A Inteligencia Nao se Mede
Beiradinho
Um amor bem enigmático
Não deixa de ser gostoso
É igual a prato aromático
Que se come e fica meloso.
Quem deixa de amar nessa vida
Não sabe o mal que está fazendo
O amor é que dá razão pra essa lida
Amar sempre é o que estou querendo
Que nunca se afaste de mim
Pois não saberia viver
Sou muito feliz assim
Amar-te pra sempre é o meu querer.
Palpitações
(Quadra)
Meu coração não quer prestar
Quando penso que estou bem
Ele se dana a querer pulsar
É um rabo de saia que lhe convém.
Ah, se eu soubesse cantar
Faria uma especial serenata
Aquela que não consigo conquistar
Enquanto isso é só bravata.
Não há perigo maior nesse mundo
Que as curvas do corpo feminino
Quem bem souber não vai fundo
É a maior fabrica de fazer menino.
Os poemas de minha musa
São de belezas incomparáveis
Por isso de mim não escusa
De lê-los e sempre saboreá-los.
Paixão é algo imprevisível
Às vezes até não se deseja
Mas o coração acha possível
Sofrer é o que não se almeja.
Mulher bonita não esquenta
Não dá confiança à tristeza
Basta rir que ninguém aguenta
Novo amor chega na moleza.
Não sei com outra dançar
Teu cheiro é que me inspira
Sinto como é bom te amar
És a minha mais linda lira.
Que seria de nós, se um dia
Não tivéssemos mais poetas
A tristeza roubaria nossa alegria
Viveríamos num mundo sem metas.
A saudade tem tantas formas
As mais incríveis da gente ter
Ela não nos ensina as normas
Pra gente não ter que sofrer...
O ciúme seguido de desprezo
Compara-se a crime hediondo
No amor não cabe tanto peso
Outros desse jeito se impondo
Quando a consciência está limpa, não há cama dura, e todo travesseiro é macio.
Para o justo toda noite é de paz e bom descanso.
Do que passou, podemos ter saudade, mas sentir falta, penso que não. Ainda que seja penoso. A vida é para frente, se ficarmos olhando pra trás, o tropeço é certo, pode até ser fatal.
Não há erro em proteger
o coração
de sofrimentos.
Todavia, se o risco
lhe for negado,
jamais saberemos
o que foi certo
ou errado
“E se minha hora não chegar?”
por Sariel Oliveira
Dizem que ser sozinho é bom,
Mas será que é mesmo?
Às vezes é paz.
Às vezes é só silêncio demais.
Eu gosto da minha solidão,
Mas tem dias em que eu queria mais…
Um amor pra dividir a vida,
Um filho ou uma filha pra chamar de meu.
Tô no auge dos meus 34 anos
E às vezes me pergunto:
Por que a vida não me deu ainda
Aquelas promessas de infância?
Eu queria ser um bom pai,
Como o meu foi.
Ter uma esposa linda —
Linda no jeito, no cuidado, no amor.
E hoje eu olho em volta e penso:
Será que eu sou o problema?
Será que sou estranho demais
Pro amor querer me habitar?
Mas tem tantos homens trans com família,
Com rotina, com afeto, com lar…
Talvez não seja minha hora.
Mas e se a hora passar?
E se a vida correr demais
E eu não viver nada do que sonhei?
Não é carência.
É medo.
Medo de morrer
Sem ter vivido de verdade.
Medo de não sentir o cheiro de um filho dormindo.
De não ouvir alguém dizendo: “Tô com saudade.”
De não dividir o domingo com uma mesa simples
E um amor sincero.
Tem dias que isso me sufoca.
Fica aqui, no peito, escondido.
Como um nó.
Não sei explicar.
Só sei que isso me habita.
E eu só queria, um dia,
Viver tudo aquilo que ainda não vivi.
“Engole esse choro, porque eu não vou fazer tuas vontades.”
Essa era a frase que meu pai dizia quando eu fazia birra. Na hora, doía. Me deixava triste, achava que ele estava sendo duro demais.
Mas hoje eu entendo… eu precisava ouvir aquilo.
Se não fosse por essa firmeza dele — e da minha mãe — eu talvez tivesse me tornado um homem fraco, mimado, esperando que tudo caísse do céu.
Mas não.
Eles me ensinaram a correr atrás, a não depender de ninguém, a levantar a cabeça e buscar o que eu quero com esforço e coragem.
Hoje sou grato.
Me tornei um cara emocionalmente forte, independente e ciente de que nada na vida vem de graça.
Obrigado, pai. Obrigado, mãe. Vocês me forjaram na realidade. 🙏🏼
