Votar
A fila do osso foi o fundo do poço! Tem que ser muito ordinário para votar no patriotário! Rejeite o fascista, seja lulista!
Votar no Lula é defender a educação, direitos e celebrar a vida! Votar na mula é atacar a Constituição e dar aval à corrupção!
Só maluco para votar no Zucco! Fascista, nazista, extremista e miseravelmente Bolsonarista! Filhote de golpista!
A fidelidade a Cristo impede o cristão de votar em políticos que tratam a vida humana como descartável, especialmente no ventre materno.
Aqueles que professam a fé cristã não devem votar em partidos que transformam a morte de inocentes no ventre em plataforma política.
Nulo é o clã!
Voto em branco é anular a democracia!
Votar em brancos, negros e indígenas, isso sim são votos válidos!
"Anti-Manu"
Só maluco para votar no Zucco! Nazifascista, extremista e miseravelmente bolsonarista! Playboy mimado e retardado!
Repente
“O ser humano contra o ser humano”
E se votar fosse consciência,
não favor nem barganha dada?
Se a escolha viesse da mente
e não da promessa encenada?
Talvez o palco ficasse mudo,
sem mentira bem ensaiada.
Prometem o que já é do povo,
tá escrito, ninguém inventou,
mas entre a lei e a vida real
algo sempre se desviou.
Vai nos cofres, vira silêncio,
e o direito nunca chegou.
No fim não tem lado certo,
nem esquerda, nem direita, não,
a máquina pública gira
moendo sonho e intenção.
Quem sustenta paga a conta,
quem comanda faz sermão.
É a desunião que sustenta
corrupção e desigualdade,
desemprego bate à porta
com nome falso de oportunidade.
Troca a roupa, muda o rótulo,
mas é a mesma crueldade.
É o ser humano contra o humano,
irmão virando adversário,
dividido por fronteiras
desenhadas num cartório.
Língua, moeda e passaporte
definem quem vale salário.
Divide pela fé que se reza,
pela cor, pelo amar,
por ideologia e partido,
por camisa de jogar.
Criamos muros invisíveis
que nem o tempo vai quebrar.
Tentamos nos tocar em redes,
mil amigos numa tela,
mas falta abraço verdadeiro
na vida que nos revela.
Conectado com o planeta,
desconectado da janela.
Queremos cura instantânea,
emprego com solidez,
um amor sem imperfeição,
um futuro de uma vez.
Queremos filho salvador
pra corrigir nossa vez.
E mesmo assim eu acredito
nesse povo resistente,
que cai, levanta, se quebra
e recomeça diferente.
Que chora pouco em público
e luta bravamente.
Somos duzentos milhões sonhando
nesse chão chamado Brasil,
e oito bilhões no planeta
num destino tão frágil.
Tanta boca, tanta língua,
tão pouco diálogo civil.
E se o mundo falasse igual?
Sem moeda pra separar?
Com fronteira só no mapa
e humanidade no olhar?
Quem seria rico de verdade?
Quem ia pobre se chamar?
Talvez a maior fronteira
não seja terra nem chão,
seja o medo de enxergar
o outro como irmão.
(pausa)
O ser humano contra o humano…
essa é a guerra em questão.
Consciência, Diálogo e Esperança
E se votar fosse consciência,
educação e atenção,
não promessa repetida
nem discurso de ocasião?
Talvez o palco tivesse menos gritos
e mais responsabilidade na decisão.
Mas ainda existe um povo atento,
aprendendo a participar,
que entende que cidadania
é mais que votar, é acompanhar.
Educação constrói futuro
quando ensina a questionar.
Prometem o que já é direito,
tá na lei, qualquer um vê,
mas entre a palavra escrita
e a vida que insiste em sofrer,
o caminho se confunde
e o direito demora a chegar
pra mim
e para você.
Somos diferentes, é verdade,
na forma de crer e pensar,
mas diferença não é ameaça
quando aprendemos a respeitar.
O diálogo vira ponte
onde antes havia muro a separar.
Não se trata de um só lado,
nem de bandeira ou opinião,
quando a máquina gira sozinha
esquece quem move a engrenagem.
Quem sustenta pede resposta,
quem governa deve prestação.
Tentamos nos conectar ao mundo
por telas, sinais e informação,
mas nada substitui o encontro,
a escuta e a cooperação.
É no olho no olho sincero
que se constrói transformação.
Vivemos tempos divididos,
por ideias, crenças e visão,
língua, cultura, fronteira,
diferença vira separação.
Quando o diálogo se perde,
cresce a desigualdade
e a tensão.
Queremos trabalho, dignidade,
saúde, escola e igualdade,
não como favor concedido,
mas como direito de verdade.
Esperança não é esperar sentado,
é agir com responsabilidade.
Somos milhões neste país
cheios de sonhos e vontade,
e bilhões no mundo inteiro
buscando a mesma humanidade.
Se falássemos mais em comum,
talvez sobrasse menos desigualdade.
Nunca escute um pastor, que
quer te ensinar a votar; e nem,
um político que quer te ensinar a orar...
Sobre cordeiro e predadores
Demétrio Sena - Magé
Tá bom; você vai votar no Lula, para presidente. Já é um ótimo começo. Tem mesmo que ser Lula. Mas vamos fazer uma breve analogia. Digamos que o Lula seja um cordeiro. Votando nele, você põe o cordeiro no Planalto. Está devidamente alojado.
Mas o cordeiro tem predadores; entre eles, os lobos, que vivem à procura de uma chance para pegar o cordeiro. Aí você vota para deputados, senadores e governo estadual, justamente nos predadores. Na oposição. Nos partidos contrários ao perfil do partido do cordeiro, que atua em favor dos trabalhadores, dos mais pobres e desassistidos, da educação, a cultura e a democracia, enquanto seus opostos, ou predadores, atuam somente pelos patrões; pelos ricos; os opressores; as elites.
Foi o que aconteceu, quatro anos atrás, quando elegemos Lula para presidente, mas também elegemos deputados e senadores contrários ao Lula, suficientes para formarem maioria no congresso (Câmara Federal e Senado). Sem contar os deputados de cada estado e governadores, que nas horas convenientes unem-se aos lobos do congresso, para impedirem o cordeiro. Cada vez que Lula surgia com uma lei ou projeto em favor dos pobres, trabalhadores e outras classes desfavorecidas, os lobos atacavam contra, para impedir. Fizeram da rotina do Governo Federal um verdadeiro inferno.
Lula fez milagres para conseguir o possível, com tanta oposição. Quando conseguia, tinha que ceder onde não desejava, pois eram contrapartidas ruins para o país. Durante todo o período, o governo esteve na corda bamba. Poderia ter feito muito mais (e tentou insistentemente), mas os dentes dos lobos rangiam e chantageavam: "Quer isso para o povo? Queremos aquilo e mais aquilo para os empresários, nós mesmos e outros grupos da nossa panela!".
Não podemos repetir isso. Vamos reeleger Lula para presidente, mas com um congresso a seu favor. Deputados e senadores da esquerda; com os mesmos projetos e os ideais de Lula. Não suportamos mais, esse congresso inimigo do povo.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Morrendo de medo, mas decidido: vou votar no STF para presidente, afinal, quem liga pra Constituição?
Benê Morais
O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato
NÃO VOTE errado, VOTE DIREITO!
EM QUEM?
Claro que você já sabe.
VOTE NELA!…
Não votar, anular é votar errado. Por que errado? pq o voto vai pra quem quer te ver abaixo da linha da pobreza, dependendo da bolsa, do gás, e vivendo enrolado.
QUAL O FEMININO DE DIREITO?
Uma coisa inexplicável: no Brasil as pessoas são obrigadas a votar, pensam que têm direito ao voto e ainda falam que vivem em uma grande Democracia.
O brasileiro é tão imbecil ao ponto de votar para depois ter como desculpa o “direito de reclamar” dos ladrões eleitos.
Quem fura fila, sobretudo para votar, é só um qualquer um que pode votar em qualquer outro.
A frase parece muito dura, mas talvez seja justamente a dureza que nos faça pensar.
Porque furar uma fila não é apenas passar à frente de alguém.
É afirmar, silenciosamente, que o meu tempo vale mais que o do outro, que a minha urgência merece privilégio, que a regra pode ser relativizada quando me convém.
E, quando isso acontece justamente na hora de votar, a contradição se torna ainda maior.
O voto é um dos poucos momentos em que, pelo menos em princípio, todos deveriam estar em condições de igualdade.
Na fila, diferimos em histórias, opiniões, profissões e escolhas; diante da urna, cada cidadão deveria carregar o mesmo Peso Democrático.
Mas há quem queira igualdade no resultado e privilégio no caminho.
Talvez o problema não esteja apenas em quem fura a fila, mas na mentalidade que permite a alguém pensar que pode ou merece mais do que os outros.
É uma pequena transgressão que revela uma grande concepção de sociedade: a de que as regras existem só para os outros.
E é assim que a cidadania vai se desgastando.
Não necessariamente nos grandes escândalos, mas nos pequenos gestos cotidianos em que cada um decide que pode abrir uma exceção para si.
Quem não respeita a fila talvez não esteja escolhendo apenas quem vai governar o país.
Está também revelando, naquele instante, o tipo de país que considera aceitável construir.
Porque a Democracia não começa na urna.
Começa antes — na capacidade de esperar a sua vez, respeitar o outro e compreender que nenhum direito verdadeiro precisa nascer da humilhação ou do prejuízo de alguém.
No fim, votar em qualquer outro também é um direito.
Respeitar a fila é um dever…
E talvez uma sociedade mais justa comece justamente quando aprendemos a não confundir liberdade com licença para passar por cima dos outros.
Quem liga o som para a vizinhança inteira ouvir é só um qualquer um que pode votar em qualquer outro.
Parece apenas uma simples frase sobre barulho, mas talvez diga muito mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
Porque, no fundo, o problema nunca foi apenas o volume da música…
É a ideia de que o meu prazer pode ocupar o espaço do outro sem eu precisar perguntar se ele concorda.
Há quem aumente o volume do som porque pode.
Há quem fale mais alto porque acredita que sua voz merece prevalecer.
Há quem acelere no trânsito porque considera o tempo dos outros menos importante que o seu.
E há quem escolha seus representantes pelo mesmo impulso: não pelo que constroem, mas pelo que gritam.
A Democracia, curiosamente, coloca nas mãos desse mesmo “qualquer um” um poder enorme: o direito de escolher quem falará em nome de muitos.
E talvez seja justamente por isso que pequenas atitudes cotidianas deveriam nos fazer pensar.
Antes de exigir respeito dos que governam, seria razoável perguntar quanto respeito oferecemos a quem divide espaço conosco na rua, no prédio, no bairro e na cidade.
O voto acontece de tempos em tempos.
A convivência acontece todos os dias.
Talvez maturidade cidadã comece quando percebemos que liberdade não é fazer tudo aquilo que podemos fazer.
É compreender que, ao nosso lado, existem outras pessoas com os mesmos direitos, os mesmos incômodos e a mesma dignidade.
No fim, aquele que liga o som para a vizinhança inteira ouvir continua sendo apenas um qualquer um.
Mas é justamente esse qualquer um que, diante da urna, ajuda a decidir os rumos de todos.
E talvez a pergunta mais incômoda não seja em quem ele vai votar.
Seja que tipo de cidadão ele escolhe ser quando ninguém está contando os votos.
A Democracia é você ser livre para votar em quem você quiser, e não se deixar levar pelo grupo ou turma.
