Voltarei
Me tornei prisioneiro da saudade no dia em que você partiu.
Só voltarei a ter liberdade no dia em que você voltar e abrir a porta da solidão.
Ofendem-se os que dizem que não voltarei.
Porque bati à tua porta e não te encontrei.
Porque todas as noites permanecem à tua porta,
E, ordeno que despertes e te ergas para lutar, amar, viver e vencer.
Não chore pelas preciosas chances que passaram.
Não chores pela idade de ouro que se foi...
Todas as noites queimo o registro do dia
Porque ao erguer do sol todas as almas renascem novamente...
Ri como um menino aos esplendores que passaram;
Às alegrias que se esvaíram sê surdo e mudo.
O meu julgamento sela o passado que morreu,
Mas... nuca prende um momento ainda por vir.
Mesmo afundando na lama, não torças as mãos nem chores.
Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso e amo”.
Nenhum paria algum dia caiu tão baixo
Que não pudesse erguer-se e ser um homem novamente!
Lastimas a mocidade perdida?
Hesitas em desfechar um golpe merecido?
Volta-te, então, dos arquivos apagados do passado
E encontrarás as brancas paginas do futuro.
Choras uma pessoa amada?
Liberta-te da magia!
És um pecador?
O pecado tem perdão!
Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,
Cada noite uma estrela para te guiar aos céus!
Eu sou o AMOR.
Sou a oportunidade para o AMOR, para o renascimento da vida.
Despertai! Estou presente e sou a oportunidade...
Erguei-vos!
Fracassados...
Sou e serei
Um eterno sonhador.
A te ver voltarei,
Sempre demonstrando amor.
Estar é ser,
Ser é estar.
Poder compreender,
Sempre com a verdade contar
Ser é amar.
O verbo conquistar,
Felicidade ao se entregar,
Para ao mundo felicitar.
Respeito e felicidade,
Alegria e esperança.
Fé e bondade.
Compaixão e confiança!
INFÂNCIA
Quem sabe um dia eu voltarei
Para terra onde eu nasci
Reviver minhas lembranças
De quando eu era criança
Do bom tempo que eu vivi
Quem sabe um dia eu voltarei
A morar no lugar onde cresci
Matar aquela saudade
Das brincadeiras
De todas as tardes
Que me fazia feliz
Quem sabe um dia eu voltarei
A pisar nesse chão
E sentir na pele a infância
Daquela boa lembrança
Que ficaram no coração
Quem sabe um dia eu voltarei
Para minha terra amada
Um lugazinho hospitaleiro
De um povo humilde e verdadeiro
Uma nação apaixonada
Quem sabe um dia eu voltarei
Para aquela terra encantada
Meu mocambo do Arari
Tenho muito orgulho de ti
Minha cidade abençoada
Quem sabe um dia eu voltarei
Sentir a Terra molhada desse chão
De quando choveia na estrada
Que boa a sensação
De sentir no coração.
Quem sabe um dia eu voltarei
Todas às vezes...
Quantas vezes eu tiver que ir e vir irei com coragem e voltarei com a certeza de que valeu a pena ter seguido em frente, o resultado de cada ida e cada vinda terá sido resultado de intermináveis noites acordada, refletindo e persistindo no desejo de encontrar a razão pra tanta teimosia que há no meu coração.
Não me ofuscará aquele que de uma maneira ou de outra tenta invadir minha vida com palavras de descontentamento, pois minha luz não nasceu pra ser apagada, nasceu dentro de mim, contendo um brilho natural que é só meu.
Passo horas olhando pro céu, em especial nos dias sem nuvens a vista, com o sol em sua mais alta claridade, e olhando envolta numa força que é uma só, tamanha é minha convicção do amor imenso que existe dentro d’alma.
Meus olhos falam por si só, escorrem todas as lágrimas que dizem de mim, que falam em mim, e no mais profundo vazio de um ser humano, preencho de fato o vácuo que não mais existe.
A minha vida é mais vidas, se desfaz o vagão de pensamentos, pois jaz em minhas veias o sorriso e o aconchego de vidas que são minhas, quase sem perceber mesmo ao perecer desconhecia o rebento realizar de ser mãe.
Logo deito aos pés da cama, respiro fundo, vejo um filme...
No início um grande dom, o de amar, o de querer, logo, o desprezar que me foi preciso para crescer e em seguida reviver o mais belo sentimento que há quando se pode enxergar a perfeição de proferir a palavra filho.
Presentes que nos são dados na mais enfurecida necessidade de aprendermos com nossas próprias falhas.
Assim no mais profundo desejo de me encontrar por não mais pensar em chorar, e ainda assim soluçar por pensar que ainda há de representar cada peça a se quebrar e novamente montar.
Cairei quantas vezes me for permitido cair, levantarei quantas vezes me for possível levantar, e cada vez que eu cair, levantarei mais forte para por fim colocar a última peça desse infinito quebra cabeças que é viver.
Quando não necessitar escrever, voltarei a ler pra dá, pequenas risadas, ao nosso viver, tirando-te as preocupações dos pregões, é que sinto tanta saudade de você, e, na dança étera onde o amor impera, tudo podemos, acontecer, pois, pela celebração nosso encontro é simplesmente pra alegria de nosso ser.
Eu sou como o sol
nem sempre apareço
mas estou sempre la
e voltarei a brilhar
maior que qualquer luz.
Que o universo leve tudo aquilo que já não faz sentido em minha vida.
Eu não reagi por amor a Gi que é tudo oque eu amei, mas eu voltarei e os derrotarei.
a minha minha revanche será como uma avalanche...
