Abismo
Qual será o veredito?
Ele julgará todo que foi dito
Anjos ou dragões, céu ou abismo
Qual será seu fim no dia do juízo final?
- Juízo Final
Caio no fundo do poço,
mas não perco a fé no abismo.
Sinto-me como a moeda
perdida do bolso,
prestes a comprar
histórias de vida.
Desigualdade
A desigualdade é um abismo profundo que separa as pessoas, criando mundos distintos
Onde alguns vivem em castelos de sonhos, cercados de luxo e conforto,
Enquanto outros perecem nas ruas, à margem da sociedade,
A viver de migalhas e migalhas de subexistência.
A desigualdade não tem cor, não tem raça,
Não escolhe a idade, a religião ou a orientação sexual,
É uma ferida que sangra em todos nós, a cada dia que passa.
Nos olhos daqueles que são esquecidos pela sociedade,
A tristeza ocupa o lugar da esperança,
E a luz mais brilhante, no tempo mais escuro,
É, muitas vezes, a promessa de que amanhã será melhor.
Mas a desigualdade não é apenas um problema social,
É um problema moral, que coloca à prova a nossa humanidade,
E a resposta não está em encontrar vilões ou heróis,
Mas em agir, juntos, para transformar as coisas, como irmãos.
É possível mudar o mundo, um passo de cada vez,
E construir uma sociedade mais justa e igualitária,
Onde a diferença seja uma riqueza, não uma tragédia,
E a esperança renasça a cada amanhecer, em cada peito, em cada emoção que floresça.
Jesus é o mediador entre o homem e Deus, mas a religiosidade doentia, é um abismo sujo e cheio de prisões, e nos afasta totalmente de Deus.
Oh poeta sofrido,
ergue-se deste abismo profundo,
Escapa desse amor que te aprisiona, queima e sufoca,
Pois a maior maldição reside na paixão inscrita.
Oh poeta sofrido,
descansa em um colo acolhedor,
pois a escuridão já se dissipou com o meu abrigo.
Oh poeta sofrido,
não te deixes definir pelo sofrimento,
Emancipa-te do vínculo que te aprisiona e consome,
Que a liberdade seja tua maior conquista
permita-se encontrar paz no silêncio,
Nos braços do desapego, encontre o consolo.
'Renascer"
Na beira do abismo, encarei a escuridão,
A morte espreitava, num silêncio sem perdão.
Mas ali, no limiar da vida e da partida,
Descobri um novo sentido, uma jornada renascida.
Antes, vivia no futuro, adiando a alegria,
Mas no momento derradeiro, vi a verdadeira magia.
Agora, abraço o presente, com gratidão no coração,
O momento é precioso, uma dádiva de emoção.
A esperança floresce, como um raio de luz.
Iluminando cada instante, sem medo ou desluz.
A vida se torna mais intensa e mais colorida,
Cada sorriso, cada lágrima, é uma oportunidade querida.
Na sinfonia do existir, encontro minha melodia,
Celebrando cada nota, com alegria e harmonia.
Assim como a árvore, firme e serena em seu lugar,
Eu abraço o presente, sem temer o porvir ou hesitar.
Existe um abismo que separa uma grande idéia de um grande produto, onde poucos conseguem atravessar...
Do outro lado do abismo continuo ti esperado,
Sabendo que esse dia jamais chegará,
Se de outras vida esse amor é,
Espero que na próxima mais perto te ti passa renascer,
Quanto mais observo da janela os outros usufruindo da alegria de viver, mais faz o abismo de tristeza e solidão crescer no meu peito.
Sussurros do Abismo
Diante do reflexo sombrio de seu passado, debrulhada em sangue e lágrimas, a mente humana, desprovida de esperança, vagueia em um abismo de desespero. As culpas pesam como correntes invisíveis, arrastando a alma para um ciclo interminável de autocrítica e dor. As dívidas emocionais acumulam-se, transformando-se em fardos que esmagam o espírito, cada memória um lembrete cruel das promessas não cumpridas e dos sonhos desfeitos. A esperança, outrora um farol brilhante, agora esvai-se como fumaça ao vento, inalcançável e distante. Nesse vazio existencial, o ser se perde, apegando-se apenas ao eco de uma humanidade desvanecida, tentando encontrar algum sentido no caos interior.
With pain, Lunosat.
HAIKAI UMBILICAL
Sonhar contigo
Mergulhando no abismo
Curvilíneo do teu umbigo
(Anderson Delano Ribeiro)
Caminhas em círculos, sempre voltando
para o mesmo abismo, onde te deixas cair.
A felicidade, para ti, é miragem,
e não ousas tocá-la, por medo de quebrar.
Sabes os caminhos, mas escolhes o desvio,
como se o fracasso fosse tua morada.
É mais fácil acreditar que não mereces,
do que tentar e falhar de novo.
Teu maior inimigo é o espelho,
onde vês apenas o peso das sombras.
E assim, te autosabotando,
construís tua prisão de silêncio.
O que esperas não vem,
e o que foges, te persegue.
Assim, sobrevives em pedaços,
sem jamais se permitir ser inteiro.
A solidão, um abismo negro e profundo,
Onde me afogo em lágrimas amargas,
Sem esperança de salvação, sem alívio para a dor.
A cada suspiro, um pedaço de mim se desfaz.
Buscando respostas para aquilo que sentimos, transcendemos
Quem criou este abismo? E por que ele não para de olhar para mim?
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