A vida é curta
E sabe qual é a pior coisa para o nosso ego? É perceber que o mundo e a vida continuarão apesar da nossa partida .
🦋 OS OLMOS
Andam pela luz do vento
Sem correr no tempo parado
Num mundano contemplar
Enche a boca num calão perverso
Para não chegar à alma
Profeta da essência mais mortal que os anjos
Que imita um mestre já morto
Mudo esse o seu mundo
Num rio que corre sem correr
Achado instinto de um dom
Sofridão que verte intensamente
A solidão sem poder ver a luz
Entre uma caixa deixada sem almas
De um poeta mudo, amordaçado na carne
Pela lua cheia entre as folhadas dos olmos
Onde se esconde com medo mas não dos lobos
Há em mim um místico sentimento 🦋
De felicidade nesta tela pintada pela natureza
Vista por fora e sentada me encontro
Olhando por dentro sentindo-me a flutuar
Nas cores que vejo e revejo na tela
Deixo-me voar por entre montes e vales
Caminho de terra batida na branca geada
Onde o Inverno morre despido
Pela intensa neblina na serra de Bornes
E em cada degrau me há-de levar ao céu.
A sua vida é como um produto com a validade ilegível, você sabe que tem prazo de validade, mas você não sabe até quando vale.
PARTIMOS OS RAMOS👒
Ramos partidos onde os galhos das árvores
Sofridas, sentidas, vendavais de tempestade
Levadas pelo tempo onde a dor sente-se na claridade
Das ruas desertas, escondem-se nas noites escuras
Sem lua, sem sol, sem amor, só escuridão
Devaneios das malditas correntes do mar
Poeta livre das suas próprias dores e pesadelos
Não importa ou importa será
A vida disciplinada, indisciplinada
Tormenta sentida esquecida dos galhos
Da oliveira ferida, dos amores idealizados
Escritos de ilusões no peito, dor insuportável
Sublime melancólica longínqua, no final
Lá estão os galhos das árvores sofridas
Tantas vezes esquecidas que ardem no fogo
Das trevas escondidas do nosso coração🌹
Caminho pelo casa em silêncio
Nos bicos dos meus pés monótono deste silêncio
Feito no tempo para o tempo sentido
Na alma no silêncio que nos traga a calma a serenidade
Morreria devagar já farta de te esperar
Há dias que o delírio é penitente
Nas ondas que cantam embriagadas de saudades de ti
Como somos frágeis aqui no planeta Terra, um minúsculo vírus ameaça a espécie humana. É preciso repensar o nosso conceito sobre o propósito da verdadeira vida.
As vezes somos infelizes porque materializamos nossos sonhos em nossos desejos e nossos pesadelos em nossa realidade!
Deus ama a nossa nação a ponto de balançar suas estruturas, falir sua economia, derrubar seus projetos, destuir suas reservas.
Com apenas um intuito, trazer homens e mulheres para a salvação.
Pouco importa se a luz faltou, se o candeeiro quebrou e a fogueira apagou. A luz de fora serve apenas como referência para algo. Iluminados, mesmo, são os que têm luz própria. Isto é mais do que modo de vida, é a confirmação de que existem anjos em forma de gente.
Meu desejo hoje é abraçar o mundo e retribuir tudo isso que tenho recebido. Quando a vida se torna frágil, sabemos o real valor que ela possui.
Os saudáveis pensam em COMO querem morrer (num futuro muito distante).
Os doentes pensam em QUANTO querem viver.
Os "paliativos", em como VIVER INTENSAMENTE até lá...
A vida certa não é a que os outros esperem que você viva.
É aquela em que você escolhe ser verdadeiramente feliz.
E nessa de viver nosso último dia todo dia, percebemos o quanto tudo tinha um sabor especial. Acreditem, entender que a vida acaba é a ferramenta de empoderamento e autoconhecimento mais incrível de todas (e ninguém precisa de câncer pra isso).
Não há tempo a perder. Não há sentimento a ser desperdiçado. Viver é prioridade.
Não é mais fácil ser feliz sem dor, é melhor.
Difícil é ser feliz sem nunca ter tido dor nenhuma.
Nem haveria poesia...
Enquanto seguia perseguindo apenas a cura garantida para o meu corpo, sofri.
O remédio que eu precisava era pra alma. E estava o tempo todo aqui, dentro de mim.
Olhei pra dentro de mim e lembrei de onde vinha meu sorriso fácil, minha leveza e meu amor pela vida. Minha consciência sobre finitude me ensinou sobre amor-próprio, sobre o tempo, sobre prioridades, sobre o que importa.
Perdoei a mim mesma; afinal, a dor que vivi ressignificou a felicidade que sinto hoje. E, nessa jornada, aprendi que há tempo pra tudo nesta vida, menos pra se acomodar com o que incomoda.
A vida é legal demais pra ser desperdiçada, não acha?!
Cura
O substantivo que transita pelo verbo e tem poder de adjetivo.
Inspira busca, desejo, sonhos.
Motiva. Alimenta. Alivia.
Há quem caminhe ao lado dela, com ela, por ela.
Há quem a ofereça de graça e quem pague o que for pela incerteza de sua companhia. Há quem dependa dela pra viver, e quem viva independentemente dela.
Valorizada. Implorada. Exigida. Superestimada.
Ao divino ofertamos nosso mais sincero pedido. A Ele todo o crédito quando ela é possível. A nós, a culpa pela pouca fé quando ela não se apresenta.
Ela está nos livros, nas palestras, nos vídeos, na igreja, na fruta, no suor derramado e no link que não abri num dia de pressa.
E o que ela é, além de uma série de conceitos médicos? Ninguém diz. Ninguém garante.
Ressignifiquei.
Há alguns anos deixei de exigir de um substantivo o poder da minha "cura".
É só semântica.
Não garante longevidade, felicidade e o que é extraordinário.
Vivo minha cura cada vez que uma lágrima cai. E cada vez que é difícil conter o riso. Quando sinto o vento no rosto e o abraço sincero de um coração que pulsa no mesmo embalo que o meu.
Sinto cura por me permitir ser vulnerável. Por poder ter medo. Por acolher minhas sombras. Por ter dó do tempo que talvez eu não viva.
Sinto cura por não viver de passado e nem condicionada aos acontecimentos futuros. Sinto cura por perceber que o julgamento diz mais sobre quem o faz do que a quem se direciona. E a cura invade meu coração cada vez que fecho os olhos e, numa prece silenciosa, sinto gratidão por estar exatamente onde deveria.
E sem garantias...
Busque diariamente a cura que habita em você.
Porque a cura está. A cura já é.
