William Shakespeare Poema de Crianca
Soneto para Shakespeare
Enquanto sirvo-te, vives a me agredir
Para ti não passo de alguém estranho
Como um cão fiel persisto em te seguir
Tua vil ofensa pra mim é doce ganho.
Assumo as faltas, não oculto o inferno
Dei tudo de mim em troca de migalhas
Fui imaturo, mas sempre amável e terno
Meu amor é puro, como são as falhas.
E que lucro eu tiro deste árduo ofício?
Sendo humilhado em troca de nada
O bem que te faço é arte de suplício.
Um dia eu me canso de tanto repetir
Terás saudades de uma alma cansada
Em pé à tua porta, querendo dividir
Carta para Mia Couto
Prezado Mia Couto,
recebi uma mensagem de Shakespeare,
dizendo que o amor é pouco,
contrapondo-se a Pessoa
para quem o amor pode ser vário.
Decidi falar com Einstein que como sempre relativizou,
disse que o amor é uma órbita, que gira em torno de nós.
Quando estava te escrevendo Vinicius me chegou,
disse olha, a vida tem jeito, só se morre e nasce de amor.
Então em Moçambique, se a carta o Atlântico cruzar,
diga ao Carlos como se fala, o amor não deve tardar.
Se estiver ocupado, tratando algum assunto com Camões,
peça-lhe que envie transcrito em poucas e simples linhas,
- O amor é um contentamento descontente,
é dor que a gente se sente, que se desatina sem doer.
Quando eu receber a resposta, prontamente lhe confirmo,
atestando a Drummond, que o amor é um estar em ser,
num ser mais que profundo.
Eu ficarei orgulhoso de receber a explicação,
já que me vivo a Quintanar de amar,
o amor em sua extensão.
Até resgatei um modesto conceito,
desses que se declara numa ciranda de amigos,
- o amor, é tão somente, o infindo sopro, se fazendo vida.
Carlos Daniel Dojja
"Viver é inventar o dia.
É desconhecer a arrogância.
Exalar pura energia!
Fazer poemas de amor.
Devolver sorrisos.
Acreditar que o bem vence o mal. Sempre!
Enfeitar o coração com cores!
Conquistar amigos e ser sempre leal e fiel.
Transformar dor em alegria.
Ser amor de coração.
Inspirar justiça.
Viver é correr atrás dos sonhos,
da inspiração, dos projetos.
Buscar o entendimento das coisas.
Ser sempre da paz.
Orar em agradecimento pelas dádivas recebidas.
Buscar o que nos faz bem e aos outros também.
Amar!
Pintar o mundo com as cores que nossa imaginação mandar.
Estar sempre jovem.
Viver é: Ser sempre verdadeiro.
É constantemente redescobrir as coisas belas da vida,
lembrando que o sorriso é o idioma universal.
Ouvir músicas que acalmem a alma.
Desacelerar e aproveitar o tempo,
cada pequeno momento de prazer.
Viver,... é simplesmente ver a vida com o coração
O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.
Antes de você falar ouça. Antes de agir, pense. Antes de criticar, conheça. E antes de desistir, tente.
Cada relacionamento entre duas pessoas é absolutamente único. Por isso você não pode amar duas pessoas da mesma maneira. Simplesmente não é possível. Você ama cada pessoa de modo diferente por ser quem ela é e pela especificidade do que ela recebe de você.
É um movimento ritualistico
Sua incerteza me faz pensar
Não quero ser um rascunho
Você é primavera e verão
Irradia teu calor em mim
Me integra no teu lindo Ser
Sou réu subjugado
E te peço por clemência
Mira no meu coração
E me deixe em Frenesi
william diz:
você tem um ar frio e ao mesmo tempo é articuladinha e divertidinha...
olhar, sorriso, feições e algumas características bem expressivas... você chama atenção, não é insossa...
comportamento calculado, não é desequilibrida, é simples...
e outras coisas.
isso é peculiar.. e interessante.
por isso, diferente.
Eu tinha q guardar isso aki!
Eu ainda acredito em Luís de Camões, Álvares de Azevedo/SP – (Poeta por excelência), William Shakespeare e em mim é claro, que também sou poeta e ainda acredito no AMOR.
William James disse: O mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia de ser aprecido".
sfj,caracteres
"Mais magro", sussurra o velho cigano de nariz carcomido
para William Halleck quando ele e sua esposa Heidi saem
do tribunal. Apenas estas duas únicas palavras, carregadas
pela doçura enjoativa do hálito dele.
"Mais magro". E antes que Halleck possa recuar, o velho
cigano estica o braço e acaricia-lhe a face com um dedo
retorcido. Os lábios dele entreabrem-se como uma ferida,
exibindo alguns cacos de dentes que despontam das gengivas
como lápides quebradas. Cacos de dentes enegrecidos e
esverdeados. A língua do velho se esgueira por entre eles e
então desponta, para lamber os amargos lábios sorridentes.
"Mais magro "
Sabe... um escritor chamado Thomas William que já morreu, ele disse que a ideia para um livro é como uma pequena fogueira em uma noite escura. E, um por um, os personagens vêm ficar em torno e aquecer suas mãos. E eu sempre achei que essa fosse a metáfora perfeita para explicar como funciona. Ficar juntos e aquecer as mãos.
Eles ficam em volta do fogo e, aos poucos, ele vai crescendo e você os vê de forma mais clara e ...Isto é um livro , a história
cresce.
Mercadores de Fumaça
William Contraponto
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
Vendem nuvem, vendem vento,
Prometem sol e trazem sombra,
Quem acredita perde tempo,
Mas a ilusão se desfaz na lombra.
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
Com palavras de ouro e espelho,
Sorriso ensaiado, mão leve,
Mas quem conhece o próprio conselho
Sabe que a máscara cedo ou tarde se deve.
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
Feira do vazio, da mentira,
Trocam o real por teatro e cor,
Mas quem se mantém e não se delira
Segue firme no rumo do que tem valor.
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
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O Ator do Cotidiano
William Contraponto
Veste o papel sem perceber,
repete gestos da rotina,
crê-se destino no dever,
mas vive cena clandestina.
Sorri o rosto que não é,
fala o que o hábito ordena,
o ser se perde no que vê,
num ato vão de fé pequena.
O mundo aplaude o disfarçar,
confunde vida e personagem,
ninguém recorda o perguntar
que rompe a trama da engrenagem.
No reflexo resta um breve olhar,
vazio entre o script e o ser,
onde o silêncio quer lembrar
aquilo que não quis nascer.
E ao fim, cortina e solidão,
cumpre o papel sem cor nem voz,
talvez a falta, em ilusão,
seja o autor de todos nós.
No Barril de Cerâmica
William Contraponto
É mais livre quem desapega,
para dizer o que pensa.
No palácio o pensamento se vende,
no barril de cerâmica não se rende.
A cidade adora coroas,
mas teme quem anda descalço.
O luxo brilha e apodrece,
a verdade mora no espaço escasso.
Quem tudo possui, é possuído,
quem nada tem, respira inteiro.
O ouro pesa mais que a alma,
e o desejo é um cativeiro.
O sábio dorme entre pedras,
mas sonha com clareza.
O tolo repousa em seda,
e acorda sem certeza.
É mais livre quem se basta,
quem não precisa fingir grandeza.
Entre o trono e o chão da praça,
fico com a nudez da natureza.
ONDE NASCE O PENSAMENTO
William Contraponto
O pensamento surge quando algo não se encaixa, quando a realidade apresenta contradições ou lacunas que exigem ser compreendidas. Ele não nasce em situações de conforto ou estabilidade, mas diante de problemas, dúvidas e choques com o inesperado. Quando tudo parece estar resolvido, a mente tende a relaxar e a repetir ideias sem questioná-las. É o impasse que estimula a reflexão e move o raciocínio.
Pensar significa duvidar do que se apresenta como certo e revisar o que se considera verdadeiro. A dúvida não é um defeito, mas uma etapa necessária do entendimento. Aceitar tudo sem questionar é uma forma de renunciar à própria capacidade de pensar. A certeza absoluta, por sua vez, transforma-se em limitação, pois impede a revisão de ideias e o aprendizado contínuo.
O pensamento é, portanto, um processo em constante movimento. Ele não busca um ponto final, mas procura compreender o sentido das coisas dentro de seus limites. Cada resposta gera novas perguntas, e é essa sequência de questionamentos que mantém a mente ativa.
Pensar é um exercício de liberdade intelectual. Implica não se contentar com explicações prontas e reconhecer que o conhecimento é sempre provisório. O pensamento nasce, cresce e se renova na dúvida, e é isso que o torna essencial para a consciência e para o desenvolvimento humano.
O Que Fica do Que Fomos
William Contraponto
Se um dia eu cruzar a noite inteira
e o corpo cansar do próprio som,
não esperarei por luz ou fronteira;
apenas o rastro do que ainda sou.
Porque além da morte não há segredo,
não há espírito buscando um lar.
Há só memória vencendo o medo
e o que deixamos no fundo do olhar.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Quando a última porta se fechar,
não haverá juízo nem muralha.
A vida é um barco que aprende a passar,
e cada travessia ensina – e falha.
O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Se deixo um verso solto pela rua,
que seja luz pra quem quiser seguir.
Não há mistério entre sombra e lua:
há só a marca do que se quis sentir.
E quem nos guarda não é o além,
é quem repousa o nosso bem.
No silêncio que sucede o último passo,
ninguém nos chama para salvação.
O tempo recolhe o nosso espaço
e entrega aos outros a continuação.
Se algo vive depois do adeus,
não são anjos nem eternidade:
é o que plantamos no chão dos seus,
a parte nossa que vira verdade.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí,
no que vive em ti,
no que chamam fim
e que eu chamo de existir.
