Abismo
"Estão ocupados ou amedrontados demais para pensar sobre o quão próximo do abismo estão a caminhar."
"Há um abismo entre o suicida decidido e a pessoa profundamente deprimida. A personalidade patológica suicida, decidida, vai e faz. Nada a detém."
Abismos
À beira do Abismo desisti.
Percebi em tempo que o visual da volta
seria muito mais interessante.
Mergulhar dentro de si mesmo é flertar com um abismo onde tu pode cair. Os artifícios que irão amortecer a queda vão depender muito da qualidade dos pensamentos que tu construiu.
Nem tudo é sobre o fato.
O desespero nos leva ao abismo.
Diante dos problemas, não podemos nos desesperar.
A desesperança é filha da visão limitada, que nos faz crer na impossibilidade de solução.
Mas sempre há um recomeço.
Uma chance de reconstrução.
Se acalmarmos nossos corações, podemos encontrar saídas.
A vida não se faz em um dia.
É uma jornada errática.
Uma viagem com várias escalas e conexões.
Descemos, subimos.
Às vezes vamos na classe econômica, outras vezes na primeira classe.
Tudo acontece nesse percurso.
Um momento não pode definir a sua existência inteira.
O Abismo do Paraíso
Você me olhava, olhos feitos de abismos,
Uma pergunta silenciosa queimava no ar:
É amor o que sangra em nós,
Ou será a dor que nos costura à beira do precipício?
Não há resposta que não fira,
Não há verso que não rasgue o peito.
Somos feitos de incêndios silenciosos,
De um fogo que tanto aquece quanto consome.
Amamos como quem pisa em cacos,
Cada passo ressoa um lamento cortante.
A dor é irmã gêmea do êxtase,
E juntos, dançamos na corda tênue da perdição.
Talvez sejam os dois, amor e dor,
Misturados como veneno e cura,
Nos levando pela mão a um destino cego,
Um salto sem redes para o abismo do paraíso.
Caminhamos sem olhar para trás,
Como loucos que amam seus próprios cárceres.
Você me olhava e eu sabia—
Não fugiremos, nem queremos.
Esse amor é nossa ruína,
Mas também o céu pintado por nossas mãos.
Se há um fundo no abismo,
Que seja feito de estrelas,
E que ao cair, toquemos o impossível.
E assim seguimos, entre beijos que cortam
E abraços que selam feridas invisíveis.
Rumo ao desconhecido, de olhos fechados,
Para cair ou voar.
Pouco importa—
O paraíso sempre começa na queda.
Amor Bipolar
Te amo no caos e na calmaria,
no pico do mundo
e no fundo do abismo.
Te amo em silêncio,
te amo em grito —
sou extremos,
sou tudo,
sou conflito.
Tem dias que te quero pra sempre,
tem dias que nem sei se existo.
Te olho com brilho nos olhos,
depois fujo do teu toque,
como se amar também doesse.
Não é falta de amor,
é amor demais pra caber em mim.
É tentar segurar tua mão
quando nem a minha consigo firmar.
Mas se você entender meus ciclos,
se tiver paciência com minha confusão,
vai ver que o meu amor,
apesar de instável,
é verdadeiro em qualquer versão.
“Em Teus Olhos, o Mar”
Em teus olhos se deita o mar —
não como espelho, mas como abismo.
Mergulho neles sem me salvar:
naufragar em ti é meu lirismo.
Teu silêncio tem gosto de vinho,
amargo e doce, tal qual o destino.
Quando me falas, és o caminho
onde perco a pele, o ar, o sino.
Teus cabelos — ventos de febre —
me enredam no tempo, sem despedida.
Cada fio, um verso que em mim verte,
tecendo o poema da minha vida.
Te amei nas horas que não tive,
te esperei nas sombras do meu ser.
E mesmo que o mundo me desvive,
serei palavra onde fores viver.
Se teus lábios forem exílio,
exilado serei, com paixão.
Pois vale mais um beijo tardio
que o mundo inteiro sem tua mão.
(...) Engoli o mundo a seco, sangrei em silêncio, afundei no abismo das dotes até encontrar o fundo da minha essência - ali percebi que renascer não é florescer, é suportar a escuridão até que ela se curve diante da vontade de levantar do inferno sem permissão, cuspi nos fracassos e calar o barulho que me atormentava...
Frases diversas:
Entre o teu olhar e o toque da tua voz, mora um abismo doce que engole toda razão.
Há um relâmpago calmo no jeito como me olha — e é nele que a minha vontade se desfaz.
Teus olhos anunciam a tormenta que teus lábios concretizam sem piedade.
No silêncio entre teus gestos, há trovões que quebram minha resistência em pedaços suaves.
Cada vez que me encara, uma tempestade dança nos meus sentidos — e quando fala, ela me leva inteira.
O perigo não está na tua presença, mas na pausa entre o teu olhar e o primeiro sorriso.
Entre o teu silêncio e o teu desejo, existe um raio invisível que me queima devagar.
Tua boca sussurra promessas que teus olhos já gritaram — e eu, vulnerável, me deixo cair.
Nem toda claridade revela o caminho... há brilhos que apenas encobrem o abismo com véus de ouro, sussurrando verdades doces demais para serem reais, enquanto os pés seguem firmes por trilhas que não levam a lugar algum, apenas giram, eternamente, sob a ilusão de estar avançando.
