A Verdade de cada um Pirandello
...Às vezes recebemos grandes lições de quem nem imaginamos. As prostitutas ficam como sempre, esperando por algo melhor para suas vidas. Quem sabe um dia serem reconhecidas como gente.
...Se os grandes nomes da literatura nacional começassem a escrever hoje, teriam muita dificuldade para publicar suas obras, pois não é somente a capacidade de fazer um bom livro que conta. O mercado literário no Brasil é cruel com os novos talentos. É preciso muito mais do que uma boa história, é preciso sorte, muita sorte
" Feliz é o homem que constrói sua história. Mais feliz ainda é aquele que sobrevive para conta-la..."
Apego é ilusão
Ninguém pertence a ninguém.
Quanto mais teimosia a pessoa tem vibrando no apego, mais sofrimento ela terá e ou várias pessoas entrorno terão.
A vida é escola de aprendiz.
Ninguém veio só para ensinar.
Lutar contra o que sua alma quer é ir contra seu plano reencarnatório que foi traçado por você mesmo, junto a espiritualidade.
Pais não são de filhos, filhos não são da mãe e ou do pai, são da vida, do universo, de Deus...
São espíritos encarnados vivendo em suas experiências individuais.
Um dia, durante o desencarne, todos terão que se separar por um determinado tempo.
Ou porque o trajeto de cada um não será mais lado a lado mas pode ser paralelamente e se cruzando, se houver possibilidade.
Todo temos em parte uma trajetória diferente um dos outros. Que pode diferenciar por experiências a serem vivenciadas.
É preciso muitas vezes maturidade na aceitação para que a necessidade de resgate, o aprendizado e os planos de Deus sejam realizados.
Por favor... A conta deste amor!
Este som é meu ritmo...
Sim... Letras com teu nome!
A linguagem que entendo,
O número que ligo na fome.
Entrega meus pedidos,
Sacia-me... Fecha porta!
Fica comigo...
Este pedido não se anota.
Retira a minha roupa...
Com teu olhar me rendo!
Incendeia meu corpo,
Deixa teus vestígios...
Quero de tudo um pouco,
Teu amor, mimos e perigos...
E do mundo me desligar.
Vou roubar tua paz!
Aprisiona-me no teu peito,
Como feitiço que não se desfaz...
Deixa-me de amor tonta!
Saciada de amor, tudo aceito...
Inclusive, no fim de tudo... A conta.
DO JEITO QUE O CALHORDA QUER
“O montealtense sempre se mostrou forte e com potencial de desenvolvimento em vários âmbitos quando unidos, mas como a política sempre nos divide não avançamos e, vivemos sempre estagnados pela nossa divisão.”
Será que nos falta uma iluminação para um dia entendermos que a divisão em nossa sociedade só faz mal a nós mesmos? Gostaria que os jovens de hoje rompessem com o pensamento obsoleto que nossos antepassados (pais, avós, tios e tias mais velhos) trazem consigo. Se pararmos para pensar um pouco iremos perceber que estamos do jeito que os calhordas que nos governam querem — pouco pensantes no coletivo e preocupados com partidos, grupos e interesses pessoais — o que facilita a atuação de maus gestores que se explicam dizendo que o outro é pior, mas nunca fazendo algo melhor do que se existe. É mais fácil dizer que é melhor que fulando porque fulano é pior, difícil é fazer melhor que si sem se comparar com o nível abaixo.
Se olharmos nossa história, em momentos que a população se uniu, a cidade prosperou; o caso que mais gosto é o de que a população se juntou para construir a cadeia publica e comprar o casarão Botelho de Andrade para ser a sede da intendência, ou no exemplo recente de um mutirão para construção de uma via-sacra diante a igreja matriz, e o que dizer de católicos e até protestantes juntando recurso para proteger o patrimônio cultural — a restauração das imagens — e mais recente contra a instalação de torres eólicas na Serra dos Montes Altos. Nesses momentos em que os gritos de “meu partido”, “meu candidato” saem de cena e entram as falas de “nosso patrimônio”, “nossa cultura”, “nossa cidade” vivemos momentos que fazem de nós uma cidade pronta para o progresso! Pronta para viver com melhor qualidade de vida.
Minha gente, sabemos que até hoje nunca fomos administrados por bom gestores, como eles próprios dizem só são menos piores que os da mesma laia. Não concorda comigo? Me diz então qual deles garantiu um progresso realmente em que o povo pudesse sair da rédea que lhe garantia voto?! É fato que todos nós hoje já olhamos para o rosto daquele para com que partidariamente não tem a mesma opinião e deixamos transparecer na face a imagem de “eu sei que em quem eu voto também não é boa coisa”, já sabemos que os que fazem política hoje em nosso município estão com vida feita e preocupados apenas em mantê-las.
De fim, deixo para você uma indagação, e aí vai continuar a ser um boçal preferindo A ou B, ou vamos todos juntos cobrar independentemente de quem seja o gestor o melhor para todos? Desejo que alcancemos a iluminação de consciência de uma sociedade que presa pelo melhor para todos.
Reconhecer-se frágil, falível, limitado...
é onde começa a busca
pelo nosso melhoramento.
Ruth Paes Araújo e Cika Parolin
Neste mundo de maldades não tem mais o inocente. O que tem, isto sim, por todo lado, é o esperto ao contrário.
“Amor que em mim não definha”
“Dizer eu te amor não basta
Esse amor em mim não passa,
Por mais que eu tente resistir
Sempre vem algo que me lembre de ti.
Essa paixão é temporal
Sei que me fará mal,
Esse sentimento que sinto por ti
Às vezes me faz regredir,
Por não te ter aqui
Lindo sonho que não há de existir.
Por tentar não te amar
Vem a solidão me fazendo reclamar,
Que sem teus carinhos não existo
Como não há música sem o disco.
Viver sem ti não há graça
Pois esse amor não passa,
Se hoje a distancia me separa de ti
Após a morte esse amor há de existir.”
Harmonia das Diferenças
Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós?
Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer.
No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.
No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem.
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões.
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias.
Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta.
Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho.
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo, todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina, e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho.
Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo.
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito.
Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro.
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas.
Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe.
Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d'água. E para sempre.
Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças.
Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro.
É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.
A sabedoria divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras.
Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes.
Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.
QUE SIRVA DE LIÇÃO PARA NÓS BRASILEIROS
"...Deploro o regresso a uma política externa que levou à destruição da França duas vezes neste século. Condeno o seu plano de abandonar a OTAN e a segurança conjunta do mundo ocidental. Não servirei à França sob as suas ordens, para fazer espionagem contra os Estados Unidos da América. Aviso ao senhor e ao mundo de uma conspiração monstruosa para criar a anarquia e entregar a França aos comunistas depois de sua morte.
Amo a França como o senhor afirma amá-la, e viva a digo que a traiu para promover suas ambições pessoais. Viva a França!
DOR NO CORPO E NA ALMA
Mais uma noite de insônia,
Uma noite comprida,
Uma noite doída,
Afirmo sem cerimônia!
É que as horas não passam
E a mente e a alma não cansam!
Dói o corpo extenuado, cansado
De tanto virar na cama
De um lado pro outro lado.
Dói a alma - o tempo parado,
Como um mágico cruel,
Traz-me à lembrança o ser amado
Deixando-me o gosto amargo de fel
Por ter e não ter quem amo e me ama:
Só a tenho na lembrança – que a chama!
Mas a quero em meus braços – na cama!!
INVERNO: ESPERANÇA E TRISTEZA
Todo ano, quando chega o inverno,
Vem-me à memória o inverno anterior!
Ou melhor, vem à memória a esperança
E o desejo que sinto todo ano – no inverno,
De não estar sozinho no inverno posterior!
Ano após ano, o inverno cada vez mais frio,
E minha esperança e meu desejo – não se cumpriu!
Fico a sonhar como seria uma noite de inverno
Sentindo o aconchego da pessoa amada,
Com ela abraçado, sentido o frio vento na face,
E o calor do amor aquecendo a alma – apenas sonho!
Não sei por que, no inverno, sinto tanta solidão.
É como se fosse saudades de um distante inverno,
No qual fui muito feliz por dormir aconchegado
Nos braços de quem muito hei amado!
Solidão e saudades de alguém que perdi
Num distante passado – mas que esta aqui,
Dentro do meu coração triste e magoado!
Quando se aproxima o inverno, dentro de mim, hiberno!
Fico introspectivo, em meio à tristeza, uma esperança acesa:
Este ano não estarei só, encontrarei minha amada, com certeza,
E dormirei com ela abraçado, esquecerei os invernos passados,
Finalmente serei feliz, terei meu sonho realizado!
Mas, como já estou acostumado – mais um inverno só – meu fado!
E começa em minh’alma esperançosa o sonho do próximo inverno,
Passo o ano acalentado desejo de, com meu amor, dormir abraçado!
Este ano, frio inverno, olho no espelho, dizem-me, minhas cãs brancas
Que o tempo voa, que solidão é o preço que pagarei nesta encarnação!
ONDE VIVE MEU AMOR?
Todo amor que tive, foi-se,
Não sei por onde anda ou se vive!
O amor que não tive, nunca se foi,
Eu sei por onde anda e que vive!
Todo amor que tive foi comensal
Da mesa farta dos meus sentimentos!
Locupletávamo-nos com a fartura de nossas energias,
Que de pouco em pouco, reduziam-se em migalhas frias!
O amor que não tenho, mas que um dia tive,
Eu sei por onde anda e que vive:
Sinto seus passos doídos em meu coração,
Ouço sua voz no mais recôndito de minh’alma!
Transmutamos energias sutis, que alimentam nosso sonho,
Enquanto, neste Mundo, trilhamos unidos e distantes,
O caminho no qual um dia nos reencontraremos – suponho,
Pois, creio que o Grande Juíz da Vida não é cruel nem medonho!
INCONSTANTE, MAS PERSEVERANTE
Por onde passo
Ora vacilante passo
Ora firme compasso
No que sinto
No que faço
Ora sou instinto
Ora espírito distinto
Ora sou bagaço
Ora puro aço
Ora arregaço
Ora sou palhaço
No tempo, no espaço
Passo a passo...
Passo, passo...
O INIMIGO VIVE COMIGO
Há algum tempo minh’alma
Ansiosa, agita-se se calma,
Como a querer me fazer
Seus sentimentos, escrever!
Ora vislumbra-me por inteira
Ora esconde-se sorrateira!
Sim, falo de minha própria alma,
Que na verdade sou eu mesmo!
É que às vezes, escondo-me de mim mesmo,
Outras vezes, mostro-me todo, a mim mesmo!
Uma parte de minh’alma ao Mundo quer se mostrar,
Outra parte querer do Mundo se esconder!
Sinto minh'alma carente de amor, de afeto!
Levo a vida sentindo-me um Ser incompleto!
Meu desejo de amar, só meus poemas a me consolar!
Mas essa dor em minh’alma insiste em me maltratar!
Triste sina essa minha, tenho tanto afeto a oferecer,
Porém, há uma estranha força impedindo acontecer
A aproximação de alguém que posso meu frio coração
Aquecer! E quando alguém chega, eu, algoz de mim mesmo,
Atrapalho-me, erro, falho,... Sim, sou algoz de mim mesmo!
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