seria leve como brisa
e firme como a verdade que carrego no peito.
A empreitada chegou ao fim,
não por falta de sentimento,
mas porque o destino às vezes nos move
por caminhos que não podemos deter.
Assim, com serenidade e sem mágoas,
deixo um pouco de mim onde você fica,
e levo um pouco de você para onde eu for.
Migro para outro lugar, sim,
mas não levo pressa, nem fuga, nem dor.
Levo apenas a gratidão por ter sentido você.
Que a vida te seja suave.
Que seu riso encontre novas manhãs.
E que, se o vento um dia sussurrar meu nome,
você apenas sorria — porque fomos verdade enquanto durou.
Com carinho e poesia,
Raimundo Santana
Não! O passado não foi sequer estação, quiçá abrigo. Lá, onde mora a tua memória hoje, é apenas lembrança do que restou do teu velho eu, deteriorado pela frustração de ter acreditado que tudo dura para sempre.
Mari Machado
O meu corpo é um castigo
Uma estância e um abrigo
O meu corpo é meu amigo
Ás vezes também inimigo
Sinto o peso do meu mundo
Nunca o céu desceu tão fundo
Morre um pouco todos dias
De nada vale as homilias
É um templo que se esconde de ti
Dentro de si próprio
É um templo que se agarra a ti
Quando a vida foge
Corpo
Bom dia, meu amor. ❤️
Meu coração encontrou abrigo e paz desde que você chegou na minha vida. Eu fiz uma promessa: te fazer feliz todos os dias!
É assim que busco cumprir todas as manhãs, com meu desejo de bom dia cheio de amor, boas vibrações e tudo aquilo que você merece de melhor.
Minha vida, você une todas as belas cores em uma só pessoa. Obrigada por ser luz, por ser amor, por ser inspiração e força. Um ótimo dia! Te amo cada vez mais.
Céu estrelado,
voo feliz
rumo ao infinito.
Onde no abraço o
amor se faz abrigo.
Onde através de um
olhar, poesias rabisco.
Onde hei de te amar
se tua alma com
calma tocar…
Posso sentir o vento nossa pele acariciar…
Nosso amor é um doce versar
onde o céu nos convida á amar.
Há dias em que o coração farfalha como folhas ao vento, buscando abrigo na ternura do tempo e ressignificando os silêncios.
O Refúgio, a Prisão Disfarçada
O refúgio parece seguro.
É o abrigo silencioso contra o caos, o espaço onde o mundo não alcança.
Mas, muitas vezes, aquilo que protege também aprisiona.
As paredes que guardam contra a tempestade são as mesmas que impedem o voo.
Embora o desejo seja estar seguro, livre do mundo inquieto,
o refúgio revela sua face oculta:
não é liberdade, mas clausura.
Não é paz, mas estagnação.
É a prisão invisível que se disfarça de conforto,
o cárcere que se constrói com medo e se sustenta com ilusões.
A segurança absoluta é uma miragem.
Quem se fecha para não ser ferido,
também se fecha para não viver.
E o refúgio, tão desejado, torna-se o cárcere mais cruel:
aquele que não tem grades visíveis,
mas corrói lentamente a alma que nele repousa.
O amor de Deus é meu abrigo,
não me abandona, não me critica.
É companhia forte, presença constante,
onde posso registrar toda a minha vida.
Ele me envolve em ternura infinita,
me sustenta quando sou fraco,
me levanta quando caio,
me guia quando me perco.
O amor de Deus é verdade eterno,
não depende de mérito ou condição,
é graça que me alcança,
é luz que nunca se apaga.
Em Seu amor encontro paz,
em Seu amor encontro força,
em Seu amor encontro sentido.
O amor de Deus por mim
é meu tesouro,
meu refúgio,
minha verdade na vida vivida.
Ser pai de verdade
Ser pai não é só dar nome
Ou comida e abrigo
É ser exemplo de força
Buscar ser o grande amigo
É ensinar que o melhor trilho
Não é de ouro nem de brilho
Mas o que foge do perigo.
É viver na luta diária
Mesmo com medo ou cansaço
Ofertar sempre bom conselho
Mostrar a força do abraço
Pro momento mais secreto
Ser pontual e discreto
Desfazer nó e criar laço.
É mostrar o que é mesmo o certo
Apoiando-lhe na dor
É ouvir mais do que falar
Com a escuta do amor
É ser a grande presença
É permanecer na crença
Que o filho tem muito valor.
Pai de verdade é imagem
Não somente no retrato,
É aquele que está perto
No dia a dia e de fato
Mostrando que o agora
Acontece sem demora
Se constrói com cada ato.
Por isso neste seu dia
Receba o nosso carinho
Pois seu exemplo e coragem
Faz cair todo espinho
E sua missão sagrada
Faz da sua jornada
Ser farol neste caminho.
nadas (in)versos
fiz do silêncio um idioma
e dos nadas, um abrigo
o que em mim parecia vazio
era só verso ao contrário
esperando quem soubesse ler
carrego abismos bem vestidos
sorrisos que nunca contam tudo
há verdades que só existem
quando ninguém está olhando
não me explico — me inverto
sou sombra que pensa
e nos meus nadas mais fundos
mora exatamente
o que não ouso dizer
Ontem
Ontem mexi no livro,
fiz das palavras abrigo,
encontrei em cada página
um pedaço perdido de mim.
Ontem mexi num logo —
era pra minha filha, meu orgulho,
desenhei sonhos em vetor,
coloquei cor no futuro.
Ontem limpei a casa,
varri lembranças,
espanei silêncios
que dormiam nos cantos.
Ontem brinquei com a Nyx,
ela ronronava esperança,
e eu ria com a leveza
que só uma gata entende.
Ontem cozinhei lembranças,
aromatizei o tempo,
fiz do tempero consolo,
do prato, um afago quente.
Ontem bebi.
Bebi comigo, bebi do mundo,
bebi do tempo que escorre,
e fiquei de pileque —
rindo para as paredes,
como se fossem velhos amigos.
Ontem eu fui.
Fui alegre, fui feliz,
fui triste, fui silêncio,
fui tudo, fui nada,
fiquei…
Preso entre risos e ausências,
entre a bagunça do vivido
e a poesia do que não se diz.
