Abismo
No sertão.
Falo do meu pessimismo
está faltando educação
a saúde foi pro abismo
e o alimento pra solidão
aqui se investe no turismo
mas esquecem do sertão.
HINO DO CAOS
No redemoinho das águas
No meio do furacão
No fundo do abismo
No giro da galáxia
No buraco de minhoca
No sonho esquisito
No dente arrancado, felicidade-louca-macabra...
No caminho das aves
No fim da vida
No canto da morte
No sono profundo
Na luz da estrela
Na sociedade alternativa
Na liberdade total
Na permissão: foi tomada
O amor se fez lei
Pela espada do forte
E o olho do rei
Caminhos estes tortos
... Muito lindo, profundo, pode ser como um abismo,
estamos numa queda inevitável,
deixes o orgulho, venha até mim...
... Estamos em queda, estamos em queda,
esse destino não deve ser assim, volta para casa,
deixes meus lábios proferirem aquela,
minha, em vós nossa, deleitosa poesia,
pois sou um poeta, mascarado que sejas,
porém me desintegro, ponho-me a cantar aqueles versos...
- Submersos que emergem na agônicas lástimas,
qual se destina ao canto dos pássaros,
encantados por tua beleza andarilho...
... O sempre em vós por nós consiste numa lágrima,
lembres daquele tempo, que por mim não houveras magoas...
(...) Oh russos lagos em prata, onde o oculto, sim,
num beijo fostes descoberto...
Eu penso tanto
Mas continuo no meu vazio
A vontade é ir correndo te ver
Mas há um abismo entre nós dois
Um deserto e seu calor escaldante, além do frio que mata
Uma floresta viva
Vários oceanos
Tudo se resume apenas
Em o sentir
E o sentido
E não sentir
Pq não faz sentido
Entre o sonho e a realização existe um abismo, um dos pilares que sustenta a ponte que une os dois extremos é a persistência.
Nunca desista dos seus sonhos, acredite sempre, mesmo que alguém diga: “Desista isso não vai dar certo
Á sempre um momento que olhamos para o abismo,
e refletimos na vida que levamos no que se seguirá,
percebo que nada está no horizonte da vida,
tudo processo degenerativo um ponto no sanidade,
tento sempre ver as melhores acontecimentos,
ou pequenas gotas de liberdade, uma esperança,
vejo era mais simples que imaginava,
solitário em meus pensamentos,
penso no horizonte da humanidade,
reato, meus sentimentos dos quais não demonstrar...
calo me diante do meu abismo olho no meu profundo,
nesse obscuro momento a única clareza
sempre esteve na esperança de dias melhores,
mesmo assim observo minha tristeza
e o que passou se na fronteira da minha vida,
das alegria e tristeza a brando com carinho,
pois parte do passado que não volta mais,
minhas lagrimas minha saudades do saudosos,
brilha numa superfície ampla e eterna na minha alma.
me cala nos momentos mais extremos
debato que como foi pior naquela ocasião,
mesmo sendo o passado... deixo ir
pois a continuidade em tudo. parece complexo
bem simples de compreender... que tudo tem um papel
um alvo um efeito e fazer parte da continuidade é relativo.
nas discrepâncias a falhas que preenchemos com desespero.
olhando para o abismo que deixamos para trás...
num passado esquecido por nossas almas.
por celso roberto nadilo
um pensamento
Portanto meu canto foste enegrecido, lembrarei aquele abismo quanto nos levou ao ventre dessa solidão, amor hoje vivo sem par, qual pela dor a me inundar...
Do abismo, do pecado e da desesperança. Livrai meu pobre coração e derrame lágrimas amargas, premiai a minha firme esperança.
meus sentimentos estão num abismo
não tentei me dizer palavras de amor
meu coração morreu no momento que me amou.
As glória antes do abismo
Eis que ela surge de dentro do mármore esculpida como nascida dos deuses.
Folículo piloso dérmico enfraquecido e os pelos com textura suaves.
O contorno mesial levemente arredondados.
Sua Fisiognomia delicada e serena. Cada traço facial atraia com intenso fluxo a própria beleza em pessoa.
Não sei quantas horas passaram a olhar aquela ninfa feita dos deuses de lindeza inigualável.
Foi quando uma nevoa acida o olhar embaçou, mais ainda via aquela boniteza estrelaçando entre os mármores carrara e outros vindos da Grécia.
O desejo batendo no peito um vendaval na orelha a sussurrar seu nome. Olhar fixado em cada movimento de lábios, pernas e rosto.
A cabeça giroscópio. A vontade de tocar nem que fosse por um segundo aquela pele seda da índia.
Seu gingado de corpo exalavam jasmim e cânfora misturados no ar.
O desejo vinha no baque do maracatu. Olhar rastejava no meio da multidão. Suspiro e tentativa de segurar aquela mão eleusiana.
Foi por pouco ao deparar a divina figura carrara sentiu seu peito palpitando. Deveria implorar para beija-la.
Hesitou, chorou em silêncio. Como pode ser tão curvas e retas. Como pode ser tão plástica e triste.
Respirou fundo debateu-se em seu delírio cósmico e transfigurado perguntava; é o amor de turista visitando a madrugada.
Gemeu sozinho em meio solo de guitarra querendo entrar pelos tímpanos se fosse o caso.
Desejou tanto àquela hora, que nem queria sair mais dali. Talvez fincasse ali até nunca mais.
Sabia que depois daquela hora não ia sentir o jasmim nem a cânfora. só raiva, porque podia ter sido àquela hora.
Porque podia ser libertado àquela hora. Porque o mundo estava se curvando naquela hora.
E porque nunca mais o mundo ficaria de joelhos e a sensação de pedância de tanta autoestima se diluiria ao manhecer feito um sonho.
Lamentou tanto que seus olhos lacrimejaram, foi um estante e aquele instante poderia ser o seu.
Esmurrou o muro de sua humilde casa bem distante dali. Recobrou seu animo meio desanimado.
Percebeu que tudo tinha acabado. Bocejou ardilosamente querendo recuperar-se da decepção existencial.
Sentiu que estava velho e cansado e só não morreria naquela hora, na esperança de ter outra sensação benéfica, aquela que sempre impedi de pedir as contas e partir.
Logo amanheceu, deparou sua ridícula cara amarrotada, seu bafo de café morno. Sua incompetência pendurada na porta humilhação da vida.
Pegou sua vida de merda e talvez quem sabe, era tudo que ele tinha.
Ass. λάθη βιώσας
"TUDO EM MIM"
Tudo, tudo em mim
É um abismo solitário que amedronta-me
São dias, horas, minutos de tempestades
Só me resta nestas alturas ou nesta madrugada
Entregar minha alma à poesia
Para embriagar, os meus dias a escrever
Levo os meus pensamentos
Para as águas intermináveis dos mares
Onde os marinheiros tomam conta do navio fantasma
De um caderno manchado de vinho
Rasgo e meto os poemas nas velhas garrafas de porto
Atiro-as ao mar, para que ele leve para longe toda a minha dor.
...ja sangrando, ferido e abatido,
...se adentra no fundo do abismo esquecido,
...ali dormiu até o sétimo inverno,
...sob a guarda do cavalheiro do inferno,
...surgiu em sua frente um homem de terno,
...trazia a corrente e um vaso vazio eterno,
...em uma mão havia a espada da dor,
...a outra indicava a estrada do amor,
...sua alma ja em direção ao tormento,
...sua carne aguardava então o juramento,
...bastou a furia do relampago anunciar,
...o anjo caido da injuria veio caçar,
...ja subindo as escadas rumo a vida,
...seu corpo era pesado a caminhada era ferida,
...a alma enfraquecida em seu rosto há cicatriz,
...uma fada esquecida lhe trazia um inicio feliz.
calo-me no meu abismo...
desabo num infinito,
olho que nunca foi ou será
apenas não foi que tinha de ser,
as expectativas mero sonho atroz,
frustração não pode ser pois só há um caminho...
numa fronteira do desatino do dessabor,
um fel tão amargo e palhado,
nessa assombração pode acontecer
meramente lagrimas na escuridão...
pois sempre soube que seria mesmo
assim a queria de forma continua
reato cada momento na minha mente...
vazia sem propósitos numa escuridão...
laço ultimo momento para saber como seria.
mas não tenho essa resposta...
pois devo seguir outro caminho...
como esquecimento tive essa visão...
entre detalhes apenas a estrada do infinito.
Quando estamos a beira do abismo nos seguramos a qualquer fio de esperança, o ateu se converte, a lua parece um sol e o sorriso vira um sonho distante
