Voo
Meu vôo é a minha vida, feito das mais diversas manobras. Dou rasantes para ver melhor o que a vida me preparou, faço looping para jogar pra fora o que não serve mais pra mim, vôo alto, acima dos telhados das casas e dos prédios, para ver tudo de longe e analisando a melhor direção a seguir. Posso escolher se dou um mergulho para buscar forças e assim poder ir mais longe ou, se vou preferir planar nos ventos do destino.
Tudo isso para esperar sorrindo, que eles me levem aonde meus sonhos estão."
Ícaro à Meia-Noite
Como Ícaro, voo, mas noturno. Iludo-me, mais sagaz. Oculto na noite: espectro, vampiro, assombração. Evito a luz para sobreviver. Não almejo o brilho — é a altura.
Com asas de papel e sonhos colados em cera, enfim compreendo: o próprio voo já é queda.
O som do silêncio é tudo!!! É o som das falas vegetais... O som de uma folha caindo... do voo de um pássaro... o som da nossa respiração... do palpitar dos nossos corações... é a essência da vida. O som do silêncio é o verdadeiro som de DEUS!!!
“O alcance da vida é como o voo de uma ave: depende da força das asas, mas também da direção do vento. e mesmo quando o vento muda, quem tem propósito aprende a usar as correntes para chegar mais longe.”
O amor é sempre uma asa ferida: nasce para o voo, mas traz consigo a queda já inscrita; e ainda assim, é no risco de despencar que a alma encontra a vertigem que a torna maior do que o próprio destino.
Colibri Dourado
Colibri Dourado
Que minha penas alcem voo, que eu seja um ramo molhado para pousares, ó efêmera maravilha que danças com a chuva. E que estas palavras sejam as gotas que escorrem de tuas asas, contando o segredo que vieste me sussurrar.
Não me falaste da liberdade com os lábios, mulher-Pernambuco, colibri dourado.
Falaste com o arco de teus pés descalços na terra avermelhada,
Enquanto o aguaceiro te beijava, os cabelos loiros e te embalava o ritmo antigo.
Os tolos pensam que a liberdade é uma gaiola aberta,
Um voo para longe da nuvem negra, um abrigo.
Mas tu, naquele instante em que o céu se partiu em lágrimas,
Me mostyraste que a verdadeira liberdade é a coragem de dançar sob a tormenta.
Não fugiste. Não te encolheste.
Abriste os braços como quem aceita um manto de diamantes líquidos,
E teu corpo se moveu não apesar da chuva, mas por causa dela,
Num pacto ancestral com o temporal.
Era a alegria selvagem do cacto que floresce após a seca,
A sabedoria da cana-de-açúcar que se dobra ao vento sem se quebrar,
A memória do mar, que habita em teus ossos, celebrando a chegada da própria origem.
Disseste-me, sem uma palavra, que o ser livre não é aquele que evita a chuva,
Mas aquele que se torna um com ela,
Que deixa que a água lave suas certezas e que o vento desfaça seus cabelos,
E mesmo assim, no centro do caos, encontra a melodia para a sua dança.
Ó mulher-colibri, de penas banhadas de ouro e de água,
Tu és filha do sol e da nuvem pesada.
Ensina-me a ser terra, para receber a chuva sem medo.
Ensina-me a ser rio, para correr sem destino, apenas por correr.
Ensina-me a ser como tu: que encontra na queda da água a razão do seu voo...
E assim, sempre que a chuva descer,
Eu me lembrarei de ti.
E em vez de buscar um teto,
Estenderei meus braços para o céu,
E simplesmente dançarei.
Que minha penas alcem voo, que eu seja um ramo molhado para pousares, ó efêmera maravilha que danças com a chuva. E que estas palavras sejam as gotas que escorrem de tuas asas, contando o segredo que vieste me sussurrar.
Não me falaste da liberdade com os lábios, mulher-Pernambuco, colibri dourado.
Falaste com o arco de teus pés descalços na terra avermelhada,
Enquanto o aguaceiro te beijava, os cabelos loiros e te embalava o ritmo antigo.
Os tolos pensam que a liberdade é uma gaiola aberta,
Um voo para longe da nuvem negra, um abrigo.
Mas tu, naquele instante em que o céu se partiu em lágrimas,
Me mostyraste que a verdadeira liberdade é a coragem de dançar sob a tormenta.
Não fugiste. Não te encolheste.
Abriste os braços como quem aceita um manto de diamantes líquidos,
E teu corpo se moveu não apesar da chuva, mas por causa dela,
Num pacto ancestral com o temporal.
Era a alegria selvagem do cacto que floresce após a seca,
A sabedoria da cana-de-açúcar que se dobra ao vento sem se quebrar,
A memória do mar, que habita em teus ossos, celebrando a chegada da própria origem.
Disseste-me, sem uma palavra, que o ser livre não é aquele que evita a chuva,
Mas aquele que se torna um com ela,
Que deixa que a água lave suas certezas e que o vento desfaça seus cabelos,
E mesmo assim, no centro do caos, encontra a melodia para a sua dança.
Ó mulher-colibri, de penas banhadas de ouro e de água,
Tu és filha do sol e da nuvem pesada.
Ensina-me a ser terra, para receber a chuva sem medo.
Ensina-me a ser rio, para correr sem destino, apenas por correr.
Ensina-me a ser como tu: que encontra na queda da água a razão do seu voo...
E assim, sempre que a chuva descer,
Eu me lembrarei de ti.
E em vez de buscar um teto,
Estenderei meus braços para o céu,
E simplesmente dançarei.
“Quem pensa como águia não pode esperar ser entendido por quem tem a gaiola… o voo não cabe em correntes.”
Aurora Interior
Quanto maior é a escalada, mais alto o voo da alma, menos nos prendem as correntes,
mais se expande a calma.
No topo, o ego silencia,
os opostos perdem razão,
pois na força da ressonância
só vibra o coração.
Não é pessoal, é alinhamento,
é o espírito em comunhão.
Toda honra e toda glória,
a Ti, Jesus, eterna direção.
A rolinha e o voo da liberdade
A rolinha é uma ave que não se preocupa muito com o ninho; geralmente, eles são bem rasos. Aqui em casa, ela botou o ovo diretamente sobre a ripa do telhado. Passava o dia todo chocando esse ovo — cheguei até a pensar que estivesse doente e acabei tocando nela.
Dias depois, o filhote fez seu primeiro voo e acabou caindo na minha varanda. Coloquei-o sobre a parede até que conseguisse realizar seu voo de liberdade.
Mesmo com simplicidade e poucos recursos, a natureza encontra seu caminho e cumpre seu ciclo.
Sobre a liberdade
Todo cuidado tem seu tempo; chega a hora de deixar o outro alçar voo por conta própria
Você me deixou como um passarinho com asas quebradas, fraca demais para voar. Mas hoje eu voo, querido, eu voo alto, como gaivotas sobre o mar.
Haverá dias em que a alma se cansa, e tudo parecerá pesado demais. Nesses dias, não te exijas voos — apenas permanece. Respira. Repousa. Fé também é isso: não desistir de si quando tudo parece estéril. Porque mesmo quando não floresces por fora, tua raiz segue firme, em silêncio, preparando primavera.
Quando um velho pai permite que seus filhos o dominem ele perde toda a sua autonomia de vôo. TENHA SEMPRE O ALERTA ACESO!
