A Inteligencia Nao se Mede
Eu sabia
ontem! uma vontade de te ver quase que me asfixiava a alma,
nao consegui caracteriza-la como nostalgia ou saudade, nao esforcei minha mente muito menos a alma.
mas eu sabia,
sabia que no luar tudo estaria mais claro,
e que o cintalar das estrelas tornariam evidente, se aquela vontade ferroz que me devorava alma era voce a remitente.
era uma vontade ambigua, insana,
que me tirava de mim e arastava-me para teus seios me embriagava com teu cheiro e me enlouquecia de desejos.
eu sabia,
sabia que, onde quer que estivesses
quando o teu pensamento endesejado encontra-se o meu,
nos amava-mos, nos amava-mos, nos amava-mos, e step-by-step eu sabia q nos amamos!
by: tom K!SS
Loucura?
Sabe o que é loucura? Loucura é uma pessoa lhe dar todos os motivos de que não quer você e mesmo assim ainda querê-la. Loucura é tentar dormir todas as noites sabendo que essa pessoa está bem sem você e que não fazes mais parte da vida dela. Loucura é tentar imaginar essa pessoa com outra, porque pra você ela ainda é sua. Loucura é permanecer amigo dessa pessoa sabendo que nunca mais irá beijá-la e fazer coisas que apenas amigos não podem fazer. É loucura gostar de quem não gosta da gente, de quem simplesmente decidiu se afastar de você e que para ela já não importa mais te ter do lado porque para ela você é só mais um agora que faz parte do passado dela. É loucura saber que essa pessoa agora está dormindo tranquilamente e você aí ainda pensando que ela pensa em você, quando já tem a certeza que não, mas se dá o benefício da dúvida. É loucura eu escrever esse texto em segunda pessoa tentando enganar minha pessoa para lidar com a dor da minha perca, afinal, talvez nada disso seja loucura, e sim, o fruto dessa saudade que é apenas um conflito entre razão e emoção, um conflito em que a razão está certa, mas quando o assunto é ela, a emoção sempre fala mais alto.
Luz
Ela não era daquelas garotas perfeitas e havia coisas do passado dela que ainda a assombravam, mas ela é como aqueles dias em que o céu está nublado mas mesmo assim vemos a luz do sol brilhar, assim era a sua vida, como uma espécie de mal que não permitia a luz dela brilhar, mas ele tinha a capacidade de enxergar a luz através desse mal. Ela ficava impressionada com a maturidade dele quando se tratava dos problemas pessoais dela, ele sempre disposto à ajudar, independente do trabalho que desse. Ela era tudo pra ele. Um dia eles foram passar a noite juntos e tudo mudou depois dessa noite na vida dele, se sentia mais apaixonado por ela do que nunca. Depois de muitos beijos e abraços numa noite que ficaria para sempre eternizada na mente e no coração dele, eles decidiram ir dormir, e ao acordar junto dela, agarrado naquela rede e com o sol à nascer ele percebeu que todos os cientistas estavam errados. A luz do sol é apenas um reflexo do brilho do sorriso dela.
MURMÚRIOS
Quantas frases buscadas e não ditas
As mais rebuscadas nem sempre as “benditas”
Palavras e desencontros por aí perdidos
No silêncio clamando como mendigo
Um abraço sincero em forma de abrigo
Apelo não dito que só pode escutar
Aqueles que amam sem nada falar
Sentimento profundo no infinito lançado
Quieto, calado, querendo bradar
Maturidade: abafa esse grito do peito
Bem desse jeito murmurando baixinho
Não perde a esperança de encontrar sem razão
Alguém lhe escute a voz do coração!
SIMPLESMENTE COMPLEXO
Não raras vezes, busca-se a solução de coisas simples alegando complexidade.
Onde está a complexidade afinal?
O homem, bem como seus inevitáveis relacionamentos – afinal seres gregários - adquire complexidade com o passar do tempo...
Quando crianças: sentem, falam, brigam e choram abertamente e, dificilmente, se ressentem.
Acredita-se que complexidade é um somatório de coisas simples que vão se acumulando.
Acumulando, por deixar de fazer ou fazer outras tantas...
Quando se deixa de fazer coisas ruins é sinal positivo. Quando se faz coisas boas a mão de direção é a mesma.
Entretanto, quando se deixa de lado a simplicidade e passa-se para uma complexidade com mão de direção contrária, comissiva ou omissivamente, aliás, um caminho natural na atual “modernidade”, envolve-se num emaranhado de situações que tornam pessoas produtos de um meio que nem sempre é o ideal.
Forjado mais pela matéria e menos pela alma.
As relações de família, de amor, de alegria, de tristeza, são “estados de espírito” que devem ultrapassar os chamados 5 (cinco) sentidos.
Devem ser “simplesmente” sentidas. Muito melhor que discutidas... Quem ama: sente...
A chamada “intuição”, já cantada pelo poeta Osvaldo Montenegro, é algo que supera os limites dos vulgares sentidos...
Aquela que grita, vê, ouve, é oxigenada pelo silêncio e degustada pela alma.
“Metade de mim é o que eu grito e a outra metade é o silêncio” (“Metade” – Osvaldo Montenegro).
A complexidade, criada por nós mesmos, é tão dissimulada que implica em buscar culpas quando os sons, paisagens e os ventos não são aprazíveis a todos.
Dentre essas culpas, temos “n” motivos para as dificuldades de trabalho, de família, de relacionamento, de tudo...
De comum, é que quase nunca conseguimos, socraticamente, voltarmos para nós mesmos e assumirmos algumas responsabilidades.
Abaixem-se ou aumentem-se os volumes, busquem-se novas paisagens, sintam-se o prazer da brisa e descubram-se belezas, até mesmo, das tempestades...
Os ritmos são vários: samba, pagode, mpb, funk, hip-hop, eletrônica, rock etc. Sem hipocrisia, busque-se algum sentido em todos, com raras exceções que aqui se permitem ao autor destas palavras, com relação aos ritmos que provém menos do homem e mais da máquina...
Ainda assim, respeite-se quem os “curte”...
Esse é o tempero da vida!
“Eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar”... (“No Ritmo da Vida” - Wander Wildner).
Isso mesmo, “ritmo”, do grego “Rhytmos”, que designa aquilo que flui, que se move...
Viva o camarão, viva o bife de fígado... Viva o respeito aos mais diversos gostos... É na diversidade e no respeito a ela que se pode crescer...
Sem disfarces: fluam-se as alegrias e também as tristezas... Busque-se mais aquelas, sem deixar de tentar compreender estas... Que graça teria se tivéssemos sempre o mesmo ritmo...
Embora não seja muito adepto das ciências frias, sempre é bom aferir em que mão de direção se está seguindo... Quais são nossos saldos?
Que “patrimônio”, verdadeiramente, temos? Dinheiro, carros, viagens, imóveis?
Tudo isso é salutar, nunca esquecendo que a segurança econômica está longe de ser a segurança de felicidade. O que, repita-se, não quer dizer que sejam “seguranças” contraditórias.
A solidariedade seria uma boa resposta, fazer mais ao outro do que se faz a si próprio... Pensamento interessante, mas, também, necessariamente, complexo! Fazer aos filhos, fazer à família, fazer ao trabalho, fazer...
Todos os “fazeres” são assertivas positivas, se é que se possa imaginar o contrário...
Porém, mantenha-se, constantemente, buscando racionalizar um pouco dessa complexidade e volte-se para os segredos da simplicidade. Nem que isso signifique a “árdua” tarefa de voltar-se a si mesmo e, não raramente, assumir uma vulgar pecha de egoísta.
Pode-se deslocar, rapidamente, para qualquer lugar do mundo sem que se vislumbre as suas belezas, caso se esteja, como diz a moda, com a visão monocromática sob “mesmo tom de cinza”!
Assim como culpamos, também seremos, constantemente, culpados...
Que isso não sirva de motivos para mitigar qualidades ou supervalorizar os defeitos – de quem quer que seja - mas que sirva de uma sincera reflexão...
Voltando às ciências frias, com seus resultados exatos, poder-se-ia ponderar que, em vários itens, as operações resultem no vermelho, mas, nunca, nunquinha, deixar dúvidas ou saldo negativo sobre a sinceridade de propósitos, especialmente, na busca de aperfeiçoamento humanístico.
Para isso, todavia, não, necessariamente, tenha-se que trilhar num sentido indicado por alguém, nem mesmo por aqueles que mais amamos.
As sentenças já devem estar prontas! Especialmente, as condenatórias, às quais, se acaba, paradoxal e indissociavelmente, como cúmplices, vez que somos sujeitos ativos e passivos de nossas próprias condenações.
Para encerramento, vai-se parafraseando, triplamente, o mestre Osvaldo Montenegro: “Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos, de rostos serenos, de palavras soltas eu quero a rua toda parecendo louca, com gente gritando e se abraçando ao sol (“Sem Mandamentos”), “sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não... sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão...” (“Intuição”); “e que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade também” (“Metade”)!!!
BIRUTA
Tudo perfeito
Não fosse esse jeito
Da solidão do vazio
Gigante e esguio
Sol lindo que arde
Na sombra um aparte
Com a brisa uma parte
Daquilo que falta
Sopro de alma pura
Mantém a esperança
Daquela ternura
Que justifica e empurra
A vida pra frente
Silêncio carente
Que o mar nos indica
A prece que grita
Um acaso exigente!
FUTURO DO PRETÉRITO
Vizinho passado
Tão perto e tão longe
Não sabes que esconde
Um futuro minguado
Tão lindo e esperado
Meio sindrômico
Crente não vês
Um sonho só teu
Já dizia o poeta
Sozinho não segue
Pra virar realidade
Viril cumplicidade
Virtude tão cara
Que a muitos separa
Tão bela: tão rara!!!
MANIQUEÍSMO
"Zeus": não é ele!!!
Empatia é bem
Vaidade é mal
Ponto final
Passar a limpo
"deuses" do Olimpo
Emergência acertada
Gente afetada
Feito rascunho
Vivo testemunho
Certo e errado
Elegendo culpado
"grande" medida
Humanidade ferida.
BARULHO
Hoje acordei zonzo
Com o barulho do mundo
Não escutei ferramentas em orquestra
Para um firme propósito
Socorro!
Também nem sabia que o ócio berrava!
E lá “ele” estava
Nada fazia, tudo julgava
Cruel diapasão
A si perfeição
Ao outro afinando
Eram gritos esganiçados
Desmedidos
De arrancadas e freadas inopinadas
Correndo, parando
Seguindo gritando
Entre nota e outra
Segue apontando
Aos outros bradando
Aquilo que “é certo”
Tormento, lamento
De tudo se escuta
Onde andas labuta
De luta diária
Sutil salafrária!
Oh errante caminheiro
Deixe de lado o vespeiro
Segue teu sonho
Com tua batuta regendo
Os dentes rangendo
A ti não pertencem
O julgamento prossegue
E tua sentença bem sei
Mais cedo ou mais tarde
Em tamanho alvoroço
Corpo judiado
Com espírito moço
No silêncio da alma:
Tua coroa é o esforço!!!
CORPUS CRÍTICOS
Hoje acordei com vontade de escrever um pouco (mas pouco mesmo).
Talvez não devesse porque, geralmente, o silêncio é mais sábio e mitiga os riscos de alguma inconsistência.
Mas, afinal, viver é estar constantemente em risco: de adoecer, de morrer e até – pasme-se – de acertar!
Num mundo onde temos uma tendência, talvez natural, de olhar mais para o externo, de julgar, de lançar palavras, de vociferar o que quer que se escute, onde a radioatividade ganha força se o “veneno” for bom, deixando raquítica nossa autocrítica e socrática análise! Pego “aqui carona em fragmentos de um princípio paradoxalmente singular e coletivo - TODOS SOMOS UM SÓ:
“Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Ansiamos amar o próximo,
Mas não amamos a nós mesmos.
Percebo Brahman em tudo,
Mas não percebo a mim mesmo.
Percebo tudo o que está fora,
E não o que está dentro.
Somos todos um só,
E fragmentos de nós mesmos.
Não aceitamos nossa arrogância,
Não aceitamos nosso orgulho,
Somos vários em nós mesmos. [...]”
Pois bem: comungamos o pão e o vinho neste plano terreno, representações simbólicas, respectivamente, da matéria e do espírito!!!
Sob tais aspectos, aliás, poderia dizer que minha nutrição espiritual estaria em alta!!!
Brinco - em verdade brindo - porque o bom humor auxilia a desarmar os espíritos!!!
Brincadeiras à parte, bem verdade que tanto corpo como a própria vida moderna dependem, em alguma medida, da matéria: seja para a sobrevivência física ou mínima dignidade social.
Várias vezes ouvi que homem de barriga vazia não tem liberdade.
Não discordo!
Mas homem com espírito vazio também não!
Respeito quem discorde!
Tenhamos nós maior ou menor riqueza – na dupla simbologia dantes reportada – o fato é que devemos buscar o aperfeiçoamento e este só abrirá caminho quando sentirmos, SINCERAMENTE, necessidade de nos fazermos seres melhores.
É sabido que ninguém é o dono da razão, porém, não é apontando às imperfeições alheias que acharemos uma justa medida para a evolução!
Faz-se necessário focar naquilo que depende de nosso próprio empenho e que também está ao nosso alcance realizador.
Lugar comum, mas sempre olvidado, as realidades são feitas das conquistas de pequenos sonhos e, salvo raras exceções, vão se assomando conforme a escalada que torna todo esforço enaltecedor.
Foquemos os “olhos” MAIS para estendermos as mãos e muito, mas muito, MENOS, quando for para ceder às tendências sorrateiras do julgamento hipócrita, geralmente, daqueles que não têm a mesma coragem de “arriscar” empreitada alguma (certo que aqui já me traio com uma capa preta)!
Miremo-nos mais nos bons exemplos, exaltemos as virtudes, rendamos graças à vida e à capacidade para buscar a compreensão de que estamos – TODOS - unidos de alguma forma, sendo que o que fazemos - de MELHOR ou de PIOR - acabará por refletir-nos de algum modo: como um farol ou nos cegando!!!
Encerra-se mais esse devaneio que se espera tenha valido a pena aos corajosos leitores, parafraseando o Livro mais “vendido” (isso é outra história) no mundo:
“O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? Acaso o pão que partimos não é nossa participação no Corpo de Cristo? Como há somente um pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos do mesmo pão” (1 Cor 10, 16-17).
Enfim, reflitamos e transformemos nosso “Corpo Crítico” em “Corpo Autocrítico”!!!
VAIDADE
No auge de tua beleza
Talvez você não veja
E até possível não sinta
Uma maquiagem que pesa
Que num futuro se desminta
Muito pouco à alma agrega
Vai ao chão casca formosa
E o efêmero fica ao vento
Sobram riscos grosa do tempo
Lição exemplar da natureza
Com sua formosura na leveza
Que aproveita seus momentos
Da raiz vem sua essência
E independente da aparência
O seu cerne vem de dentro.
PRESCRIÇÃO
No teu repouso
Observo e não ouso
Exigir mais de ti
Quem me dera existir
Alguém não desistir
Firme em insistir
Num amor de plantão
Prescrito com paixão
Pra acalentar o coração.
RECONSTRUÇÃO
Trepidante terremoto
Não me faz perder o foco
Pé no chão eu te suplico
Em tua força eu convoco
A firmeza de estar vivo
Mais atento ao alicerce
Invocado em minhas preces
Argamassa lá de cima
Sustenta fé inabalável
Não te peço menos ruínas
Ensinamento inefável
Das cinzas à obra prima.
E DE PEITO ALERTO
E lá se vem mais um aperto
E não adianta mais conserto
E parecia estar tão perto
E fico aqui boquiaberto
E insistindo em estar certo
E caminhando no deserto
E a navegar em mar aberto
E um coração a descoberto
E num futuro que é incerto
E sigo aqui de peito alerto!
BANDEIRADA
A vida é uma largada em que não temos o domínio sobre a bandeirada final! Mesclar controle, estabilidade e arrojo faz parte do que se pode fazer no percurso! Que possamos deixar marcados muito mais os rastros dos bons impulsos do que algum tropeço!
SURPREENDE
O verdadeiro homem entende
Que pela vaidade não se prende
Aquele que muito se defende
É comum que ao outro recomende
E talvez nem a si próprio emende
Muita Força e Luz pra quem aprende
É no silêncio que bem se empreende
Evolução que ao vulgo transcende.
