A Medida do Homem é a Imperfeição
As nossas imperfeições não justificam a falta de amor e caráter diante de Deus e do próximo;
pois mandamento é ordem, é lei, fundamentada em virtudes e princípios.
Não amamos ‘do nada’; amamos quando decidimos amar.
O amor é uma escolha consciente.
E a força para viver esse amor vem do Espírito Santo.
O amanhã
é o hoje
que já não mais é
e sim será
num pretérito imperfeito
do futuro
é o infinito
numa tentativa limitada
de
explicar o infinito
Minha natureza imperfeita me faz o perfeito ser, pois minha maior força é reconhecer minha imperfeição.
Ela não é impecável nem sequer busca ser. Ela abraçou suas inseguranças e suas imperfeições e não tem receio de se mostrar exatamente como é: gente! Estar frágil já não é uma falha; é uma forma de ela demonstrar aos outros que, por mais resistente que seja, também necessita de atenção. Ela não é impecável, nunca foi, só que agora se compreende e se enxerga tal qual é.
Somos tão imperfeitos,
nunca estamos satisfeitos,
há sempre uma impressão,
a sensação nostálgica
de que o melhor ainda está
por vir...
Somos pequenos, errantes e imperfeitos... Mas o que isso importa? Para Deus, somos especiais. Ele nos deu o direito de sermos chamados de Seus filhos. A Ele toda honra e glória!
Os teus defeitos combinam com os meus…
e no meio das nossas imperfeições,
a gente encontrou a forma mais bonita de amar.
A perfeição é uma ilusão que nos paralisa. O que é real — mesmo imperfeito — é o que nos move para frente.
A verdadeira beleza se encontra naquilo que nos faz únicos, com nossas falhas e imperfeições.
Rita Ramos Cordeiro
Tua beleza pura
E imperfeita como a Lua
É delicada como uma rosa
De ser tão formosa
Me traz um vazio
Um sentimento tão frio
Que não me incomoda
Mas me deixa a esperar
Pelo caos do amor
“Prefiro a delicadeza de uma verdade imperfeita à rigidez de uma vida calculada demais.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
O peso do imperfeito
A incompreensão assusta!
Ninguém ama o "quebrado", o mal-amado,
Ninguém ama o feio, o despedaçado...
E, cada um com seu fardo,
Caminham com passo lento e com pesar.
É difícil amar o imperfeito,
Aquilo que não foi feito para nos servir.
As ideias assustam...
É sobre o que não falamos,
Sobre o que não planejamos.
Carregamos feridas que ninguém quer ver,
Cicatrizes expostas na escuridão,
Pois o mundo rejeita quem ousa sofrer
E exige a leveza de uma ilusão.
Gritamos por dentro em busca de abrigo,
Na esperança de um peito que saiba acolher,
Mas o espelho se torna o pior inimigo
Quando o próprio reflexo custa a entender.
E no fim, cada um carrega o seu fardo.
Caminhamos a sós.
Não há alento,
E acabou o tempo.
O melhor caminho para se andar, não é aquele que visualmente se encontra sem imperfeições ou que é de fácil caminhada, mas sim, o que lhe faz crescer, sendo uma ponte de elevação para o céu, independentemente de ser cheio de buracos, longo, estreito, difícil!
A Musa e as Telas
O mundo é realmente vasto...
Um mundo imperfeito. E é por isso que a beleza que tanto busquei,
Eu finalmente encontro em você.
Mas, e quanto ao medo de perder?
O que acontecerá com a beleza que me acostumei a apreciar?
Eu não quero perdê-la.
Mas as estrelas são severas com os nossos destinos...
Talvez eu entregue a minha própria essência, o meu último fôlego,
Apenas para não a perder.
Porque, em um mundo sem nada para amar,
A própria vida se torna um exílio, um peito sem lar.
Sem aconchego. Sem amor para transbordar.
O lápis restará parado no tempo...
E as telas, aos poucos, mofarão no escuro.
Pois, sem a minha maior beleza...
Como poderei voltar a pintar?
O Pintor e a Obra Imperfeita
Eis aqui o pintor. A tela, antes alva, já não o é mais...
A vida a manchou por inteira.
Um caos de pinceladas, cores que estremecem o coração:
Leves, confusas, fortes, terrivelmente transcendentais.
No fim, o traço certo jamais ocorreu.
O pintor buscava o branco absoluto para, enfim, pintar a sua dor,
Buscava o belo...
Apenas o belo.
Mas, ao observar as marcas do seu próprio desespero,
Ele a encontrou: uma obra-prima.
E, diante do caos que ele mesmo criou,
O pintor finalmente se encantou.
A vida é curta, a vida é triste, a vida é cheia de dor… Mas talvez seja exatamente nessa imperfeição que resida a sua beleza. É a consciência da finitude que nos convida à profundidade, é a experiência da dor que desperta a compaixão, é o peso da tristeza que dá sentido à alegria. Esta é a chance de compreender que, mesmo em meio ao efêmero, podemos tocar o eterno.
