A Inteligencia Nao se Mede
Hoje a memória maltrata
E não há como fugir...
Não se foge da saudade
Não se esconde do sentir.
Mas há um alento guardado
Que ninguém consegue fugir
Se há o que lembrar com afeto,
Há também porque sorrir.
Quando a gente cresce
o nosso Natal mais parece
com uma triste maldição.
Não se finge alegria
nem se disfarça a saudade
que brota do coração.
E a festa do nascimento
se transforma em tormento
e chamam: confraternização.
Não gosto de fotos antigas
alimentam demais a saudade
deviam se apagarem com o tempo, terem prazo de validade.
Ser infeliz na infância
pode não ser um mal legado...
não se sofre tanto de saudade
nem se fica amargurado.
Se a lembrança não for boa
logo fica no passado,
ninguém gosta de lembrar
de ter sido mal tratado.
Mas se sua infância foi feliz
se tudo foi meio encantado
você foi o escolhido,
e pra sempre está condenado.
Quando as pessoas se vão...
e a verdade se apresenta
começa o seu martírio
e a saudade se alimenta.
Os dias parecem um calvário
nada importa sua vontade,
só as dores se ampliam
é a "sentença" da saudade.
Amor é eterna busca,
do que não se sabe se existe.
Amor é identificar e curar
mesmo diante da incerteza.
É a identificação e a cura do outro.
Apenas as casas da infância, por si só, não trazem saudade; é preciso que nelas, tenha residido a felicidade.
Gene Hackman
Ninguém bateu à sua porta
Sua amada, jaz morta,
Não presenciou sua aflição.
Era um retrato que respirava
Sua vida se desfiava
Sem Câmera, sem Óscar, sem Direção.
Tudo é tão insignificante ante a morte. E
não importa se vivemos por alguns minutos, ou por mais de cem anos.
Há uma paz imorredoura
que não se consegue explicar
uma alucinação "consentida"
difícil de interpretar.
Experiência diária
delírio particular,
mostra de realidade
desejo de sempre pulsar.
A direção, não se conhece
a viagem é particular...
não há bagagens, ou malas
nem estação aonde embarcar.
Vc é seu próprio destino
o único a viajar...
se há uma hospedaria?
Ninguém nunca, voltou de lá.
Os grandes, os nobres de pensamento, só encontram amparo em seus semelhantes. Não esperam sintonia de mentes medíocres.
Não é o banal, que me agiganta
nem o corriqueiro, que min'alma guia.
Mas o vendaval, que explode em mim,
e essa vontade voraz, que nunca me sacia.
Não são minhas tristezas que me matam,
nem minhas angustias ou frustrações.
Não são meus medos que me atormentam,
nem meus pecados ou contradições.
Mas a certeza da saudade que não tarda, inevitável ao coração.
E o observar dores alheias impotente, estático como um cão!
Não comemoro frivolidades,
nem me deleito com elogios,
renego seres supérfluos, previsíveis...
cultivo a realidade sem floreios,
nela encontro algum sentido.
