A Inteligencia Nao se Mede
Quando os representantes do povo tornam o parlamento do seu País um centro de recreação, não há estranheza possível, em como a vida do povo continuará a galgar para miséria.
Os nossos movimentos de libertação nacional, não são apenas importantes para os seus membros integrantes, são a parte importante da nossa história, embora muitas vezes discordante entre os seus protagonistas, fazem de nós o País que hoje conhecemos e, que aprendemos a amar.
O valor da nossa independência não está apenas na celebração deste grande dia, está no desarmamento das mentes e dos corações de cada um dos angolanos, que sob a alegria de ser livre, não dá importância ao nome ou a cor partidária, mas, ao sentido patriótico de ser ANGOLANO.
Os combates enfrentados a cada dia em que vivemos, não devem significar o fim da nossa vida, têm antes de simbolizar, o início de uma nova luta que nos levará a alcançar a vitória.
Os vencedores não baixam a cabeça em meio a pressão, pois, as pressões da vida nos amadurecem, ainda que pareçam punição pela nossa condição de meros mortais e exímios pecadores por natureza.
O amigo não nos pode ver cair e nos deixar estar estatelados no chão; deve nos dar a mão e nos ajudar a encontrar forças para trilhar um novo caminho, ainda que o novo caminho, seja tão somente o mesmo, que depois de refeito, se torna mais suave para ser trilhado.
Se a agricultura é a base do progresso de um Estado, porque não atribuirmos aos jovens parcelas de terras férteis, para que possam usar de forma mais eficaz a sua energia, trabalhando a terra, gerando emprego e fomentando a agro-industria, ao invés dos Governos permitirem que estes gastem a sua energia em manifestações.
As políticas que propalam a experiência como base para se ter acesso a um bom emprego, não são as mais consensuais, pois, ninguém nasce com experiência na fala ou a andar, mas, com o tempo todos aprendemos a falar, a andar e até a pensar com coerência.
Aprendemos a defender a nossa pátria com o coração e com a razão, por isso, não podemos atinar em jogos de interesses alheios, de cujos fundamentos desconhecemos, pois, devemos colocar a razão em primeiro lugar e só depois deixar vir ao de cima o nosso emocional.
Os anseios da juventude não são compatíveis com a dinâmica empreendida pelos Governos, por isso, a melhor forma de reduzirmos a ansiedade dos jovens face ao seu desejo de afirmação, enquanto seres socialmente úteis para a Nação, é dar-lhes condições sociais possíveis, para que se sintam valorizados.
A mulher é um segredo que não se revela, é uma chama acesa que não se vê, mas, que aquece com suavidade o mundo frio dos seus filhos, purificando com candura o seu lar e tudo o que está a sua volta.
Celebrar o dia do pobre me parece mais uma aceitação a uma condição tão vil e não conformadora quanto a miséria, portanto, o 15 de Novembro não tem razão de ser, pois, seria o mesmo que celebrar o dia dos ricos.
Quando os jovens de um Estado, não se assumem como elementos fundamentais para o desenvolvimento social, cultural, político e econômico do seu País, estes jovens são meros espetadores do declínio da sua Nação.
Muitos jovens clamam por um emprego, mas, na verdade, muitos não querem sequer trabalhar, querem apenas ganhar um salário no final de cada mês, sem sequer saber justificar o motivo por que ganham tal remuneração.
Quem não sufoca ao passar pelo deserto solitário do seu coração, não tem a pureza da sua mente a vaticinar sobre a vida.
A nossa mente é o nosso maior confidente, mas, não consegue guardar um segredo que seja, a capacidade absorvente do coração.
Um silêncio que nos traz histórias que vivemos sem tempo, mas, que nos recolhe para um tempo que não vivemos e ainda assim, reivindicamos dizendo ter sido bom, quando nem sequer importância demos a nossa infância.
O amor institui regras de vivência e convivência, quando estas regras não são cumpridas ou apenas um dos consortes do amor as cumpri, este sentimento tarde ou cedo conhecerá o fim, mesmo contra a vontade das partes.
Sobre pequenos passos, damos largas a nossa imaginação, embora não encontremos tudo o que desejamos na vida, ainda assim nos contentamos por amar, mesmo não sendo nós eternos.
A dor não é uma censura para o nosso coração, é apenas a força sublime dada a nossa mente, que nos transforma em seres melhores e mais bem talhados para enfrentar as adversidades da vida.
