Vou Morrer
Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… E vou indo.
Vou te dizer uma coisa: se tentar e perder, não será culpa sua. Mas se não tentar e perdermos, então será tudo culpa sua.
"E quando eu fugir de você, corra atrás, e diga que precisa de mim. Eu vou espernear, dizer que não, bater pé, mas no fundo vou estar mais feliz que qualquer outra pessoa do mundo."
Vou correr para o fim do mundo, chegando lá saltarei para o infinito. Após isso, acordarei na minha triste realidade.
Eu morro a cada decepção, a cada mentira, a cada pessoa que me abandona. E vou continuar morrendo até levarem a última parte de mim. Porque morrer é assim, um processo longo que merece ser estudado. A gente começar a morrer a partir do momento que nasce, a gente morre quando criança, nossa mãe não nos deixa colocar na boca aquele brinquedo tão interessante. Morremos a espera, morremos de esperança, morremos de amor, morremos de dor. A gente morre quando percebe que a vida não era e nunca vai ser o que pensávamos, a gente morre com a mudança. A gente morre quando cresce, morremos quando se envelhece. Quando estamos jantando à espera de um prato que nunca vem. Morremos quando percebemos que ser apenas você mesmo não é o bastante. A gente morre na calçada enquanto andamos sempre na mesma direção, sabendo que tudo na vida que vira rotina, morre em vão. Morremos toda manhã ao acordar e perceber que quem nos queríamos ao nosso lado não está lá, morremos ao café da manhã, nossos ovos hoje estão podres, morremos ao ver que o do vizinho não. Morremos sem querer, morremos de propósito. Morremos em partes, e repondo essas partes que morremos de novo. Nada voltará a ser o que já foi um dia, morrer querendo ou não te torna mais vivo. Estamos gradativamente morrendo. Se perdendo em partes, vivendo de escassos, caindo aos pedaços. Eu morri uma vez. Hoje nasci de novo, e amanhã voltarei a morrer. E vou continuar morrendo até levarem a última parte de mim.
Não vou mais insistir... não é bom pra mim, não foi feito pra mim, não vai ser meu. Desisto. Desisto como sempre desisti. Nunca vou até o fim.
Não sou do tipo que muda para agradar, não vou visitar parentes nem meus nem alheios, se não quero e tampouco viajo em tropas. Sou decidida, sei o que quero e como quero, sei me impor mais para os de longe que para os próximos. Apesar de toda independência que minha personalidade exige, sonho com família. Sou uma excelente pessoa, consigo enxergar o que está em volta, me adapto a certas situações, peço desculpas para não criar animosidades, e sei até onde vai meu limite, sei até onde aguentaria recuando caso de imposições contra o meu eu.
Cobranças, exigências, encheções são aberturas que damos aos desocupados de plantão, que cuidam mais da nossa vida que das deles. Confesso que indiretamente abro margens para vez em quando tripudiarem em cima de mim. Só fazem com a gente o que a gente permite e eu ando permitindo muitas coisas. Preciso aparar as asinhas de todo mundo. Fazer cara de paisagem quando alguma coisa acontecer. Virar as costas, ser sempre educada e firme nos meus posicionamentos. Afastar-me do que me faz mal, das manipulações, das cenas, das chantagens, do disse-me-disse, do oh céus, oh vida…
Aos poucos vou superando, seguindo em frente, aprendendo, errando ou acertando mais sempre de cabeça erguida e sem olhar para trás. A única hora que abaixo a cabeça é para não tropeçar, ou cair em qualquer buraco pelo caminho, e mesmo abaixando a cabeça e sendo atenciosa ainda caiu e tropeço, por causa desse meu jeito despercebida de ser, pulo alguns, cai em outros, tropeçando ali, levanto aqui, caindo acular, mas sempre seguindo em frente pelo construindo o meu caminho mesmo meioio torto, mas sempre adiante e avante...e assim vou acreditando nas promessas de Deus na minha vida. como diz o ditado" Deus escreve certo em linhas tortas"...então assim eu vou seguindo, seguindo e seguindo!
Aprendi a sorrir
Quando a dor tortura
A saudade abafa
E já nada cura
mas vou a luta
Danço na chuva
Abraço a vida
Com amor no coração
Domino o meu sentir
Seguro o meu chorar
Mas nem sempre sei
que decisão tomar
Neste dias vazios
Que teimam
em não terminar.
Vou mentindo a dor
de já não te ter
nos meus braços
Meu amor
Desejo todos os dias
que o dia chegue ao fim
E eu, chegue lá.
E neste meu sentir
tudo é grande demais
vivem em mim
um turbilhão de vendavais
A voz é torturada de silêncios
já não consigo gritar mais
Para falar a verdade
Todo "mundo" supõem
Que sou feliz
Mas sou ...
Tsunami de sentimentos
onde só eu me entendo
No meio dos temporais...
Eu estou indo embora agora, mas eu vou olhando pra trás e torcendo pra você precisar de mim mais uma vez, eu vou carregando na memória, o mesmo olhar leve, o mesmo sorriso cheio de promessas e ternura que você insiste em sorrir pra mim.
Eu sei que vou te amar, apesar da distância, sem me importar com as circunstâncias que ainda hei de viver. O meu coração pulsa, bate forte, quase explode de saudades de você.
Então no fim das contas a coisa realmente aconteceu! E agora, quem sou eu? Vou me lembrar se puder! Estou decidida!
Não vou pedir desculpas por ser idiota demais, babaca demais ou trouxa demais. Por que alguém com tantos defeitos como eu, se preocuparia em lamentar imperfeições? Acostume-se.
* Hoje vou ficar em evidência, como acontece em todo aniversário. Vou aproveitar este momento de exposição demasiada para me expor mais ainda. Os fragmentos abaixo, pela primeira vez, são totalmente autobiográficos. Qualquer semelhança não é mera coincidência.
*Quero que lembrem de mim pela ausência de grandes feitos. Ser como um saco plástico de supermercado que voou para nenhuma platéia.
Eu o notei, e isso bastou. Que esqueçam minha fisionomia e o meu nome. Eu não sou concreta. Quero ser o vento que bate as portas e some antes de assumir a culpa, deixando apenas dúvidas. Isso é a coisa mais importante que eu poderia dizer sobre mim. Para todos que tentaram me entender. Para os meus ex-analistas, que eram pagos para tentar me entender. Para os (coitados) que convivem (obrigatoriamente ou não) comigo. Eu quero ser o saco plástico dançando a melodia do vento que vinha do recôncavo. Nada mais.
*Minha existência se resume, desde que nasci em 24 de agosto de 1988, em um ciclo constante de mortes e renascimentos. Já perdi a conta de quantas vezes (principalmente nos últimos quatro anos) eu morri e renasci, fênix. E eu acho isso muito normal. Anormal, para mim, é tentar contar quantos anos eu tenho.
*Não sei se acredito em coincidências e destino. Sei que tudo na vida está relacionado de uma maneira tão cheia de pequenos detalhes e minúcias que é difícil não acreditar em energias que regem o universo.
......E ai,eu fui uma boa atriz de improviso!!???
Decepção antiga,
Serve como lição de vida,
Com os meus tombos
E tropeço,
Vou aprendendo a me equilibrar,
Para que eu jamais esqueça,
De uma cilada,
Diante dessa jornada,
De cabeça erguida,
Unindo forças para andar,
Continuo a caminhar,
Com os meus próprios pés,
Para jamais cair,
Sem pensar em desistir.
