A Inteligencia Nao se Mede
Separação.
Quando me olho no espelho
Não o vejo na minha cama
Agora é outro que está na minha frente
Que não mais me ama
Dizendo elogios para se despedir
Crente
Que esquecerei dos seus
"Para sempre"
Para que tanta elegância
Para se arrancar das minhas flamas
Doravante fica comigo
Se eu sou perfeita de corpo em chamas
Facilita a minha indiferença
Não me elogie, apenas demonstra
O teu defeituoso ardor
Acabe com minha alma densa
Faça eu odiar o momento presente
Pode sair agora, já se foi o tormento
Hoje não mais me lembro
Da sua presença
Na minha frente
Tua falta faz eco, cê sabe
Reparta comigo essa dor da saudade
Saudade não tem tradução
Um beijo é só um beijo, entendeu? Tem a importância que você deseja dar. Pode não significar nada... ou pode mudar tudo.
Quando uma mulher precisa implorar para um homem não ir embora, é porque ele não tem interesse em ficar ao lado dela.
As palavras funcionam como imagens e não simplesmente como letras.
A morte não estava em morrer, e sim em perder a esperança. A morte é a incapacidade de sonhar.
O importante não é que eu veja beleza nos muros ou nas estradas do oásis; o mais importante é que eu encontre beleza nas pessoas e na vida das pessoas!
Não desejamos a morte a alguém a fim de vê-lo sofrer, e sim para testemunhar seu desaparecimento. A presença de alguns é pesada e amarga.
Não sei como explicar isso. Mas partir fixa o tempo, porque quem parte deixa de envelhecer.
É porque a necessidade do lugar não é exatamente a necessidade de voltar para ele, mas sim de mantê-lo brilhando no espírito, onde ele terá seu refúgio e nós também.
Os amigos dos casais divorciados tornam-se bolas de futebol: não se sabe na rede de que time vão entrar.
Ninguém tem saudade do passado a não ser os que foram decepcionados pelo presente.
Eu não estava familiarizado com a infelicidade que a sabedoria traz. Ninguém me disse, ninguém me ensinou que a gente perde o que dá: perde e paga caro por isso.
Não confie nas coroas nem no brilho do mundo enganador, o vento do outono soprou para longe o chapéu de muitos sultões.
Não se pode morrer com os mortos; o luto é uma coisa, a fome é outra, não deixe a dor lhe consumir, devemos continuar vivendo.
Estávamos apaixonados? É isso que chamam de amor? Se for, é um tanto cômico, não?
Já não escrevo poemas. É impossível transformar pessoas em poemas, elas são um tema muito vasto para a poesia. É assim que eu penso na poesia, na arte neste momento: um profundo poço cheio de pessoas.
