A Gente Aprende com as Decepções
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado não sei.
De nada me serviria sabê-lo
Pois o cansaço ficaria na mesma,
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto –
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma tranquilidade lúcida
Do entendimento retrospectivo...
A gente sempre sabe quando o fim está próximo. Quando já não é mais possível adiar. Quando a estrada já não permite que sigamos em frente. Nada além de um novo rumo, um novo capítulo da história. Já não é mais possível fazer curvas, retornos, nada mais nos prende ali. Não há mais argumentos que justifiquem a nossa permanência. A não ser o medo. O medo do novo. Do incerto. De tudo aquilo que tira a sensação de segurança do peito. De tudo aquilo que parece não ser firme o suficiente para que nós mergulhemos de cabeça. Todos que me veem me enxergam como a pessoa mais bem resolvida do mundo. A mais decidida. A que encoraja a todos, a que estimula a cada amigo ou conhecido a ir além dos seus próprios limites, sair da zona de conforto, não ter medo do escuro, do que ainda não se pode saber se vale a pena insistir, persistir ou desistir. Mas de perto, olhando assim, em zoom, eu não passo de mais um desses seres humanos meio perdidos, tentando saber qual é o seu lugar no mundo, por onde preciso ir para chegar onde quero ou se tomo meia dúzia de decisões irrevogáveis que mudarão o meu destino para sempre. Se você me perguntasse hoje, neste segundo, a queima roupa, o que me prende, eu diria – o medo. Em contrapartida, tenho tentado me aproximar cada vez mais de tudo aquilo que não me impede de bater asas. De voar. De ir além. Mas, ridiculamente, eu não saio do conforto e da segurança do chão. Eu não bato as tais asas que sinto prenderem, que sigo procurando espaço suficiente para abrir. Vivo a dualidade de um passarinho que sonha em conhecer o mundo, tem a porta da gaiola aberta, mas não se move. Não sai do lugar. Eu só não queria ter tanto medo. Queria que alguém me jurasse, me prometesse que tudo vai dar certo, que não vou me arrepender do próximo passo, que não preciso do que é mais cômodo e menos feliz, só por não ter certeza se a vida vai me sorrir de volta ou vai me receber com uma porta na cara e um aviso de – volte mais tarde. A gente sempre sabe quando o fim está próximo. Quando já não é mais possível adiar. Quando a estrada já não permite que sigamos mais em frente. É como aqueles jogos de videogame que a tela te empurra para frente e te obriga a enfrentar todos os vilões, todas as dificuldades que surgirem pelo caminho. Mas repito – tenho medo. Se você me perguntasse hoje, neste segundo, a queima roupa, o que me prende a este presente que já não me acelera o coração, não me faz feliz, não me faz bem, pelo contrário, me suga, me sufoca, me maltrata, me maldiz, me adoece, eu diria – a falta de coragem. Vivo a angustia de ser um passarinho com sonhos do tamanho do mundo, com a oportunidade de realizar, ao menos por ora, pequenos feitos, mas que não se move. Não sai do lugar. Por medo de que só a vontade de ser feliz não seja suficiente para ser.
Acreditamos no amor perfeitinho, mas o amor que mais mexe com a gente é o amor bandido. Aquele que te afasta por vezes de quem se ama e te judia! Aquele que é cheio de erros e falhas de ambos. Aquele intenso cheio de lembranças que não morrem. Que te faz odiar a pessoa por segundos e a ama-la pela vida inteira. Aquele amor que sempre faz a gente encontrar um motivo para estar junto novamente. Que faz a gente se perguntar por que não estamos com a pessoa amada se a amamos. Mas quando esse amor nos encontra é pra mostrar o que é amar! Faz sofrer, faz chorar, faz prometer nunca mais olhar ou falar com ela (e) e no mesmo segundo querer estar novamente naqueles braços. Magoa e quando usamos a razão na mesma hora decidimos não voltar atrás, mais aí o coração manda e a razão obedece! Eita amor bandido esse nosso. Tá na hora da gente prender ele pra sempre em nossos corações, deixar o tempo curar as feridas e não perder mais tempo, porque te amo e você me ama, te quero e você me quer e já não consigo disfarçar! Sei, os outros vão falar que é loucura mas é preciso ser louco para viver de verdade e quando estamos juntos o mundo é você e eu, meu amor!
A vida de ninguém é um mar de rosas sempre. A gente tem altos e baixos, faz parte do dia a dia das pessoas. E tudo bem, sério, tudo bem. Mas não dá pra deixar a peteca cair ou se desesperar. Se dá para resolver o problema, vamos arregaçar as mangas, tentar dar o nosso melhor e resolver. Se não dá, paciência. Não dá pra perder o sono, ganhar rugas e marcas de expressão. Vida não é sinônimo de complicação.
Não gosto de gente metida a santa, não gosto de gente hipócrita, não gosto de gente politicamente correta.
Eu gosto de gente que tem a coragem de dar a cara a tapa, gosto de gente que assume suas qualidades e principalmente seu defeitos, que toda manhã se veste de si mesmo e diz ESTA SOU EU.
Gosto de gente assim como eu.
Não é porque as coisas são difíceis que a gente não arrisca, é por não arriscar que elas se tornam difíceis.
Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo. Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine. Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo. É assim pra todo mundo. Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio. Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro. Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Respeite os mais velhos. E não espere que ninguém segure a sua barra. Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Nota: Texto narrado por Pedro Bial e lançado no Brasil em 2003. É uma versão traduzida de “Everybody's Free to Wear Sunscreen”, que teve por base a coluna "Advice, like youth, probably just wasted on the young" escrita por Mary Schmich e publicada em 1997 no Chicago Tribune. Em 1997, o diretor de cinema Baz Luhrmann criou uma versão musical do texto.
...MaisE que nunca me falte
a boa música, gente divertida, o som do violão,
a moda caipira juntando a família,
o cafuné pra dormir e tentadores desafios.
A gente paga um preço pra ser feliz .
Desapegar de tudo que já te fez sofrer, ter coragem...
Vencer seus medos e não desistir principalmente de Você.
Por mais que a gente se sinta seguro, a vida nos apresenta seus descaminhos. Nossas escolhas são fundamentais, para um "final feliz". Ninguém está aqui apenas pensando em viver por viver, e assim colhendo para si, resultados aleatórios. Temos um objetivo para nossas vidas. Ninguém é tão grande, que não sinta o desejo de aprender, e nem tão pequeno que não saiba ensinar. Estamos aqui, para sermos úteis. Somos aprendizes. Chegará porém, a hora em que precisaremos por em prática as lições, que aprendemos na vida. Não estou falando de pessoas ou situações, mas de caráter e princípios. Seguindo por esta linha, a grande questão é: estamos selecionando as coisas que edificam, ou temos nos apegado somente em coisas consideradas fúteis, que não edificam em nada? Qual o tipo de lazer, que você escolhe para seus momentos de recreação? Qual o tipo de leitura que mais lhe atrai? Quais as conversas que você mais gosta de participar? São perguntas, que deveríamos ter feito à nós mesmos, ao longo da vida. Se chegamos aqui, do jeito que somos, é porque estamos colhendo aquilo que um dia plantamos. Alguém pode perguntar: Como assim? A resposta, certamente é óbvia. Você é, aquilo que você aprendeu, e escolheu para si mesmo.
A gente vive buscando sentindo
Seja ela na significação do sentimento ou direção
O sentimento que por muitas vezes não faz sentido algum
A direção que por muitas vezes te trás ao mesmo lugar
A gente sempre quer buscar sentido em TUDO
e em TODOS
E se eu escolher nesse momento apenas sentir
Sem mesmo saber o sentido que futuramente isso possa ter
Gente como eu e você… Somos diferentes. Somos originais, radicais intrépidos neste grande lamaçal da adolescência. Não precisamos destes rituais para nos validarmos.
E a gente se olhava
Quando Deus criou o tempo
O significado que ele
Queria em nossas vidas...
É ele que move montanhas
Contrói vales,
Muda o curso dos riachos
Faz nascer saudades
Esquecer algumas
Promover reencontros
Marcas, rugas
Certezas e duvidas
Dá tempo para que
A gente grite
Se cale, ame, sofra, perdoe
E principalmente
Se arrependa
Do riso Q ue não deu
Do tempo que perdeu
Acreditando
Que o controlava
E a gente
Não se olhava
Tampouco
Lembrava de Deus
