A Inteligencia Nao se Mede
Eu me culpo... Pra mim é impossível não me culpar, sempre sinto que sou o responsável pelo que acontece. Poderia ter feito melhor, eu poderia ter sido melhor. Mas entro em contradição, já que naquele momento aquilo era o meu melhor.
Meio bagunçado, meio confuso, meio insuficiente, mas o melhor que eu consegui, enquanto carregava o fardo pesado de minhas lutas internas e minha incansável caminhada no abismo da minha mente.
Dei o meu melhor nos meu piores momentos e no final fui consumido por isso.
Então sou carregado para longe, enquanto te escrevo mais um poema. Um poema que não será lido, não será conhecido, não será entregue...
Só mais um que ficará perdido para sempre, jogado em meio ao entulho do meu coração. Esquecido ali, continuará a causar-me danos, dissolvendo vagarosamente as palavras por mim escritas.
Para nunca me esquecer da sensação que é ter meu coração partido.
Era um brilho viciante que se manifestava de forma sutil, atraindo-me atenção. Não me deixava contemplar outras belezas, era a primeira vez que me sentia instigado a adentrar no desconhecido. Faria tudo pra alcançar aquela magnífica visão...
(...)E naquele pequeno universo de astros desconhecidos pude correr entre as estrelas e me inundar na imensidão daquele espaço que me mantinha aquecido e livre. Me sentia finalmente como alguém que acabara de encontrar o seu lar...
Aquele lugar não era meu lar e eu precisava sair dali, mas ainda cego permanecia. O que eu achava ser luz, era um mar de escuridão. E quando a senti, era tão densa que chegava a ser palpável. A inalei e quase sufoquei. Fui arremessado brutalmente num poço que parecia não ter fim. E caía como que em câmera lenta, vendo aquela saída cada vez mais distante.
Com um nó na garganta não conseguia pronunciar uma única palavra.
(...) Já não tinha mais forças para continuar me debatendo e fui levado pra longe por aquela maré de incertezas e solidão. Talvez só estivesse cansado de nadar contra ela, então deixei aquele lugar para nunca mais voltar.
JULGADO PELO UNIVERSO
By: Harley Kernner
.
.
Fiquei confuso quando percebi que o sol não tinha o mesmo brilho, a lua todas as noites desapareciam depois das dez, e só tinha estrelas do lado do norte, tudo isso me deixou confuso, caí ao chão com mãos e pernas atadas, e entrei em prantos.
.
Foi aí então que percebi que eu estava sendo vigiado pelos planetas, preso por suspeita de amar demais uma menina, que nem mesmo o universo tinha conhecimento da sua existência. E ali estava eu julgado pelo universo, o sol era o advogado de acusação, a lua era o promotor de justiça, implacável, até acusou-me de ter perturbado os seus cochilos nos silêncios das madrugadas, e pior que ninguém quis advogar em meu favor.
Naquele momento eu estava sendo julgado, não porque eu era o único cara, negro, e analfabeto que escrevia poesia, mas sim, por escrever poesias a um amor que ainda não tinha sequer nascido, e as minhas palavras torturavam, os seus corações, como se todo o universo fosse humano.
Mas eu sabia que não era eu que escrevia, mas sim o meu próprio coração, que as escrevia para outro coração… E o meu silêncio foi para defender o meu coração, e para não sacrificar minha alma...
.
E lá estava o universo no seu momento de silêncio analisando os meus passos de poeta, para descobrir de onde eu tirei tantas palavras lindas e loucas de amor, e se eu tinha invadido o dicionário de um coração alheio, ou se era eu, filho unigênito da solidão!
.
E de repente eu quebrei o silêncio em minha própria defesa, e lhes perguntei: "se eu fosse julgado culpado, qual será a minha sentença?"
E o universo, respondeu-me: "não escreverá mais poesia, não poderá mais sonhar com um amor feminino, nem senti o seu perfume, e se não obedecer, então ficará preso em seu próprio coração, mas, se for inocentado, terás uma nova oportunidade para escrever uma segunda história de amor, agora com suas próprias palavras opacas e analfabetas, e a lei do universo te apresentará uma nova versão de MARIA ALICE, e você serás tu um arquiteto de poesias, os olhos dela será como uma biblioteca de lindas palavras singulares."
E disse-me mais:" Seu rosto, será para te uma nova aliança de inspirações, sua caneta terá tinta de respeito, e não usará folhas de papéis, mas escreverás em seu próprio coração, e entregará, para ela ler cada poesias, no silêncio da sua alma." Ainda que você escreva poesias, inspiradas nas curvas do corpo de um universo repleto de inocência, e amor, ou mesmo no brilho do seu olhar, e entre os seus lábios, você nunca esqueça de respeita-lha com a menina dos olhos de Deus.
♡
♡
Essa será a sua segunda história, e estará disponível na luminosidade do universo, na galeria dos simples, como o único poeta leigo, que incomodou o universo, e o mesmo julgou-o por escrever lindos verbos, desconhecidos das gramáticas universais, e conquistando elogios da única estrela diurna com brilho permanente, e luz própria, "Maria Alice, sua estrela eterna.
.
.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escritor Particular
Poeta Sem Livros
Viver para agradar e conquistar seus objetivos, seus anseios e não para agradar os outros.
Cada pessoa que tentamos agradar, uma parte de nós ficará esquecida.
A tristeza.
Segundo os religiosos a tristeza é um sentimento passageiro pois ele não dura para sempre.
Segundo os astrólogos, a tristeza é um período turbulento e de baixa energia oferecida pelos astros.
Para mim, "que não sei nada"a tristeza é o contrário de felicidade.
Para a ciência a tristeza é uma emoção básica, que sentimos por causa de situações negativas.
Para Spnoza a tristeza atua na força de existir e agir. Passagem para o estado de menor potência de si mesmo.
Quem está certo?
Provavelmente todos, "menos eu".
Mas se sentindo neste estado é de extrema urgência que se vá em busca da felicidade! E você descobrindo o seu lugar não recue!
Viva bem...
Seja um poeta todos os dias para escrever sua história e, não gaste as suas linhas em branco com rabiscos. Faça cada dia valer a pena
A leitura não é apenas o consumo de dados, mas a arquitetura silenciosa que amplia os horizontes da cognição, transformando o vocabulário em percepção e o silêncio na voz do próprio intelecto.
Fé
Nada sou, se não acreditar que posso ser,
sem acreditar no meu punho, sem ter fé.
Nada sou, se não acreditar nos sonhos meus,
sem crer que minha força é capaz de ser.
Nada sou, se não ver a alegria nas manhãs,
nas tardes, no entardecer, ao anoitecer.
Nada sou, diante da imensidão da vida,
sem ver a grandeza do grande Criador.
Nada sou, se não seguir adiante sempre,
se não levantar, sempre que cair.
Nada sou, se não sentir o amor, a emoção,
nas crianças, nos amores, nas paixões.
Nada sou, se não sei amar, acreditar,
sem perdoar, ajudar, compartilhar.
Nada sou, se não for humana sempre,
tentando a cada dia melhorar meu pensar.
Nada sou, se não sentir, se não amar,
perdoar, ajudar, receber, ou doar.
Moça
Estás presa em si mesma,
em memórias e dilemas.
Então porque não busca
agora, uma nova esperança?
Estás sem vida, moça agora,
onde esta o seu sorriso?
A felicidade que te cerca,
pode ser um paraíso.
Estás presa no passado,
um passado bem distante.
Fuja deste moça, agora!
Reencontre seu sorriso.
O passado que te cerca,
este não existe mais.
Fuja deste moça, agora!
e encontre outro rapaz.
Se é pra sempre não sei,
se for eterno, que bom!
Se meu futuro também é seu?
Sei lá! E se for?
Se for terei em mim a felicidade,
viverei eternamente o amor.
Se estiveres no meu futuro,
seremos cúmplices do amor.
Se continuarmos juntos,
não saberei mais o que é dor.
Poetizar...
É simplesmente
SENTIR, REFLETIR,
e EXPRESSAR-SE
sobre si e sobre
o mundo...
Não é inventar, é expressar
o que dentro d'alma esta.
Infância
Foi mágica da infância, da janela do meu quarto
não sabia assim tão bem , como era do outro lado.
Debruçada na janela, sempre sonhava um bocado
mas não sabia de nada, da vida do outro lado.
Tudo parecia tranquilo,
naquele meu imaginar,
pessoas boas felizes,
sempre vivia a sonhar.
A vida era dosada, luxo nem podia pensar
vestidos de seda, mamãe não podia me dar.
Sabia que existia, no meu inocente sonhar
só não podia tocar, muito menos usar.
Mas a vida era feliz,
eu conseguia sonhar,
os beijinhos da mamãe,
tudo podia amenizar.
Nada lá me faltava, tinha onde brincar
rua branca e macia, com areia para pisar.
Campinho de futebol, em frente meu lar
um lugar interessante, pra poder brincar.
Era linda,
minha terra,
meu cantinho,
meu lugar.
Um rio maravilhoso, onde eu podia nadar
com árvores frondosas, uma beleza de lugar.
Com margens enfeitadas, o rio sorria pra mim
eu com os pés na chão, ficava mais um "poquim".
Mas um “poquim” mamãe!
Eu sempre falava assim,
e acabava mergulhando,
banhando mais um "poquim".
A noite era alegria, a vizinhança à conversar
a meninada reunida, pular, brincar, gritar!
De repente aquela música, era do cinema
indicava que era hora, do filme começar.
As horas iam passando,
o povo ali conversando,
a meninada brincando,
e minha vida mudando.
Era menina morena, com pés no chão eu corria
simples assim era feliz, desse jeito eu crescia.
Cabelos negros ao vento, minha infância vivia
crescendo ficando mocinha, eu nem percebia.
Da vida da janela
à rua que eu conhecia,
brincando e sonhando,
eu mudava como a lua.
Saudades da terrinha, onde pude sonhar
de pessoas amigas, com quem pude partilhar.
Dos amigos de infância, das pessoas do lugar
do cheiro de terra molhada, era marca do lugar.
Anjo
Não, ela não é santa
Ela tem seus defeitos
É mulher vaidosa
Bonita também
Às vezes fica zangada
É firme às vezes
Mas também é amor
E seu amor...
Nunca se cansa
Ele nunca tem fim
Suas mãos são de fada
Corrige com carinho
Se põe de castigo
É também com amor
MÃE é assim
Um amor grandioso
Uma grande mulher
Que cuida com zelo
É grande guerreira
Não desiste da luta
Mães são terouros
Anjos aqui na terra
Que cuidam, que amam
São flores, da primavera.
Vestido branco
Não entendia o porquê, nem aceitava a distância
Apenas aguentava, com ar de quem não ligava
Mas a noite em meu leito, sozinha, me perguntava
Quando o verei? Por que se foi? Onde está?
Assim adormecia... ao amanhecer, os dias eram iguais
A saudade, sempre maior a noite, magoava a alma
Poucas boas lembranças, eu tinha, eu sei, mas doía
Por que comigo? Por que o meu? Por que doía tanto?
Poucos abraços, eu lembro, poucos afagos
Mas era meu pai, ausente mas era pai... ausente
Assim eu sofria, de saudades... sofria
Outras vezes a noite, não esquecia... jamais esquecia
Lembrava do vestido branco, lindo vestido branco!
Vestido que tanto queria, na verdade o que mais queria
Por que não podia? Por que eu não tinha?
Por que meu pai não podia?
Lembro então, que certo dia ganhei , o que mais queria
Um vestido branco, uma princesa ele dizia... princesa...
Meio sem jeito, reconhecia o carinho que nem conhecia
Agora feliz, de vestido rodado, eu era alegria
Menina franzina, de vestido branco ... sorria
E era assim, que aliviava-me daquela saudade.
Não nego
Não vou negar que está sendo difícil
Nem que será muito difícil sempre
Afinal, você está aqui, em mim... sempre
Afinal, esta não é a primeira tentativa
De tantas vezes que tentei não mais te querer
Percebi que não é assim que se acaba um amor
Com um simples querer...
O amor vai embora aos poucos, esvaindo-se
Até chegar ao ponto do vazio ser ser a única coisa que resta
Então, o amor vai-se para sempre ...
Por que então este aqui não foi? Não se sabe ao certo
Mas como disse, continuarei tentando
Talvez eu descubra que não seja amor
Seja apenas a minha loucura, minha insanidade
Porém, muitas vezes fiz esta descoberta
Descobri o quão louca eu era em relação a este sentimento
Talvez o amor seja isso...
Uma dose de loucura, que nos rouba, nos tira a paz,
Para depois devolvê-la nos braços do amor.
