A Máquina
FOTOGRAFIA VELHA !
Click: esse foi o barulho da minha máquina velha,
registrando mais uma fotografia,que se eternizará no meu álbum, e que, daqui à muitos anos se tornará uma fotografia velha.
"Filhos, parem de gastar ciência com essa bobagem de máquina do tempo. Se ela fosse existir, alguém do futuro já teria contado"
Eu não sou zen, se algum dia fui, foi por pouco tempo. Sou uma maquina de processar sentimentos e emoções, alguém assim jamais poderia ser zen.
Aproveite essa viagem no trem bala que é a vida. E mesmo com a velocidade da máquina, ofuscando a paisagem , olhe pela janela, pois a qualquer momento o trem te deixará na estação eterna.
Entre todos os desejos,
possíveis ou não,
não me envergonho:
Quero uma máquina do tempo!
Se tudo tem um tempo,
o tempo é tudo.
Se tempo é tudo,
Quero tempo, pois terei tudo.
Máquina da desinvenção
[J.W.Papa]
Desinventei a amizade, desinventei o namoro, desinventei a cidade
desinventei tudo que fora inventado, e antes que fosse tarde
me revoltei com o sistema, chutei o balde
desinventei a velha máxima de que adolescente é tudo rebelde
e assim segui pela vida... desinventando as invenções existentes.
Desinventei minha infância, abandonei os livros, os amigos, a escola...
Senti-me como se fosse um adulto temporão
no pleito dessa minha nova desinvenção fui trabalhar nas férias:
- vendendo picolé, carpindo lotes, acompanhando e cuidando de idosos -
Logo alguém viu a merda que fiz e cismou de desinventá-la por mim.
Então, tive de me adaptar! Uma vez que, barriga vazia não para de roncar.
Sem querer inventei o fórceps!
Assim que nasci, desinventei o parto normal
e foi essa, a minha primeira desinvenção que deu o que falar.
Tornei-me logo cedo um grande desinventor
- marginalizado por minhas ideias revolucionárias de desinvenção.
Desinventei a guerra, desinventei a fome, desinventei a miséria
desinventei tudo que havia de ser desinventado
segui em frente desinventando tudo que pude sem olhar para trás
até que um dia cismei de inventar uma máquina que desinventasse as desinvenções
e assim tudo cessou de ser desinventado por mim.
CARROSSEL
Indescritível máquina,
Alheio, o tempo passa
No ritmo do seu passo.
Acaso, deixa rastros?
Tal qual um carrossel,
A vida vai girando e
Nos deixa meio tontos
No parque do existir.
E neste show da vida
(Mesmo sem ser fantástico)
Emoções se acumulam!
E, apesar de alguns males,
Melhor que sofrer é,
enfim, se divertir!...
Máquina Breve
O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
- meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa.
Parecia uma esmeralda
e é um ponto negro na pedra.
Foi luz alada, pequena
estrela em rápida seta.
Quebrou-se a máquina breve
na precipitada queda.
E o maior sábio do mundo
sabe que não a conserta.
Nossos olhos são como uma máquina fotográfica o que ele vê é o que ira revelar seja do lado do bem ou do mal
É tempo de Dizer BASTA
Basta de sacrificar uma vida atrás de um balcão, de ser peça de máquina, engrenagem de indústria, de calejar a mão carregando tijolo e sangrar costurando e cerzindo. Basta de ver meus pais e os pais deles trabalharem durante toda a vida para dar mais de um terço do suor a uma gangue corrupta que nos promete uma nação. Basta de trabalhar de sol a sol para sustentar as mordomias de quem só trabalha de terça a quinta. Basta de ter apenas um pedaço de pão e um pouco de futebol, mas não ter saúde, segurança e educação.
Basta de obras superfaturadas, de mortes em filas de hospitais, de escolas sucateadas. Basta de merendas roubadas de crianças que caminham quilômetros descalças enquanto eles têm até verba para vestuário. Basta de ver meu antigo professor sentado no mesmo banco há 20 anos. Sua inabalável determinação entre paredes mofadas, tetos rachados, uma cadeira sem encosto e a tristeza de ver amigos levados pela depressão. Basta de ter apenas um toco de giz e restos de um quadro negro enquanto eles têm secretárias, motoristas, celulares e computadores de última geração.
Basta de o nosso país ser um feudo, uma monarquia absolutista, uma ditadura velada. Basta de se calar diante de tanta injustiça! Eu não posso mais assistir esse mal destruir o meu Brasil e esperar a corrupção roer a pátria amada pelas beiradas até tirar a casa do meu vizinho, o leite do meu filho, a escola do meu irmão, a saúde dos meus pais.
Basta de sobreviver, de ser seduzido por um chinelo e a camiseta de um partido e achar que a vida não tem mais a oferecer. Basta de ser assaltado, esfolado e enganado. Basta de lágrimas, de se sentir inválido perante tantos crimes, de ser impotente e infeliz. Basta de ser otário!
Somos mais de 190 milhões. Torcemos juntos pela nossa seleção canarinho, dançamos, cantamos e rezamos juntos. Agora chegou a hora de juntos irmos para as ruas e fazer valer nossos direitos, de exigir que nos respeitem, de botar os bandidos de colarinho na cadeia.
Se um professor pode ser substituído por uma máquina, é porque ele deve ser substituído.
Nota: A frase dita por Sugata Mitra faz alusão à esta frase de Arthur Clarke.
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