Vou Tentando te Esquecer
Poliglota dos idiomas
dos outros e dos idiomas
que criei mim mesma,
Vivo tentando traduzir
o quê está na cabeça.
Para não me transformar
no Arranca-Línguas
da lenda melhor mesmo
é escrever um poema.
Trancando o meu próprio
Diabo na Garrafa,
Dou boa noite para quem
é da noite e dou bom dia
para quem é do dia.
(Porque na vida tudo é nuvem).
"Isso é viver dando sempre um passo adiante.
Isso é viver tentando sempre alcançar o horizonte, juntos!"
-Haredita Angel
Sou louca,
confusa,
caótica.
Erro tentando acertar...
Mas, na maior parte da vezes
eu só erro mesmo.
☆Haredita Angel
O vento sopra, tentando me abalar,
Mas Tua mão vem me segurar.
Se eu afundar, Tu me levantas,
És fiel, Tua graça me alcança.
A discussão sobre a morte
Falamos da morte como inexorável,
às vezes tentando ignorar
sua postura austera,
intransigente, inquebrantável...
Não há entre os homens vivos
nem entre os mortos, entre sábios ou tolos
alguém que saiba responder,
além de delírios ou hipóteses
o que é a morte, nem o que lhe segue,
qual sua verdadeira causa ou intenção...
Poetas e pensadores, não raro a descrevem,
arriscam seus palpites, outros falam em tese:
“a morte é o fim de tudo, ou início de nada.”
a sonhos e a pesadelos se atribui teorias,
doutrinas bem intencionadas...
a morte poderia ser, mas ela não é
não há Por vir, nem De vir,
tudo é abismo e talvez....
Mas se a vida ignorasse a morte,
se não houvesse pesar nem temor,
físico, metafísico ou moral?
A morte não seria o que é
nem o que não é...
a morte é apenas uma rima
que o homem tenta decifrar...
mas lhe falta tempo, espaço e sorte.
Evan do Carmo
Sou verso sem rima
Que tenta se expressar
Sou música e melodia
Tentando te encantar
Sou estrada sem destino
Que percorre sem saber
Um sonho a realizar
Lutando para acontecer
Sou alma solitária
Em busca de um abrigo
Sou coração que procura
Um abraço de um amigo
Sou pequena em imensidão
Destemido em força e voz
Sou a poeira que dança no caos
Facho de luz, aquarela azul-lilás
O Dilema da Sabedoria Perdida
Tentando ensinar ao que não quer aprender,
É como dar pérolas a porcos, um esforço vão,
Pois na mente fechada, a sabedoria não há de penetrar,
E o risco é sempre duplo, um jogo sem chão.
Quando dizemos "sim" ao que não entende,
O simples assentimento pode até agradar,
Mas se a incompreensão é o que se defende,
A agressão, o acusar, não tardará a se manifestar.
É um esforço inglório, o confronto com o insensato,
Pois cedo ou tarde, a razão se esgota, se esmorece.
Seja pela força brutal ou pelo cansaço, um fato:
O desgaste é inevitável, e o desgaste, a vitória concede.
Tentativas de convivência se tornam um fardo pesado,
E a razão, em sua luta, pode se perder.
O estúpido, com sua ignorância e peito inflado,
É uma tempestade em que a sabedoria se vê a desaparecer.
O dilema é claro: a sabedoria não se impõe,
Mas a resistência e a negação têm seu preço.
Em cada tentativa, o risco se reescreve, e então,
O caminho do entendimento se torna um triste excesso.
O PEDIDO DE SOCORRO DO PLANETA
O planeta está tentando respirar. Sente, ele pede socorro. Todas as artérias que levam oxigênio e nutrientes para o corpo tornaram-se duras e estreitas. O seu coração está cansado, esgotado e sofrendo. Nenhum de seus órgãos estão funcionando 100%. Todos estão com alguma patologia. O resultado dos exames, deram alterados. Ele sofre com tudo isso. Suas lágrimas estão escorrendo entre os poucos verdes que ainda restam e as flores, estão cabisbaixas. Sua boca tenta pronunciar algumas palavras, porém ninguém o ouve. Estão todos enlouquecidos dentro de suas casas. Não entenderam seu recado.
Sinta a energia que está no ar. Ela pesa. Pesa para Planeta e para nós também. Estão todos tensos pelo que está acontecendo. Não estavam preparados e não esperavam por essa surpresa. Mas, ele precisava dar um basta. Precisava gritar com todas as suas forças para ver se alguém conseguia ouvi-lo. Ele continua internado em estado grave. Sem respirador, não consegue sobreviver. Seus olhos pedem socorro e ao mesmo tempo calma. Não precisam palavras para entender seu chamado, seus olhos estão dizendo tudo. Veja. São os reflexos do ontem. Serão os passos do amanhã. Reflitam. O tempo não para. Estamos chegando no fim da linha. Não tem mais volta. Agora, é tentar salvar o pouco do que ainda resta e ver se consigamos salvar sua vida.
Estamos sempre tentando encontrar alguma coisa que nos mostre a dimensão da vida. Mesmo que seja infinitamente alcançável, tentamos de todas as formas buscar o que nos alimenta, nos nutre e nos preenche internamente.
Meus pensamentos são rabiscos trêmulos, letras soltas tentando conter o que não cabe em mim. Talvez ninguém os leia, mas escrevê-los já é uma forma de não desaparecer. Não busco aplausos, busco alívio. Cada fragmento no papel é uma tentativa de existir, de organizar a dor que o silêncio engole. Mesmo imperfeitos, esses pedaços de mim me lembram que ainda estou aqui, tentando.
Vejo pessoas nas redes sociais tentando justificar crimes de guerra e genocídio por causa de eventos isolados que envolveram racismo e falta de comunicação. Vivemos em uma época de fanáticos políticos e de outros cidadãos que procuram qualquer motivo para odiar, e eles não estão levando em conta a gravidade da situação de passar por uma guerra e ter um país vizinho em guerra.
Tentando ser brisa
de esperança e voz
neste tempo adverso,
total em prosa e verso
contando de maneira
sensorial o quê passa
na América Latina,
sobre a tropa de uma
Pátria que não é a minha,
e uma prisão injusta
sofrida por um General
que ocorreu no meio
de uma reunião pacífica.
O General está preso
há mais de anos anos,
ele vem passando
um injusto sufoco
e o profundo desgosto
de continuar a ser caluniado;
não há como esquecer
do amaldiçoado
dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
fizeram muito mal à ele,
e o injusto não foi reparado.
O General está preso
na sede da Polícia Militar,
desde o início da pandemia
não vem podendo
para a família telefonar,
só se sabe que
em TOTAL ISOLAMENTO
ele se encontra num
ambiente que a injustiça tomou conta.
