33 anos

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URGENTE!

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Lá se vão os primeiros anos da morte de minha mãe, mas parece que foi ontem. A dor ainda é fresca. Não é patológica, sei que a vida segue, sabemos todos, mas trata-se uma realidade que ainda não foi totalmente absorvida pela saudade persistente.
Saudade com toque de remorso, por eu ter sido um filho ausente por muitos anos, e na mesma leva, um irmão frio e distante, o que magoava também meus irmãos, mas entristecia especialmente a minha mãe. Ainda bem que tive tempo de nos últimos poucos anos de sua vida, reatar os laços de cumplicidade com ela e lhe dar a grande alegria de me ver bem próximo de meus irmãos, dos quais não sei como consegui viver tão desligado desde cedo. Hoje sei exatamente a dimensão do meu amor por eles, e não consigo mais ficar longe ou ausente por muito tempo. Tenho irmãos especiais, a tal ponto que discordo veementemente da máxima bíblica de que há amigos mais chegados que um irmão, mesmo considerando que tenho alguns amigos também especiais; que amo sinceramente.
Voltando à minha mãe, o que me consola é saber que ela pôde assistir ao processo lento e gradativo pelo qual me tornei uma pessoa menos pior, tanto para ela quanto para os que ficaram. Minha mãe me achava o máximo, em seu amor extremado e sua simplicidade bem própria de mãe atemporal. Ou do tempo das mães ensandecidas pelos filhos. Nos últimos tempos, tínhamos conversas muito longas e secretas, sobre tudo, e até hoje não sei como ela podia gostar tanto de conversar comigo.
Cada filho de nossa Maria tinha virtudes distintas e acima das de todos os filhos de outras mães, em sua opinião. Para ela, nenhum dos rebentos estava em um patamar abaixo do outro. Nenhum merecia menos a sua admiração; o seu desprendimento e atenção infalíveis. E eram nove filhos e um neto criado como tal. Dez filhos, todos merecedores do seu melhor, na mesma proporção.
Sem mais delongas, estas considerações que já se alongaram são a minha proposta de reflexão aos filhos de todas as mães e todos os pais. Se eles merecem o seu amor, ame-os urgentemente! Com gestos, atitudes e palavras! Sim, palavras também! Evidentemente, os atos falam mais alto, mas as palavras, quando correspondem a sentimentos sinceros, têm magia. Dão ânimo novo e vida extra para quem nos ama. E no caso de mães e pais que amam os filhos, os gestos ficam até em segundo plano, porque eles bebem nossas palavras de amor sincero como se fossem rios de água revigorante.
Não custa nada um "eu te amo", entre outras frases carinhosas extraídas do fundo do coração; de preferência, sempre seguidas de um leve beijo; de um afago sutil; de um abraço aconchegante. Pensemos nisto, eivados do simbolismo deste dia escolhido como de finados.

Inserida por demetriosena

SÓ UM CONTO QUASE DE AMOR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Durante anos e anos, em todos os reencontros ocasionados sempre por ele, depois de longos afastamentos, ela dizia que o amava. Com todas as forças do seu ser. Toda sua verdade. Parecia mesmo que ela o amava, pela comoção demonstrada; os abraços desmedidos; a multiplicação das mãos; os beijos que não escolhiam quais partes do corpo.
Eles eram amigos íntimos; muito íntimos. Deitavam juntos inteiramente nus; se acariciavam sem fazer sexo; frequentavam campos, recantos e cachoeiras desertas, onde mais pareciam no jardim do Éden. Trocavam juras de amizade perpétua, sempre assim: sem permitirem que um romance pusesse tudo a perder. Que as nominatas e os arremates físicos os tornassem proibidos, porque ambos já tinham em separado, perante a sociedade, nominatas formais incompatíveis com quaisquer outras.
Um dia, ela não reconheceu sua voz numa ligação telefônica. E quando ele se anunciou, disse que lá não havia ninguém com aquele nome; portanto, era engano. Certo de que o engano era seu, e de muitos anos, o velho amigo desligou o aparelho e seguiu sem fazer queixumes.
Bem vivido, com uma larga experiência de mundo e formado em seres humanos pela escola do tempo, aquele homem sobreviveu ao baque. Não a culpou e compreendeu que a grande amiga se rendera finalmente às nominatas, mesmo sem os arremates. Fora convertida pela sociedade sempre correta, imaculada, religiosa e defensora de nomes.

Inserida por demetriosena

SOLIDÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sempre achei que o silêncio dos anos a fio
calaria este grito que já calo em mim;
este frio na espinha, esta chama na pele
que não sei abafar quando encontro teus olhos...
Presumi que teria os favores do tempo,
dos empenhos do mundo ao abrir horizontes,
ao expor tantas pontes pra todas as margens
de verdades mais fortes do que meu segredo...
Tantos anos e o sonho de ao menos um dia
reservar um instante para ser só nosso
e fazer a magia tomar corpo em nós...
O que sonho é bem pouco, somente o rascunho
do cenário e da cena que desenho a esmo
com o punho cansado desta solidão...

Inserida por demetriosena

VOLTANDO A CHORAR

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Passei muitos anos sem chorar. Sem verter uma lágrima; fosse de alegria, tristeza, dor. Era um ser humano impassível por fora. Cheio de sentimentos; ressentimentos; emoções contraditórias; porém, sem pranto.
Quando minha mãe morreu, a maior dor que já senti foi também minha cura. Rachaduras imensas se abriram dentro de mim, para que o Velho Chico acumulado em minh´alma entornasse todo. Fiquei surpreso comigo, ao recuperar a capacidade perdida. Sabia que não me tornara desumano, mas criara uma casca bruta, grossa e destruidora para o meu ser, que definhava dentro do corpo.
Naquele momento, eu chorava copiosamente pela mãe que tanto fiz chorar quando saí de casa. Quando fui conhecer o mundo e a fiz andar por longo tempo em meu encalço, numa luta insana para me acompanhar sem ser percebida. Para saber com quem eu andava. Quem me acolhia e dava guarida. Sobretudo, para não me perder de vista e ao mesmo tempo não negligenciar meus oito irmãos.
Chorar a morte de minha mãe foi reencontrar minha humanidade. Fazer voltar ao âmago meu eu perdido. Esquecido entre os escombros da primeira infância triste, reprimida e de violência paterna, que depois virou abandono paterno e obrigou a todos nós – meus irmãos, nossa mãe e eu – lutar com unhas e dentes contra um mundo que não nos deu moleza. Uma vida que nos testou muito além dos limites.
Mas vencemos. Foram muitos anos, e muita gente pensou que não sobreviveríamos, mas vencemos.
E a minha mãe – nossa mãe Maria de nove santos demônios revoltados por todos aqueles anos de muitas privações e quase nenhuma esperança – nunca esmoreceu. Nós os filhos, muitas vezes esmorecemos; porém ela juntou filhos, mundo e vida, carregou a todos nas costas, no colo e no coração, sempre que os nossos passos cederam ao peso de uma realidade que fechava todos os horizontes.
Depois que minha mãe morreu virei manteiga derretida. Não por coisas grandiosas nem emoções criadas para fazer chorar, mas por sutilezas. Delicadezas entranhadas nas brutalidades do mundo e percebidas por mim, que aprendi a percebê-las. Vira e mexe um acontecimento sutil, de significado ou ressignificado discreto me arranca lágrimas também discretas, e às vezes, até nem tão discretas.
Mesmo na hora da morte, minha mãe fez algo tamanho por mim. Ela me curou de não chorar. Devolveu minha percepção emocional. Fez-me rever a vida pelo prisma da simplicidade, o valor do afeto, a beleza em nuances e o quanto precisamos uns dos outros, quer sejamos família, familiares, amigos, colegas, vizinhos e até conhecidos de nos cruzarmos nas ruas em direção à padaria.
Só tive, pela vida inteira, motivos para ser grato à nossa mãe. E à vida, com todas as pedras no caminho, por todos nós, os nove, sermos cheios de graça, porque somos filhos de Maria... de Maria do Mundo.

Inserida por demetriosena

⁠TÉCNICAS DE LUTA EMOCIONAL

Demétrio Sena - Magé

Descobri há poucos anos, que sou capaz de suportar pelo menos uma hora dos insultos de uma pessoa. E por escrito, pelo menos umas quatro laudas de bombardeio. Isso vai depender da minha leitura do grau de carência, desequilíbrio emocional, fragilidade ou, em última instância, do grau de periculosidade que tal pessoa demonstre.
A periculosidade que meço nunca está na força física, no poder socioeconômico nem na "brabeza" do indivíduo. Está na sua fragilidade assim confessada, involuntariamente, pela carência e o desequilíbrio. Alguém assim representa um perigo para si mesmo e, em decorrência, para nós. Imagine uma criatura enfartar porque você a deixou ainda mais estressada. Ou você agredir fisicamente alguém mais frágil, que não está cabendo em si... a tal ponto que já nem é responsável pelos próprios atos. Os exemplos variam e se diversificam. Deixo a cargo de sua imaginação.
Depois de mais ou menos uma hora ou quatro laudas, minha valentia é me retirar. Se logo após isso, precisar me defender física, policial ou judicialmente, serei sempre técnico, pela questão que faço de saber o quanto fiz para que ninguém chegasse às vias de fato comigo. Quem quiser arrumar um problema sério para mim, terá que recorrer à calúnia... Sem provas.

Inserida por demetriosena

PRA REVIVER

Demétrio Sena - Magé

Desta vez entendi que o que sinto é tão só;
tantos anos perdida no seu faz de conta,
que minha'lma ficou embevecida e tonta
por um laço que a mágoa transformou em nó...

De repente o castelo ao vento se desmonta,
como todos os sonhos se tornaram pó;
minha voz perde as notas, o que tenho é dó,
mas nem é musical; a música me afronta...

Sairei desta sombra, porque sempre o fiz;
tantos tombos na vida me deram destreza
pra seguir outra vez e tentar ser feliz...

Entre todos os meios de chegar ao fim,
decidi que não vou me render à tristeza
por alguém que brincava de gostar de mim...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

ESPIRITUALIDADE

Fui evangélica durante 18 anos. Passei 18 anos dentro da Assembléia de Deus, mas cá entre nós, nunca acreditei naquele Deus grandão com barba de papai noel e olhos de fogo como diz a bíblia. Tudo é muito surreal. Os filhos de pastores andando de carrões e comendo do bom e do melhor enquanto muitas ovelhinhas do senhor morriam sufocadas dentro da caverna. Em Efesíos 5:22 a bíblia pede para as mulheres serem submissas. A palavra "Submissão " significa
“viver abaixo da própria missão de vida” E quem quer viver abaixo da própria missão de vida? Foi então que encontrei o ateísmo, depois o autoconhecimento e em seguida descobri que eu era " Empata" Me juntei a colegas sensitivos, indigos e empatas afim de trocar experiências e ajudar uns aos outros. Tudo que um empata não quer é “viver abaixo da própria missão de vida” Como Empata descobri que "Não não existe despertar de consciência sem dor. Agradeço ao universo por todas as experiências que eu vivi, agradeço imensamente o ano de 2018 que foi o melhor ano da minha vida, repleto de conquistas e muita resistência.
Gratidão!
Aos evangélicos e seguidores da bíblia; perdão pelo desabafo.

Maciel, Ádyla 2018 SP ©

Inserida por Ladyadyforever

Quem sou eu para escrever o que escrevo?

Escrevo há vinte anos. Para jornais, para sites, para quem quiser ler.
Há quinze anos, vivenciei a prática: atuei em associações culturais, comunitárias, presidi grêmio estudantil, estive em movimentos sociais — inclusive na luta LGBT — e comuniquei, com voz firme, em rádio comunitária.
Trago na pele e na palavra a marca das experiências políticas e ideológicas que atravessam minha existência desde sempre.

Tenho 38 anos de vida. E esta é, talvez, minha maior formação.

Sou inquieto. Busco, pesquiso, observo, anoto.
Gosto do que é difícil de compreender — não por vaidade, mas por necessidade. Porque há beleza no que exige mais da mente e do sentir.

Não temo a sombra: ela é natural.
Não fujo do vazio ou do silêncio: convivo com eles. E sei que são territórios que só os corajosos atravessam sem desviar os olhos do espelho.

O que escrevo nasce disso tudo.
Da coragem de pensar.
Do risco de sentir.
Da ousadia de encarar o que muitos evitam.⁠

Inserida por Fabrizzio

⁠Aprecio profundamente minha essência e a evolução que ao longo dos anos alcancei. Embora reconheça a validade das escolhas alheias, encontro significado na simplicidade, considerando o que verdadeiramente é essencial para mim. Prefiro a serenidade do meu espaço, do meu lar e da presença da minha esposa. Não percebo harmonia na confusão, no alvoroço, no estrondo ou em risos tumultuados. Valorizo a paz que se manifesta no silêncio, no toque delicado, na convicção de ser plenamente eu mesmo no aconchego do meu lar.

Inserida por OLLIBER

⁠"Ah se eu tivesse..."? Essa é uma pergunta que, há anos, deixei para trás. Sempre acreditei que, assim como eu, qualquer pessoa com um mínimo de consciência carrega consigo lembranças de ações ou reações que podem ter causado algum mal a alguém. Mas me livrei desse peso quando percebi que, se tivesse que reviver minha vida desde a infância, faria tudo exatamente igual.

Afinal, sou humano — sujeito a erros e acertos — e acredito que acertei mais do que errei. Quanto aos erros que cometi, já enfrentei suas consequências e, acima de tudo, minha própria consciência já me cobrou por eles. O que me resta é aprender com essas experiências e usá-las como guia para o presente.

O passado já foi, o futuro ainda não existe. O que tenho é o hoje, e é nele que escolho focar.

Inserida por william_cury

⁠🌺 Em memória de Juliana Marins

Juliana Marins partiu cedo demais, aos 26 anos, enquanto realizava aquilo que muitos apenas sonham: viver intensamente, explorando o mundo com coragem, beleza e liberdade.

Formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ, dançarina e apaixonada por trilhas, ela percorreu a Ásia em busca de experiências e encontros com a natureza — até que sua caminhada foi interrompida de forma trágica no Monte Rinjani, na Indonésia.

A dor de sua perda é imensa. Mas, no meio do sofrimento, surgiu um gesto de humanidade que jamais será esquecido: o do alpinista Agam Rinjani, que mesmo sem conhecê-la, mobilizou amigos, arriscou a própria vida e subiu até onde poucos teriam coragem de ir. Ele a encontrou já sem vida, mas se recusou a deixá-la para trás. Passou a noite com ela, à beira de um penhasco, ancorado pela fé, pela dignidade e por um senso profundo de respeito à vida.

“Só saio quando Juliana sair também”, disse Agam. Palavras que tocam como oração.

A ele, o Brasil se curva com gratidão. Sua bravura, compaixão e integridade nos mostram que o bem ainda habita neste mundo.

Mas a dor também se transforma em indignação. A lentidão e a frieza do governo indonésio diante de uma situação tão urgente revelam uma **falta de sensibilidade inaceitável**. Quando vidas estão em risco, a burocracia e o despreparo não podem prevalecer. Cada segundo conta. E, neste caso, o tempo custou caro demais.

Juliana merecia mais. Merecia respeito, cuidado, prontidão.
Ela não era apenas uma turista — era uma jovem cheia de sonhos, com uma vida inteira pela frente.

Que a história de Juliana não seja apenas uma tragédia lembrada com tristeza, mas um chamado à humanidade: para que resgates sejam mais ágeis, fronteiras menos frias, e pessoas mais solidárias, como Agam foi.

Que Deus a receba em luz. Que sua família seja consolada. E que o mundo aprenda, finalmente, a valorizar cada vida com o zelo que ela merece.

📖 “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
2 Timóteo 4:7

Com respeito, carinho e oração,
Geórgia Palermo

Inserida por georgia_palermo

Precisaria de mais 5 bilhões de anos para a humanidade evoluir. E, assim mesmo, corremos risco à retrocesso.

Inserida por walaguia

"Volto a anos atrás.
Imensurável alegria, tais lembranças me traz.
Quando o amor mútuo, a ambos satisfez e hoje não mais satisfaz.
Ilusões, desilusões, falsas ou reais?
No fim, tanto faz.
O importante é a felicidade, que até mesmo, os falsos amores nos traz.
Falando em ilusões, a felicidade é a mais intensa das tais.
Pois não existe felicidade sem amor e não existe amor sem a calma que o teu beijo me traz.
Tento ver meu futuro mas só olho pra trás.
No passado, se faz minha prisão, em um olhar que fez e que faz, com que minha vida não me pertença mais.
Queria voltar, a cada noite mais, a anos atrás..."

Inserida por wikney

⁠“Cômico, anos atrás, ela me indagou.
- Por que, ultimamente, tens sido um todo de ódio e rancor?
Respondi-a aos risos, com um certo torpor.
- Ora, como não odiar o mundo, quando cada batida de meu coração, lhe presta uma serenata de amor?
- Como posso amar o mundo, quando quem fiz de meu mundo, me negou amor?
- Não sou capaz de amar a todos, não sou Cristo, nosso Senhor.
Naquele momento, ela corou.
Vi em sua face, aquele belo e inconfundível rubor.
O que me assola, minha amiga, é que ela sabe que o mundo é só terror.
Ela parece ter medo da felicidade, tenta a todo custo, apagar a chama da minha paixão, tem menos medo da infelicidade, que do meu amor.
Recordo-me, minha amiga, que naquele dia, ela chorou.
De súbito, me abraçou.
Embalou-se em meus braços, nossos olhos digladiaram-se, o corpo dela tremia, até mesmo o Vesúvio, invejaria o nosso calor.
Ela fitou-me os lábios, mas não me beijou.
Foi-se embora, sumiu por dias, não me ligou.
Hoje ela retornou.
Cômico, minha amiga, novamente ela me indagou.
- Naquela noite eu fui feliz, não sei o que me aconteceu, o que foi aquele fervor?
Respondi-a aos risos, com um certo torpor.
- Naquela noite fora amada, aquilo foi amor…” - EDSON, Wikney – Cartas à Minha Amiga

Inserida por wikney

⁠Reencontro do Amor Verdadeiro

Nove anos de saudade, um tempo sem fim, Onde a esperança se perdeu no tempo, assim, Mas o destino, em sua dança sutil, Trouxe de volta o amor, doce e gentil.

Minha metade eterna, que longe esteve, Retornou com um suspiro, um toque breve, E agora, juntos, formamos um inteiro, Pois é o amor verdadeiro, nosso nevoeiro.

O coração pulsa forte, em nova melodia, A chama reacendida, uma eterna sinfonia, Não há mais distância, só a pureza do sentir, Unidos pelo destino, um amor sem partir.

A saudade se transformou em alegria, O vazio preenchido, um novo dia, Formamos um só, numa dança serena, Pois somos um inteiro, na paz mais plena.

Inserida por fluxia_ignis

Com o passar dos anos é esperada a experiência que se traduz em sapiência e se converte em sábios conselhos.

Inserida por MirnaRosa

Amigo é presente de Deus, que os anos não destroem, a distância não afasta e o tempo não deixa esquecer... O que importa é que o amigo está sempre presente, mesmo quando as palavras não falam. A vida muda nossos caminhos, mas a alegria do encontro transforma e eterniza aquilo que Deus um dia plantou. Muitas vezes nossos amigos "precisam de colo" e nós não temos como dar por mais que a gente queira dar. É nesta hora que na distância quem dá este colo e te abraça em meu lugar "amigo" é Deus. Deus te alcança e te abraça nos momentos que eu não consigo.

Inserida por pattyfelixcn

"⁠ Quando criança, fazemos amizades, pensando que será eterno, mas ao longo dos anos, as pessoas mudam e traem nossa amizade e confiança "

Inserida por wallace_barbosa

O Paradoxo da Clareza
Tem gente que trava na carreira e passa anos achando que é falta de esforço.
Outros acreditam que é azar, timing ou política interna.
Raramente é apenas isso.
Na maioria das vezes, o problema começa quando você deixa de ser apenas executável
e passa a ser consciente.
Você entende o que está sendo pedido…
mas também entende o que não faz sentido.
Percebe decisões mal tomadas.
Antecipações erradas.
Jogos de ego disfarçados de estratégia.
E isso muda tudo.
Ambientes frágeis não sabem lidar com gente que pensa.
Eles preferem quem executa rápido, concorda fácil e não faz perguntas incômodas.
Por isso, quanto mais clareza você desenvolve,
mais resistência começa a sentir.
Menos convites.
Menos espaço.
Mais rótulos sutis: "difícil", "arrogante", "não se encaixa".
Não é sobre desempenho.
É sobre controle.
Mas aqui está o que a história não diz:
Se você sente que precisa diminuir sua inteligência pra caber,
ficar quieto pra não incomodar,
ou fingir que não entendeu…
O problema não é você.
É que você já viu demais para fingir de novo.
E essa é uma posição sem volta.
Não há "estratégia" que te faça caber em um espaço que foi desenhado para quem não enxerga.
Você pode negociar, adaptar, traduzir sua linguagem.
Mas a clareza não desaparece.
Ela apenas fica mais afiada.
Então, sim.
O limite é do ambiente.
Mas também é um limite seu.
Porque agora você sabe que não pode voltar a fingir.
E ambientes frágeis não têm espaço para gente que sabe.

Inserida por thiago95macedo

⁠A história da Águia

A águia foi feita para viver setenta anos em média, porém quando ela chega aos quarenta, ela já está com o bico envelhecido e entortado, algumas vezes rachado, muitas vezes sentindo dor até em seus vôos, as garras já estão frouxas e quebradiças e assim dificulta demais a caça e o transporte de presas capituradas, as penugens já estão muito fraca para o vou contínuo deixando-a menos aerodinâmica e não consegui não a velocidade adequada para sobrepujar suas caças , neste ponto ela deve tomar uma decisão importante, ou ela deixa a vida seguir e a morte é certa seja de fome, cançasso ou doença por infecção no bico, e a derrota tomar conta de sua vida, ou decide ter um novo nascimento e renovo arriscando o impossível e improvável. Caso ela decida ter um novo nascimento, ela escolhe um caminho árduo e perigoso, porém a águia, sendo prudente, procura um lugar alto, livre de predadores, lugar este onde encontra água fácilmente, e onde possa caçar com facilidade alguns roedores e por últimos insetos devido sua debilidade sem bico. Sendo assim depois deste preparo prévio, ela decide quebrar o bico estratégicamente batendo em uma rocha até o bico cair, imagine a dor desta ave neste momento de luta, porém astutamente ela usa a rocha, essa na qual servirá de chama e isca para seus insetos e roedores na qual irá caçar sem o bico, arrisco a dizer que esse tempo ela terá grande defici alimentar assim optando pelos alimentos que conseguir encontrar sejam bons ou maus, e com o tempo se estabelece o bico novamente, assim a alimentação melhora e dar-se uma nova perspectiva, adiantando-se em um novo desafio. Com o bico resistente e novo, ela arrisca arrancar as garras velhas e restaura-se em umas garras novas, assim adotando forças para caçar roedores maiores e com mais sustância, com as garras fortalecidas ela não parra por aí ela arrisca o renovo total e sacrificante, ela novamente dilacera, arrancando toda a sua penugem velha, ficando totalmente venerável ao tempo e frio, porém. Sua velha penagem caída lhe serviu de um aconchegante ninho provisório, assim ela desmaia de grande dor e depressão repentina, aguardando a única esperança de poder voar brevemente, assim por diante, ela renova suas penas fortes com o passar do tempo, e como jovem. E com cento e cinquenta dias, cinco meses ela com bico novo, garras novas e penugens novas , porém com propósitos renovados e estrutura física praticamente mais resistente, agora ela está abilitada a caçar, a voar e viver mais trinta anos adiante.

Inserida por Luizdavi