Vovo Vou Sentir sua falta
Vida sofrida
Jogo da vida
Jogo de labirinto
Eu vou indo
Pela porta estreita
A larga tá suspeita
A perdição
Não é solução
Caminho sem volta
Não existe vitória
Sem luta
Então se ajuda.
Vou esquecer tudo o que você falou, pois sei que o que você sente por mim é só amor. Não
quero te deixar, hoje do teu lado eu quero estar. Me desculpe, mas a sua falsidade não vai me abalar.
Tudo de ruim que vem contra mim, eu vou conseguir superar, pois Deus está à me ajudar, pois as barreiras me fazem crescer, e eu não consigo desistir de viver..
Não vá
Fica só um pouco mais
Eu não vou te pedir
Porque o melhor orgulho fala mais alto por mim
Não é porque eu quero, ele está me dominando.
Eu não vou te pedir; mas fica aqui
Quero o teu Abraço, posso até ser grossa mas amo quando você me abraça
Fica só mais um pouquinho
Eu Te Amo
Eu não sei
Pra que servem
as coisas
Que eu sei
Vou levando a vida
Em fogo brando
Teimando em buscar
Algo que insiste em se esconder:
Um brilho de olhos
Tão tristes quanto os meus
E os teus teimam em recordar
Muitas cenas esquecidas
desta vida
Que apesar de
hoje,
branda
Ainda queima
Creio que jamais vi de perto
A sanidade plena
Pois
Mesmo em épocas amenas
um mais um
Jamais somaram
dois, completamente
A vista engana
A memória mente
E eu, simplesmente
desconheço
razão ou utilidade prática
Pra esta insana matemática
E qualquer outra ciência.
Nunca sorriu-me
Qualquer chance de escolha
A queda da última folha
Quase sempre além do alcance
Apesar de tudo que hoje eu sei
O desenlace me parece
Aqui dentro e ao mesmo tempo
tão distante
Vida esquecida
drástica e elástica
Revoltas que dão duas voltas
e voltam
O dia amanhece
A vida prossegue adiante
Com suas celeumas
e chamas infames
Uma espécie de charme
Que queima
Edson Ricardo Paiva
No espelho.
Se um dia eu puder
Vou te pedir
que descreva
O que foi que sentiu
A cada vez
que um beijo chegou no vento
Um sorriso num pensamento
Um apelo numa oração
Coisas que precisava dizer
e não podia
Por favor
Se puder
descreva para mim
O que foi que sentiu
Quando finalmente percebeu
aquele amor
Que distante vivia
E que às vezes pedia
Pra Lua entregar um recado
Te avisando que eu existia
E desejava de verdade
descobrir
Em qual cidade se escondia
Me conta também
Se aquele sonho que te mandei
Me fez o favor de te avisar
Pra olhar pro Céu,
quando acordasse
Pois as nuvens que aqui passavam
me disseram que te conheciam
Outras vezes eu havia mandado
Que a luz do Sol
Fulgisse no teu espelho
e te desse o meu beijo
Feito de brilho
Eu sabia que teu recato
Faria teu rosto assumir
um tom a mais de vermelho
Eu quero
que saiba que fui eu
que acreditei muitas vezes
No milagre
de um feliz desenlace
E você
finalmente descobrisse
que eu existia
Pois tudo isso eu fiz
Eu te juro que fiz assim
Porque queria que você
Também gostasse de mim
Edson Ricardo Paiva
Amanhã
Eu vou poder caminhar
Pra onde quer que eu queira ir
Eu vou ser como sempre quis
E ser quem eu mesmo queira ser
dai então
descobrir quem eu sou
E nunca mais vou precisar
Ser quem o vento levou
Mas serei quem sempre esteve aqui
em cada verão e cada primavera
Porém, na verdade
Nunca pode ser quem era
Sou aquele que o tempo transformou
Mas sempre permaneceu
O mesmo
Este sou eu
E apesar do cinismo da vida
Jamais se adaptou a isso
Pois eu sei
Que ainda gosto de dançar na chuva
E sou criança
e tenho medo de escuro
E ao mesmo tempo
O Mesmo
E mesmo que nada se mova
Se renova a cada dia
E preserva a alegria guardada
E continua sendo
Quem tanto queria
Aquele que não quer ser nada
Nada além daquele cara
Que ri de alegria
Ao final de cada dia
todo dia
Edson Ricardo Paiva.
Enquanto isso vou pensando
nos caminhos onde andei
Perdido no tempo e no espaço
Gente
Respirando fumaça
E realmente achando graça
Penso e me perco
Parcas esperanças
Mais fracas
Conforme o tempo passa
E ele passa
E nesse espaço de tempo
Disfarço e me desfaço
Penso em quantas partidas
A vida
Essa viagem só de ida
Bagagem
Mensagens de adeus
despedidas
Em quantos partiram
Sem um último olhar
ou abraço
Em quantos vem chegando
Sem saber
e nem querer saber
Vivendo sem pensar
Simplesmente por viver
E um dia partir
Como tantos
Que se foi deixando
Ficar por esse caminho
Tão curto e tão distante
Confuso, inconstante, alegre e triste
Agora parece
Que a mente se ilumina
Porém
Quando olha pra cima
Percebe que ninguém percebe
Que o Sol não mais ilumina
da mesma maneira que antes
E a quantidade de luz que se recebe
Não faz tanta diferença
Quanto no tempo
Em que se vivia e nem pensava
E achava distante demais
Tudo aquilo que hoje
A bem da verdade
Tanto faz...
Edson Ricardo Paiva
Agora, assim como era antes
Não posso chegar
Ao lugar que se espera
Hoje eu entendo
Que não vou alcançar
O final da jornada
Porque
O final sou eu
Entre tudo mais que existe
Só o tempo não é eterno
Ele apenas corre eternamente
As fronteiras erigidas
Estão todas em mim
Como o vento
A soprar por sob as asas
A sustentar o voo
Enquanto a vida passa
As dobras que fizemos
Nas mangas do tempo
São apenas pra descobrir
Que existem coisas bem pequenas
Que não nos cabe saber
Nunca as saberemos
Até que o tempo corroa os alicerces
Que sustentam a esse
E a tantos outros Universos
Pra que o Céu desabe sobre nós
E acabe por tornar perfeita
A perfeição corrompida
Pelos nossos olhares tortos
Quero crer que ali na esquina
Debaixo daquela escada
Pode ser que esteja
Escondido
O segredo da vida.
Edson Ricardo Paiva.
De vez em quando eu vou à Lua
Hoje, não sei se voltei de lá
E fui direto ao fundo do Mar
Este lugar é tão pequeno
Me deixes ao menos querer
Assim como sempre me deixaste
Partir e ir embora
Sei que nem ao menos percebeste
Mas viajaste comigo no tempo
A sessenta minutos por hora
Achando tudo errado
O que quero, o que penso e o que faço
Neste tempo e neste espaço
Criticando o meu sucesso
e aplaudindo meus fracassos
Não sei se te deste conta
Mas um dia estarei partindo
E pra sempre estarei por lá
Aproveites hoje o meu abraço
Pois não voltarei jamais
Pra este lugar ao seu lado
e tu, que tanto me preteriste
Finalmente há de saber
O que é ser triste.
Eu vou deixar de lado
Essa tristeza sem cura
Esse meu mundo assombrado
por tanta frieza
tanta incerteza
tantos juramentos
de procedência obscura
Viverei agora de crimes
Que me alegrem o coração
Vou escrever frases
que não rimem
vou exercer
a prática ilegal da poesia
Conquistar corações
que não me pertencem
Me vingar
daqueles que me esqueceram
Fazer as pazes comigo mesmo
Me cansei de tanto cinismo
Vou causar um cataclismo
nos corações de gente ingrata
À partir desta data
Serei simplesmente feliz
Contente com aquilo
Que fiz ou deixei de fazer
vou criar um novo estilo
Que só será compreendido
depois que eu morrer
e assim
vou deixar ao mundo
esta dúvida e esta dívida
Esse sentimento profundo
Que me lacerava a alma
Oriundo da ausência de calma
Que me causaram nesta passagem
Vou viver noutras paisagens
Vou viver sem compromisso
Se não pude ser feliz
Vou deixar ao menos
de ser infeliz
Só isso.
Hoje
Meu coração amanheceu
Tão frio quanto este dia
E não sei
Quanto tempo eu vou viver
Sem saber se novamente
Haverá nele calor
Eu pensava que o amor
A gente levasse com a gente
Não percebi que ele morria
Pois nele eu vivia absorto
Não via que estava morto
E vivia em mim somente
Nem sei se existiu de fato
Ou foi coisa da minha mente
Amor, algo assim, abstrato
Verdadeira mentira
Pura ilusão
Concreta agora
É somente a ira
Que me congela o coração.
Em breve, muito breve eu vou partir
Me aguarda na margem de cá
O Caronte, que me haverá de conduzir
Pra bem longe da tua presença
e muito além deste horizonte
Pois aqui, pra mim, não há mais nada
À você, que me induziu à queda
Sua alma é por demais pesada
Portanto, ele manda avisar
Que não há como aceitar
Sua moeda.
Todo dia, ao nascer da noite
Me aprumo e desço as escadas
Rumo à escuridão sem rumo
vou me enturmando
com a turma que vive
o avesso da vida
e aqueles que nada tem
procurando me equilibrar
tentando me manter em paz
Após cada tropeço
Que o escuro traz
No começo eu chorava
apesar de ninguém querer saber
agora choro pouco
mas aprendi
Que mesmo poucas as lágrimas
elas ainda me lavam a cara
A escuridão aumenta
e a noite não pára
Mesmo assim o tempo passa
e passando me separa
a cada vez mais
da esperança de um dia
voltar a conhecer
algo que me faça capaz
de ver a luz
toda noite, ao nascer do dia
Este maldito amanhecer
me arrepia
e eu não me acostumo
Me arrumo e subo as escadas
Em pouco tempo
As calçadas estarão lotadas
de gente
com as quais não me enturmo
pessoas que vivem
o lado quente da vida
Aquela amiga desconhecida
que me esqueceu.
Um dia
eu ainda vou conseguir
Viver somente aquele dia
Sem precisar pensar
Nos problemas de amanhã
adquiridos ontem
Vou viver
Somente aquele dia
Igual eu fazia na infância
Eu vou vê-lo amanhecer
e, excepcionalmente
Vou almoçar
Na hora do almoço
Conversar com alguém à mesa
sem raiva, sem discussão
reclamação ou acusações
Apreciar a refeição
e o tempero
de uma comida que eu não fiz
À tarde
Vou caminhar.
ou olhar o Sol
ou lêr um livro
ou dormir
Quem sabe
Eu possa até sorrir
Sem haver necessidade
de explicar
o motivo do sorriso
Meu Deus
Eu pensei
Que a vida toda seria assim
Não foi
Mas o Senhor sabe que eu preciso
viver ao menos um dia
Antes que anoiteça
definitivamente
Em minha vida
E nesse tão acalentado momento
Que nunca chegou
Pois
Por motivo de amor
Eu o deixei cair no esquecimento
O amor não veio
A alegria não veio
esse dia não veio
O tempo prosseguiu
Minha esperança partiu
Eu parei
Aqui no meio.
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Decepção: frases para mostrar sua insatisfação com certas atitudes
- Frases de escritores famosos que vão despertar sua inspiração
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Frases de Paulo Freire sobre educação e sua ação transformadora
- Frases sobre sorriso para expressar toda a sua alegria
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
