25 anos
O grande segredo para se manter um casamento feliz e saudável, por muitos e muitos anos, até que a morte os separe, é não guardar segredos entre o casal.
Parabéns, amigos Jorge Caverzan e Terezinha Romanel Caverzan, pelos 39 anos de vida conjugal, e, que esse amor se renove a cada dia, com as bênçãos sagradas de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo. Abraços fraternos.
Um casamento para dar certo e durar por muitos e muitos anos, é preciso que haja bastante diálogo, amor, compreensão e perdão entre os cônjuges!
Se eu viver + 40 anos, vou chegar a 106 anos bem vividos aqui na terra! Quem sabe eu chego lá!!! Beijos.
Vocês já sabem que a minha vida não tem sido a mais fácil ultimamente, esses últimos anos, mas das quedas ninguém se salva, ninguém.
Meu grande amor, sabe o que mais amo em ti? O homem que és, pois em tantos anos juntos me disse que me ama uma única vez, mas todos os dias me dá prova de seu amor, você me protege, cuida de mim com todo zelo, como eu gostaria que existisse mais homens como você para que outras mulheres pudessem ser tão felizes quanto sou. Como diz a canção: "Ainda bem, que agora encontrei você, eu realmente não sei o que fiz para merecer você".
Com o passar dos anos aprendemos que nada é para sempre, com os momentos bons temos alegria, com os momentos ruins a experiência e cada momento precisa de vivido intensamente.
Com o passar dos anos aprendemos que precisamos nos tratar com carinho, precisamos nos amar para que nos momentos em que não houver alguém ao nosso lado saibamos desfrutar da nossa companhia, pois nem sempre estaremos rodeadas de pessoas mas sempre estaremos conosco.
Se cuide, se ame, se curta, viva, faça por você e para você porque todos vão embora por algum motivo mas você estará sempre com você.
Faz tempo
Sei, já faz tanto tempo...
tantos anos, já se foram
lembranças esquecidas
palavras, jamais ditas.
Faz mesmo muito tempo
foram muitos desencontros
palavras ríspidas, infelizes
dores deixadas na alma.
Sei, faz muito tempo...
tantas lágrimas derramadas
suspiros, olhares gélidos
dias sofríveis, eu sei...senti.
Faz mesmo muito tempo
que este amor resiste
ele ainda clama pela vida
vive ele em minha vida.
Sei, já faz tanto tempo
que eu o amo assim
faz mesmo muito tempo
que te tenho em mim.
Ilusão
Por anos busquei pelo teu sim
mas ecoou em meus ouvidos o silêncio,
sinônimo do não, do talvez, ou quem sabe algum dia
esperei tua mão bater à porta
do meu coração
sonhei com o teu sorriso largo, alegrando minh'alma
tua boca me pedindo pra ficar
jurando nunca mais deixar teus olhas sumir do meus
mas foi imaginação nas esquinas escuras da ilusão
onde ouvi tuas juras imaginárias, e teu nefasto adeus.
Desacelerei de verdade agora. Estou sem pressa nenhuma. Meus 47 anos, estão exigindo que eu viva intensamente cada instante, cada momento. Não posso perder de vista meu amanhã, e nem poderia deixar de viver e sentir o agora, que é urgente, mas o vivo sem pressa. Deixando que meu corpo e minha mente, sintam a paz do respirar, do sentir o ar nos pulmões, do calor de um abraço, do beijo ardente ou maternal, do sorriso na face do outro, e do riso que amo sentir brotar de mim. E assim, dentro da minha serenidade necessária, a paixão pela vida é fogo ardente em mim, vivendo o hoje, na certeza de um amanhã sempre feliz.
A sociedade em geral ficou mais tolerante, mas omissa em muitos pontos, nos últimos anos. A humanidade foi empoderada, porém imagine empoderar crianças que vivem no mundo da fantasia.
🍂
Uma experiência integral,de uma espiritualidade saudável,
passa ao menos alguns anos aprendendo na casa do silêncio.
Passaram-se anos, e essa árvore não foi a lugar nenhum; talvez tenho sido salva por isso. Aprender a permanecer.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
Marcado pelo signo do pensar
convivi muitos anos com a solidão
e sob essas vestes transparentes
pude então me reencontrar
ATRAÇÃO FATAL
O tempo me assusta.
A alguns anos o que
Eu mais queria era,
Meu brinquedo favorito.
hoje, eu gostaria de abraçar
Mais uma vez meu avô.
A morte me assusta.
Porém, ao olhar para o chão
Me lembro que estou pisando
Em mortos.
Aí por um instante,
A morte não me parece
Algo que eu deveria temer.
A morte me atrai.
As vezes ela me parece a
Mulher mais atraente.
Assustadoramente atraente.
Pobreza e opressão roubam anos de vida e saúde, encurtam os horizontes e podam talentos potenciais antes que eles possam florescer.
CABELEIRA É O CARA:
Nos idos anos de 1929, no município de Alagoa Nova-PB, pra ser mais nítido no sítio Camucá, hoje S.S. de Lagoa de Roça-PB, nascia CABELEIRA terceiro filho de uma família de cinco do senhor João Vital, carinhosamente chamado de João moco, homem de personalidade forte e conduta ilibada, logo se destaca por sua inclinação no domínio da matemática, autodidata, nunca cursou uma faculdade, porém era professor de matemática à época, onde dedicava parte de sua vida quando não estava na lida do campo, a ensinar os guris da redondeza pobre daquele município.
CABELEIRA, como era conhecido entre os mais íntimos, não teve muito acesso a letra, em virtude de que na época em que estava em idade escolar, trabalhava para ajudar o pai homem de poucas posses, ainda muito moço, deixou a vida árdua do campo, aonde viveu duramente com sua família, a qual sobrevivia da agricultura familiar, para se aventurar na longínqua região sudeste, para ser mais preciso no Rio de Janeiro, acreditando que iria melhorar sua vida e, consequentemente oferecer ajuda a sua família que ficara no “inferno” nordestino abandonado por todos e tudo.
Lêdo engano! Ao desembarcar depois de infinitos oito dias de viagem sem dormir, dentro de uma marinete sem o mínimo de conforto, se depara com uma realidade assustadora, terra, e gente desconhecida que logo ignora o pobre CABELEIRA, de indumentária matuta, sorriso tímido e, pele ressequida pelo sol impiedoso do nordeste árido, abruptamente a saudade do torrão natal aflora, e como um vídeo tape, começa a vislumbrar seus amigos, as conversas de botequins nas manhãs de domingo, as festas de argolinhas, os jogos de castanha no calçadão do alpendre da casa grande, as meninas de rouge no rosto, após a missa domingueira que antecede o pastoril dos cordões azul e encarnado, das disputas muitas vezes, na tapa, para decidir quem iria dançar com Doralice a quadrilha junina na escolha da “Rainha do milho”, da pamonha com carne seca assada na brasa, da rede de varanda onde depois da pamonha abria às pernas e peidava a noite inteira com o “Bucho inchado”.
Imediatamente, lhe veio uma vontade tirana de entrar de volta naquela malfadada marinete, mas todo tostão que trouxera já havia acabado, e o amargurado CABELEIRA, é condenado a ficar naquela louca e enfadonha metrópole.
Após pouco mais de um ano, o feliz CABELEIRA pisa em solo natal, era véspera de São João, havia muita fartura, milho verde, fava, feijão, batatinha e etc, depois de longos oito dias de volta, já menos sofridos, o jovem CABELEIRA sequer abre a cancela, e logo se joga dentro do barreiro da bigorna, ainda com o seu terno em linho branco, oriundo das terras sulistas, todo encharcado, o jovem grita: Pai, Mãe, cadê Jaime, Eugenio, Elídio, Tana e a vovó? Ao ouvir aquela voz, a matriarca responde lá de dentro da cocheira, teu pai foi dar aula na casa de seu Rouxinol, os meninos no roçado, e Tana lá na casa de Dodó, Dodó era uma meia tia do menino CABELEIRA e todos a amavam. E a felicidade era infinita na pequena casa de sapê, imediatamente foram chegando os irmãos e a noticia se espalha pela redondeza, e por volta do meio dia a casa já estava cheia para ver o jovem “carioca”, e Mariana a matriarca, reluzente de alegria grita: Tana! Bota água na panela que hoje temos mais bocas no almoço, pra finalizar, naquele dia comeram ali quarenta e seis pessoas.
No dia seguinte, o jovem CABELEIRA confidencia para seus pais vou me casar!
Você é doido menino! Disse João Moco o patriarca, com quem? Indagou. Com uma moça na Rua de Esperança-PB, o nome dela é Amélia, e assim o fez, o ano era 1960, casou-se com Amélia com quem teve dezenove filhos, dos quais, nove morreram ainda em idade de criança, hoje o velho CABELEIRA tem oitenta e quatro anos de idade e goza de uma saúde invejável, sua Amélia onze anos mais nova voltou a ser criança acometida do mal de Alzheimer.
Ah, não podia me esquecer de suas peripécias, entre elas, se não a mais trágica, a mais cômica, o nosso protagonista também foi comerciante e possuía uma pequena mercearia no final dos anos de 1970, onde fazia e vendia “Dimdim” ou “Sacolé,” como queiram, o mais engraçado é que ao mexer o liquido deixava cair os cachos de “Baba,” e os moleques de forma irônica iam comprar e pediam me dê um babado desse ai, CABELEIRA com um sorriso pálido os despachava.
Aquela pequena bodega foi palco de inúmeros espetáculos de grandes comédias involuntárias, e por onde passaram alguns nomes inesquecíveis de figuras hilárias como: Neve Pé de Cágo, Beto zambão, João Cafifi, Pombazulão, Maria debaixo da Mesa, o terror das crianças, e outros. Entre elas destaco a noite de domingo em que Neve “Pé de cágo” deu uma surra de cururu em “Beto zambão,” era aproximadamente 18h00, e “Zamba” ia pra missa, ao passar pela porta da bodega um moleque na rua grita “Pé de Cágo”! Neve acabara de beber um copo de cachaça brejeira, e ao se virar, dar de cara com “Beto zambão,” sem pestanejar, ela dar digarra de um sapo cururu que havia na calçada e começa a surrar o pobre rapaz que sem saber o que estava acontecendo apenas pedia para que a mesma não sujasse sua roupa branquinha que ia à igreja, a mesma, enfurecida, não parava de bater no rapaz, salvo com a intervenção das pessoas que ali se encontravam, bem como as quedas de asas de Antônio Cordeiro, em momentos de embriagues alcoólica, e muitas outras que em outro momento externarei aos senhores leitores.
CABELEIRA também tinha grande facilidade de fazer boas amizades, e só lembrando algumas como: Juvenal Peteca, Antônio Carioca, Luiz Paulino, Zacarias, Antônio Cordeiro, Paulo Canuto e o pitoresco Pombazulão, até o poeta popular Arnaldo Cipriano, o qual promoveu muitos encontros de violeiros na casa de meu querido e amado CABELEIRA, que muitas vezes ao ser indagado pelo autor ainda criança, se ele pretendia se aventurar mais uma vez naquelas terras distantes.
Respondeu: nunca, jamais, contudo aqui eu era feliz e não sabia.
ESPERANÇA-PB: SAÚDO COM SAUDADE:
Esperança, eu te saúdo pelo teu aniversário de 88 anos de vida bem vividos, me regozija a alma em poder contemplar tua beleza física, teus monumentos históricos, tua economia viçosa, teu povo festivo e hospitaleiro, teu semblante ainda bucólico, num clima ameno e conquistador, que outrora atraiu dos mais longínquos torrões, novos a ti habitar, Esperança de filhos renomados no cenário politico, artístico, literário e financeiro, mil perdões te peço, por não externar seus nomes, talvez no afã de não pecar por omissão, saúdo a todos que já não habitam esse plano terreno, e beijos no coração dos que ainda degustam teu sentimento lúdico.
Não obstante, maior que a saudação, é a saudade de tua adolescência e juventude, quiçá, eu trocasse toda sua exuberância presente, por tua ingenuidade e, candura de ontem, saiba minha querida e amada Esperança, trocaria teus prédios futuristas, pelas singelas casas de tua infância, onde se dormia sem trancas, teu asfalto fervilhante, pelas ruas de sapê onde crianças no ápice de sua inocência, as riscavam em suas duradouras brincadeiras de rua, tais como – Barra bandeira, enfinca, gata magra e Etc.
Oh! Esperança dileta, sem sombra de duvidas, trocaria teus famigerados monstros financeiros, pelo saudoso SINE SÃO JOSÉ, teus restaurantes chineses, pelo inesquecível e acolhedor bar do Vicentão, tuas Lan Hauses e teus Ciber. Cafés, pelos simpáticos e saudáveis assustados no saudoso Caobe. Quanta saudade de minha antiga Banabuiê, aonde não havia polícia, e pai emprestava dinheiro ao filho sem lhe cobra juros, onde os homens se confraternizavam sem drogas, e as famílias não comiam politica e primavam por sua unidade, mesmo com todo o pragmatismo atual, morro a cada dia de saudade do teu paradigma infanto-juvenil.
Sobretudo, amada minha, pretendo ser teu causídico até que a morte nos separe.
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