Vou Morrer
Nascer e morrer é igual para todos, mas a forma como você vive é o que te diferencia dos demais e faz a vida valer ou não a pena.
No pensamento de heidegger, o ser ontológico só pode ser pensado apartir do ser ôntico ( ente) interessante entender que ambos coexistem um para outro, existe um ente para existir o daisen, logo a morte do ente torna o ser-aí possível de originalidade, esse ser para morte não dá margem para o fim. Fica em nós a coragem de saber que a trajetória do ser é trajetória para morte, ainda é além da existência, o ser já não é mais só existência que precede a essência mas a própria essência. O rigor do pensamento quer que a palavra nomeia a daisen para existência, que apresente o ontológico ao ôntico, deixando apenas essa herança como traço daquilo que se revela, firmando um Deus-daisen pela percepção do ente, que desconfia de si mesmo perante o ser-aí. Por quê?
Porque o ente não sabe morrer, não é poeticamente, não é mortificavel, logo finito.
Algumas pessoas nunca morrem, apenas mudam: de matéria, de casa e identidade e passam a morar dentro da gente com o nome de saudade.
"Se você vive a vida respirando espinhos, vai findar morrendo - seja pelas feridas que eles causaram, ou pela tentativa desesperada de acabar com a dor que eles trouxeram."
ENTÃO...
Viver é para poucos, é abundante, prazeroso, irresponsável; morrer é libertador, suave, para todos.
Sinto a podridão na minha lingua, meus olhos já viram muita podridão mas mesmo assim eu continuo "vivo" ao mesmo tempo que os outros, eu não sei por que eu deveria existir e não entendo o por que estou aqui.
Não se deixe levar por más influências. Se não estiver bem, não se lance no uso de entorpecentes para se sentir melhor; isso só fará você morrer aos poucos. Vai perder peso, vai perdendo a beleza, sua saúde vai ficar frágil a ponto de nem sentir apetite. Sua sede será de bebida alcoólica, sua fome será de se manter sob efeito de drogas. Se seus amigos te levam por esses caminhos, mesmo que se sinta fraco, só, resista. Não se deixe levar. É fácil entrar mas é difícil sair da situação de dependência. Amigos que te levam para usar entorpecentes não são amigos; se afaste enquanto há tempo. Se já está enlaçado, Procure ajuda. Tem Pessoas que podem te ajudar. Abra os olhos para a vida enquanto há tempo.
Quando você morrer, tudo vai morrer junto. Então, antes de dormir, agradeça com amor por toda a alegria que teve no dia e, ao acordar, acolha as novas possibilidades com ainda mais amorosidade.
Porque cada amanhecer é uma nova página e cada anoitecer, um capítulo concluído, viva sua vida, por inteiro, com amor e coragem, em vez de apenas recordar.
As pessoas morrem porque deixam de sonhar. O fim não vem quando o coração para de bater, mas quando ele para de bater por algo maior, por aquilo que faz a alma vibrar. Não é a morte física que nos leva, mas o abandono dos sonhos que nos tornam vivos. Se o coração já não pulsa por um propósito, será que ainda vivemos, ou apenas existimos?
Flagelo
Nascer sozinha no túmulo de uma rua fria.
sem colo, sem beijo, sem leite;
flácida, pálida e enrugada;
grata por ter um chão a quem lamber.
Sem pássaro no ar,
sem cão na terra,
nem ventre para voltar.
Nascer sozinha no fim da vida não dói, apenas cansa.
T
"Todo mundo morre, mas ninguém se vai. Alguma coisa fica, talvez a melhor parte. Afinal, neve é só neve quando cai, e todos nós vamos derreter um dia. Um senhor triste uma vez disse: 'O que sobrevive é o amor.'"
Morrer é voltar
Da natureza tu viestes, um sopro, um ser,
Feito de pó, de água, de vida a florescer.
Das mãos da terra, moldado ao vento,
Ecoas a essência, leveza, e tempo.
Em tua jornada, a terra teus pés toca,
Caminhas por rios, florestas, e rocha.
Respires o ar, floresces no chão,
E dentro de ti, pulsa o coração.
Mas quando o tempo te chamar de volta,
O ciclo se fecha, a terra te solta.
Da natureza viestes, e para ela irás,
Como folhas caídas, no vento, em paz.
Na dança eterna, retornarás ao lar,
Feito de pó, de água, de brisa, de mar.
E assim como viestes, tu também voltarás,
No abraço da terra, teu repouso terás.
No dia em que você se for, será um dia como outro qualquer. A padaria da esquina vai vender pães; o atendente da farmácia vai vender remédios; o feirante vai montar sua velha barraca e atender seus clientes...
Alguém vai nascer; outro vai chorar; e alguém estará sorrindo.
O doente precisará de cuidados; e alguém estará se alegrando pela notícia da cura...
A vida vai continuar no dia em que a gente se for. Sabe porque? Porque no fundo, a morte faz parte da nossa vida.
A questão é o que estamos fazendo aqui, enquanto a morte não chega.
Para onde estamos caminhando, afinal?
E que lugar Deus ocupa em nossas vidas, em meio a tudo isso?
(Fabi Braga, 15/11/2024)
Na boa, dá um tempo!
“Você vai morrer e vai ficar tudo aí, acalme-se! Faz teu legado, mas permita-se, essencialmente, o direito de encher
sua cabeça de coisas vazias!”.
Arkdyws
Onde e quando nos pomos no fim mais último? — morrer é morrer-se num lugar e numa data, um concreto mítico que em nós vamos incorporando. O fecho da narrativa contada, o começo da narrativa eternamente emudecida: a da terra, a do corpo, a do pó.
O dia que é para você viver acontece um milagre, o que dia que é para morrer acontece o impossível.
