Abandonada

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Árvores, pessoas olham minha morada e dizem categoricamente que está abandonada,
pelo simples fato de minha morada estar repleta de árvores e sugestionam que às corte para que tal morada não pareça abandonada , concordo plenamente,então subi numa de minhas árvores olhei para a rua e ao horizonte e pude constatar um outro tipo de abandono constatei que praticamente todas as árvores da região haviam sumido desaparecido ,então desci correndo e plantei mais duas árvores , eu em ,eu não quero fazer parte deste cataclismo ao qual todos fazem questão de pertencer . .

Abandonada

"Você conseguiu fazer com que eu me sentisse um objeto descartável, algo usado e jogado ao lixo.
Mesmo assim sempre me dobro aos meus sentimentos, e me apego nas lembranças dos poucos momentos de felicidade que vivi ao seu lado.
Agora choro! Pois as lembranças me fazem sentir mal, me magoando continuamente.
Não faz sentido querer sofrer tanto, mas não consigo me libertar de você.
Hoje vivo a sombra da solidão, sobrevivendo de migalhas do que me restou.
Você já foi o sol em minha vida, mas se tornou uma grande nuvem negra atormentando meus pensamentos e me consumindo por inteira.
Esqueceu-se de mim! Mas não me esqueço de você.
Esquecer significa tirar da mente e do coração, e isso não me é permitido.
Como pode abusar de meus sentimentos? Aproximando de meu coração e depois o abandonou, deixando tantas dores e decepções.
Mostrou-me o amor e em seguida me apresentou a tristeza e a solidão.
Jogou-me fora, trocou-me por outras, e eu sinto que fracassei, dei-lhe o melhor de mim e mesmo assim não sou nada pra você.
Quero seguir em frente, colocar uma pedra em cima de meus sentimentos e arrancar de meu coração as emoções.
Mato-me todos os dias na ilusão de te arrancar de dentro de mim."
(Roseane Rodrigues)

Uma obra nunca é concluída, mas abandonada.

Paul Valéry
Au sujet du Cimetière marin. La Nouvelle Revue Française, mar. 1933.

Nota: A citação também é atribuída a Jean Cocteau e Oscar Wilde, mas o poeta francês Paul Valéry foi o primeiro a abordar essa expressão.

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Abandonada

⁠"Alegria por que vas embora?
Não sou mais suficiente pra você?
Por que me abandonaste desta forma?
Eu mesma como sua hospedaria não é o suficiente?
Adeus aquilo que um dia foi meu"

⁠A moralidade é sempre superior à lei! Essa visão nunca deve ser abandonada. Devemos aceitá-lo de coração e alma.

Alexander Solzhenitsyn
Warning to the West (2018).

Minha mente não sabe descansar em território onde a consciência foi abandonada.

UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO


A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.


A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.

Ela não foi abandonada, ela escolheu continuar.

Triste estar se sentindo abandonada e só, mesmo rodeada de pessoas. "Não fale de seus sentimentos, vc tem que ser forte"...
Pior é não ter com quem falar... e as palavras se tornam lágrimas, pois não cabem mais no peito...

Ver a própria cidade abandonada é como estar no final de uma festa que você gostaria de curtir um pouco mais.

" 'Não é porque a si dedico muita consideração, nem porque você foi abandonada na infância e muito menos porque você não está preparada... Que vou deixar de comê-la.' Foram minhas últimas palavras para aquela lagosta linda!"
Frase Minha 0168, Criada no Ano 2007

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

0168 " 'Dedico-lhe muita consideração e sei que você foi abandonada na infância. Mesmo assim não vou deixar de comê-la.' Foram minhas últimas palavras para aquela lagosta linda. Ato contínuo, comi-la!"

O caráter morreu como uma casa abandonada, onde as paredes ainda estão de pé, mas o eco da verdade já não mora; foi enterrado sob aplausos falsos, qual uma moeda enferrujada no fundo do bolso, esquecida pelo valor e lembrada apenas pelo barulho; e hoje caminha entre nós feito um espelho quebrado, refletindo rostos inteiros em fragmentos convenientes, enquanto a consciência aprende a sobreviver sem se olhar.

Um pedido de desculpas


O coração não voltou a bater sozinho,
virou casa abandonada depois da tempestade,
janelas rangendo saudade,
esperando passos que soubessem chegar sem quebrar.


Eu ouvi um pedido de desculpas
como chuva fina em terra rachada,
não fez barulho, mas ficou,
penetrando devagar no que ainda era seco.


Entre escombros, te vi juntando cacos
como quem remenda um vaso antigo com ouro,
sabendo que as rachaduras não somem,
apenas aprendem a brilhar de outro jeito.


Hoje o peito bate como farol cansado,
não ilumina por excesso, mas por insistência.
Porque amar, depois do erro,
é navegar mesmo sabendo do mar.

Minha alma tem a textura de uma casa abandonada, onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado.

A alma é uma casa abandonada onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado há muito tempo. Mas eu gosto do barulho do vento, ele me lembra que, embora a casa esteja vazia, ela ainda respira a poeira do que foi vivido.

O Brasil tá com tudo e o povo virou nada,
riqueza acumulada e a esperança abandonada,
terra tão bonita mas ferida pela estrada,
onde a favela cresce esquecida e machucada.
Tem ouro, tem petróleo, floresta e imensidão,
mas falta dignidade pra maioria da população,
o pobre acorda cedo carregando humilhação,
enquanto o poderoso brinda com corrupção.
Helaine machado

⁠#MINHA #RUA

Moro em uma rua esquecida...
Abandonada, a mais escura...
Cachorros cagam nela...
Há 1/2 século vejo pela minha janela...

Em minha esquina ...
Começam as serestas...
Mas logo sai de minha rua...
Só deixando a solidão nela...

Tem uma calçada de estrelas...
Muita calma nessa hora...
Apenas uma homenagem...
Aos grandes menestréis das serenatas...

Lindos sonhos sonhei...
De ver muita alegria...
Sempre contando os dias...
De tudo que existe...

Que tristeza...
Pura quimera...
Rua tão triste...

Horas mortas...
Do amanhecer ao anoitecer...
Que me faz sofrer...

Última a ser enfeitada...
Em festas, pouco iluminada...
Até o padroeiro Santo Antônio...
Hoje não passou por ela...

Acesso para a cidade...
De casarões coloniais...
Resistência de antigos moradores...
Poucos, quasem não se encontram mais...

O comércio é escasso...
Poucas lojas de fato...
Uma igrejinha presbiteriana...
Pouco aberta na semana...

É a rua que mais árvores tem...
Entre duas praças...
A da matriz que um dia teve um lago...
E a da feirinha com artesanatos...

Rua do hospital...
De farmácias...
Se passar mal...
Ali você se acha...

Tem pousadas...
Uma delas é rosa...
Namoradeiras sonhadoras...
Sempre alguém querendo prosa...

Linda cidade de Conservatória...
Quando no céu a lua aparece...
Um violão solitário chora...
Eis que é a hora...
Das pedras contar suas histórias...

Nessa rua eu cresci...
Nessa rua eu brinquei...
Nessa rua eu vivo...
E se Deus me permitir...
Daqui partirei...

Mas agora eu só queria mais ver...
Mais alegria e muitas flores...
A florescer...

Durante o dia pouca gente...
Na madrugada só gambá...
De viralatas muita bosta...
Cuidado quando andar...

Sandro Paschoal Nogueira

“A raiva, no Borderline, muitas vezes é o grito de uma alma que se sentiu abandonada antes de conseguir pedir cuidado.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

O vício nasce da dor psicológica; mente curada, a 'droga' é abandonada.