25 anos
Deus me livre ser como aquele velhinho que amou a mesma mulher por 50 anos e nunca disse,o que sinto é grande demais para se esconder,ele se revela nos gestos,nas palavras,no cuidado,e se for preciso deixar o sentimento mais explícito,meu coração saberá desempenhar seu melhor papel,que é o de amar você.
Primeiro dia do ano com poesia:
Sabe aquele sentimento que tu despertou há uns anos? Continua vivo e pulsando no meu coração. Você foi a melhor escolha que ele já fez, deve ser por isso que, quando se fala em amor, ele logo já diz seu nome.
Quando olho pra você apesar dos anos já passados
ainda encontro aquela menininha,que me encantou
desde aquele oi tímido e meio sem jeito.
Lembro das nossas conversas e risadas numa antiga rede social,onde com o passar dos dias,construímos nosso "infinito particular",ali nada era proibido,dividíamos nosso tempo livre em namorar,compartilhar nossos problemas, alegrias,risos e principalmente estender a mão quando o
outro precisava,ou não dizer nada,só sentir,porque
amar,também é silenciar.Nem todos os dias eram um mar de rosas,havia dias bicudos, olhar só as qualidades é fácil, mas é nas horas que os piores defeitos são revelados que seu coração entende a verdade do sentimento,e assim seguimos,os anos insistem em passar depressa,agora a prata já tinge seus cabelos,no seu rosto já encontro uma ruga ou outra,mas se as tem foi de tanto rir e ser feliz,pois quando eu queria alegria,você sorriu,eu precisava de amor,você chegou.Se a morte vai nos separar?
Acho pouco provável,pois mesmo lá do céu,vou estar cuidando de ti,e se eu der a cada estrela uma razão pra te querer,vão me faltar estrelas,então deixo pra quando a lua brilhar majestosa ela vai te contar da grandeza desse amor,que de tão bonito,virou infinito.
As únicas riquezas que acumulei ao longo dos anos foram: o amor, a educação, o caráter, a empatia, e o respeito.
Seu valor é incalculável, a traça não corrói, e ninguém pode roubar, e esse é o único tesouro que levarei dessa vida.
Então, guardo só o que agrega, que faça o bem, que deixe uma marca bonita em quem passar pelo meu caminho.
Viver mais de 100 anos como um retardado ou necessitando do auxílio alheio e em estado vegetativo não é bom. É muito melhor perecer antes.
Existe um problema nas igrejas há mais de 2.000 anos que nunca foi solucionado: diz uma coisa e faz outra completamente diferente.
Quanto
mais me conheço,
mais vejo como sou burro.
Acredita que precisei de 57 anos
pra descobrir que, infelizmente,
a minha felicidade pode ser
capaz de incomodar
alguém.
São muitas transformações entre os anos, o que deixa em cada uma delas, assim como o caráter da vida, a marca da permanente mudança
Me veio a recordação de uma frase de autor desconhecido, que há anos atrás repostei, sobre determinação. Frase profética: a determinação sempre me foi constante, as vezes bênção, as vezes fardo que eu levo. Mas sempre me foi a capaz de chegar longe, nessa pouca curva que estou agora
Anos e anos indo e vindo.. entre poemas, escritos e encenações artísticas.. as vezes aceitas, as vezes recusadas por falta de tempo..
Entreguei-me a arte, como um pacto.
Hoje sou da arte, e sinto pertencer à ela.
E a cada vez que me sinto perdida, me encontro (e reencontro) também dentro dela..
A vida sempre me bateu muito, fez eu adquirir calos. Ao longo de anos, fui mudando, me moldando e me blindando. Hoje sou apenas alguém que não possui sentimento algum.
Acho que eu estava com mais ou menos três anos de idade. Certo dia, aproximei-me da minha mãe aos prantos.
- O que foi? – perguntou-me ela, preocupada.
- Pi-mi-ga, mamãe! – respondi, mostrando o vermelho que a cabeçuda tinha me deixado na perna.
- A mamãe vai bater na formiga! Ora, formiga boba! Machucando meu bebê!
- Não pi-ci-sa! Eu já arranquei as zoleia dela! – surpreendi minha mãe, trazendo nas mãos a cabeça da formiga, que eu confundira com suas orelhas!
Todos os anos, desde que eu nasci, eu sempre passei o Natal em Mara Rosa, na casa da minha amada Vovó Maria. Em torno dela, nós nos reuníamos, e essa era uma época tão ansiosamente esperada por toda família, que ninguém cogitava não comparecer, porque ela sempre foi o nosso melhor presente de Natal, aquele caro, raro, único, que não descia pela chaminé, mas que recebia, de portas abertas, cada um dos mais de 10 filhos, com seus respectivos netos e bisnetos, com o abraço mais aconchegante e o sorriso mais leve e sincero que eu já recebi em toda minha vida.
Infelizmente, ela se foi há alguns poucos anos, e levou com ela o Papai Noel, e o Natal. Nos primeiros anos foram só dor.
Impossível Natal sem minha vozinha, com seu doce de figo nas mãos, feito especialmente para sua neta "zói de gato", e que ela sempre confundiu que eu gostava com talo de mamão. Daí eu tirava o mamão escondido dela, porque, com aquele sorriso, eu comeria até doce de jiló.
Bom, os anos se passaram, eu passei o Natal em outros lugares, outros Países, mas, mesmo sem ela presente fisicamente, é em Mara Rosa que está, de verdade, o meu e o nosso Natal.
Então, eu estou no lugar certo, hoje, nesse ano, graças a Deus, também ao lado da minha Mamy.
A falta da minha vozinha e de meu pai ainda doem, mas estar aqui é estar tão próximo dos dois que eu consigo sentir até o cheirinho de café coado na hora dela, e meu pai me falando: filha, não volte muito tarde para casa. Na verdade ele não dormia enquanto eu não chegasse, e muitas vezes o flagrei correndo para a cama para fingi-lo.
É isso.
Eu não tenho e não poderia estar em lugar melhor.
Estou com os meus, com as minhas melhores lembranças, e rodeada de verdadeiro amor.
E É isso que eu também desejo a todos vocês.
Feliz Natal! (2016)
Quando eu estava com seis anos de idade minha mãe colocou-me no sofá e disse que precisávamos conversar. Com as perninhas grossas balançando me sentei devagarzinho e desconfiada, até porque já esperava a bronca, e ela fez a mesma coisa, ajeitando uma barriga enorme.
- Então, filha! Sei que você quer uma irmã, mas olha só: você vai ter que dividir as suas roupas, seus brinquedos, suas maquiagens, enfim...Já com mais um irmãozinho você continuará sendo a princesa absoluta da casa!
Se fosse hoje, talvez eu fingiria um certo incômodo com a ideia antes de ser completamente convencida, mas tenho certeza que à época, a minha inocência pueril me fez levantar do sofá pulando e já aguardando, ansiosamente, mais um dos acertos de Deus em nossas vidas, o meu irmão Wemerson.
Coração generoso, inclusive para perdoar, extremamente gentil, leve, com uma capacidade enorme de enxergar a vida de uma forma bem mais simples, logo, bem mais inteligente e feliz por isso. E nós, tão diferentes, tão iguais no amor que sentimos um pelo outro.
Então, feliz aniversário, meu irmão! Saiba que te ano e admiro o homem que se tornou. O seu único defeito é espantar meus pretendentes quando diz que nem pavio eu tenho, mas realmente ser teu cunhado não é uma honra para qualquer um. Há mesmo que se merecer!
Seja feliz. É tudo que eu te peço! Feliz aniversário!
(Para meu irmão Wemerson)
Pedir desculpas e mudar o comportamento é bem vindo em qualquer idade, mas depois dos 40 anos você tem a obrigação de fazê-lo. Se a partir dessa idade você acha que só pedir desculpas te faz nobre, engana-se: te faz insuportável, e em consequência disso, solitário (a).
Natal en Rose
Era véspera de Natal. Ela tinha apenas sete anos, mas já sabia que Papai Noel não descia pela chaminé. Sempre muito curiosa, já conhecia a identidade do bom velhinho que todo o ano visitava-lhe durante a noite, enquanto ela dormia o sono dos anjinhos.
Ainda assim, aquele seria um Natal diferente! Havia uma promessa a ser cumprida!
As horas iam e vinham-se, e o sol teimava em não abandonar aquelas pessoas ávidas por compras, presentes, abraços, carinhos, ceias! E ela continuava a aguardar a noite.
A madrugada de Natal!
Enfim, a lua ofusca o sol, e a noite ostenta o auge da sua beleza, ao vestir-se das luzes natalinas já à sua chegada!
De repente, silêncio.
A ansiedade continuava estampada em seu rosto infantil, mas ela precisava dormir. Dormir para que o Papai Noel chegasse! Só não conseguia...Com seus olhinhos desobedientes, rolava de um lado e outro da cama, contava carneirinhos, e nada adiantava. Estava feliz, todavia não conseguia dormir!
Lentamente, a maçaneta da porta do quarto gira. Era o Papai Noel!
Ela fecha os olhos para não decepcioná-lo, e o vulto de duas pessoas adentra o quarto, balbuciando coisas que não conseguia ouvir. Cochichavam. Ela, ainda com os olhinhos fechados, sente quando lhe beijam a face e ouve quando a porta é cuidadosamente encostada pelo lado de fora.
Rapidamente abre os olhos!
No meio do quarto estava ela, a promessa! Suntuosa, rainha, elegante, majestosa!
Sorrateiramente, desce da cama, contorna o tão esperado presente de todo o ano, admira-o, volta a contorná-lo, acaricia-o. Não podia acender a luz. Descobririam que ela não dormia! Mesmo assim, radiante de felicidade, volta a abraçá-lo, pois mesmo sem o ver, podia senti-lo, conseguia tocá-lo...
No horizonte, os primeiros raios de sol despontam-se.
Papai Noel adentra novamente o quarto para despertá-la, e quem sabe participar da surpresa em seus olhinhos brilhantes! Mas dessa vez, o velhinho apenas sorri da cena que acabara de presenciar: sua pequena estava ali, deitada ao chão, profundamente adormecida, agarrada aos aros de seu presente de Natal.
Carinhosamente despertada, vê que seu presente é cor de rosa, exatamente como ela sonhara! Uma bicicleta rosa! E mesmo sem sair de seu quarto, ela já sentia o vento a despentear-lhe os cabelos, a tocar-lhe a face! A partir dali, desbravaria as pacatas ruas de sua cidade, a equilibrar-se pelas avenidas do lugar que a vira nascer, e agora a pedalar sua bicicleta, inclusive, bem maior que ela!
A vida agora seria rosa, cor de rosa!
- Tão simples...- sonhava seu olhar pueril...
- Pena que não será sempre assim! – lamentou seu Papai Noel, silenciosamente.
E ele tinha toda razão! Mas ainda hoje, sempre que a vida insiste em mudar de cor, as lembranças e sensações desse Natal a retiram do cinza e escombros que por vezes a vida adulta impõe-lhe, e ela sai por aí, pelo mundo, a pedalar mais uma vez sua bicicleta cor de rosa, como se em Mara Rosa estivesse, completamente livre...
Eu tive um caso extraconjugal fora do Brasil durante muito tempo, muitos anos. Toda vez que meu casamento entrava na rotina, eu fugia para os braços do meu amante.
Por ele aprendi outras línguas, gastei oceanos de dinheiro e com ele construí sonhos, que sem qualquer trégua persegui-os incessantemente.
Estar com meu amante era também me reencontrar em minha melhor versão.
Meu amante me devolvia o sorriso, me fazia sonhar e acreditar de novo nas pessoas, em um mundo melhor, em mim mais uma vez, até que a vida, após anos de felicidade, cansou-se dessas minhas vindas e idas, e quis dar um basta nisso.
E deu, quando definitivamente me obrigou a escolher entre meu amante, a Europa, e meu casamento, o Brasil.
Eu esperneei, chorei, retruquei, questionei, recorri, e confesso que até desistir de mim passou-me pela cabeça, inclusive mais de uma vez...
Eu não conseguiria viver sem meu amante.
Eu não queria isso.
Também não queria abandonar meu casamento sólido, seguro...
Durante todo esse período difícil, meus verdadeiros amigos permaneceram sempre la, a me enviarem msgs de WhatsApp, gifs, piadas, enquanto eu me recolhia à amargura de ter que escolher entre os dois.
Até que o fatídico dia chegou.
Qual foi minha escolha?
“Deixando-o achar que pessoas agem de acordo com o que recebe. Aprendi depois de muitos anos que o máximo que posso exigir de uma pessoa é o respeito. Aprendi a Conviver com minhas ausências, lembranças, menos com a saudade. Essa ainda tenho que aprender a tragar. Uma vez ou outra ela resolve aparecer para deixar as minhas noites mais melancólicas e minhas manhãs melodrámaticas. Também aprendi que a coisa mais valiosa é o Amor que se possa ter e sentir. Ele é algo que pra ser conquistado-valorado. Exirge um esforço, dedicação, paciência e compreensão. E é recompensado e se não for?... não cobre, nem pede, tampouco implore."
—By Coelhinha
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