31 anos

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Uma pessoa jovem que entre no mercado de trabalho a partir dos anos 2000... quase não tem qualquer hipótese de trabalhar para a mesma empresa nem uma década. Neste mundo as pessoas têm que tomar a responsabilidade pelos seus próprios futuros. Não podem simplesmente contar com a subida numa escada de carreira.

⁠Se eu passar quarentas anos orando e não tiver nenhuma resposta, já terá valido a pena, pois eu passei quarenta anos em comunhão com Deus, na dependência de Deus.

Há mais eternidade em um instante vivido do que em anos esquecidos.

O tempo não se mede em quantidade, mas em intensidade. Um minuto de verdade pode durar para sempre.

Anos inteiros sem sentido se perdem. Já um instante vivido com plenitude se transforma em eternidade.

O aniversário da minha filha muito amada hoje completa 24 anos 😍😍

O político e a areia

Certa vez um político já calejado pelos anos de vida pública estava chateado e sucumbindo pelos escândalos, o mesmo já cansado de tanto ser exposto e ter sua vida particular devastada, estava decidido a abandonar o mandato para assim tentar apagar o fogo eminente que vinha em sua direção.

Um de seus mais fieis assessores indignado com a atitude de tal político que a décadas estava a frente de mandatos e nunca havia nesses anos todos se entregado ou recuado a qualquer conflito foi questionar esta atitude tão drástica que o seu chefe tomaria.

O fiel escudeiro de longa data expressou em suas palavras o sentimento do povo em relação ao seu líder tentando desta forma estimular e fazer com que ele refletisse para não abandonar o mandato e lutar, pois um povo que o segue e acredita em seu líder, mesmo que ele estivesse em um deserto sem água e pedisse para que o povo que o seguisse bebesse a areia dizendo que a mesma era água e iria saciar sua sede, eles o fariam por acreditar em sua liderança.

O político olhou para seu fiel escudeiro e falou a ele que iria deixar esta última lição para que ele refletisse em sua vida.

O povo beberia areia não por que ele era um grande líder ou por que o idolatravam como tal, muitos antes dele nem sabiam falar ou discursar e foram considerados grandes estadistas, o povo beberia areia por desconhecer o sabor da água e por esse desconhecimento os mesmos sempre o seguiram, pois o conhecimento abre os olhos do mais tolo dos homens.

Nunca menospreze uma gota de água na areia do deserto, pois milhares dela forma rios, mares e oceanos.

Nos auges dos meus 30 anos,
depois de tantas camadas que a vida me vestiu e despiu,
não imaginei que, numa sexta qualquer,
eu estaria assim… sonhando acordada.

Sonhando simples.
Sonhando manso.

Sonhando viver às margens do São Francisco,
com o tempo desacelerado,
o coração em paz
e você ao meu lado.

Um café quente nas mãos,
o vento leve tocando a alma,
e o amor
sem pressa, sem ruído
apenas sendo.

Porque, no fim,
de tudo que a vida constrói e desconstrói,
é nesse quase nada
que mora o tudo.

Janiele Gomes

De todos esses anos, você é o único com quem eu consigo ser eu mesmo. Eu nunca tive essa conexão com alguém. Às vezes eu penso: será que ele foi um irmão, um namorado ou alguém muito próximo de mim em minhas supostas vidas passadas? Ou será que ele acha que eu estou apaixonado por ele? Hahaha.
Mas o que eu sinto… é isso. Esse sentimento ficou, porque nem eu mesmo consigo explicar o que sinto.

Em 2026 eu renasci. Um renascimento saudável, consciente. Os desafios dos últimos três anos me ensinaram muito e mostraram que ainda estou no campo de batalha, aprendendo, resistindo e seguindo em frente. Mas agora carrego algo diferente dentro de mim: a certeza tranquila de que, passo a passo, tudo vai se ajustar e ficar bem.

Cícero Romão Batista, há 182 anos, permanece como chama viva; fundou uma cidade que, há 115 anos, vem semeando trabalho e esperança ao povo do Nordeste. Apenas a minha Igreja Católica parece não enxergar o milagre que se ergue diante de nós.


Benê Morais⁠

Você é a minha melodia
Há tantos anos
Nada fez mudar.
Talvez nem mesmo eu aceite
Não posso mais me machucar.⁠

“A Coragem de Acreditar em Mim”

Com 23 anos, tenho minha própria barbearia.
No início foi duro. Eu duvidava de mim mesmo, achava que não seria capaz de ter clientes, mesmo sabendo que meu trabalho era bom.
Ouvi várias vezes pessoas ao meu redor dizendo que não daria certo, outras dizendo que eu precisava ter mais paciência.

Minha mente ficava dividida: “Estou indo bem ou estou fracassando?”

Sou um homem trans, e a vida, às vezes, é mais dura pra gente. Mas percebi que isso não pode ser um obstáculo, porque somos humanos como qualquer outro.

Por um tempo procurei fé em religiões, tentando achar respostas fora de mim.
Esquecia de algo essencial: acreditar em quem eu realmente sou.
A ciência, Deus, qualquer coisa… mas às vezes faltava acreditar em mim mesmo.

Houve momentos em que reclamava: “Por que faço bem para todos e nunca recebo nada em troca?”
Depois de dias refletindo, entendi algo poderoso:
Fazer o bem esperando “bens” é diferente de fazer o bem de verdade.

O bem verdadeiro está em cada manhã que você acorda com saúde e tem a chance de correr atrás do seu futuro.
Os “bens”, no entanto, são comparações, a busca de ter a mesma vida que os outros.

Foi nesse momento que percebi: a felicidade não está em ter o que os outros têm, mas em valorizar o que você constrói todos os dias, acreditar em si mesmo e continuar evoluindo, mesmo quando ninguém vê.

Ela continua deslumbrante...
Ela...
Tic tac a vida está passando, 10 anos, 11 ou talvez 12 em todos estes anos você me fez escrever...
Você continua deslumbrante....

EQUAÇÃO INCOMPLETA DO AMOR
Passei anos procurando
a fórmula do amor.
/
Achei que fosse simples —
algo entre química e destino,
um cálculo exato
entre dois corações.
/
Tentei medir teus gestos
como quem mede estrelas:
um sorriso dividido pelo silêncio,
um abraço elevado ao infinito.
/
Mas o amor
não cabe em laboratório.
/
Ele muda as leis da física
quando teus olhos encontram os meus.
A gravidade se torna mais leve,
o tempo desacelera
como um relógio cansado de correr.
/
Às vezes penso
que o amor é um experimento eterno:
/
misturamos esperança,
um pouco de medo,
algumas lembranças futuras
e o acaso.
/
Se a experiência dá certo,
nasce uma pequena luz
no meio da rotina.
/
Se dá errado,
aprendemos outra variável do coração.
/
Talvez seja isso
o grande segredo da equação:
/
o amor não quer resposta.
/
Ele prefere
permanecer mistério —
uma fórmula aberta
que o universo escreveu
para ser resolvida
apenas vivendo.
/
E mesmo sem solução,
continuamos tentando
porque, no fundo,
há beleza
nas perguntas que o coração
nunca termina de fazer.

Ao longo dos anos, percebemos que as ações das pessoas falam mais alto do que qualquer diálogo que possamos manter com elas, o qual, por sua vez, busca nos persuadir em relação a princípios que nem mesmo elas aplicam em suas vidas.

Companheira da Noite

Ao longo dos anos, a noite tornou-se minha companheira assídua. Em minha fortaleza — na escuridão silenciosa — pequenas luzes surgem, e eu penso: seriam minhas energias que ainda não conseguiram se dissipar?

Então, como em um passo de mágica, elas me envolvem e me acalentam, embalando-me suavemente até que o sono chegue.

Desabafo de uma poetisa


Lembro de começar a gostar de fazer redação aos 10 anos, na 5ª série (foi no Colégio CESAM, não lembro o nome do professor), e as poesias começaram aos 12 anos, sob a orientação do saudoso Prof. Waldemir Vasconcelos, na Escola Pedro Álvares Cabral.


Impressionante como criar aqueles textos me fascinava, foi quando comecei o meu "Caderno de pensamentos", coisa de adolescente da minha geração.
Andava muito de ônibus e na janela pensava, pensava, e depois escrevia, escrevia...


Aos 14 produzi um pequeno romance (nunca publicado). Depois fui ampliando meus textos até lançar meu livro de poesias em 2008 e um livro de história infantil em 2012.
De lá pra cá não parei mais, estou sempre brincando com as palavras. Escrever poesia para mim é meditação e entretenimento.


Agora sim quero falar do motivo do meu desabafo...
Quando começo a escrever uma poesia, faço vários rascunhos, procuro sinônimos e antônimos, rimas, palavras poéticas, entre tantas outras coisas que são necessárias.
Depois que o texto fica pronto, faço uma busca na Internet para analisar o material e não correr o risco de plagiar alguém.


Eu jamais, absolutamente, jamais utilizei a inteligência artificial para criar meus textos ou fazer revisão. Recuso-me a fazer isso.
Então, um belo dia eu fiz dois testes:
Levei um de meus textos para o detector de plágio e confirmei 0%, mas quando coloquei no detector de IA constou 95%.


Como assim?
Quer dizer que a IA se apropriou do meu texto? É sério? Isso desacredita as minhas produções. Absurdo!!!
Por isso deixo aqui o meu recado para quem gosta de escrever: Atenção! Precisamos tomar cuidado com as nossas produções! Nunca devemos deixar que tomem posse delas!

Segunda idade


Se a terceira idade começa aos 60 anos, então podemos afirmar que a primeira idade vai de 0 a 29 e a segunda idade vai de 30 a 59.
É importante lembrar que é na segunda idade que o nosso corpo começa a sentir todas as dores do mundo (risos), mas a gente sempre dá um jeito de se divertir.
Amigos da segunda idade, ‘tamo’ junto!!!

O desafio de nascer mulher


Durante anos ela foi proibida de opinar
A sociedade decretou que ela não poderia escolher a quem amar
Por muito tempo ela foi ensinada que ao homem deve acatar
Ter sensibilidade a rotulou como alguém incapaz de comandar
Ela foi excluída do mercado de trabalho por engravidar
Todos os meses ela sente dores terríveis e vive a sangrar
Com medo de ser morta ela não consegue um relacionamento abusivo terminar
De forma obscura, com angústias e frustrações ela viu a sua vida passar
Mas descobriu que tem capacidade para seus sonhos cerceados alcançar
Perseverante, ela passou a questionar, resistir, gritar
E assim conquistou o seu espaço, mas ainda é julgada por não calar
Então ela decidiu apenas seguir em frente e a luta continuar


Santarém - PA, 07/03/26.

Ela teve muitos distúrbios psicológicos ao longo de mais de 40 anos, com meu pai.

A Canção em Valparaíso




Eu tinha vinte e seis anos e usava um anel que não significava nada.
Nem amor.
Nem compromisso.
Apenas hábito.
Tocava piano em um bar pequeno, escondido nas encostas de Valparaíso — um lugar onde os telhados se inclinavam em direção ao mar e as noites carregavam cheiro de sal, vinho barato e vidas inacabadas. O piano era meu altar. A noite, minha cúmplice.
Já havia estado ali antes, visitando um amigo — músico, livre de um jeito que eu não era. Ele morava com o irmão numa casa que sempre cheirava a pão quente e conversas silenciosas.
Foi ali que a vi.
Helena.
Cabelos escuros. Olhos que não olhavam — atravessavam. Tinha dezoito anos, mas nada nela era inacabado. Havia um fogo contido em seus gestos, como se soubesse exatamente o que podia causar — e escolhesse quando.
Já tínhamos nos cruzado antes.
Um almoço.
Um olhar sustentado um segundo a mais.
Nada além disso.
Mas naquela noite, dividíamos o mesmo espaço. O mesmo silêncio.
Então toquei.
Uma canção que raramente me permitia — uma das poucas que eu podia executar sem me esconder. Não toquei para o ambiente. Toquei porque algo em mim precisava ser ouvido.
As pessoas falavam. Copos se moviam. A noite seguia.
Ela não.
Deu um passo à frente.
Não o suficiente para chamar atenção.
Apenas o bastante para escutar.
Quando a música terminou, não houve aplausos.
Apenas um sorriso pequeno — inteiro, definitivo.
E aquilo bastou.


A casa foi se esvaziando devagar, como todas as noites fazem.
Corpos desapareceram em colchões e cobertores improvisados. As conversas se dissolveram em respiração. As luzes se apagaram sem cerimônia.
Ficamos.
Uma televisão acesa ao fundo mostrava algo que nenhum de nós via.
No começo, nada.
Um ombro tocando o outro.
Uma pausa longa demais.
Então ela virou o rosto.
Sem perguntar.
Sem hesitar.
Permitindo.
O beijo veio sem negociação.
Não havia inocência ali —
mas também não havia culpa.
Apenas reconhecimento.


Não fomos para um quarto.
Não houve necessidade de distância, preparo ou significado.
Ficamos ali mesmo — entre almofadas, entre horas — dentro desse território frágil onde o desejo se torna imediato e a linguagem deixa de ser necessária.
Foi intenso.
Não por ser selvagem.
Mas por ser certo.
Há noites que acontecem.
E há noites que decidem algo.
Essa decidiu.


De manhã, não havia nada a dizer.
Nenhuma promessa. Nenhuma pergunta. Nenhuma ilusão de continuidade.
Ela se vestiu em silêncio.
Eu não pedi que ficasse.
Ela não fingiu que ficaria.
E talvez essa tenha sido a única verdade que fomos capazes de oferecer um ao outro.


Para ela, pode ter sido curiosidade.
Um instante.
Um desvio.
Para mim, foi outra coisa.
Não amor.
Nem memória.
Reconhecimento.
O momento em que entendi que aquilo que eu carregava — nas mãos, na voz — podia alcançar alguém além da superfície.
Que, por um breve instante, eu não estava apenas tocando.
Eu estava sendo sentido.


Às vezes, quando toco aquela mesma canção — com o mesmo cuidado, a mesma precisão silenciosa — não lembro do rosto dela.
Nem do corpo.
Nem da voz.
Lembro de outra coisa.
Do exato instante em que me tornei inesquecível
na vida de alguém que nunca ficou.