Vou Tentando te Esquecer
Ando em círculo contando os meus passos tentando solucionar minhas dúvidas, nas quais balançaram o meu coração;
Falaram-me que a felicidade morava ao meu lado, mas a incidência no fim se provou as escolhas é superficial;
Nada é o bastante para a satisfação que rega a loucura da paixão e aconselha de forma intensa o coração a agir impulsivamente;
Não me veja como um súdito inútil tentando fugir do ergástulo que me dera como castigo de amá-la tanto;
Não ficaria submisso se tivesse você vossa majestade para me curvar com seriedade e sentido para tanto amá-la;
Não deixarei que teu nome se apague do meu coração, mesmo que o tempo passe tentando levar as boas lembranças embora;
Seja qual for o certo para redirecionar o errado ao caminho de quem o destina, não deixe morrer os desejos gritantes pela a felicidade em teu coração;
Já sabemos o que devemos saber para situarmos a nossa esperança de termos uma vivência na qual valha à pena;
Minha complexidade é uma mistura de homem e poeta tentando ganhar o lado de fora para refazê-la para você;
Sou homem com cara de menino, inocente e atrevido e vise-versa sou poeta da vida levado no coração por amantes da arte;
E quando se é necessário enlouqueço sem sombras de dúvidas para deixar rolar e sentir as suas reações;
Dôo-me por inteiro no que acho merecido ao meu coração, porém a minha alegria me convém do teu sorriso;
Os meus desejos tentando a tua inocência... Visando todo o teu corpo, envolvendo os meus pensamentos maliciosos a ti...
Minha boca trêmula e um tanto vibrante, demonstra constante impaciência de tocá-la, possuí-la e te conquistar;
Permaneça inocente... Carente para que o meu charme fixe em teus pensamentos, em um instante que marque o momento solene, que no qual transpareça as certezas do seu olhar...
Sinto-me bem... Digo sinto-me mal...
Minhas dúvidas invadiram o meu coração
Tentando me encontrar com melodias
Sutis que às vezes me perdem;
Mas sou forte o suficiente
Para suportar dúvidas
Infundadas;
Mas não duvide
Das minhas capacidades
Pois ainda posso ser
O que você menos espera;
Há uma imensurável ânsia em meu peito
Sufocando o meu querer
De uma forma indesejada
Tentando me deter;
Caminhando-se apressado, tentando alcançar os próprios sonhos...
Se perdia e voltava sempre a dormir para tentar alcançar um novo sonho!
Tô tentando conter a emoção
Depois das palavras duras que ouvi.
Queria não sorrir quando manda-me mensagens ;
Queria saber ignorar-te por horas a fio;
Queria que a ira fosse maior que a benevolência
E talvez só assim, eu conseguiria ser menos eu, quando estou com você.
A coisa que tememos ou de que estamos tentando fugir se apega a nós...mas se não pusermos amor, ódio ou medo na coisa, estaremos livres dela.
Enquanto nós não olharmos uma pessoa como irmão, tentando enxergar Jesus dentro dela, vamos nos enxergar diferentes.
A esperança sobrevive, carcomida, esquelética, tentando respirar entre as descomunais montanhas de dúvidas que triunfam, dia após dia, sobre as expectativas que brotam, sem raiz, nos meus pensamentos.
Que é quem eu sou, não rosto, não braços, nem mãos, corpo. Sou mente e apenas mente serei, talvez para sempre, ou não...
Quando há certeza, há caminho, porto seguro, cais. Ainda que seja certeza do mal, da tragédia iminente, da surra que o destino nos dá, vez ou outra. Quando sabemos o que está por vir, é muito mais fácil lidar, reagir, tirar de letra, como dizem por aí.
Mas é a incerteza que mata.
Não saber qual será a próxima cartada do acaso, mas sentir que ela está prestes a acontecer.
Alguns chamam de ansiedade. Que seja. Eu chamo de desespero da incerteza. Quase um delírio. Medo desatinado.
Mas sigo, sigo sempre. Imaginando se, à beira do precipício, esse fiozinho de esperança será suficiente para segurar meu espírito em queda.
Ele quis brincar com a vida
Ele quis jogar com o tempo
E, tentando enganar o mundo
Lançou seus dados redondos
Sem sorte, que tarde trágica
contou com as cartas
e mágica
Deparou-se, de repente
Com a morte
Frente a frente
Mas o que a morte não sabia
Era que o tolo não sentia
Nenhum medo ao contemplar
Sua imagem, tão sombria
Na tarde daquele dia
Confundia uma inútil coragem
com vaga sabedoria
Ele quis brincar com a morte
Ele quis jogar com a sorte
Quis impressionar o Mundo
E chutou sua bola quadrada
Tolo esporte, que tarde trágica!
O destino, sem espírito esportivo
Não perdeu a chance
Já que alguém lhe deu motivo
Tirando do bolso a ampulheta
constatou que seu tempo cessara
E a tarde, no campo da vida
Recolheu-lhe
A alma atrevida
Sem compreender muito bem
O Mundo
Tentando entender
A Lua
Assustado igual criança
Que atravessa a rua
No colo do pai
Superando a vida
Passo a passo
Igual à qualquer outra
Alma perdida
Que não sabe onde vai
Ele ia assim mesmo
de qualquer jeito
todo dia
E pensava sinceramente
Que aquela condição
O fazia diferente
E assim
Colheu seus anos
Viveu sem fazer planos
Cumprindo a parte
Que lhe cabe
E um dia partiu
Sem saber
Que a gente
Também não sabe.
Faz centenas de anos que eu venho
Tentando decifrar algo que eu vi
Não no Céu, nem numa folha de papel
Era um desenho rabiscado
Pelo chão do meu caminho
Era um desenho pra se ler
Eu eu, na condição de criança, o lia
Mas meu coração perdeu aquela pureza
E hoje eu não compreendo mais
Aquilo que eu senti naqueles dias
E agora não consigo
mergulhar naquela paz
Que tudo aquilo me causava todo dia
Era um desenho de anjos
Pautado em melodias
Onde eu lia e entendia seus arranjos
a ponto de poder ouvir
Mentalmente e lentamente
Uma linda sinfonia de Anjos
Com os quais o tempo me fez
Perder totalmente a sintonia
Um dia a gente percebe
Que quanto mais pensava
Evoluir e ficar mais inteligente
Fatalmente deixava escapar
por entre os vãos dos dedos
A pureza necessária
Pra poder compreender
Plenamente a vida e o Mundo
E todos os segredos
pra afastar do coração
Esta enorme quantidade de medos.
