A Matemática da Vida
ARITMÉTICA DAS RELAÇÕES INEVITÁVEIS
A soma, sim, soma
mas não como os olhos habituais desejam.
Ela não é apenas acúmulo,
é fusão generosa.
É o gesto que permite coexistência,
mesmo sabendo que haverá transbordo.
Soma é quando dois mundos
decidem não se corrigir,
mas se ampliar,
mesmo às custas do contorno.
A subtração também ensina.
Não há perda que não revele
o que de fato permaneceu.
Tirar é dar espaço.
É permitir ao essencial
respirar sem ornamentos.
Subtrair é purificar,
afastar o ruído
para que reste o que vibra limpo.
Às vezes, a ausência é o que resta de mais inteiro.
Multiplicar é ampliar o gesto,
e se há distorção, que venha com sentido.
Amores que se multiplicam
não traem a origem,
a engrandecem.
Toda criação exige risco
e a deformação pode ser milagre.
Multiplicar, nas relações,
é permitir que o afeto cresça
para além do molde original.
Dividir é maturar.
É reconhecer que somos partes,
e que só dividindo o centro
podemos conhecer suas margens.
É repartir o peso,
compartilhar a luz,
aceitar que dar-se ao outro
não é diminuir-se,
mas revelar-se em espelhos diversos.
E quando a divisão implica partida,
ela ainda assim pode ser libertação.
Potenciação é acreditar.
É elevar o que se tem ao que se sonha.
Nas relações, é o ato de confiar
que o afeto se sustenta
mesmo quando desafiado.
É investir na promessa do vir a ser,
sem garantias mas com intenção firme.
Potência é o amor que ousa crescer
onde havia apenas esboço.
Radiciação é mergulho.
Não para voltar,
mas para entender.
É buscar no passado
a matriz do que se repete.
É saber que as raízes não prendem,
elas sustentam.
E quando rasgadas,
ainda deixam traços que alimentam
o que renasce.
‘Logaritmar’ é decifrar a intensidade.
É transformar o inefável em gesto,
a avalanche em palavra.
É saber que o amor também precisa ser lido,
escalado, compreendido
em sua curva crescente.
É a tentativa amorosa
de nomear o inominável.
E há ainda as operações
em que não há solução exata.
Aquelas em que todo cálculo leva
à inevitável separação.
Há relações cuja equação se esgota
não por falha,
mas por fim.
E nesses casos,
a operação mais honesta
é o corte.
Não como falência,
mas como clareza.
Pois até o fim pode ser gesto de amor,
quando feito com respeito ao que foi.
No fim,
a matemática da vida
não busca exatidão,
mas equilíbrio dinâmico.
E cada operação,
seja soma ou seja outra,
é parte do algoritmo sutil
de sermos
com, apesar, ou além do outro.
RACIOCÍNIO LÓGICO.
Tentar resolver.
Para não me perder
Você era minha vida.
Minha vida era você.
Minha vida sem você.
Contradição.
Você não era minha vida.
Minha vida não era você .
Minha vida era você.
Prossegue assertiva.
Minha vida, afirmativa
Que prossegue sem conjunção
Minha vida sem você
É um conjunto vazio
Infinito de lembranças
E prossigo,
Na esperança de encontrar a solução.
Minha vida com você.
Era a única verdade da minha equação.
Em sociedade, vivemos em um conjunto numérico; cada indivíduo representa um elemento, com valores e aspectos peculiares.
VAMOS REAPRENDER AS MATEMÁTICAS?
Os ódios precisam ser divididos
até seu desaparecimento completo.
O amor tem que ser multiplicado ao infinito.
O trabalho merece a adição da gratificação
e do contentamento.
Do dia a dia serão subtraídas todas as tristezas e
contrariedades.
Assim, usando melhor as operações
matemáticas principais, divisão, multiplicação,
adição e subtração, poderemos não nos
tornar mais sábios do que infelizmente
julgamos que somos
Mas com certeza..
seremos bem mais felizes.
Ainda que eu conte até dez, até cem, até mil e até dez mil... continuarei contando! A vida é uma eterna matemática.
Na vida existem pessoas que são como PONTOS que formam parte de nossa história. Outras são RETAS PARALELAS, nunca farão parte de nós. E outras são RETAS CONCORRENTES passando por nossas vidas deixando um pontinho chamado "nós dois", nossa história; foi só um encontro porque ambos tinham jornadas diferentes. Mas, o interessante de toda essa matemática da vida é que tudo acontece no PLANO, no plano de Deus!
No calculo matemático da vida nos espaços do multiversos está na compreensão da dimensão de três números relativos, o três, o seis e o nove.
Esqueça...
Tudo o que você já fez
Porque no fim das contas
O bem ou mal
Não se importam
Com essas frescurices
Teológicas ou Filosóficas
Existe apenas
A Matemática da vida:
Se perde,se ganha
Ou quando se é reprovado...
Morre...
“Não estudei para ser astronauta para lhe resgatar do mundo da lua, não estudei para ser professor de matemática para resolver seus problemas, não estudei para ser gerente de banco para lhe emprestar dinheiro, mas a vida me ensinou a reconhecer um sem vergonha de longe”.
Assim como as equações matemáticas, as vezes a subtração é essencial na vida para obter o resultado/produto positivo
A vida é simplesmente as operações matemáticas. Às vezes temos que somar o amor, subtrair a tristeza, multiplicar a esperança e dividir a alegria. Somos feitos de idas e vindas; mas enfrentar tudo com cautela; é preciso.
Engraçado: já sou septuagenário e jamais encontrei na vida um problema que me exigisse para resolvê-lo o binômio de Newton ou a equação do segundo grau.
Há grandezas neste mundo cheio de problemas;
Mas na equação da minha vida os sinais são as coisas pequenas...
Detalhe me atre ou afasta por menor que exista.
Busco, no simples, a solução que me conquista.
O sinal da cruz ou sinal positivo aponta para o caminho que leva à vida. O sinal negativo ou horizontal aponta apenas para o plano material.
O amor é uma variável incerta no cálculo da vida, onde o homem pensante probabilístico, mesmo usando a razão, não pode evitar os erros emocionais que distorcem a reflexão e a sabedoria.
O segredo da vida é que estamos todos perdidos no espaço mas não fazemos a menor ideia disso. Calculando isso, dá 42.
