Voo

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⁠Não interrompa o voo de sua alma; não perturbe o que há de melhor em você; não enfraqueça seu espírito com meias vontades e meios pensamentos. Pergunte a si mesmo e continue perguntando até encontrar a resposta, pois pode-se ter conhecido algo muitas vezes, reconhecido; pode-se ter desejado algo muitas vezes, tentado - e ainda assim, apenas o movimento interior profundo, apenas a emoção indescritível do coração, apenas isso irá convencê-lo de que o que você reconheceu pertence a você, que nenhum poder pode tirá-lo de você - pois somente a verdade que constrói é verdade para você.

Nada disso seria possível se não fosse pelo voo perdido, um cinto quebrado e a escolha de se amarem todos os dias.

⁠Não posso fazer um voo solo porque não consigo voar só.

⁠A consciência deve partir da liberdade, pois a opressão reprime suas asas e impede o seu voo.

⁠Meu vôo é a minha vida, feito das mais diversas manobras. Dou rasantes para ver melhor o que a vida me preparou, faço looping para jogar pra fora o que não serve mais pra mim, vôo alto, acima dos telhados das casas e dos prédios, para ver tudo de longe e analisando a melhor direção a seguir. Posso escolher se dou um mergulho para buscar forças e assim poder ir mais longe ou, se vou preferir planar nos ventos do destino.
Tudo isso para esperar sorrindo, que eles me levem aonde meus sonhos estão."

Ícaro à Meia-Noite


Como Ícaro, voo, mas noturno. Iludo-me, mais sagaz. Oculto na noite: espectro, vampiro, assombração. Evito a luz para sobreviver. Não almejo o brilho — é a altura.
Com asas de papel e sonhos colados em cera, enfim compreendo: o próprio voo já é queda.

O som do silêncio é tudo!!! É o som das falas vegetais... O som de uma folha caindo... do voo de um pássaro... o som da nossa respiração... do palpitar dos nossos corações... é a essência da vida. O som do silêncio é o verdadeiro som de DEUS!!!

É mais fácil uma minhoca levantar voo do que um corrupto abandonar as trevas.

⁠“O alcance da vida é como o voo de uma ave: depende da força das asas, mas também da direção do vento. e mesmo quando o vento muda, quem tem propósito aprende a usar as correntes para chegar mais longe.”

Educar é dar asas antes de ensinar o voo.

A poesia transcende os girassóis e, em seu voo, acaricia o mundo e os corações.

O amor é sempre uma asa ferida: nasce para o voo, mas traz consigo a queda já inscrita; e ainda assim, é no risco de despencar que a alma encontra a vertigem que a torna maior do que o próprio destino.

A vida não é um plano de voo.
É uma dança.
E pra dançar é preciso deixar fluir...

Às vezes, o que parece voo é apenas a distância do chão. Antes de subir, finque bem o pé.

Colibri Dourado

Colibri Dourado




Que minha penas alcem voo, que eu seja um ramo molhado para pousares, ó efêmera maravilha que danças com a chuva. E que estas palavras sejam as gotas que escorrem de tuas asas, contando o segredo que vieste me sussurrar.




Não me falaste da liberdade com os lábios, mulher-Pernambuco, colibri dourado.

Falaste com o arco de teus pés descalços na terra avermelhada,

Enquanto o aguaceiro te beijava, os cabelos loiros e te embalava o ritmo antigo.




Os tolos pensam que a liberdade é uma gaiola aberta,

Um voo para longe da nuvem negra, um abrigo.

Mas tu, naquele instante em que o céu se partiu em lágrimas,

Me mostyraste que a verdadeira liberdade é a coragem de dançar sob a tormenta.




Não fugiste. Não te encolheste.

Abriste os braços como quem aceita um manto de diamantes líquidos,

E teu corpo se moveu não apesar da chuva, mas por causa dela,

Num pacto ancestral com o temporal.




Era a alegria selvagem do cacto que floresce após a seca,

A sabedoria da cana-de-açúcar que se dobra ao vento sem se quebrar,

A memória do mar, que habita em teus ossos, celebrando a chegada da própria origem.




Disseste-me, sem uma palavra, que o ser livre não é aquele que evita a chuva,

Mas aquele que se torna um com ela,

Que deixa que a água lave suas certezas e que o vento desfaça seus cabelos,

E mesmo assim, no centro do caos, encontra a melodia para a sua dança.




Ó mulher-colibri, de penas banhadas de ouro e de água,

Tu és filha do sol e da nuvem pesada.

Ensina-me a ser terra, para receber a chuva sem medo.

Ensina-me a ser rio, para correr sem destino, apenas por correr.

Ensina-me a ser como tu: que encontra na queda da água a razão do seu voo...




E assim, sempre que a chuva descer,

Eu me lembrarei de ti.

E em vez de buscar um teto,

Estenderei meus braços para o céu,

E simplesmente dançarei.

Que minha penas alcem voo, que eu seja um ramo molhado para pousares, ó efêmera maravilha que danças com a chuva. E que estas palavras sejam as gotas que escorrem de tuas asas, contando o segredo que vieste me sussurrar.

Não me falaste da liberdade com os lábios, mulher-Pernambuco, colibri dourado.
Falaste com o arco de teus pés descalços na terra avermelhada,
Enquanto o aguaceiro te beijava, os cabelos loiros e te embalava o ritmo antigo.

Os tolos pensam que a liberdade é uma gaiola aberta,
Um voo para longe da nuvem negra, um abrigo.
Mas tu, naquele instante em que o céu se partiu em lágrimas,
Me mostyraste que a verdadeira liberdade é a coragem de dançar sob a tormenta.

Não fugiste. Não te encolheste.
Abriste os braços como quem aceita um manto de diamantes líquidos,
E teu corpo se moveu não apesar da chuva, mas por causa dela,
Num pacto ancestral com o temporal.

Era a alegria selvagem do cacto que floresce após a seca,
A sabedoria da cana-de-açúcar que se dobra ao vento sem se quebrar,
A memória do mar, que habita em teus ossos, celebrando a chegada da própria origem.

Disseste-me, sem uma palavra, que o ser livre não é aquele que evita a chuva,
Mas aquele que se torna um com ela,
Que deixa que a água lave suas certezas e que o vento desfaça seus cabelos,
E mesmo assim, no centro do caos, encontra a melodia para a sua dança.

Ó mulher-colibri, de penas banhadas de ouro e de água,
Tu és filha do sol e da nuvem pesada.
Ensina-me a ser terra, para receber a chuva sem medo.
Ensina-me a ser rio, para correr sem destino, apenas por correr.
Ensina-me a ser como tu: que encontra na queda da água a razão do seu voo...

E assim, sempre que a chuva descer,
Eu me lembrarei de ti.
E em vez de buscar um teto,
Estenderei meus braços para o céu,
E simplesmente dançarei.

“Quem pensa como águia não pode esperar ser entendido por quem tem a gaiola… o voo não cabe em correntes.”


Aurora Interior

Quanto maior é a escalada, mais alto o voo da alma, menos nos prendem as correntes,
mais se expande a calma.
No topo, o ego silencia,
os opostos perdem razão,
pois na força da ressonância
só vibra o coração.
Não é pessoal, é alinhamento,
é o espírito em comunhão.
Toda honra e toda glória,
a Ti, Jesus, eterna direção.

A rolinha e o voo da liberdade


A rolinha é uma ave que não se preocupa muito com o ninho; geralmente, eles são bem rasos. Aqui em casa, ela botou o ovo diretamente sobre a ripa do telhado. Passava o dia todo chocando esse ovo — cheguei até a pensar que estivesse doente e acabei tocando nela.


Dias depois, o filhote fez seu primeiro voo e acabou caindo na minha varanda. Coloquei-o sobre a parede até que conseguisse realizar seu voo de liberdade.


Mesmo com simplicidade e poucos recursos, a natureza encontra seu caminho e cumpre seu ciclo.

Sobre a liberdade


Todo cuidado tem seu tempo; chega a hora de deixar o outro alçar voo por conta própria

não voo sozinha
é no silêncio de momentos
que dou asas à liberdade
dos meus pensamentos
#bysissym